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    Seguem-se dois comunicados do Movimento Ibérico Antinuclear – MIA. Como se reconhece habitualmente, a energia solar, em particular a fotovoltaica, é a mais séria alternativa à energia nuclear, cujos perigos são conhecidos. Infelizmente, a energia solar está por vezes a ser promovida atualmente sob forma distorcida, reivindicando basear-se em tecnologias cujo potencial de poluição é conhecido, e não hesitando em destruir solos e vegetação, que são a primneira e mais importante forma de utilização da energia solar através da produção de alimentos vegetais e da plantação de árvores, sendo assim uma forma de combate às alterações climáticas do que a própria produção de energia elétrica. Tentaremos voltar a esse assunto oportunamente, para já ficam estas denúncias dos perigos do nuclear e em especial à nossa porta, na vizinha Extremadura castelhana, em Almaraz, cujo encerramento a Campo Aberto, como integrante do MIA também propugna.

    Além da sua presença no MIA, a Campo Aberto aceitou também o convite do Observatório Ibérico da Energia – OIE, animado por António Eloy, a participar em duas sessões virtuais de debate, com a presença de várias organizações e pessoas a título individual, a primeira em 11 de março relembrando Fukuxima, a segunda em 26 de abril, relembrando Chernobil, e em ambas também procurando encontrar formas de nos opormos à continuação por mais 8 anos de uma central, a de Almaraz, que há muito já devia ter sido encerrada e que já ultrapassou o seu período de vida oficial.

    A Campo Aberto deseja e faz votos pela união de todos os antinucleares quer em Portugal quer no Estado espanhol e espera que uma larga convergência se venha a exprimir com vigor nesse sentido.

    Damos também duas ligações para anteriores artigos neste espaço digital sobre Almaraz e o nuclear.

    COMUNICADO DE IMPRENSA
    24 de Maio de 2021
    Colocado em 29 de maio de 2021

    ALMARAZ E GESTÃO DE RESÍDUOS RADIOACTIVOS
    Uma questão de segurança nacional

    A Central de Almaraz já ultrapassou o seu tempo de vida, mas o governo espanhol comunicou ao MIA  – Movimento Ibérico Antinuclear em Portugal que pretende que continue em funcionamento.

    A somar a isto é possível que Almaraz se transforme num local de armazenamento temporário centralizado (ATC) de todos ou de uma parte substancial dos resíduos altamente radioativos de Espanha, tendo em conta que o governo de Espanha não avançou para a construção de um ATC em Cuenca.

    Urge que os dois reatores da central nuclear de Almaraz sejam encerrados, por questões de segurança relacionadas com as fragilidades e os riscos crescentes associadas quer ao seu funcionamento quer ao aumento do volume de resíduos altamente radioativos provenientes do combustível usado.

    Urge que as centrais nucleares espanholas (e todas as outras) fechem.

    Urge que os dois governos ibéricos defendam as suas populações de um leque de riscos que aumenta a cada momento quer em número quer em complexidade. Veja-se por exemplo os perigos relacionados com a exposição a ataques terroristas (cibernéticos, drones…) que vai para além do fecho das centrais uma vez que a lei obriga cada central a incluir nas suas instalações soluções de armazenamento temporário dos seus resíduos que se podem prolongar até 80 ou 90 anos para lá do fecho.

    Urge ser consciente e enfrentar a realidade. Não é apenas a região envolvente de Almaraz que enfrentará, em caso de acidente grave ou de ataque terrorista, uma situação catastrófica, toda a Península Ibérica será rudemente afetada. No nosso país não serão somente os distritos fronteiriços a sofrer o impacto da nuvem radioativa, mas todo o território nacional será afetado de maneira mais ou menos intensa, dependendo da distância e das condições climáticas. Atente-se no exemplo da Bielorrússia que não possuindo centrais nucleares foi duramente atingida pelo acidente de Chernobil.

    Urge compreender que a vetustez dos reatores das centrais espanholas aumenta desmesuradamente o perigo.

    Qualquer central nuclear constitui um perigo desmesurado quando comparado com os seus anunciados benefícios, mas o envelhecimento dos reatores faz com que o risco de acidentes graves aumente de forma inquietante. É o caso flagrante dos dois reatores da central de Almaraz que irão brevemente ultrapassar os quarenta anos de vida que lhe haviam sido vaticinados (os reatores daquela central entraram em funcionamento, um em 1981 e o outro em 1983).

    Como é expectável, ao envelhecer, certos componentes da estrutura das centrais degradam-se o que nos conduz a assinalar vários pontos nevrálgicos, entre muitos outros. Alguns representam um marco temporal que vai muitas décadas para além da decisão de fechar uma central e que são tanto ou mais inquietantes:

    – Degradação da parede em betão que protege o reator em caso de acidente.

    – Cuba em aço constantemente bombardeada pelas reações nucleares, levando, com o tempo, à sua destabilização.

    – Circuito primário fragilizado pelos choques térmicos, Este circuito é constituído pelos tubos que conduzem a água que modera a reação.

    – Recetáculo inexistente e incapaz de deter o material radioativo, caso este entre em fusão. Foi o que se verificou em Chernobil e em Fukuxima.

    – Armazenamento, nas próprias centrais, dos resíduos altamente radioativos, provenientes do combustível usado, primeiro em piscinas de arrefecimento cuja precariedade é bem conhecida, e depois a seco em ATI (Armazém Temporário Individualizado) onde o combustível é introduzido em contentores metálicos ou de betão que vão sendo entrepostos ao nível do solo para serem arrefecidos pelo ar. As vulnerabilidades desta solução devido à exposição aos elementos e a inúmeros outros riscos é evidente.

    – O rascunho do novo Plano de Gestão de Resíduos Radioativos espanhol (7º PGRR) prevê que o ATI de Almaraz, que entrou em funcionamento em 2018, funcionaria até 2040 altura em que todos os contentores nele guardados estariam transferidos para um ATC (Armazém Temporário Centralizado).

    – O processo de construção deste ATC continua a ser indicado neste rascunho como previsto para Valle de Cañas em Cuenca apesar de o governo espanhol ter declarado o cancelamento do concurso para a sua construção (após protestos da população, ações interpostas por organizações ecologistas e controvérsias de vária ordem).

    – Este 7.º PGRR prevê a entrada em funcionamento deste ATC em 2028 e indica o ano de 2087 como aquele a partir do qual os resíduos radioativos seriam transferidos para aquilo a que chamam a solução de armazenamento definitivo, um Armazém Geológico Profundo (AGP), que acolheria, em local a designar, os resíduos dos ATCs de todas as centrais nucleares.

    – A gestão destes resíduos será confiada a um número incalculável de gerações e isto é inevitável, já que o período destes resíduos é da ordem de milhões de anos.

    – As questões de segurança que se levantam à gestão de resíduos radioativos produzidos no território espanhol ultrapassam as fronteiras deste estado uma vez que não é possível garantir formas de armazenamento destes materiais, nem temporárias (em ATIs e ATC) nem definitivas (em AGP), que não estejam acompanhadas de enormes riscos de contaminação dos solos, da água e do ar. Desastres naturais, mudanças climáticas, ataques terroristas, conflitos armados, mudanças de regime, protestos da população…..corrosão fissuras,… falha humana – a lista das possíveis causas é longa e o ser humano está longe de as poder prever e controlar todas.

    Embora existam mais de uma centena de centrais em funcionamento na Europa, uma maior proliferação foi impedida pelos catastróficos acontecimentos de Chernobil e Fukuxima e pela oposição dos povos. Mas os promotores do electronuclear inventaram uma nova forma de rentabilizar o «negócio», contra tudo o que havia sido anunciado: prolongar a vida das velhas centrais.

    Sabemos que a espécie de loucura que tem conduzido o incremento do número de centrais nucleares e que também está ligada à «bomba nuclear» que delas depende, será um encargo pesadíssimo para muitas e muitas gerações futuras, com custos ecológicos, sociais e económicos que ninguém consegue calcular. Sem falar do desconhecimento atual sobre os problemas do desmantelamento e do armazenamento dos resíduos contaminados. Todas as questões que envolvem o nuclear são duma imensa complexidade e dimensão.

    Urge, portanto, informar os cidadãos, alargar o debate, mas sobretudo parar os reatores. Muito a fazer restará ainda.

    Há ainda outro perigo que é o da exploração mineira que se pretende exercer em Retortilho, Salamanca, que para além da poluição do ar e dos solos coloca em perigo a água e a bacia do Douro. Os autarcas das zonas fronteiriças não foram ouvidos, pelo que deve ser impedida a abertura da mina de Retortilho.

    A exploração mineira em Portugal, que durou mais de 50 anos, deixou um passivo ambiental que está longe de estar totalmente remediado.

    O governo português deve ser mais exigente e interventivo junto do governo espanhol pois as questões do nuclear são também uma questão de segurança nacional.

    Urgeiriça, 26 de Abril de 2021

    A Comissão Coordenadora do MIA em Portugal

    MIA – Movimento Ibérico Antinuclear

    Contacto: 966 395 014 António Minhoto

    96 020 70 80 José Janela

    O MIA é um movimento composto por coletivos ambientalistas e instituições de Portugal e de todo o Estado Espanhol. Em Portugal integra cerca de 30 coletivos.

     

    COMUNICADO DE IMPRENSA
    26 de Abril de 2021
    Colocado em 29-05-2021

    Acidente nuclear em Chernobil aconteceu há 35 anos
    Movimento Ibérico Antinuclear assinala esta trágica data e volta a exigir

    o rápido encerramento da Central Nuclear de Almaraz 

    Faltavam exatamente 2 segundos para as 2 horas e 24 minutos do dia 26 de Abril de 1986 quando o reator n.º4 da Central Nuclear de Chernobil, e o edifício onde estava instalado, foram devastados por uma sucessão de explosões. Acabava de acontecer o mais grave acidente nuclear do século XX. As suas consequências de uma dimensão dramática ainda hoje não são suficientemente conhecidas.

    Nos dias seguintes, a nuvem radioativa irá atingir os países da Europa Central, seguindo-se a Bélgica, a França e a Inglaterra. O aumento dos níveis de radiação foi observado, ao longo da semana seguinte, em países como a Índia, o Japão, o Canadá e os Estados Unidos. O acidente ocorrido na Ucrânia estava a contaminar todo o Planeta.

    Ainda que o acidente tenha ocorrido em território ucraniano, é a Bielorrússia o país com a maior superfície, em percentagem, contaminada: auase um quarto (23%) do seu território, com parte substancial das suas florestas e lezírias, estão situados na zona contaminada.

    A União Soviética de que, à época, a Ucrânia e a Bielorrússia eram parte integrante, enviou para o local centenas de milhares de «liquidadores», os indivíduos encarregados de mitigar as consequências, gente sem preparação nem proteção adequada. Apenas do lado da Bielorrússia, que contribuiu com mais de 110.000, mais de 80% morreram até 2003. Provavelmente nunca se saberá o número exacto de vítimas, mas seguramente são muitas centenas de milhares. Sobre o reator, no seu sarcófago, nada se sabe.

    A história tem mostrado que é muito difícil de prever o desenrolar de acontecimentos como os ocorridos no grave acidente nuclear de Chernobil e que a gestão das centrais nucleares e dos resíduos aí produzidos, que têm de ser mantidos e vigiados durante milhares de anos, é uma herança com futuro incerto legada às gerações vindouras.

    Portugal e o seu contributo contra o nuclear

    No combate ao nuclear, Portugal deu um contributo importante na luta antinuclear ao encerrar há 20 anos, em 2001, a atividade mineira de exploração de urânio que decorreu sobretudo no centro do país, e ao não construir nenhuma Central em Ferrel, conforme esteve previsto nos anos 70 do século passado.

    A Central Nuclear de Almaraz

    O triste dia, que hoje se assinala, deveria fazer-nos reflectir seriamente sobre a Central Nuclear de Almaraz, localizada a cerca de 100km da fronteira com Portugal e junto ao rio Tejo, uma vez que esta situação apresenta inquietantes semelhanças com a ocorrida na Bielorrússia, país também com 10 milhões de habitantes e que também não possui centrais nucleares mas, no entanto, foi o mais castigado e onde as doenças oncológicas registaram aumentos da ordem de 75 vezes mais.

     A Central de Almaraz continua a revelar-se como um potencial perigo em especial para toda a região transfronteiriça dado que já ultrapassou o seu período normal de funcionamento e, não obstante, viu prolongado em 10 anos o seu período de actividade, até 2020, e, agora, o Governo Espanhol pretende estender este período por ainda mais 8 anos! Apesar de todos os incidentes que têm ocorrido nesta Central Nuclear, e da sua já longa vida (já mais de 40 anos de idade), o consórcio de empresas que a explora pretende, com a conivência do Governo Espanhol, prolongar ainda mais o seu período de funcionamento, até 2030, pelo menos. É uma temível bomba-relógio que nos ameaça e que, tranquilamente, continuamos a ignorar.

    O triste historial do Nuclear

    Já em 1979 tinha existido um acidente grave na Central Nuclear de Three Miles Island, nos Estados Unidos da América, e mais recentemente, em 2011, outro grave acidente ocorreu, desta vez na Central Nuclear de Fukuxima no Japão, tendo este sido também um dos mais severos da história do nuclear. Temos assim os três maiores acidentes nucleares da história (estes dois e o de Chernobil) em três dos países mais avançados nas tecnologias da indústria nuclear e é pois importante refletir sobre os problemas de segurança inerentes a este tipo de centrais. Para culminar toda esta história trágica que é a do nuclear, o Japão prepara-se agora para lançar no Oceano Pacífico milhões de litros de água contaminada, oriunda do arrefecimento dos reactores acidentados.

     A opção pela fissão nuclear é contrária ao princípio da precaução e põe em causa a norma ética da equidade transgeracional e da segurança nacional e transnacional, sendo que à luz dos atuais conhecimentos, esta opção não é uma solução energética aceitável devido aos seus gravíssimos impactes no ambiente e na saúde humana. Neste dia simbólico, em que se assinalam os 35 anos sobre o acidente nuclear de Chernobil, é pois importante continuar a alertar para os riscos que esta forma de energia comporta, e para a urgência de nos indignarmos contra esta estranha forma de loucura que atingiu o ser humano. Para que Portugal e o mundo fiquem menos expostos aos perigos do nuclear.

    De Svetlana Alexievich, Prémio Nobel da Literatura em 2015 (As vozes de Chernobyl – Ed. Elsinore) transcrevemos: «A mesma terra, a mesma água, as mesmas árvores…no entanto…ao entardecer, vi os pastores a tentarem encaminhar o rebanho cansado para o rio, mas as vacas voltavam para trás, mal se abeiravam. De alguma forma apercebiam-se do perigo. Disseram-me também que os gatos deixaram de comer ratos mortos. A morte escondia-se em todo o lado, mas era uma morte diferente. Sob novas máscaras. Com um disfarce desconhecido.»

    Lisboa, 26 de Abril de 2021

    A Comissão Coordenadora do MIA em Portugal

    MIA – Movimento Ibérico Antinuclear

    Contactos:
    966 395 014 António Minhoto
    96 020 70 80 José Janela
    925 266 812 Romão Ramos (Informações e Imprensa)

    O MIA é um movimento composto por coletivos ambientalistas e instituições de Portugal e de todo o Estado Espanhol. Em Portugal integra cerca de 30 coletivos.

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