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  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
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(Para ver os anos anteriores da rubrica Porto Luz e Sombra:
http://www.campoaberto.pt/wp-admin/post.php?post=1309935&action=edit)

ABASTARDADO O CENTRO HISTÓRICO DO PORTO?
colocado em 26 de junho de 2018

Leia o artigo e assine a petição (ver abaixo):

Recentemente, em Fevereiro de 2018, a Comissão Nacional Portuguesa do ICOMOS (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios) publicou  uma avaliação esmagadoramente crítica sobre a conservação do Centro Histórico do Porto, considerando que várias intervenções que nele têm sido feitas desrespeitam a Convenção para a Proteção do Património Mundial e até a legislação nacional.

Inscrito como Património Mundial da Humanidade desde 1996, o Centro Histórico do Porto constitui, segundo a UNESCO, um exemplo excecional de tecido urbano autêntico e íntegro. Infelizmente tem sido privilegiada uma política de fachadismo, com intervenções de grande dimensão que comprometem um valor que o Estado Português se comprometeu a salvaguardar. Acresce que não têm sido tomadas medidas para estancar a perda populacional do centro e evitar processos de gentrificação e turistificação. Estabelecimentos memoráveis, alguns até classificados como «lojas históricas», também não têm sido poupados.

Considerando que tais intervenções não poderão repetir-se, e que face à crítica do já referido relatório da Comissão Portuguesa do ICOMOS, pode estar em causa um Património que pertence à Humanidade, os signatários de um artigo e petição em curso dirigem-se ao Presidente da Câmara Municipal do Porto, à Diretora-Geral do Património Cultural, à Assembleia da República e à Procuradora-Geral da República para que interfiram  e protejam esse património em perigo.

Nomeadamente, solicitam ao Presidente da Câmara Municipal do Porto e à Diretora-Geral do Património Cultural, que

Centro histórico do Porto abastardado?

(i) restabeleçam a Zona Especial de Proteção em redor da área classificada como Património da Humanidade;

(ii) elaborem para ela um plano de salvaguarda detalhado;

(iii) instituam um nível de proteção ao edificado que permita exigir dos promotores imobiliários a conservação de elementos relevantes dos interiores, os quais contribuem para o «exemplo excepcional de tecido urbano autêntico e íntegro» que originou a inscrição na lista do Património Mundial;

(iv) e garantam, por exercício do direito de preferência, a aquisição de estabelecimentos classificados como históricos.

Para ler o artigo na íntegra:

https://www.publico.pt/2018/06/19/local/opiniao/centro-historico-do-porto-numa-encruzilhada-fachadismo-ou-recuperacao-1834732

Para assinar a Petição:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=CentroHistricoPorto

 

 

 

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Categorias: Destaques, Património

4 comentários até agora.

  1. José Carlos Cidade Oliveira diz:

    Saibamos manter e defender as nossas raízes!

  2. Luis Carvalho de Azevedo diz:

    É aos Munícipes que, utilizando a melhor ferramenta da Sociedade, a democracia, compete decidir!

  3. Cecília Maria Correia Campos diz:

    Vai-se pelo lucro fácil que é viver do Turismo. Transformam-se bons edifícios em hotéis.
    Os portuenses no seu dia a dia esbarram com tantos turistas.
    Até se estacionam camionetas de turismo nas paragens de autocarros, o que dificulta a vida das pessoas.

  4. Maria de Fátima Osório diz:

    Se fosse só o centro histórico. Os agentes imobiliários andam esfomeados e pressionam de uma forma desrespeitosa todos aqueles que têm lojas que dariam para hotéis, hostais, AL ou algo semelhante.As pessoas? Só quem tem dinheiro é que é visivel.

    Maria de Fátima Osório

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