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    ==========================

    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

    ==========================

    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

    ==========================
    1. Qualidade do ar disponível online

    A previsão da qualidade do ar para o dia seguinte vai permitir
    “alertar preventivamente” sobre a concentração de poluentes na
    atmosfera e a adopção de “comportamentos adequados” pela população e
    grupos de risco (crianças, idosos e doentes respiratórios).

    A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) apresentou, em Lisboa, o novo
    instrumento de Previsão do Índice da Qualidade do Ar, que vai permitir
    que os portugueses conheçam antecipadamente o estado do ar que se
    respira nos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Lisboa, Porto e
    Setúbal. A previsão “será disponibilizada às 18 horas de cada dia da
    semana e às 20 horas nos fins-de-semana e feriados”, explicou Filomena
    Boavida, da APA.

    A informação será fornecida gratuitamente aos meios de comunicação
    social e autoridades interessadas via e-mail, no portal da Agência
    Portuguesa do Ambiente e em
    http//www.prevqualar.org/jsp/pt/previsao_cidades.jsp, em tempo útil e
    tendo em vista a sua difusão.

    A Previsão do Índice da Qualidade do Ar – que qualifica a qualidade do
    ar em cinco classes Muito Bom, Bom, Médio, Fraco e Mau – é determinada
    para cada zona ou aglomeração em Portugal e assenta numa previsão com
    recurso a modelos desenvolvidos para cada poluente em cada das 73
    estações fixas de medição do ar no país.

    O subdirector-geral da Saúde louvou a iniciativa, uma vez que “não é
    depois de estar a respirar um ar com excesso de poluentes que se vai
    conseguir prevenir a população ou transmitir recomendações, como
    acontecia até agora”.

    José Robalo lamenta, contudo que a informação sobre a previsão do
    estado do ar “só esteja disponível às 18 horas” de cada dia de semana,
    alegando que uma disponibilização mais célere “permitiria uma melhor e
    maior divulgação” dos alertas e recomendações.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/sociedade_e_vida/qualidade_ar_disponivel_online.html

    ==========================
    2. Lixo e malcriadice
    Hélder Pacheco, Professor e escritor

    Um portuense da Foz do Douro, antigo e excelente jornalista,
    escreveu-me uma carta como só alguém com entranhado amor ao Burgo pode
    fazê-lo (ou ter legitimidade para o fazer). Nela, apontava um
    sem-número de “comentadores” e autores de escritos sobre o Porto
    (entre os quais me incluía), dizendo que “para eles a cidade é sempre
    uma maravilha e os portuenses, de nascimento ou de residência, só têm
    qualidades”. E acrescentava “acho que não é assim”, explicando “não
    referem dois importantes assuntos: o do lixo e o do palavrão na
    cidade!” Salientava que “o Porto é das cidades mais porcas de Portugal
    e os palavrões, embora se ouçam noutros locais do país, aqui são
    “vírgulas, pontos finais e fazem parte da pontuação com que os
    malcriados dos portuenses falam!!!”” Mas não deixava de reafirmar que
    o Porto “é uma cidade bem invulgar e bonita!”

    Estas palavras acertam em duas questões que, de há muito, afectam a
    personalidade social e a dignidade cívica do Burgo. Não há cidades
    perfeitas e o Porto, berço da liberdade, paladino da emancipação
    política da sociedade portuguesa e sustentáculo da rebeldia popular
    nas crises nacionais, debate-se com as suas contradições. As apontadas
    são evidentes, mas acrescentaria uma terceira a pobreza que, há mais
    de um século, envolve parte considerável da população. E uma quarta: a
    deficiente e insustentável situação das condições de habitação que, em
    inúmeros locais, pouco mudaram desde o século XIX.

    A obscenidade faz parte de um processo corrosivo do convívio
    civilizado numa sociedade democrática. Um país que se habituou a
    nivelar por baixo e a achar natural a boçalidade suína e a estupidez
    dos comportamentos não pode ir longe no concerto da Europa. A
    obscenidade está instalada, porque pouco se faz para a contrariar como
    patologia social. De uma Escola (refiro-me à instituição e não ao
    esforço de inúmeros professores que ainda não abdicaram disso) que há
    muito deixou de defender valores e promover a consciência da cidadania
    centrada no equilíbrio entre direitos e deveres, pouco há a esperar.
    De famílias que, além de, em grande número, terem deixado de o ser e,
    quando o são, pouco se preocupam com banalidades como as formas de
    linguagem reles utilizada como coisa normal por quantidade
    significativa de jovens, também pouco há a esperar.

    Assim, não espanta que, onde calha, nos transportes, nos recreios, nas
    ruas, expressões que fariam corar os antigos carroceiros e – espanto
    dos espantos! – até abundantemente utilizadas por raparigas, sejam
    coisa comum. Mas não só os jovens. A obscenidade dita por adultos de
    todas as idades campeia por aí. Nem certos idosos – não já bibliotecas
    vivas mas inutilidades mortas – escapam à vulgarização da malcriadez.
    Muitos (e muitas) já não se apercebem de que bolsam, boca fora, os
    sinais evidentes do nível de civismo a que chegou uma sociedade para a
    qual shoppingues, automóveis, emails, internetes, capitais culturais
    não chegam para disfarçar os obscurantismos larvares de que o lixo no
    chão, o palavrão e o insulto soez, os energúmenos borradores de
    paredes e monumentos e os psicopatas do volante constituem produtos
    acabados do mesmo ciclo chamado perversão da democracia.

    Razão tinha Claudiano quando, há 2000 anos, escreveu “Vive-se melhor
    na mediocridade”. De facto, não podem transformar-se as mentalidades,
    com a Escola e as televisões que temos, juntos com os exemplos vindos
    de todos os lados no sentido de mediocrizar gerações cujo ADN continua
    contaminado por 300 anos de Inquisição e 50 de Censura, informadores e
    polícia política. Em todo o caso, se a obscenidade é, pelo andar do
    laxismo e do relativismo que tomou conta do nosso quotidiano, difícil
    de erradicar, talvez a porcaria fosse eliminável. Não deixa de ser
    irónico e prova provada das suas contradições que a mesma cidade que
    detém o aeroporto mais limpo do mundo continue a aceitar níveis de
    lixo urbano (como há dias vi na Viela do Anjo, transformada em
    lixeira) indignos da sua beleza e do seu carácter (e não digo da sua
    História, porque a história da limpeza do Burgo, desde a Idade Média,
    é longa sucessão de porcaria, enxovalho e falta daquilo que os
    ingleses consideravam respectability. E quem tiver dúvidas disso leia
    o “Relatório apresentado à Comissão Municipal de Saneamento” sobre o
    “Saneamento do Porto”, em 1888, pelo Dr. Ricardo Jorge. Ficará
    elucidado.)

    Concordando com as críticas do correspondente, direi que o orgulho de
    sermos portuenses não passa por pactuar com os predadores do respeito
    pelos outros e, ainda menos, com os conspurcadores da nossa vida
    colectiva (como os que deixam os cães dejectar infamemente em certos
    passeios do Burgo).

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/lixo_e_malcriadice.html

    ==========================
    3.Mais 2,3 milhões a pensar nos tram-train

    A Empresa do Metro vai investir mais 2,3 milhões de euros para pôr a
    circular as novas viaturas tram-train em Setembro deste ano. Os
    primeiros veículos mais rápidos e com maior número de lugares
    servirão, prioritariamente, a Linha Vermelha (B) que liga o Porto a
    Vila do Conde e à Póvoa de Varzim. Mas quase toda a rede ficará
    preparada para recebê-los.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/mais_23_milhoes_a_pensar_tramtrain.html

    ==========================
    4. Túnel do Marão adjudicado sábado

    A cerimónia de assinatura da adjudicação da Concessão do Túnel do
    Marão, que vai ligar Amarante a Vila Real, ao consórcio liderado pela
    Somague realiza-se sábado, em Amarante.
    No lanço Padronelo-Campeã está prevista a construção de um túnel, com
    6,7 quilómetros, que, segundo a Estradas de Portugal, será o maior
    túnel de Portugal.
    A futura auto-estrada vai rasgar a serra do Marão, atravessando os
    concelhos de Amarante, Baião, Peso da Régua e Vila Real. Trata-se de
    uma obra com início no final da A4, em Amarante, que irá ligar ao
    actual IP4 em Parada de Cunhos, nas proximidades de Vila Real. A
    construção desta auto-estrada é reivindicada localmente há muitos
    anos, para servir de alternativa ao IP4, onde, desde que abriu em toda
    a sua extensão em 1993, já perderam a vida cerca de 250 pessoas.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=11c484ea9305ea4c7bb6b2e6d570d466&subsec=&id=ee6804fdbf8a8c3adf4f12d815db2b54

    ==========================
    5.Metro até à Trofa será em via única

    A linha do metro entre o ISMAI (Maia) e a Trofa deverá ser construída
    em via simples. O JN apurou que o Governo se inclina para essa opção,
    reservando um canal para que, no futuro, possa ser executada a segunda
    via. Se tal suceder, fará aumentar o tempo de deslocação até à
    Paradela, tornando a ligação mais demorada e menos atractiva para a
    população (que ficou sem comboio há vários anos). A obra será, no
    entanto, mais barata. Em Outubro de 2007, a Metro lançou um concurso
    para a elaboração do projecto de execução que contemplava as duas
    possibilidades.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/metro_a_trofa_sera_via_unica.html

    ==========================
    6.Canil demolido só depois de vazio

    A Câmara Municipal da Maia adiou o prazo para o encerramento do canil
    improvisado no Monte Penedo, em Milheirós, que serve de abrigo a cerca
    de duas dezenas de cães. Rosalina Santos, que com a filha Carla trata
    dos animais, comprometeram-se a arranjar um terreno alternativo para a
    construção de um canil com todas as condições, que deverá ser gerido
    por uma futura associação.

    O entendimento foi firmado, ontem, numa reunião entre a Câmara da Maia
    e Rosalina Santos, responsável pelo canil de Monte Penedo, que
    funciona há cerca de dois anos sem licença.

    Alegando que o canil não tinha as mínimas condições (desde logo, não
    tem água), que motivava inúmeras queixas e que se encontrava num
    terreno de zona florestal (logo, impossível de licenciar), a Câmara
    tinha determinado o encerramento do equipamento até ao final deste
    mês.

    Uma decisão que revoltou Rosalina, Sandra e outras pessoas que ajudam
    os cães, temendo pela vida dos animais, até porque o actual canil
    municipal não tem condições de acolhimento. Chegou ser colocada a
    hipótese de um abaixo-assinado contra a decisão da Câmara da Maia.

    Ontem, chegou-se a uma solução de consenso. O canil ilegal sai de
    Monte Penedo e muda-se para outro terreno no concelho da Maia, onde
    será implantado com todas as condições e devidamente licenciado.

    Compromissos

    A Câmara assumiu o compromisso de ajudar na tramitação burocrática do
    processo e na execução das infra-estruturas. Mas sublinha que o canil
    deverá ser gerido por uma associação. Uma entidade que “apoie,
    dinamize, e ajude no financiamento e manutenção de um espaço para os
    animais, ajudando simultaneamente a D. Rosalina, que não consegue
    financeiramente, sozinha, fazer face a tantas despesas”, sustenta a
    Autarquia, em comunicado. Por outro lado, o novo canil também não
    deverá acolher apenas os cães de Rosalina Santos, devendo ter maior
    capacidade. Coloca-se a hipótese de poder acolher até 40 cães.

    Carla Santos referiu, ao JN, que a criação de uma associação já é uma
    ambição com algum tempo. “A ideia é que os sócios sejam padrinhos de
    um animal sendo responsáveis por tudo que lhe diga respeito”,
    explicou, fazendo notar que o principal objectivo, por agora, é
    encontrar um terreno para o novo canil.

    Com uma solução que salvaguarda a vida dos animais, mãe e filha ficam
    mais aliviadas. “Andávamos com uma pilha de nervos”, confessou Carla.

    Bragança Fernandes, presidente da Câmara da Maia, reiterou que o canil
    ilegal só será desmantelado quando estiver vazio. Aliás, sublinhou o
    autarca, alguns deles começaram já a ser adoptados.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/canil_demolido_depois_vazio.html

    ==========================
    7.Lixo transformado em jóias

    Uma loja de bijutaria feita com produtos reciclados, inaugurada ontem,
    em Ermesinde, tornou-se no primeiro projecto encetado dos 18
    financiados pela iniciativa Criar, da Lipor. “Foi um sonho tornado
    realidade. Todos os materiais, feitos por mim e reciclados, só estão
    aqui expostos graças ao financiamento da Lipor e ao microcrédito”,
    contou a dona do estabelecimento, Eugénia Teixeira. O facto de ser
    tudo feito com materiais usados prende-se com a necessidade de
    economizar. “Assim poupo e faço coisas originais”, referiu. Colares,
    pulseiras e t-shirts bordadas compunham a loja, onde até os
    expositores foram feitos pela própria.

    Empreendedorismo e viabilidade foram as principais características
    necessárias para a aprovação da ideia. “Pedimos uma apresentação
    simples e uma estimativa dos custos”, afirmou Elsa Teixeira, da Lipor.

    Para além da “Únicos bijutaria”, mais lojas serão inauguradas, a
    maioria ligada à transformação. Artesanato, um minimercado de produtos
    biológicos, design e publicidade e comercialização de sucata estão
    entre os aprovados pela Lipor que iniciou o projecto Criar em Setembro
    do ano passado. “A Lipor também tem preocupações sociais. Portugal
    precisa de pessoas com iniciativa e vontade de arriscar. Com esta
    ajuda, podem concretizar o seu sonho”, disse o presidente, Macedo
    Vieira, presente na inauguração da loja.

    A iniciativa, criada no âmbito das comemorações dos 25 anos da
    empresa, possibilitou aos novos empresários a participação em acções
    de formação ligadas ao Marketing, Contabilidade, Gestão e Direito. “O
    nosso apoio direccionou-se sobretudo para essa parte”, contou Elsa
    Teixeira. O uso do financiamento-base do microcrédito ficou ao
    critério de cada um.

    Apesar do risco, “as expectativas são boas”, afiançou Eugénia
    Teixeira. “Já várias pessoas conhecem os meus produtos. Agora é uma
    questão de seguir em frente”, assegurou.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/lixo_transformado_joias.html

    Todos os gostos
    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/todos_gostos.html

    ==========================
    8.Espaço T abre clube em parceria com Unesco

    O Espaço T – Associação para o Apoio à Integração Social e Comunitária
    lançou, ontem, o seu Clube Unesco, em parceria com a comissão que
    representa, em Portugal, esta agência especializada das Nações Unidas.

    Integração social, ambiente, cidadania e preservação do património são
    alguns temas a explorar neste centro, que é o terceiro na cidade do
    Porto e o sexto no país. Dentro de dois anos, outro poderá juntar-se à
    lista, altura em que o Espaço T prevê abrir uma filial em Lisboa.

    O protocolo de cooperação foi celebrado no espaço da associação
    inaugurado faz hoje um mês, na Rua do Vilar, próximo do Palácio de
    Cristal.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/espaco_t_abre_clube_parceria_unesco.html

    ==========================
    9.Autocarros da MoveAveiro param por falta de peças

    Cerca de duas dezenas de autocarros da Empresa Municipal de Mobilidade
    MoveAveiro – quase metade de uma frota de 48 viaturas – estão parados
    por falta de peças de substituição.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/norte/autocarros_move_aveiro_param_falta_p.html

    ==========================

    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins atrasados veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

    ==========================
    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
    Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais
    ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
    aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
    específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
    basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

    Campo Aberto – associação de defesa do ambiente
    Apartado 5052
    4018-001 Porto
    telefax 22 975 9592
    contacto@campoaberto.pt
    www.campoaberto.pt

    Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
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    Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

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    1. Qualidade do ar disponível online

    A previsão da qualidade do ar para o dia seguinte vai permitir
    “alertar preventivamente” sobre a concentração de poluentes na
    atmosfera e a adopção de “comportamentos adequados” pela população e
    grupos de risco (crianças, idosos e doentes respiratórios).

    A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) apresentou, em Lisboa, o novo
    instrumento de Previsão do Índice da Qualidade do Ar, que vai permitir
    que os portugueses conheçam antecipadamente o estado do ar que se
    respira nos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Lisboa, Porto e
    Setúbal. A previsão “será disponibilizada às 18 horas de cada dia da
    semana e às 20 horas nos fins-de-semana e feriados”, explicou Filomena
    Boavida, da APA.

    A informação será fornecida gratuitamente aos meios de comunicação
    social e autoridades interessadas via e-mail, no portal da Agência
    Portuguesa do Ambiente e em
    http//www.prevqualar.org/jsp/pt/previsao_cidades.jsp, em tempo útil e
    tendo em vista a sua difusão.

    A Previsão do Índice da Qualidade do Ar – que qualifica a qualidade do
    ar em cinco classes Muito Bom, Bom, Médio, Fraco e Mau – é determinada
    para cada zona ou aglomeração em Portugal e assenta numa previsão com
    recurso a modelos desenvolvidos para cada poluente em cada das 73
    estações fixas de medição do ar no país.

    O subdirector-geral da Saúde louvou a iniciativa, uma vez que “não é
    depois de estar a respirar um ar com excesso de poluentes que se vai
    conseguir prevenir a população ou transmitir recomendações, como
    acontecia até agora”.

    José Robalo lamenta, contudo que a informação sobre a previsão do
    estado do ar “só esteja disponível às 18 horas” de cada dia de semana,
    alegando que uma disponibilização mais célere “permitiria uma melhor e
    maior divulgação” dos alertas e recomendações.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/sociedade_e_vida/qualidade_ar_disponivel_online.html

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    2. Lixo e malcriadice
    Hélder Pacheco, Professor e escritor

    Um portuense da Foz do Douro, antigo e excelente jornalista,
    escreveu-me uma carta como só alguém com entranhado amor ao Burgo pode
    fazê-lo (ou ter legitimidade para o fazer). Nela, apontava um
    sem-número de “comentadores” e autores de escritos sobre o Porto
    (entre os quais me incluía), dizendo que “para eles a cidade é sempre
    uma maravilha e os portuenses, de nascimento ou de residência, só têm
    qualidades”. E acrescentava “acho que não é assim”, explicando “não
    referem dois importantes assuntos: o do lixo e o do palavrão na
    cidade!” Salientava que “o Porto é das cidades mais porcas de Portugal
    e os palavrões, embora se ouçam noutros locais do país, aqui são
    “vírgulas, pontos finais e fazem parte da pontuação com que os
    malcriados dos portuenses falam!!!”” Mas não deixava de reafirmar que
    o Porto “é uma cidade bem invulgar e bonita!”

    Estas palavras acertam em duas questões que, de há muito, afectam a
    personalidade social e a dignidade cívica do Burgo. Não há cidades
    perfeitas e o Porto, berço da liberdade, paladino da emancipação
    política da sociedade portuguesa e sustentáculo da rebeldia popular
    nas crises nacionais, debate-se com as suas contradições. As apontadas
    são evidentes, mas acrescentaria uma terceira a pobreza que, há mais
    de um século, envolve parte considerável da população. E uma quarta: a
    deficiente e insustentável situação das condições de habitação que, em
    inúmeros locais, pouco mudaram desde o século XIX.

    A obscenidade faz parte de um processo corrosivo do convívio
    civilizado numa sociedade democrática. Um país que se habituou a
    nivelar por baixo e a achar natural a boçalidade suína e a estupidez
    dos comportamentos não pode ir longe no concerto da Europa. A
    obscenidade está instalada, porque pouco se faz para a contrariar como
    patologia social. De uma Escola (refiro-me à instituição e não ao
    esforço de inúmeros professores que ainda não abdicaram disso) que há
    muito deixou de defender valores e promover a consciência da cidadania
    centrada no equilíbrio entre direitos e deveres, pouco há a esperar.
    De famílias que, além de, em grande número, terem deixado de o ser e,
    quando o são, pouco se preocupam com banalidades como as formas de
    linguagem reles utilizada como coisa normal por quantidade
    significativa de jovens, também pouco há a esperar.

    Assim, não espanta que, onde calha, nos transportes, nos recreios, nas
    ruas, expressões que fariam corar os antigos carroceiros e – espanto
    dos espantos! – até abundantemente utilizadas por raparigas, sejam
    coisa comum. Mas não só os jovens. A obscenidade dita por adultos de
    todas as idades campeia por aí. Nem certos idosos – não já bibliotecas
    vivas mas inutilidades mortas – escapam à vulgarização da malcriadez.
    Muitos (e muitas) já não se apercebem de que bolsam, boca fora, os
    sinais evidentes do nível de civismo a que chegou uma sociedade para a
    qual shoppingues, automóveis, emails, internetes, capitais culturais
    não chegam para disfarçar os obscurantismos larvares de que o lixo no
    chão, o palavrão e o insulto soez, os energúmenos borradores de
    paredes e monumentos e os psicopatas do volante constituem produtos
    acabados do mesmo ciclo chamado perversão da democracia.

    Razão tinha Claudiano quando, há 2000 anos, escreveu “Vive-se melhor
    na mediocridade”. De facto, não podem transformar-se as mentalidades,
    com a Escola e as televisões que temos, juntos com os exemplos vindos
    de todos os lados no sentido de mediocrizar gerações cujo ADN continua
    contaminado por 300 anos de Inquisição e 50 de Censura, informadores e
    polícia política. Em todo o caso, se a obscenidade é, pelo andar do
    laxismo e do relativismo que tomou conta do nosso quotidiano, difícil
    de erradicar, talvez a porcaria fosse eliminável. Não deixa de ser
    irónico e prova provada das suas contradições que a mesma cidade que
    detém o aeroporto mais limpo do mundo continue a aceitar níveis de
    lixo urbano (como há dias vi na Viela do Anjo, transformada em
    lixeira) indignos da sua beleza e do seu carácter (e não digo da sua
    História, porque a história da limpeza do Burgo, desde a Idade Média,
    é longa sucessão de porcaria, enxovalho e falta daquilo que os
    ingleses consideravam respectability. E quem tiver dúvidas disso leia
    o “Relatório apresentado à Comissão Municipal de Saneamento” sobre o
    “Saneamento do Porto”, em 1888, pelo Dr. Ricardo Jorge. Ficará
    elucidado.)

    Concordando com as críticas do correspondente, direi que o orgulho de
    sermos portuenses não passa por pactuar com os predadores do respeito
    pelos outros e, ainda menos, com os conspurcadores da nossa vida
    colectiva (como os que deixam os cães dejectar infamemente em certos
    passeios do Burgo).

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/lixo_e_malcriadice.html

    ==========================
    3.Mais 2,3 milhões a pensar nos tram-train

    A Empresa do Metro vai investir mais 2,3 milhões de euros para pôr a
    circular as novas viaturas tram-train em Setembro deste ano. Os
    primeiros veículos mais rápidos e com maior número de lugares
    servirão, prioritariamente, a Linha Vermelha (B) que liga o Porto a
    Vila do Conde e à Póvoa de Varzim. Mas quase toda a rede ficará
    preparada para recebê-los.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/mais_23_milhoes_a_pensar_tramtrain.html

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    4. Túnel do Marão adjudicado sábado

    A cerimónia de assinatura da adjudicação da Concessão do Túnel do
    Marão, que vai ligar Amarante a Vila Real, ao consórcio liderado pela
    Somague realiza-se sábado, em Amarante.
    No lanço Padronelo-Campeã está prevista a construção de um túnel, com
    6,7 quilómetros, que, segundo a Estradas de Portugal, será o maior
    túnel de Portugal.
    A futura auto-estrada vai rasgar a serra do Marão, atravessando os
    concelhos de Amarante, Baião, Peso da Régua e Vila Real. Trata-se de
    uma obra com início no final da A4, em Amarante, que irá ligar ao
    actual IP4 em Parada de Cunhos, nas proximidades de Vila Real. A
    construção desta auto-estrada é reivindicada localmente há muitos
    anos, para servir de alternativa ao IP4, onde, desde que abriu em toda
    a sua extensão em 1993, já perderam a vida cerca de 250 pessoas.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=11c484ea9305ea4c7bb6b2e6d570d466&subsec=&id=ee6804fdbf8a8c3adf4f12d815db2b54

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    5.Metro até à Trofa será em via única

    A linha do metro entre o ISMAI (Maia) e a Trofa deverá ser construída
    em via simples. O JN apurou que o Governo se inclina para essa opção,
    reservando um canal para que, no futuro, possa ser executada a segunda
    via. Se tal suceder, fará aumentar o tempo de deslocação até à
    Paradela, tornando a ligação mais demorada e menos atractiva para a
    população (que ficou sem comboio há vários anos). A obra será, no
    entanto, mais barata. Em Outubro de 2007, a Metro lançou um concurso
    para a elaboração do projecto de execução que contemplava as duas
    possibilidades.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/metro_a_trofa_sera_via_unica.html

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    6.Canil demolido só depois de vazio

    A Câmara Municipal da Maia adiou o prazo para o encerramento do canil
    improvisado no Monte Penedo, em Milheirós, que serve de abrigo a cerca
    de duas dezenas de cães. Rosalina Santos, que com a filha Carla trata
    dos animais, comprometeram-se a arranjar um terreno alternativo para a
    construção de um canil com todas as condições, que deverá ser gerido
    por uma futura associação.

    O entendimento foi firmado, ontem, numa reunião entre a Câmara da Maia
    e Rosalina Santos, responsável pelo canil de Monte Penedo, que
    funciona há cerca de dois anos sem licença.

    Alegando que o canil não tinha as mínimas condições (desde logo, não
    tem água), que motivava inúmeras queixas e que se encontrava num
    terreno de zona florestal (logo, impossível de licenciar), a Câmara
    tinha determinado o encerramento do equipamento até ao final deste
    mês.

    Uma decisão que revoltou Rosalina, Sandra e outras pessoas que ajudam
    os cães, temendo pela vida dos animais, até porque o actual canil
    municipal não tem condições de acolhimento. Chegou ser colocada a
    hipótese de um abaixo-assinado contra a decisão da Câmara da Maia.

    Ontem, chegou-se a uma solução de consenso. O canil ilegal sai de
    Monte Penedo e muda-se para outro terreno no concelho da Maia, onde
    será implantado com todas as condições e devidamente licenciado.

    Compromissos

    A Câmara assumiu o compromisso de ajudar na tramitação burocrática do
    processo e na execução das infra-estruturas. Mas sublinha que o canil
    deverá ser gerido por uma associação. Uma entidade que “apoie,
    dinamize, e ajude no financiamento e manutenção de um espaço para os
    animais, ajudando simultaneamente a D. Rosalina, que não consegue
    financeiramente, sozinha, fazer face a tantas despesas”, sustenta a
    Autarquia, em comunicado. Por outro lado, o novo canil também não
    deverá acolher apenas os cães de Rosalina Santos, devendo ter maior
    capacidade. Coloca-se a hipótese de poder acolher até 40 cães.

    Carla Santos referiu, ao JN, que a criação de uma associação já é uma
    ambição com algum tempo. “A ideia é que os sócios sejam padrinhos de
    um animal sendo responsáveis por tudo que lhe diga respeito”,
    explicou, fazendo notar que o principal objectivo, por agora, é
    encontrar um terreno para o novo canil.

    Com uma solução que salvaguarda a vida dos animais, mãe e filha ficam
    mais aliviadas. “Andávamos com uma pilha de nervos”, confessou Carla.

    Bragança Fernandes, presidente da Câmara da Maia, reiterou que o canil
    ilegal só será desmantelado quando estiver vazio. Aliás, sublinhou o
    autarca, alguns deles começaram já a ser adoptados.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/canil_demolido_depois_vazio.html

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    7.Lixo transformado em jóias

    Uma loja de bijutaria feita com produtos reciclados, inaugurada ontem,
    em Ermesinde, tornou-se no primeiro projecto encetado dos 18
    financiados pela iniciativa Criar, da Lipor. “Foi um sonho tornado
    realidade. Todos os materiais, feitos por mim e reciclados, só estão
    aqui expostos graças ao financiamento da Lipor e ao microcrédito”,
    contou a dona do estabelecimento, Eugénia Teixeira. O facto de ser
    tudo feito com materiais usados prende-se com a necessidade de
    economizar. “Assim poupo e faço coisas originais”, referiu. Colares,
    pulseiras e t-shirts bordadas compunham a loja, onde até os
    expositores foram feitos pela própria.

    Empreendedorismo e viabilidade foram as principais características
    necessárias para a aprovação da ideia. “Pedimos uma apresentação
    simples e uma estimativa dos custos”, afirmou Elsa Teixeira, da Lipor.

    Para além da “Únicos bijutaria”, mais lojas serão inauguradas, a
    maioria ligada à transformação. Artesanato, um minimercado de produtos
    biológicos, design e publicidade e comercialização de sucata estão
    entre os aprovados pela Lipor que iniciou o projecto Criar em Setembro
    do ano passado. “A Lipor também tem preocupações sociais. Portugal
    precisa de pessoas com iniciativa e vontade de arriscar. Com esta
    ajuda, podem concretizar o seu sonho”, disse o presidente, Macedo
    Vieira, presente na inauguração da loja.

    A iniciativa, criada no âmbito das comemorações dos 25 anos da
    empresa, possibilitou aos novos empresários a participação em acções
    de formação ligadas ao Marketing, Contabilidade, Gestão e Direito. “O
    nosso apoio direccionou-se sobretudo para essa parte”, contou Elsa
    Teixeira. O uso do financiamento-base do microcrédito ficou ao
    critério de cada um.

    Apesar do risco, “as expectativas são boas”, afiançou Eugénia
    Teixeira. “Já várias pessoas conhecem os meus produtos. Agora é uma
    questão de seguir em frente”, assegurou.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/lixo_transformado_joias.html

    Todos os gostos
    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/todos_gostos.html

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    8.Espaço T abre clube em parceria com Unesco

    O Espaço T – Associação para o Apoio à Integração Social e Comunitária
    lançou, ontem, o seu Clube Unesco, em parceria com a comissão que
    representa, em Portugal, esta agência especializada das Nações Unidas.

    Integração social, ambiente, cidadania e preservação do património são
    alguns temas a explorar neste centro, que é o terceiro na cidade do
    Porto e o sexto no país. Dentro de dois anos, outro poderá juntar-se à
    lista, altura em que o Espaço T prevê abrir uma filial em Lisboa.

    O protocolo de cooperação foi celebrado no espaço da associação
    inaugurado faz hoje um mês, na Rua do Vilar, próximo do Palácio de
    Cristal.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/porto/espaco_t_abre_clube_parceria_unesco.html

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    9.Autocarros da MoveAveiro param por falta de peças

    Cerca de duas dezenas de autocarros da Empresa Municipal de Mobilidade
    MoveAveiro – quase metade de uma frota de 48 viaturas – estão parados
    por falta de peças de substituição.

    https://jn.sapo.pt/2008/05/29/norte/autocarros_move_aveiro_param_falta_p.html

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins atrasados veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
    Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais
    ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
    aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
    específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
    basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

    Campo Aberto – associação de defesa do ambiente
    Apartado 5052
    4018-001 Porto
    telefax 22 975 9592
    contacto@campoaberto.pt
    www.campoaberto.pt

    Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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