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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Sexta-feira, 04 de Maio de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Porto: Habitações muito caras levam à fuga de moradores da cidade

Carla Sofia Luz

O Porto perdeu mais de 69 mil habitantes nos últimos 15 anos (1990-2005), sendo que quase 62 mil pessoas trocaram a cidade por concelhos vizinhos.
A análise à evolução demográfica do município, desenvolvida pelo Gabinete de
Estudos e Planeamento da Câmara portuense, aponta o custo muito elevado das habitações na cidade e a “oferta crescente” de casas mais baratas na periferia como a principal razão para a fuga de moradores.

Tendo por base um estudo ao mercado imobiliário de 2006, os especialistas da Autarquia concluem que as “disparidades nos preços de aquisição e de arrendamento de habitação no Grande Porto se têm mantido e até agravado, com repercussões óbvias sobre as migrações por motivos residenciais”. O Porto surge no topo da lista. É o concelho com um custo de aquisição de habitação mais elevado. No primeiro semestre do ano passado, o valor médio era de 1460 euros por metro quadrado – “superior em 40% aos valores encontrados em
Gondomar e em Valongo, concelhos com os preços do mercado de habitação mais
acessíveis”, pode ler-se na análise, a que o JN teve acesso. O mesmo sucede no mercado de arrendamento.

Olhando para os fluxos migratórios entre 1995 e 2001 (o Gabinete de Estudos e Planeamento recorreu aos dados do Instituto Nacional de Estatística), constata-se que as “saídas de população” da cidade “corresponderam a cerca do dobro das entradas”. E, dentro do Porto, 26 mil pessoas mudaram de freguesia de residência com Paranhos e Ramalde a captarem 39% “deste movimento interno”. Cerca de 80% das pessoas que trocaram o Porto por outros concelhos têm habitação própria, mas só 63% dos novos moradores da
cidade são proprietários das casas que ocupam.

Curiosamente, um quarto das pessoas que fixaram residência no concelho portuense nada pagam pela ocupação da habitação. Aqueles que têm esse encargo gastam mais 15 a 18% do que os moradores que se deslocaram para outros concelhos. É interessante verificar que, em 2001, os novos habitantes da cidade tinham níveis de qualificação académica superiores aos da população que trocou o Porto pela periferia “26% do total das entradas é de pessoas com o ensino médio ou superior em 2001”, refere-se no documento,
enviado a todos os vereadores da Câmara.

“A conclusão a que se chegou é conhecida o Porto perde importância que detinha do ponto de vista da função residencial, em prol dos seus concelhos limítrofes”, indica-se. Em contrapartida, grande parte dos moradores que partiram não perdeu ligação ao concelho. “Continua a desempenhar um papel chave como local privilegiado de concentração de serviços administrativos, de actividades económicas, educativas, culturais, de emprego
qualificado, de centros de investigação, que atraem uma população flutuante que faz com
que o Porto movimente, ao longo do dia, cerca de meio milhão de pessoas”,aponta-se no estudo, elaborado por ordem do Executivo, que, em Setembro, aprovou uma moção da CDU nesse sentido.

https://jn.sapo.pt/2007/05/04/porto/habitacoes_muito_caras_levam_a_fuga_.html

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2. Porto: “Mão cheia de nada” na reunião com STCP

Uma reunião “inconclusiva”e “sem novidades”, considerou, ontem, à saída do encontro com a Administração da STCP-Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, Cecília Lima, do Movimento de Utentes dos Transportes da Maia.
“Entrámos com uma mão cheia de nada e saímos com outra a mão a abanar”, ironizou.
Durante “duas horas de conversa”, as alterações feitas pela STCP, no passado mês de Janeiro no âmbito da nova rede, “esbarraram” nos interesses dos passageiros da Maia. “Antes derraparam”, corrige a animadora do movimento. Em cima da mesa, voltou a ser discutida a falta de transportes públicos ao longo da EN 14 (Via Norte), os transbordos feitos “sem sentido”, a ausência de autocarros directos entre as cidades da Maia e do Porto, o novo sistema de bilhetes e sua validação.
Entre notas e apontamentos, ficaram algumas desilusões “A STCP não vai abdicar das soluções colocadas no terreno. Fiquei com a impressão que não vão mais rolar autocarros na Via Norte”, adiantou Cecília Lima. Quanto às mudanças a introduzir nas outras carreiras, a dinamizadora do Movimento dos Utentes da Maia ficou convicta de “pequenos acertos” pela STCP.
Entre as sugestões propostas no caderno reivindicativo aludia-se, também, os “enormes atrasos” da carreira 600, entre a Maia e o Porto, a sobrelotação dos autocarros, os incómodos causados aos passageiros, sobretudo, aos idosos e crianças. “A STCP continua a insistir nos interfaces, mas a Maia é muito grande e milhares de pessoas vivem longe do centro, em freguesias rurais. O metro passa longe e a maioria não tem automóvel”, garantiu.
Como a esperança “não morreu”, outra reunião ficou marcada para o dia 14 de Junho. A delegação do movimento foi acompanha por António da Silva Tiago, vice-presidente da Câmara da Maia e Augusto Monteiro, técnico de Mobilidade da autarquia. Por parte da STCP esteve, entre outros, Rui Saraiva.
Manuel Vitorino

https://jn.sapo.pt/2007/05/04/porto/mao_cheia_nada_reuniao_stcp.html

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3. Famalicão: Cemitério de Joane será ampliado

O cemitério da vila de Joane vai ser ampliado. A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão já anunciou a aquisição de um terreno nas traseiras do cemitério para o efeito. A Autarquia pretende avançar com o projecto de ampliação para uma parcela de
terreno com mais de 1700 metros quadrados localizado no lugar de Subcarreira. A proposta de aquisição do terreno por 130 mil euros foi aprovada na última reunião do Executivo camarário. Em nota enviada à Imprensa, a Câmara diz que, “em breve”, será assinado o contrato-promessa de compra e venda do terreno. Nessa altura, será pago
50% do valor em causa e os restantes 50% serão pagos apenas aquando da celebração da escritura que deverá ser realizada até 31 de Março do próximo ano.
A ampliação do cemitério joanense dá continuidade ao Plano Municipal de Alargamento e Modernização dos Cemitérios de Vila Nova de Famalicão. Este plano já envolveu um investimento de mais de 1,4 milhões de euros com a intervenção em mais de duas dezenas de cemitérios do concelho, segundo revela a Câmara Municipal na mesma nota.
“Esta foi a solução encontrada para um problema que se arrastava há já algum tempo na freguesia de Joane”, adiantou o presidente da Câmara de Famalicão Armindo Costa, que esteve no local para conhecer o projecto, acompanhado pelo presidente da Junta, Sá Machado.
A proposta de aquisição do referido terreno tinha sido retirada da ordem de trabalhos na penúltima reunião do Executivo camarário por falta de parecer dos técnicos camarários. Contudo, na última reunião, foi agendada e aprovada.

Alexandra Lopes

https://jn.sapo.pt/2007/05/04/porto/cemiterio_joane_sera_ampliado.html

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4.País: Garrafas e sacos acumulam-se nas praias

A presença de lixo, sobretudo garrafas e sacos de plástico, continua a ser problemática nas praias portuguesas, e foi agravada com o Inverno chuvoso de 2006, segundo indicadores do programa Coastwatch Portugal que vão ser apresentados hoje.
A campanha 2006/2007 deste programa europeu que pretende alertar para os principais problemas do litoral, através da sua observação directa, contabilizou mais de 100 mil resíduos, um número praticamente idêntico ao da campanha anterior e que a coordenadora do Coas- twatch admite que poderia ser superior se tivessem sido monitorizados os mesmos quilómetros de costa.
“Na época passada tivemos alguns problemas com as saídas de campo devido às más condições climatéricas. Por isso, tivemos uma diminuição de cerca de 350 quilómetros de área monitorizada. No entanto, encontrámos quase tantos resíduos como na campanha anterior”, disse à Lusa a coordenadora do Coastwatch Portugal, Lurdes Soares.
O Inverno chuvoso agravou a situação “As margens dos rios transbordam levando todo o lixo aí acumulado que acaba por vir ter à praia, caso não encontre nenhum obstáculo no seu caminho”.
Um “espectáculo desolador” que Lurdes Soares relaciona com a falta de comportamentos cívicos aliada à inoperância das entidades responsáveis.
As conclusões da última campanha apontam, por outro lado, para um maior peso da erosão marinha na análise dos riscos efectivos/ameaças iminentes. Lurdes Soares reconheceu, no entanto, que o facto de a erosão ter sido um tema muito mediatizado, devido à pressão do mar sobre a Costa da Caparica, talvez tenha influenciado o interesse e a postura dos participantes. “O indicador de risco está relacionado com a percepção de cada um”, justificou.
A campanha 2006/2007 contou com 4.774 participantes, entre associações, escolas, agrupamentos de escuteiros, autarquias ou participantes individuais, distribuídos por vários núcleos territoriais.

https://jn.sapo.pt/2007/05/04/sociedade_e_vida/garrafas_e_sacos_acumulamse_praias.html

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5.UE quer reforçar luta pelo ambiente

Os temas ambientais nunca estiveram tão na ordem do dia como agora. Ainda assim, “a emissão global de gases com efeito de estufa está a aumentar, a perda de biodiversidade não está controlada, a poluição continua a dar problemas de saúde pública e a quantidade de resíduos produzida pela Europa continua a aumentar”. A constatação foi feita ontem pelo comissário europeu do Ambiente, Stravos Dimas, durante a apresentação do balanço da primeira metade de execução do sexto programa de acção comunitário para o
Ambiente (6EAP), um programa lançado em 2002, com objectivos traçados até 2012.

A meio do caminho do final do projecto, a conclusão é de que é preciso fazer mais pelas quatro áreas prioritárias em que o programa assenta as alterações climáticas, a biodiversidade e protecção da natureza, efeitos ambientais sobre a saúde e qualidade de vida e ainda a gestão sustentável dos recursos naturais e dos resíduos.

Fazendo o balanço do ano passado, a Comissão Europeia considera que as alterações climáticas estiveram mais presentes que nunca na agenda política e que se registaram progressos na abordagem de questões como o desenvolvimento sustentável. Nos anos que se seguem, a Comissão elege como prioridade o combate às alterações climáticas, não só nos anos que restam ao programa EAP, mas no período posterior a 2012. Para tal, Bruxelas vai apelar à cooperação internacional nesta área.

Para optimizar os resultados do tempo que ainda resta ao programa ambiental, a Comissão vai tentar orquestrar as políticas em domínios de interesses tão diferentes quanto a energia, os transportes, as pescas, a agricultura e a indústria.

A nova política energética europeia, adoptada em Março, prevê uma redução de 20% das emissões de gases com efeito de estufa até 2020, face aos valores de 1990. Célia
Marques Azevedo

https://jn.sapo.pt/2007/05/04/sociedade_e_vida/ue_quer_reforcar_luta_pelo_ambiente.html

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6. TC considera nulo o contrato

O contrato celebrado entre a Bragaparques e o Hospital de S. João para a
construção de um hotel e um centro comercial nos terrenos da unidade foi
considerado nulo pelo Tribunal de Contas. Para esta instituição houve
“má gestão dos recursos públicos”.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=3a16f986c9dab61e43a3524ecb8b8cd7

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7. Natalidade em queda

Entre 1991 e 2005, o Porto passou de 302.472 habitantes para 233.465. O
declínio demográfico de cerca de 69 mil residentes é explicado pela
diminuição da taxa de natalidade, mas a crescente mudança de residência
dos jovens casais para a periferia faz grande parte da diferença.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=fcfd85e87b4b1a03a397aafc26466e4c

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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Se quiser consultar os boletins anteriores veja
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

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