• Set : 17 : 2020 - ALERTA AOS CIDADÃOS: TRÊS JARDINS DO PORTO E 503 SOBREIROS EM GAIA AMEAÇADOS DE MUTILAÇÃO E ABATE
  • Mai : 14 : 2020 - Por Amor da Árvore 2020
  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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Opinião: O céu de Cedofeita

Dizem que os antigos e bravos gauleses, pelo menos os da remota
aldeia onde vivia Astérix, nada temiam? excepto que o céu lhes caísse
na cabeça!

Alguma coisa semelhante ocorre no Porto, em contexto peculiar de
continuada desertificação da Baixa. O comércio tradicional,
resistente como o foram os gauleses face ao domínio do Império,
congeminaram soluções e afinaram estratégias para um tempo em que
dominam, cercando, os centros comerciais e as chamadas «grandes
superfícies».

Outro dia surgiu a público a ideia cobrir Cedofeita, dar um tecto à
velha rua comercial e afável, tapá-la com vidro e metal. O luminoso
(?) projecto parece ter a adesão dos lojistas – que de resto o
encomendaram- mas não tanto dos moradores. Pouco importa. Não ficou
claro é de que intempéries, de que céus inclementes, se pretende
proteger a rua nem em que grau se espera despertar o interesse dos
cidadãos. Depois da invenção do guarda-chuva, terá ficado algo
limitada a utilidade de uma cobertura em rua prestigiosa e pedonal!
Só que o conceito, peregrino como é de esperar e por isso insistente,
vai mais longe. Rezam as notícias: quer-se “dar a Cedofeita um novo
céu”. Não se exige mais nem se pode esperar menos. Entre teologia e
astronomia, baralham-se conceitos na mente desprecavida. E anda tanta
gente a queixar-se da poluição luminosa, que nos esconde as estrelas
na cidade e a vantagem do comércio de rua sobre os abafados e
claustrofóbicos centros comerciais, e anda outra muita gente a gabar
o nosso clima ensolarado (e enluarado em sendo noite bonita) e as
delícias da brisa atlântica que nos acaricia vinda do mar? Pode a
queda de meteoritos, sempre imprevista, ser assim prevenida?

Já se deve ter notado não gosta o cronista de tal ideia, difícil de
justificar, cara de pagar e triste de se ver quando realizada, a
julgar pelo esboço publicado. Mas quem escreve estas linhas gosta de
Cedofeita, do seu movimento e do ar que se respira. Gosta do Porto e
do seu comércio, e ouve dizer os entendidos que mais valia investir-
se na qualidade das lojas e do atendimento, na variedade da oferta e
na personalização do consumidor.

Muito há a fazer trazer habitação para a Baixa, reabilitar o
edificado, criar mais ruas pedonais e humanizar, tornar menos
agressivo e poluído o ambiente urbano. Criando diferença e
aproveitando aquilo que o comércio de rua pode oferecer de original e
de melhor.

Então – justos céus – para quê tapar o sol… com peneira de ferro e
vidro? Não quererão climatizar a rua, dar-lhe com o ar condicionado,
espalhar no “tubo/ Cedofeita” os odores vivos dos perfumes da moda,
os sons polifónicos dos telemóveis?

Decididamente, não parece boa ideia tentar dar-nos um “novo céu”, que
para isso já labutam seitas e ideólogos. A rua não precisa de se
defender da luz e do vento, da chuva e do luar. A cidade toda, essa,
precisa de reinventar a qualidade do ar, precisa de ter gosto nos
seus jardins e de combater a praga do ruído, do estacionamento
caótico e do tráfego rodoviário asfixiante.

Pior que tudo é que uma tal ideia significa, em última análise, a
vitória definitiva e expressiva do modelo “centro comercial”. Assim
ficará marcada a ideia de que comércio de rua é coisa do passado, que
as grandes cadeias do consumo tinham razão quanto às desvantagens da
via pública. Se as ruas quiserem concorrer com esse “templos”
comerciais? terão de deixar de ser ruas. A ideia faz ricochete, sem o
querer. E tornando feia uma rua bonita, com medo do sol e da chuva,
arrisca-se a demonstrar apenas o contrário do que pretendia
testemunhar.

Bernardino Guimarães

https://jn.sapo.pt/2007/10/16/porto/o_de_cedofeita.html

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1. País: Arderam 1.800 hectares de área protegida em 2007

Os incêndios florestais consumiram este ano 1.813 hectares de áreas
protegidas, o segundo valor mais baixo dos últimos 15 anos, segundo
dados provisórios a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Segundo os dados do Instituto da Conservação da Natureza e
Biodiversidade (ICNB), os 1.813 hectares que arderam este ano em
áreas protegidas – cerca de 10% do total de área ardida no país – e
em outras áreas sob gestão do ICNB correspondem a 326 ocorrências de
fogo, das quais apenas três tiveram uma dimensão superior a 100
hectares.

Os fogos com área superior a 100 hectares representaram apenas cerca
de 1% das ocorrências, mas 72 % da área ardida.

O Parque Natural do Vale do Guadiana, com 1.131 hectares, e o Parque
Natural Sintra Cascais, com 260 hectares, foram as áreas protegidas
mais atingidas pelos incêndios no Verão passado.

No que respeita às áreas na Rede Natura 2000, o documento do ICNB
refere que ainda não foi possível fazer uma avaliação da área ardida,
pois as áreas disponibilizadas pela Direcção-Geral dos Recursos
Florestais (DGRF) não são representativas.

https://jn.sapo.pt/2007/10/16/ultimas/Arderam_1_800_hectares_de_rea_.ht
ml

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2. Porto: Programa de Educação Ambiental

A Câmara do Porto vai apresentar, esta tarde, o programa de Educação
Ambiental dirigido à comunidade escolar para o ano lectivo de 2007-
2008. Na apresentação serão divulgados os resultados das actividades
decorridas no ano transacto e apresentadas as novidades da oferta
pedagógica que irá passar pelos cinco centros de educação ambiental
instalados no Núcleo Rural do Parque da Cidade, no Parque da
Pasteleira, no Palácio de Cristal, na Quinta do Covelo e no Parque de
S. Roque.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=9bc69acf6b71
b62fbffd934c153e349d

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3. Tibães: Obras no Mosteiro terminadas

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (ex-
IPPAR) investiu 13,5 milhões de euros na recuperação do Mosteiro de
Tibães em Braga, tendo a última fase das obras sido agora concluída,
disse ontem fonte do organismo. A fonte adiantou à Lusa que a última
fase das obras, que custou 3,5 milhões de euros, passou pela
recuperação e reabilitação do Noviciado, Ala Sul e Claustro do
Refeitório.

A obra, que foi adjudicada à construtora bracarense Casais, SA, teve
um prazo de execução de 720 dias e envolveu trabalhos de restauro,
intervenção nas paredes, pavimentos e tectos em pedra, bem como a
construção de uma estrutura de betão armado e uma outra metálica e
mista no edificio actual. O Mosteiro de São Martinho de Tibães,
antiga Casa Mãe da Congregação Beneditina Portuguesa, foi adquirido
pelo Estado Português em 1986 e afecto ao então Instituto Português
do Património Arquitectónico (IPPAR). Desde então, tem vindo a ser
objecto de uma operação integrada de restauro, recuperação e
reabilitação, co-financiada pelos Fundos Comunitários através do
FEDER – Programa Operacional da Cultura (POC). O projecto de
recuperação e reabilitação do Noviciado, Ala Sul e Claustro do
Refeitório, integrado na candidatura do Mosteiro de Tibães ao III
Quadro Comunitário de Apoio – 1ª Fase, abrangeu o antigo Claustro do
Refeitório, destruído por um grande incêndio no final do século XIX.
Englobou ainda o noviciado, o hospício e parte da ala sul onde se
inclui a livraria, a cozinha e espaços anexos e tem como objectivo a
recuperação e restauro de grande parte dos espaços para integrarem o
circuito de visita do mosteiro (claustro do cemitério, cozinhas e
espaços anexos). Permitirá também a instalação de um centro de
informação de ordens monásticas e jardins históricos no piso superior
da ala sul e a reinstalação de uma comunidade religiosa no antigo
noviciado, que irá gerir uma pequena hospedaria e um restaurante a
instalar no antigo hospício”.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=d668d9f57680
708cfaba942543d903a7

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4. Floresta de Sherwood ameaçada

A floresta de Sherwood, em Inglaterra, a mesma onde Robin Hood – o
mítico Robin dos Bosques do tempo de Ricardo Coração de Leão – se
escondia do príncipe João e do seu esbirro, o xerife de Nottingham,
está em perigo. A ameaça atinge as árvores mais antigas, a mais velha
das quais é um carvalho de 1415. Dantes, a floresta perdia por ano,
em média, um exemplar. Agora o número subiu para cinco, com tendência
para aumentar. A este ritmo, o maior grupo de carvalhos antigos da
Europa, que está em Sherwood (condado de East Midlands) deixará de
existir.

Há 20 anos, aguentaram o ciclone que desabou sobre a região, mas só
este ano quatro carvalhos caíram com as tempestades de Janeiro,
outros dois foram destruídos por um incêndio e um sexto foi vítima de
um choque.

Para o próximo Inverno, prepara-se um plano de recuperação de 7,4
milhões de euros, suportado pela entidade que gere as lotarias, que
prevê a plantação de 250 mil carvalhos em 1,8 milhões de metros
quadrados.

https://jn.sapo.pt/2007/10/16/ultima/floresta_sherwood_ameacada.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
https://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins anteriores veja
https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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