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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Sexta, 27 de Julho de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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    1. Anda-se pouco de bicicleta em Portugal

    Apenas 1% dos portugueses pedala no dia-a-dia, segundo revela um estudo do Eurobarómetro, que coloca Portugal entre os três países europeus cujos habitantes menos usam a bicicleta.
    Menos que nós, só os luxemburgueses e os malteses. Os cidadãos portugueses são dos que menos recorrem à bicicleta para se fazer transportar nas andanças quotidianas. Só 1% o fazem, quando a média europeia chega aos 8,7. Por países, a Holanda é o país onde a bicicleta é mais popular, com 40% de utilizadores, seguida da Dinamarca (23,4%).
    Já o automóvel é o meio de transporte preferido dos portugueses (56,3%, o que é superior à média comunitária de 51,4%). Ainda no que toca aos números nacionais, 25,2% dos inquiridos responderam que utilizam os transportes públicos, 14,8% recorrem a caminhadas para os seus afazeres e 1,1% têm na moto o seu meio de deslocação.
    Uma clara maioria dos portugueses (59,7%) refere a melhoria dos transportes públicos como condição para ser melhorado o trânsito da cidade em que vive. A regularidade desses transportes, bem como uma melhor adequação dos trajectos são também indicadas como formas de desencorajar o uso do automóvel.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/27/sociedade_e_vida/andase_pouco_bicicleta_portugal.html

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    2. Biólogos repõem prado submerso desaparecido do mar da Arrábida

    Pradarias marinhas são um paraíso da vida subaquática, mas estão em regressão acentuada em Portugal. Projecto ensaia como recuperá-las
    Já viu alguém a plantar relva no oceano? Não? Então dê um salto ao Portinho da Arrábida, Sesimbra. Ali junto à água, vai encontrar um grupo de pessoas, horas a fio, a atar mudas a grades de ferro, para, mais tarde, as pôr no fundo do mar.
    São técnicos e investigadores da Universidade do Algarve e o que parece relva é, na verdade, uma planta marinha, com raízes, folhas, flores e sementes, antes abundante em muitos pontos do país.
    Os pescadores chamam-nas sebas. Os biólogos preferem o termo “pradarias marinhas”, porque formam largas áreas verdes subaquáticas, que oscilam ao sabor das correntes, como um prado ao vento.
    Uma floresta submersa é um paraíso para a vida marinha. Uma diversa quantidade de peixes circula por ali, para se esconder, almoçar ou procriar. É nelas que os chocos fazem as suas posturas. São bons habitats também para amêijoas, cavalos-marinhos, crustáceos. E ainda ajudam a prevenir a erosão costeira.
    Mas estão em regressão tão acentuada no país que várias instituições juntaram-se e foram a Bruxelas pedir dinheiro para um projecto de reintrodução no Parque Marinho Luiz Saldanha, na Arrábida. Com verbas do programa comunitário Life e mais um milhão de euros da cimenteira Secil, o projecto chamado Biomares entra agora na sua fase mais visível.

    https://ww2.publico.clix.pt/

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    3. Aldeia em escombros salva por festival de artes

    Aldeia de Trebilhadouro, Vale de Cambra, recebe, hoje, a 6.ª edição do Festival Internacional de Artes e Culturas. Durante três dias voltam a ouvir-se os sons da música tradicional e regressam os work- shops de artes. Mas a principal atracção desta edição é o autêntico estaleiro de construção civil em que Trebilhadouro está transformada, mesmo em dia de festa. Sete anos após a primeira edição, o objectivo do festival foi cumprido. A aldeia está a ser alvo de uma profunda requalificação. É a nova vida de um lugar deserto desde há 15 anos e que começa a ser procurado para segunda habitação.
    Quando os cinco mil visitantes, esperados no evento, derem os primeiros passos na terra batida de acesso à aldeia vão deparar-se com um cenário inesperado. Trebilhadouro estará engalanada como se um dia de festa se tratasse. Mas as ruas estreitas estão esventradas por valas recentemente abertas onde operários instalam todo o tipo de infra-estruturas e reconstroem, pedra a pedra, muros e caminhos que, dado o seu estado de destruição, faziam duvidar que algum dia voltassem à sua forma original.
    Obras em dia de festa poderão até chocar, numa primeira fase, os menos conhecedores da aldeia. Mas para os responsáveis pela organização (Rasgo – Cooperativa de Teatro e Câmara de Vale de Cambra), o cenário não podia ser mais compensador.
    A autarquia colocou mãos à obra, garantido a preservação da aldeia. Foram canalizados cerca de 480 mil euros de fundos comunitários que serviram para financiar a revitalização do espaço público, qualificação dos arruamentos, aplicação de mobiliário urbano, iluminação pública e dinamização de zonas de estadia. Mas a intervenção da autarquia estende-se à vigilância das obras efectuadas pelos proprietários nas suas habitações, impedindo que alterem a traça original. “A autarquia estará atenta ao cumprimento das regras de requalificação”, garante o presidente da Câmara José Bastos.
    Objectivos alcançados, a organização garante festa rixa. A “borradinha”, mistura de mel quente com aguardente, especialidade do festival, deverá andar de copo em copo. Mas, avisa o conhecedor da bebida, Rui Tavares, “para quem beber cinco acabou-se o festival”.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/27/norte/aldeia_escombros_salva_festival_arte.html

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    Boletim realizado por Celina Raposo

    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

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