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    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>Comunicado
    à imprensa


    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>

    style=’font-family:Verdana;mso-ansi-language:PT’>19 de Setembro de 2002


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    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>Propostas para uma agenda ambiental sustentável

    Durante o mês de Julho o Pelouro do Ambiente e da Reforma
    Administrativa da Câmara Municipal do Porto organizou as “Jornadas Municipais
    de Ambiente”. Neste evento foi solicitada a participação pública através do
    preenchimento de um caderno de opinião. A Campo Aberto correspondeu ao apelo do
    Vereador do Ambiente e elaborou um documento (disponível em
    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>https://urbanismo.no.sapo.pt/ambiente
    )
    contendo várias propostas concretas para tornar o Porto uma cidade mais amiga
    do ambiente.

    Das várias sugestões
    – algumas das quais vão ao encontro da actual política camarária – a Campo
    Aberto decidiu seleccionar aquelas que considera determinantes para que um novo
    paradigma ambiental oriente a cidade. É este conjunto de ideias que a
    associação tem o prazer de apresentar e divulgar. Para qualquer informação
    adicional, contactar por favor Bernardino Guimarães (91 994 15 82).


    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>1 – Estabelecer a Carta Verde do concelho do Porto

    É necessário reconhecer o papel insubstituível que os
    espaços verdes desempenham na vida da cidade, organizando-os numa rede coerente
    e ligando-os por corredores ecológicos. Esta Carta Verde agruparia jardins
    públicos, ribeiros, quintas, outras zonas agrícolas e mesmo terrenos livres sem
    particular uso, conferindo-lhes um estatuto de protecção que evitaria a sua
    destruição.


    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>2 – Tornar o Parque Oriental da Cidade uma realidade

    Promessa antiga e insistentemente reiterada, é altura de
    dar forma ao Parque Oriental da Cidade, provando assim que o desenvolvimento
    desta zona privilegiada da cidade é de facto uma prioridade. Propomos um Parque
    que respeite o uso agrícola predominante do solo, impedindo a urbanização e
    consequente perda irreparável desses terrenos. Propomos ainda a instalação de
    um eco-museu agrícola e de um pequeno arboreto com algumas das espécies da
    nossa impressionante flora.


    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>3 – Prosseguir a recuperação da Ribeira da Granja

    De ribeiro poluído, cremos que é possível, viável e
    altamente benéfico para toda a cidade transformar a Ribeira da Granja num
    corredor verde que conviva com ela. Não serão admissíveis quaisquer novos
    contratempos que ponham em causa o projecto actualmente em curso e que visa a
    sua recuperação (para o qual a Campo Aberto contribuiu e continuará a
    contribuir). Devolver a dignidade à Ribeira da Granja será um excelente exemplo
    da capacidade e determinação da actual geração em corrigir os erros do
    passado… e do presente.


    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>4 – Adoptar uma política de lixo zero e alargar a recolha selectiva
    progressivamente a toda a cidade

    Pode parecer utopia, é certo, mas políticas de lixo zero
    já foram adoptadas por regiões e países de todos os continentes. A lógica deixa
    de ser fazê-lo esfumar em gás e cinzas numa qualquer incineradora; é, pelo
    contrário evitar a produção de resíduos na origem a todo o custo e encará-los
    como uma potencial matéria-prima que deve ser aproveitada enquanto tal através
    de programas de reutilização e reciclagem. O alargamento da recolha selectiva
    porta-a-porta a toda a cidade é imperativo neste âmbito.


    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>5 – Concluir a rede de saneamento

    Outro objectivo antigo, nunca é demais salientar que, sem
    a concusão da rede de saneamento no Porto, os avanços no tratamento das águas
    residuais serão sempre limitados. E o Rio Douro bem precisa, pois poluição que
    chegasse já ele recebeu!


    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>6 – Criar o Conselho Municipal do Ambiente e Urbanismo

    Não se trata de mais uma instituição de utilidade
    duvidosa. Trata-se, isso sim, da forma mais eficaz de integrar ao mais alto
    nível duas áreas tradicionalmente “de costas voltadas” mas de importância
    central na gestão da cidade. Um Conselho Municipal do Ambiente e Urbanismo
    juntaria à mesma mesa Câmara, associações e empresários, servindo de plataforma
    permanente de debate e participação cívica.


    style=’mso-bidi-font-weight:normal’>7 – Integrar a sustentabilidade em todas as políticas camarárias: a Agenda
    21 Local

    “Last, but not
    the least”, diriam os anglo-saxões.
    A Campo Aberto dirá antes que a Agenda 21 Local será o início de toda uma
    política orientada pelos valores mais puros da democracia, da transparência e
    do desenvolvimento sustentado participado. Recentemente, na sequência da
    Cimeira de Joanesburgo, o Ministro das Cidades e Ambiente, Isaltino de Morais,
    revelou que o governo pretende incentivar os municípios a iniciarem Agendas 21
    Locais nos próximos anos. Experiências de todo o mundo mostram como o
    envolvimento dos cidadãos nas políticas da cidade não só compensa o esforço
    como paga dividendos a curto, médio e longo prazos. Para o bem da cidade.

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