• Set : 17 : 2020 - ALERTA AOS CIDADÃOS: TRÊS JARDINS DO PORTO E 503 SOBREIROS EM GAIA AMEAÇADOS DE MUTILAÇÃO E ABATE
  • Mai : 14 : 2020 - Por Amor da Árvore 2020
  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

Destaque: Árvores a mais, árvores a menos

Não é no Noroeste, é em Cascais, mas é sempre animador ver que há cidadãos
que decidem não aceitar passivamente a destruição de árvores centenárias
(n.º 4). Também em Guimarães (n.º 7) há inconformismo perante mais uma
retirada de árvores de uma praça a pretexto de “grandiosidade” e de
“história”. Que a praça nunca teve árvores até há 100 anos! Argumento
despropositado pois que a árvore em meio urbano ganhou importância fulcral
com o avanço da industrialização e a maior distância com ela criada entre
meio urbano e meio rural mais próximo da natureza. Estamos perante uma
“escola” que vê na árvore uma sombra ao edificado incómoda e inútil. As
autarquias, perante o prestígio da “escola”, multiplicam as encomendas. Mas
as resistências de muitos cidadãos multiplicam-se e a “escola” começa a
deixar de ter a aura que a nimbava… Está na hora de compreender que os
tempos mudaram e que fazer riscos no ateliê é uma coisa, a realidade viva do
meio urbano outra coisa por vezes muito diferente da prancheta vazia onde se
expande livremente o “génio”…

Já com isto só podemos estar de acordo: conferir prioridade ao peão e às
bicicletas e reduzir a presença automóvel. Prova de que nem tudo é branco e
preto…
JCM

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
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1. Porto: Poluição zero em 2009

O Rio Douro tem menos focos de poluição. A Câmara do Porto está a despoluir
os cursos de água que atravessam o concelho. Até 2009, soluções provisórias
vão assegurar a qualidade balnear das praias frequentadas por milhares de
pessoas.

Ontem à tarde, foi aniquilada mais uma fonte de poluição do Rio Tinto, o
principal foco de descargas poluentes no Douro a jusante de Crestuma. Pouco
passava das 16h, quando os técnicos da empresa municipal Águas do Porto
desviaram para a ETAR do Freixo o esgoto transportado pela Ribeira de
Cartes, afluente do Tinto. Instantaneamente, a água começou a circular mais
límpida. Os trabalhadores da empresa municipal iniciaram, então, a limpeza
do curso do rio, retirando as lamas e os detritos nauseabundos que se foram
acumulando ao longo dos tempos.
³Com medidas simples, sem gastar muito dinheiro, conseguem-se alterações
muito significativas em matéria ambiental², afirmou o presidente da Águas do
Porto, Joaquim Poças Martins, que demonstrou in loco a simplicidade do
processo de despoluição das ribeiras do Porto. ³Foi reparado um colector com
avarias e entupimentos. A ligação à ETAR não estava a funcionar², explicou,
frisando que só fazia sentido limpar o curso do rio, depois deste estar
despoluído. Depois de eliminados os maiores poluentes, o trabalho
prosseguirá da foz do Rio Tinto para montante, eliminando os focos de
poluição casa a casa.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7
baf3&subsec=&id=9aea66081c6543face2db37e884f1e5e

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2. Gaia: Gaia
PDM suspenso para construir Media Parque

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7
baf3&subsec=&id=f59c47786a0074344c3fe2e9f554dd5d

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3. Porto: Mais de 38 mil participam nas actividades ambientais

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7
baf3&subsec=&id=e54d3a364382bea1e1e6fd19cd9ada9f

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4. Esposende: Esposende: projecto deverá arrancar, o mais tardar, no início
de 2008
Dragagens na foz do rio Cávado

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade vai avançar com a
dragagem da foz do Rio Cávado em finais de 2007 ou começo de 2008,
dependendo da meteorologia. Esta intervenção resolverá o problema do
assoreamento do rio.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a3
18d5&subsec=&id=507077157f4635a4c19ef98b8bcffaf2

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5. Cascais: Cascais: moradores do Monte Estoril contra destruição de área
verde

Moradores e associações de Cascais acusam a autarquia de ³destruição maciça²
do último coberto vegetal do Monte Estoril por viabilizar um empreendimento
imobiliário na Vila Montrose, concentrando-se hoje no local para protestar
contra a ³desfiguração urbanística². Segundo explicou Paulo Ferrero, do
³Cidadania Cascais² – grupo que, a par da Associação de Moradores do Estoril
e do Grupo Ecológico de Cascais, promoveu a concentração de ontem -, os
moradores da zona foram surpreendidos na semana passada pela colocação de
tapumes no parque Montrose. O parque Montrose é uma propriedade de meio
hectare com um pequeno palácio e inúmeras árvores centenárias, onde está
prevista a edificação de um condomínio de luxo com uma área total de
construção de 7.395 metros quadrados, além da recuperação do edifício
apalaçado. ³A construção em redor do Œchalet¹ vai desfigurar o espaço a
nível arquitectónico e urbanístico e permitir uma destruição maciça daquele
coberto vegetal, o único Œpulmão verde¹ que ainda resta ali², lamentou o
representante do grupo, sublinhando que a Vila Montrose estava classificada
no anterior Plano Director Municipal (PDM) como património local a ser
preservado. ³Deveria ter sido feito um Plano de Pormenor específico para a
zona, porque o PDM não foi actualizado e agora temos um facto consumado²,
afirmou. Paulo Ferrero questionou ainda as ³incongruências² da actuação do
executivo da Câmara de Cascais em relação ao avanço do empreendimento, já
que o presidente António Capucho vetou um anterior plano de construção para
a zona e o actual projecto parece ser apenas ³do interesse do
vice-presidente² da autarquia, Carlos Carreiras, que o licenciou em Janeiro.
Para a concentração de hoje não há ainda qualquer estimativa quanto ao
número de participantes, mas o representante do ³Cidadania Cascais² garante
haver ³muitos moradores completamente contra² o projecto e empenhados em
impedir o avanço de ³mais um condomínio.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a3
18d5&subsec=&id=bbca2e45c7f51bf0cfdabc191d0f1434

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6. Gondomar: Câmara entrega plano da Lomba e inicia classificação da praia

https://jn.sapo.pt/2007/10/17/porto/camara_entrega_plano_lomba_e_inicia_.html

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7. Guimarães: Retirada de árvores gera discussão

A retirada das árvores do Largo do Toural, no centro da cidade de Guimarães,
divide opiniões. De resto, esta foi a matéria que motivou mais participações
de cidadãos, dos cinco projectos apresentados recentemente pela Câmara
Municipal. No espaço de uma semana, meia centena de contributos chegaram à
sede do município, a maior parte relacionada com a questão das árvores
naquela emblemática praça.

O presidente da autarquia, António Magalhães, já admitiu que o projecto de
renovação urbana pensado para o Toural “vai ser polémico”, daí ter sido
colocado em discussão pública, e, face às primeiras reacções, admitiu um
recuo na intenção de “limpar” o largo de árvores.

A discussão tem sido fértil na blogosfera, com opiniões que se dividem. De
um lado os que defendem a permanência das árvores no largo; do outro, os que
defendem a sua remoção, em nome da restituição da grandeza do Toural. É o
caso de António Amaro das Neves, historiador e presidente da Sociedade
Martins Sarmento (SMS). “As árvores do Toural estão a mais e se forem
removidas, a praça ganhará outra grandeza e dignidade”, afirmou no blog
araduca.

“O Toural, praça com muitos séculos, só teve árvores durante pouco mais de
cem anos, que, à medida que foram crescendo e alargando os seus troncos e
copas, ajudaram a diminuir a percepção da grandiosidade daquele espaço”,
recorda. “Se forem removidas, voltando a tornar desafogado o que já foi
amplo, a praça ganhará uma outra grandeza e dignidade”, diz. De resto,
lembra ainda, “os próprios moradores assim pensavam em 1929, quando pediram
à Câmara, sem sucesso, que mandasse retirar as árvores”.

O projecto prevê uma mudança radical, com um parque de estacionamento
subterrâneo e uma renovação contemporânea à superfície. Acabam as árvores e
a praça adquire uma configuração mais ampla, com introdução de granito,
mobiliário urbano, conferindo prioridade ao peão e às bicicletas e reduzindo
a presença automóvel.

https://jn.sapo.pt/2007/10/17/norte/retirada_arvores_gera_discussao.html

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresenta-se o sumário e/ou resumos de notícias de interesse
urbanístico/ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
Notícias e de O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito específico
são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste, basicamente entre o
Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por José Carlos Marques

Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

Campo Aberto – associação de defesa do ambiente

www.campoaberto.pt
campo-aberto.blogspot.com

Apartado 5052
4018-001 Porto
telefax 22 975 9592
contacto@campoaberto.pt
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=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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