PORQUÊ DEBATER ESTE LIVRO?
    Colocado em 5 de novembro de 2022

    Traduzido do francês, de autoria de Claude Aubert, pioneiro da agricultura biológica em França e na Europa, este livro traça a história da progressiva afirmação da agricultura biológica apesar das resistências preconceituosas com que teve que se defrontar.

    A co-edição é  da Campo Aberto – associação de defesa do ambiente e das Edições Sempre-em-Pé. Através de um processo de pré-compra,  foram antecipadamente vendidos cerca de 130 exemplares, o que possibilitou que a edição fosse viabilizada. Entre 22 de outubro e 5 de novembro os exemplares adquiridos foram enviados aos apoiantes da edição que os tinham previamente adquirido, quando o livro ainda não existia fisicamente.

    No final deste artigo encontra-se a discriminação dos capítulos e subcapítulos do livro, bem como uma nota sobre o autor, sobre o editor originário e uma súmula do livro.

    Estão previstas três apresentações seguidas de debate:

    sábado, 12 de novembro, às 11:15, na loja de produtos biológicos Quintal Bioshop, de Mónica e Carlos Mata, na Rua do Rosário, 177, no Porto  – apresentação pelos editores

    sábado 19 de novembro, às 15:30, na Miosótis, loja de produtos biológicos, perto da Fundação Gulbenkian, metro São Sebastião, Rua Latino Coelho, 89 A, em Lisboa – apresentação de António Mantas, José Eduardo Amorim e Jorge Ferreira : ver adiante notas biográficas

    sábado 3 de dezembro às 15:30, na IdealBio, loja de produtos biológicos, na Rua 5 de Outubro, 352, Metro Casa da Música, no Porto – apresentação de Rui Machado Pinto: ver adiante nota biográfica

    Os editores agradecem o apoio de: Quintal Bioshop; Miosótis; IdealBio, e dos apresentadores, cujo perfil se insere adiante.
    Todos eles desempenharam e desempenham no movimento da agricultura biológica em Portugal papel de relevo.

     

    APRESENTAÇÕES A CARGO DE

    ANTÓNIO MANTAS (LISBOA)

    É Engenheiro Agrónomo pelo Instituto Superior de Agronomia, Lisboa. Obteve o Mestrado em Agricultura Biológica na Universidade de Barcelona, e realizou uma Pós-Graduação em Gestão de PME, Lisbon Business & Economics- Universidade Católica de Lisboa. De 1987 a1995, trabalhou na Direção Regional de Trás-os-Montes, Direção de Serviços de Experimentação, responsável pelos setores de frutos secos e propagação, pela coordenação de ensaios em campos experimentais e pela coordenação e gestão do Programa NOVAGRI. De 1994-1999, trabalhou em Tradição e Qualidade, em Mirandela, na Gerência e como Responsável Técnico. De 1999-2022, na empresa de certificação Kiwa Sativa (Sativa até 2018), em Lisboa. Nessa empresa foi, na Gerência, Responsável para Portugal, Responsável Técnico e de Certificação, de Gestão de Recursos Humanos e Comercial.

    Entre 2008 e 2022,   trabalhou na Beira Tradição – Certificação dos Produtos da Beira, Lda, de Castelo Branco, tendo assumido a Gerência, e nela foi Responsável Técnico e de Certificação. De 2020 a 2022, trabalhou na Kiwa BCS Oko Garantie, de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, tendo sido nela Responsável para o Brasil e Responsável de Certificação. Em 2022 foi também Consultor em projetos de agricultura biológica e de desenvolvimento rural.

    Desempenhou ainda outras funções, desde treinador (e jogador) de Voleibol, de 1976 a 1987 a professor de ensino básico e secundário em escolas particulares (1978 a 1986), Assistente convidado na Escola Superior Agrária de Bragança, de 1991 a 1993, Presidente da Trallosmontes – Associação de Valorização dos Produtos de Trás-os-Montes, de 1995 a 2003, participou  no grupo de trabalho do Plano Nacional de Agricultura Biológica (em 2004), foi Coordenador do Plano de Desenvolvimento para a Agricultura Biológica (em 2008) e lecionou em licenciaturas e mestrados de agricultura biológica. Foi ainda Formador em cursos diversos para agricultores e técnicos, Consultor em vários projectos da UNCTAD em África, trabalhou numa exploração agrícola de frutos secos, escreveu artigos técnicos para diversas publicações, participou em estudos e projetos de desenvolvimento rural, e é autor do Dicionário de Agricultura (D. Quixote e Círculo dos Leitores), de 1993.

     

    JOSÉ EDUARDO AMORIM (LISBOA)

    Nasceu no Porto em 1957 numa família sem ligação à terra há duas gerações. Foi criado em Lisboa, onde a falta de ligação à terra e à natureza começou a provocar nele um sentimento de nostalgia e um «apelo» às origens. Aos 22 anos decidiu fazer, com alguns amigos, um «retorno à terra», iniciando uma pequena comunidade agrícola biológica na Serra do Açor.

    Após poucos meses, a realidade impôs-se: um pequeno grupo de jovens urbanos, sem experiência agrícola e sem capital, não teve sucesso. Decidiu ir aprender agricultura biológica para França, onde a Nature et Progrés – Associação Europeia de Agricultura e Higiene Biológica publicava uma lista de estágios em quintas biológicas, o que se chama hoje «woofing», onde fez o Tour de France durante dois anos e conheceu o método biodinâmico pelo qual se apaixonou.

    Após a obtenção do Certificat de Spécialisation en Biodynamie, na École d’Agrobiologie de Beaujeu, em 1985, ano em que foi fundada a Agrobio – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica por Jean-Claude Rodet, agrobiologista francês também professor nessa escola, fui por ele convidado para colaborar com a Associação. Esta teve início durante o Primeiro Curso de Agricultura Biológica em Portugal organizado pela Agrobio em Torre de Moncorvo, em dezembro de 1986.

    Em Março de 1987 integrou a segunda direcção da Agrobio como vogal, e com o cargo de Conselheiro Regional da Beira Litoral, tendo então adquirido uma pequena exploração agrícola em Pombal, com hortícolas, frutícolas, cereais, vinha e olival. Nos anos seguintes, integrou sucessivas direcções, até 1997, e de 1999 a 2005, nas quais ocupou as mais diversas funções, nomeadamente, secretário da direcção, director executivo, comissário da Terra Sã – Feira Nacional da Agricultura Biológica, director da publicação A Joaninha, educador ambiental, responsável por campos de experimentação e demonstração, entre outras.

    Fui co-fundador do GIBD – Grupo de Iniciativas em Agricultura Biodinâmica, no seio da Agrobio, com o objetivo de divulgar e promover a Agricultura Biodinâmica. Colaborou com a Demeter Internacional no apoio técnico, inspeção e estabelecimento de contratos de certificação aos agricultores interessados em fazer agricultura biodinâmica. Teve reconhecimento pelo Ministério da Agricultura como Técnico de Agricultura Biológica em Produção Vegetal e Animal. Desde então tem trabalhado em diversas explorações agrobiológicas, nomeadamente, Tamera / Monte do Cerro e Herdade de Vale Bacias em Odemira, Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, Hortas da Cortesia, em Sintra, Sementes Vivas / Herdade do Couto da Várzea, em Idanha-a-Nova. Esta última em Agricultura Biodinâmica, onde presta regularmente assistência técnica na elaboração dos preparados biodinâmicos, indispensáveis neste método. Foi fundador da ABIOP – Associação Biodinâmica Portugal em 2014, e membro do seu Conselho Consultivo. Atualmente integra a equipa de solos do CoLAB – Laboratório Colaborativo Food4Sustainability, uma instituição sem fins lucrativos que se dedica à investigação científica aplicada à promoção da sustentabilidade na agricultura portuguesa.

     

    JORGE FERREIRA (LISBOA)

    Licenciou-se em Engenharia Agronómica, ramo de Botânica Sistemática e Fitopatologia, pelo Instituto Superior de Agronomia/Universidade de Lisboa,  em 1991. Trabalhou na assistência técnica aos agricultores, ao serviço da AGROBIO, associação da qual foi sócio fundador em 1985 e membro da direção nos dois primeiros mandatos. Em 1999 fundou a empresa Agro-Sanus (www.agrosanus.pt), empresa de serviços de consultoria técnica (à produção e ao investimento) em agricultura biológica, onde atualmente trabalha como sócio-gerente e consultor.  Tem participado em diversos projetos de experimentação, demonstração e desenvolvimento rural, nos temas da compostagem, horticultura, fruticultura, olivicultura, sempre em produção biológica.

    É técnico reconhecido pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural para a assistência técnica à produção em agricultura biológica. É, ou foi, consultor de agricultores e empresas agrícolas de referência nacional, como a Esporão SA (vinha e olival / Alentejo e Douro), a Herdade da Malhadinha Nova Sociedade Agrícola e Turística SA. (vinha /Alentejo), a Risca Grande Lda (olival /Alentejo), a Citrolivo Lda (citrinos / lima / Alentejo), a Quinta do Vallado SA (vinha e horta / Douro), a Cortes de Cima SA (vinha / Alentejo), a Soc.iedade Agrícola Courela da Figueira Lda (tomate de indústria e horto-industriais / Ribatejo), a Camposol (hortícolas de ar livre / Alentejo), e muitas outras, menos conhecidas mas também importantes.

    Foi professor convidado na Escola Superior Agrária de Coimbra onde lecionou na disciplina Agricultura Sustentável. Foi também professor convidado no Instituto Superior de Agronomia na disciplina Agricultura Biológica (2008-2014). Tem sido formador em cursos de agricultura biológica para agricultores ou para técnicos agrícolas, em Portugal continental, Madeira e Açores. Foi coordenador e principal autor do livro As Bases da Agricultura Biológica – Tomo I – Produção vegetal, segunda edição publicada pela Edibio, Edições Lda em 2012 (esgotado). É coordenador e co-autor do livro Boas práticas agrícolas para o solo e para o clima”da Coleção Agricultura Biológica, publicado pela Quântica Editora, chancela Agrobook, em abril de 2021.

    É coordenador e co-autor do Guia de Fatores de Produção para Agricultura Biológica, publicado pela Agro-Sanus (6ª edição em 2020). É ainda autor ou co-autor de outros livros e fichas técnicas sobre fruticultura e olivicultura em produção biológica, e tem publicado diversos artigos em atas de Colóquios e Congressos e em publicações de divulgação técnica. É ainda pomicultor biológico no Ribatejo Norte com pomar de variedades de macieira resistentes à principal doença da cultura – o pedrado.

    Colabora com a ONG Plataforma Transgénicos Fora na divulgação dos perigos e dos riscos associados ao cultivo e consumo de plantas e alimentos geneticamente modificados, e aos herbicidas aplicados nessas culturas e também nos espaços públicos. É sócio das associações, AGROBIO-Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, QUERCUS, LPN, APH – Associação Portuguesa de Horticultura, SPPF – Sociedade Portuguesa de Pastagens e Forragens, e Colher para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais, fazendo parte dos corpos sociais desta última. É membro do Conselho de Certificação da CERTIPLANET, órgão consultivo em organismos de certificação de agricultura biológica.

     

    RUI MANUEL PINTO (PORTO)

    Nasceu em 1959. Obteve o Bacharelato de Engenharia Hortícola e Paisagista no Instituto Politécnico de Viana do Castelo – Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, de setembro de 1998 a janeiro de 2001. Concluiu o Mestrado em Agricultura Biológica com dissertação sobre «Efeito da correção orgânica e da reação do solo no modo de produção biológico», pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo – Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, de setembro 2008  a maio 2011. Doutorou-se em Ciências Químicas e Biológicas (bolsa FCT: SFRH / BD / 77447 / 2011), com tese sobre «Gestão do carbono e do azoto na sustentabilidade da horticultura biológica», na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, de janeiro de 2012  a julho de 2016.

    A sua experiência profissional inclui  a de empresário agrícola em horticultura biológica, na  Quinta da Formiga, Vila Nova de Gaia, de janeiro  de1993 a dezembro de 2000; em horticultura e viticultura biológica, na Quinta Casal de Matos – Marco de Canavezes, de janeiro de 2001 a dezembro de 2010. Como investigador, trabalhou numa bolsa de investigação BPD / UTAD / INNOVINE&WINE / 656 / 2016, tendo como tema «Agrobiodiversidade funcional do solo da vinha tendo em vista a sustentabilidade da vinha na região do Douro», na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, de setembro de 2016 a março de 2019. Na bolsa de investigação BI2_GesPSA_KIWI_033647, o seu tema foi «Implementação de estratégias de rega e fertilização de modo a minimizar a incidência de cancro bacteriano e otimizar a produção de kiwi», junto do Instituto Politécnico de Viana do Castelo – Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, de abril de 2019 a março de 2020. Na bolsa investigação TECH, trabalhou no tema «Digitalização do sistema solo-clima-planta à escala da parcela – recolha de parâmetros físicos, químicos e biológicos do solo em culturas permanentes», ainda no Instituto Politécnico de Viana do Castelo – Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, que abrange o período de julho de 2020 a julho de 2023.

     

    CONTEÚDOS DO LIVRO 

    A LOUCA APOSTA NA AGRICULTURA BIOLÓGICA

     

    I. Os rebeldes da agricultura biológica 

    Anos 1960, os primeiros passos da AB em França

    Nature et Progrès e a época Gulustan
    A organização Lemaire-Boucher

    Mas afinal de onde veio a ideia de uma agricultura sem produtos químicos?

    Porquê recusar o azoto químico?

    Como substituir os pesticidas sintéticos?

     

    II. Bioconvictos contra biocéticos 

    As primeiras escaramuças

    Do leite materno ao DDT

    Anos 1970 : a AB sai da sombra

    Um período rico em iniciativas

    A feira Marjolaine

    Terre vivante, outra aventura

    O mundo da agricultura biológica organiza-se

    Alguns outros atores dos primórdios da agricultura biológica

    Modos de comercialização variados e inovadores

    A agricultura biológica, parente pobre da pesquisa e do ensino

    Os atores históricos da investigação em agricultura biológica em França

    A assistência técnica, uma corrida de obstáculos

    A pusilanimidade dos meios médicos e dos nutricionistas

     

    III. Reconhecimento e polémicas 61

    A solidão dos agricultores biológicos

    O rótulo AB e a regulamentação europeia, um longo percurso

    A indispensável certificação

    Os rótulos privados: mais exigentes que o rótulo europeu

    A batalha dos pesticidas

    Uma descoberta de primeira importância – os desreguladores endócrinos

    Poluição e valor nutritivo dos alimentos biológicos: quarenta anos de polémicas

    Querelas em torno dos pesticidas

    Outras estratégias para atacar a agricultura biológica

    Os consumidores de produtos biológicos gozam de melhor saúde que os outros

    Agricultura biológica e alterações climáticas, outra polémica

    Quando as polémicas deixam de fazer sentido

     

    IV. Os aprendizes de feiticeiro do azoto 

    A natureza está mal feita, vamos tratar de a pôr direita

    Uma solução milagrosa?
    Adeus vitelas, vacas, porcos

    A ascensão vertiginosa da produção de azoto de síntese 92

    Uma consciencialização recente 93
    Os solos os principais atingidos? 94

    A biodiversidade em queda livre  95

    Mais pesticidas  97
    Anualmente 700 000 toneladas de amoníaco poluem o ar

    Agricultura, pecuária e picos de poluição pelas partículas finas

    Quando o amoníaco cai do céu

    Os nitratos, uma polémica nada desinteressada

    Morte dos peixes e invasão de algas
    A morte chega aos oceanos

    Um custo avaliado entre 70 e 320 mil milhões de euros por ano para a Europa

     

    V. Alimentar o planeta, último argumento dos biocéticos 

    O triunfo da Revolução Verde
    Um triunfo ilusório

    Uma agricultura 50 a 100 por cento biológica na Europa em 2050?

     

    VI. A mortífera industrialização da agricultura biológica 115

    Produtos ultratransformados

    Os que deitam fora o bebé com a água do banho

     

    VII. O regresso da agricultura camponesa  

    Produzir mais com menos

    A generalização da agricultura biológica em França, uma opção realista

    Alimentar-se de produtos biológicos, caro de mais para muitos consumidores?

     

    VIII. Verdadeiras e falsas alternativas e transições para a agricultura biológica   127

    A agricultura racional
    A agroecologia
    A agricultura de conservação
    A agricultura de elevado valor ambiental
    A produção integrada
    A transição alimentar

     

    IX.A agricultura biológica em França e no mundo 

    Um progresso rápido mas tardio, em França

    A Europa, líder mundial no domínio da agricultura biológica

    E no resto do mundo?

    Conclusão 139

    Bibliografia.141

    Índice remissivo  146

     

    O AUTOR: CLAUDE AUBERT

    Engenheiro agrónomo, pioneiro da agricultra biológica e da alimentação saudável, autor de numerosas obras sobre o tema. Co-fundador da sociedade cooperativa Terre Vivante (Terra Viva).

    PREFÁCIO

    Do Doutor Laurent Chevalier, médico nutricionista, com trabalho associado ao centro hospitalar universitário de Montpellier e em clínica, autor de numerosas obras sobre saúde.

    TERRE VIVANTE

    Desde há 40 anos, a sociedade cooperativa Terre Vivante edita livros de ecologia prática, bem como a revista Les 4 saisons (as quatro estações). A sociedade criou também jardins-hortas ecológicos no departamento de Isère, na região de Auvergne-Rhônes-Alpes, Isère, entre Lyon (França) e Genève (Suíça), onde organiza estágios práticos.

    www.terrevivante.org

    SINOPSE

    Há sessenta anos, a agricultura biológica surge pela primeira vez em França, na véspera da chamada Revolução Verde, cujo objetivo é simples: aumentar fortemente os rendimentos da agricultura apoiando-se, entre outras coisas, no uso em massa de adubos químicos e de pesticidas. Uma «revolução» que seria na época unanimente saudada como um notável êxito.

    Por isso, afirmar que é antes necessária uma agricultura diferente que se apoie na fertilidade do solo e na matéria orgânica a ele adicionada como fertilização, renunciando aos produtos de síntese, é nessa época considerado como pura loucura! Porém foi essa louca aposta que fizeram algumas pessoas desde os anos 1960. Ignoradas ou vilipendiadas pelos adeptos da agricultura convencional, resistiram no entanto e conduziram a agricultura biológica ao que é hoje: ainda minoritária, é certo, mas considerada por um número cada vez maior de pessoas como a agricultura de amanhã.

    Este livro conta essa aventura. O autor, um dos pioneiros da agricultura biológica em França, confia-nos simultaneamente um testemunho pessoal, onde fervilham episódios vividos ao longo de um percurso nada típico; uma acusação fundamentada contra aqueles que, durante décadas, ignoraram ou combateram esse tipo de agricultura; e numerosos esclarecimentos sobre aquilo que ela é hoje, em França e no mundo, sem esquecer o seu futuro. Além disso, o livro contém informações ignoradas ou que permaneceram confidenciais ou restritas, inclusivamente sobre o azoto e os seus «aprendizes de feiticeiros»…

     

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    Categorias: Notícias

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