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Com a devida permissão, publicamos aqui o relato de Cristina Santos, uma das participantes da visita de estudo ao Parque Oriental. Este texto foi antes publicado no blogue “A Baixa do Porto”. Mais abaixo encontra diversas fotografias através das quais pode ficar a conhecer as obras em curso.


O relato bastante completo dos colegas do Núcleo AP pode ser lido aqui.


Por Cristina Santos

“Tive o prazer de participar na visita promovida pela Campo Aberto ao Parque Oriental, conduzida pelo Prof. Sidónio Pardal. Sem dúvida uma intrusão positiva da cidade na freguesia. O parque prolonga a zona de cultura/recreio do Freixo e preenche o espaço verde entre os principais bairros de Campanhã.

Num dos limites, junto ao Lagarteiro que será entretanto recuperado, podem já ver-se os primeiros muros de contenção e as terraplanagens para a nova vegetação. O Prof. Sidónio Pardal, arquitecto responsável, seguindo mais uma vez as ideias de Kant, justifica que a natureza terá que ser modificada de forma a tornar-se paradisíaca e fácil à utilização humana. Ou seja, a natureza por si só não é uma obra de arte, ou pelo menos uma obra de arte que seja contemplada pelo homem, se os espaços verdes não forem nivelados, os caminhos acessíveis, os lagos geométricos, o espaço passa a ser “selvagem” e agressivo ao homem, que o não utiliza. A natureza “selvagem” que agora existe no local, os caminhos rurais e os corgos, fazem em muitos pontos lembrar o Gerês, o problema é que o Rio Tinto se encontra poluído e a proximidade aos bairros faz temer pela segurança. De resto é só por si, selvagem ou não, uma zona muito bonita, incrível encontrar algo assim na nossa cidade.

Os traços do novo Parque fazem lembrar sem sombra de dúvida o Parque da Cidade, as silhuetas são idênticas, a recriação de muros ruinosos tem o mesmo traçado, e a preparação que está a ser dada às sombras que já existem em tudo se compara ao nosso paraíso junto ao mar. Este porém será junto ao leito do Rio Tinto que se encontra densamente poluído, é tarefa de Poças Martins tratar da despoluição num espaço temporal máximo de 2 anos, tarefa do arquitecto construir açudes, desviar em alguns pontos o leito e transformar uma das zonas mais problemática numa amostra do paraíso terrestre.

Vamos pouco a pouco, passo a passo, entrando nesta zona abandonada, periférica, pobre, começou-se com o plano das Antas, continuou-se com o São João de Deus, e agora abre-se mais um rasgo central entre os bairros problemáticos. A par disto, era necessário tirar as crianças das escolas e dos infantários dos bairros, construir mais habitação privada nos “baldios”, incentivar a recuperação das casas devolutas, gerar pontos de equilíbrio social. Não será fácil, os primeiros trajectos do parque estão previstos para Setembro próximo, a recuperação social da zona e a integração daquela basta população terá uma prazo de 10/20 anos, isto contando e tendo esperança na nova geração.”

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