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«”É preciso não violentar os muros bem fundados, ou o solo que os moldou e que moldaram – por obsessiva ânsia de uma modernidade tantas vezes desintegradora de construções e do seu assentamento, de jardins de praças, jardins de interior de quarteirão, terraços, encostas e perfis. E é preciso não construir desertos vedados, palácios desfigurados; sobretudo não construir mais do que o necessário” ….» Siza Vieira

Verdadeiramente irresistível a transcrição destas palavras “alegadamente” proferidas por Siza Vieira na ocasião da cerimónia em que foi homenageado e lhe foram simbolicamente entregues as Chaves da (nossa) Cidade em Março passado.
Palavras essas que foram antecedidas por um discurso laudatório de Rui Rio como vem transcrito nesta reportagem:
«A colaboração e envolvimento de Siza Vieira em diversos projectos municipais, designadamente na recuperação e requalificação da baixa portuense, mereceram atenção cuidada por parte do Presidente da CMP. “Orgulha-nos o facto do arquitecto Álvaro Siza ter aceite participar no Concelho Consultivo da Porto Vivo-SRU, sendo o seu contributo uma mais-valia que muito prezamos“, declarou.
“Tendo atingido um estádio superior, Álvaro Siza mantém a sua disponibilidade para aprender e para evoluir. No nosso mundo de hoje, tão cheio de certezas e de afirmações peremptórias, também isso é um exemplo”, observou Rui Rio.

Sem resistir a um impulso de modéstia, Siza Vieira afirmou ter recebido as Chaves da Cidade “com sentimentos cruzados de gratidão, orgulho e embaraço”, já que – declarou – “outros mais do que eu as mereciam”.

“A defesa dos valores patrimoniais da cidade tem movido planos e investimentos, acompanhados ainda, paradoxalmente ou não, por abandono e ruína. Espero vivamente que seja concretizado o que se anuncia”, desejou, para mais à frente referir que “aos arquitectos compete, se tal lhes for permitido, preservar património tanto como criá-lo”, uma vez que – acrescentou “sempre assim aconteceu com ou sem arquitectos”.

“É preciso não violentar os muros bem fundados, ou o solo que os moldou e que moldaram – por obsessiva ânsia de uma modernidade tantas vezes desintegradora de construções e do seu assentamento, de jardins de praças, jardins de interior de quarteirão, terraços, encostas e perfis. E é preciso não construir desertos vedados, palácios desfigurados; sobretudo não construir mais do que o necessário”, sustentou. »

(Copy Paste do Porto Sentido ; em cache não se tem acesso a todo o texto; adenda: entretanto nao se tem acesso de modo algum…)

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2 comentários até agora.

  1. Anonymous diz:

    olha para o que digo não para o que faço

  2. M.R.L. diz:

    Grandes oradores… Portugal (e o Porto) anda como anda por muito discursar. As situações repetem-se. Nada disto é novidade. É triste, muito triste.

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