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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quinta-feira, 5 de Abril de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    1. Porto: Metro OS PRAZOS APRESENTADOS PELO GOVERNO PARA CADA UMA DAS LINHAS

    Autacas insistem em permanecer na gestão do metro
    Os autarcas devem permanecer na gestão da Metro. A posição, já defendida na
    contraproposta da Junta Metropolitana enviada ao Governo, foi reafirmada,
    ontem, por Rui Rio e por Valentim Loureiro, administrador e presidente do
    Conselho de Administração da empresa, respectivamente. Mas encerra uma
    nuance Rio admite abdicar da exigência, caso o Governo coloque a saída dos
    autarcas da gestão como a única forma de as obras avançarem. Já Valentim
    descarta a hipótese.
    “Eu, modesta e conscientemente, sei que tenho capacidade para gerir a Câmara
    e a Metro”, sustenta Valentim Loureiro, considerando que “não há ministro
    nem primeiro-ministro que tenha a veleidade” de dizer-lhe que não pode gerir
    a empresa. E recorda que, com o actual modelo de gestão, foram executados
    “60 quilómetros de linha em tempo recorde e por metade do preço dos de
    Lisboa. Não estou convencido de que o Governo imponha um modelo diferente.
    Para isso, teria de tomar medidas mais drásticas, porque não estamos de
    acordo”, remata o presidente da Administração da empresa.
    O social-democrata Rui Rio vai mais longe e, caso o ministro Mário Lino faça
    depender a saída dos autarcas da execução de novas linhas, é peremptório
    “Então, abdicamos. As obras são mais importantes. Fui eleito para fazer
    obras e não para ser gestor da Metro”. Ainda assim, o administrador da
    empresa e presidente da Junta Metropolitana considera que, “no momento em
    que a Metro ainda tem uma segunda fase de expansão com alguma força, é
    fundamental que os autarcas estejam presentes. Daqui a quatro ou cinco anos,
    talvez não”.

    Oliveira Marques critica
    No mesmo dia em que estalou a polémica, Rui Rio e Oliveira Marques,
    presidente da Comissão Executiva da Metro, estiveram presentes no debate
    sobre mobilidade urbana, promovido pela Associação Nacional de Municípios
    Portugueses. Mário Lino também foi convidado, mas não compareceu.
    Embora tenha recusado comentar as decisões governamentais, na apresentação
    do exemplo do metro do Porto, Oliveira Marques foi endereçando algumas
    críticas ao Governo. Quando o slide, controlado por computador, chegou ao
    mapa das linhas, o responsável da Metro não conteve um desabafo “Foi uma
    infeliz ideia propor a duplicação da linha da Trofa”. Logo de seguida,
    traduziu: “Tivemos apoio político para todas as duplicações, mas acabou por
    ser dado o dito por não dito e estamos à espera que se resolva”.
    Pouco depois, Oliveira Marques não resistiu a mais uma crítica a Lisboa,
    desta vez sobre as indemnizações compensatórias. “Dois milhões de euros, ano
    sim, ano não. Pode ser oferta ou brincadeira, mas não são indemnizações
    compensatórias de certeza”. Sobre a polémica provocada pelas obras de
    inserção urbana, Oliveira Marques disse que “raiam a estupidez”.

    Linha da Boavista
    Na carta que o Ministério das Obras Públicas enviou à Junta Metropolitana
    está explícito o que a Metro deve fazer em relação a cada uma das linhas.
    Sobre a ligação da Boavista, o Governo entende que a empresa “deverá
    desenvolver os estudos técnicos até ao final do terceiro trimestre de 2007
    que permitam a análise comparativa das duas alternativas” (Boavista ou
    Senhora da Hora/Hospital de S. João). Diz ainda que “caso as conclusões
    confirmem a execução da linha da Boavista, a Metro deverá fazer o projecto
    de execução até final de 2007”. No primeiro semestre de 2008 deverá obter a
    Declaração de Impacte Ambiental (DIA). O arranque das obras de todas as
    linhas está previsto para o início de 2009, conforme se pode constatar num
    cronograma incluído na carta.

    Linha Senhora da Hora/S. João
    Se os estudos técnicos apontarem esta alternativa como preferível à da
    Boavista, “deverá a Metro concluir o anteprojecto, até ao final de 2007, de
    forma a incorporá-lo nos documentos concursais, de modo a permitir a
    obtenção da DIA até ao primeiro semestre de 2008”. Esta alternativa foi
    apresentada pelo PS/Porto nas últimas eleições autárquicas como alternativa
    à Boavista, defendida pelo PSD.

    Linha da Trofa
    Nesta ligação o Governo quer rever a duplicação da via. “A Metro do Porto
    deverá desenvolver os estudos técnicos que permitam de forma inequívoca
    concluir até ao final de Agosto de 2007 pela necessidade da duplicação da
    via”. “Face às conclusões dos estudos técnicos”, lê-se na carta do
    Ministério, a empresa deverá desenvolver o projecto de execução até ao final
    de 2007, de modo a obter a Declaração de Impacte Ambiental no início do
    segundo semestre de 2008. Início de 2009 é a data de arranque apontada pelo
    Governo. A Junta defende que pode avançar em Março de 2008.

    Extensão da Linha de Gaia (Laborim)
    Sobre esta ligação, o Governo não tem quaisquer dúvidas e incumbe a Metro do
    Porto de elaborar o anteprojecto e projectos de execução dos segundos e
    terceiros troços (Santo Ovídeo e Laborim, respectivamente) até ao final do
    terceiro trimestre de 2007. A Declaração de Impacte Ambiental deverá ser
    obtida durante o primeiro trimestre de 2008. Também para esta obra, como
    acontece com todas as outras, o cronograma do Governo aponta arranque da
    empreitada para o primeiro trimestre de 2009. A Junta entende que poderia
    avançar em Março de 2008.

    Linha Estádio Dragão/Rio Tinto
    Esta ligação, que a Metro do Porto diz que pode avançar em Novembro de 2008,
    terá de esperar pelas outras, como se pode ver no mesmo cronograma do
    Governo. Para esta empreitada não há praticamente nada a fazer, uma vez que
    já tem projecto de execução e Declaração de Impacte Ambiental.

    Linha Campanhã/Gondomar
    Para esta linha, sugerida pela concelhia do PS de Gondomar nas últimas
    autárquicas, há poucos estudos, mas o Governo não tem dúvidas que é para
    avançar. Po r isso, recomenda que se elabore o anteprojecto e o projecto de
    execução. Como não será possível dispor do projecto de execução a tempo do
    lançamento do concurso para a subconcessão, o Ministério pede à Metro que
    conclua o anteprojecto até ao final de 2007. A ideia é incorporá-lo nos
    documentos concursais e permitir a obtenção da respectiva Declaração de
    Impacte Ambiental até ao final do primeiro de 2008. Na carta lê-se ainda que
    a Metro tem de concluir os procedimentos que envolvem todas as obras até ao
    final de 2007e lançar o concurso público internacional em 2008, de forma a
    estar concluído “em data coincidente com o final da actual concessão da
    Normetro”.
    josé mota

    https://jn.sapo.pt/2007/04/05/porto/autarcas_querem_continuar_gestao.html

    Ministro desmente datas que ele próprio avançou
    https://jn.sapo.pt/2007/04/05/porto/ministro_desmente_datas_ele_proprio_.html

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    2. Esmoriz: Avanços do mar não tiramsono no bairro dos pescadores

    Apesar do avanço do mar, moradores dizem sentir-se seguros, segundo estudo
    de investigadora da UA
    Atendendo à topografia e à geomorfologia do terreno, à distância do mar e a
    todo um conjunto de outros factores, como a amplitude das marés e a
    movimentação de areias, o litoral da Costa Nova (Ílhavo) é de uma
    vulnerabilidade “mais ou menos semelhante” à de Esmoriz, onde o mar pôs em
    perigo, recentemente, um bairro de pescadores, conclui um estudo das
    “Vulnerabilidades das zonas costeiras às acções energéticas do mar”,
    realizado em 2006 na Universidade de Aveiro (UA) sob a orientação do
    professor Carlos Coelho.
    “O que aconteceu este ano, na Caparica e em Esmoriz, tem tendência a
    alastrar, nos próximos anos, e a Costa Nova, se calhar, é um dos locais que
    vão ser afectados mais depressa. Não sei quando, mas o mais certo é termos
    ali problemas, no futuro”, adverte Carlos Coelho
    Classificada como zona costeira de”risco elevado”, desde 1999, de acordo com
    a Carta de Risco do Litoral, do Instituto da Água (INAG), a Costa Nova é,
    agora, considerada de “risco muito elevado”, neste estudo. Uma discrepância
    que se explica, na medida em que, enquanto a Carta de Risco do Litoral, do
    INAG, tem em conta apenas as vulnerabilidades naturais, o estudo dos
    investigadores da UA também considera a ocupação do território (aspectos
    económicos) e as consequências previsíveis (os riscos) do ponto de vista
    humano.

    Moradores confiam, mas…
    No bairro dos pescadores, na Costa Nova (Ílhavo), já são poucos os que se
    lembram da última vez que o mar chegou às casas, há cerca de 30 anos.
    Arlindo Matias é um eles. O antigo pescador estava a concluir a casa onde
    ainda vive, hoje, no início da Avenida do Mar. “A casa parecia uma ilha. As
    pessoas foram evacuadas”, recorda. “A seguir, construíram os esporões e o
    paredão. Ultimamente, reforçaram a duna, com areias das obras do porto, e a
    água nunca mais cá chegou. Mas, com marés vivas e ventos fortes, as ondas
    galgam as protecções”, adverte o ex-pescador. “O problema é se, um dia, o
    mar rebenta o paredão…”
    O receio é partilhado por Ana Patrícia, de 21 anos, recém chegada ao bairro.
    “Não é isso que me tira o sono, mas só de pensar que o mar pode vir por aí
    abaixo…”
    “O que deviam fazer era reforçar o paredão como na Barra, com cimento e
    pedra”, sugere um vizinho, João Augusto Soares.
    Os moradores do Bairro dos Pescadores, cerca de mil, têm consciência de que
    o mar tem vindo a avançar. Porque tem 21 anos, José Augusto não se lembra.
    Mas ouve dizer aos mais velhos que, “noutros tempos, era preciso mais de
    meia-hora a pé para chegar ao mar”.
    Apesar disso, um estudo recente, da investigadora Luísa Pinho, da UA, sobre
    a percepção de riscos por parte das populações, concluiu que, na Costa Nova,
    a maioria (87%) confia nas protecções e um número ainda maior (98%) acha,
    mesmo, que vive em segurança.

    Câmara quer obras
    Ribau Esteves disse desconhecer o estudo dos investigadores da UA, mas, para
    o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, que concluiu recentemente a
    legalização das casas do Bairro dos Pescadores, um processo que demorou 30
    anos, a questão da defesa da costa “está mais que estudada”.
    “É preciso é fazer obra e não tem sido feita. É isso que mais nos preocupa
    na Câmara”, diz o autarca, lembrando que existe um Plano de Ordenamento da
    Orla Costeira (POC) e uma estratégia por executar.
    ” A discussão pública do documento, intitulado “Base Estratégica Para a
    Gestão Integrada da Zona Costeira Nacional”, terminou em Maio de 2006 e
    ainda não saiu da gaveta”, refere Ribau Esteves. “O problema é que o Plano
    de Ordenamento da Orla Costeira está por executar e a estratégia desenhada
    continua por materializar”, argumenta Ribau Esteves, sublinhando que, para
    agravar a situação, o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)
    2007-2013, de onde hão-de sair as verbas para a defesa da costa”, ainda
    carece de definição”.
    José C. Maximino, Nuno Alegria

    https://jn.sapo.pt/2007/04/05/norte/avancos_mar_tiramsono_bairro_pescado.html

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    3. Viana do Castelo: Elevador volta a funcionar

    Encerrado há perto de sete anos, o Elevador de Santa Luzia, um dos ex-líbris
    de Viana do Castelo, é, hoje, apresentado ao público após obras de
    valorização que se prolongaram por perto de dois anos e que custaram cerca
    de dois milhões e meio de euros. Dentro de dias, deverá reentrar em
    funcionamento.
    Iniciadas em Junho de 2005 – numa altura em que a estrutura se encontrava em
    adiantado estado de degradação -, as obras de valorização do elevador
    compreenderam, também, a valorização dos edifícios situados na cidade e no
    topo do monte de Santa Luzia que, agora, dispõem de plataformas elevatórias
    para pessoas de mobilidade reduzida e, mesmo, de acessos para bicicletas,
    que poderão, também, ser transportadas no renovado funicular. Concebidas por
    empresa de Saragoça, Espanha, as duas carruagens apresentam-se semelhantes
    às inicialmente criadas para o percurso e têm capacidade para 25 pessoas (12
    sentadas). De acordo com a Autarquia vianense, proprietária do equipamento,
    as carruagens (que, a exemplo das originais, ostentam uma tonalidade
    amarela) estão electronicamente equipadas para parar caso encontrem qualquer
    obstáculo, sendo a sua velocidade máxima de dois metros por segundo. A
    homologação das carruagens assim como ensaios efectuados a todo o mecanismo
    (que comporta engrenagem mais potente que a anterior) contribuíram, segundo
    a Câmara, para atrasar a reentrada em funcionamento do equipamento, que
    chegou a estar prevista para Julho passado.
    Inaugurado em 1923, o Elevador de Santa Luzia viria a interromper a sua
    actividade em 2000, a que se seguiu um período de negociações entre a Câmara
    e a CP para a transferência da propriedade do funicular e para a sua
    valorização.

    https://jn.sapo.pt/2007/04/05/norte/elevador_volta_a_funcionar.html

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    4. Obras na linha do Tua fora do calendário

    Composição deverá ser retirada do rio até ao final do mês
    A composição do Metro de Mirandela que, a 12 de Fevereiro, tombou no rio Tua
    após despenhar-se por uma ravina, provocando a morte a três pessoas e
    ferindo duas, vai ser retirada no final do mês, “o mais tardar durante a
    primeira semana de Maio.” A decisão foi revelada, ontem, pelo presidente da
    administração da sociedade Metro Ligeiro de Mirandela, José Silvano, no
    final da Assembleia-Geral, que aprovou o relatório de contas de 2006.
    Segundo José Silvano, autarca de Mirandela, “a solução passará pelo
    desmantelamento no local onde se encontra, içando-se as peças para a linha”.
    No entanto, o edil sente-se frustrado com a reunião, onde estiveram os
    representantes da CP e da REFER – que detém 10% do capital social da Metro
    de Mirandela – porque “nem sequer estavam mandatados para adiantar sobre o
    início dos trabalhos de reparação da linha no local do acidente.”
    O Plano de Actividades e Orçamento para 2007 foi aprovado, mas condicionado
    à decisão do Governo em manter a linha, porque dessa forma é impossível
    saber quais os custos que a sociedade vai ter. No caso de encerrar, a
    circulação do metro fica condicionada ao percurso de pouco mais de quatro
    quilómetros, entre Mirandela e Carvalhais. Mas se a decisão pender para a
    manutenção, manter-se-á o contrato de prestação de serviço que a CP paga à
    Metro de Mirandela.
    José Silvano revelou, ainda, que os representantes da REFER e da CP
    indicaram que as obras não avançam no próximo trimestre, tempo necessário
    para o Laboratório Nacional de Engenharia Civil terminar o relatório sobre
    as causas do acidente.

    Desmoronamento
    Recorde-se que, na semana passada, dois inquéritos enviados ao LNEC, pelo
    Ministério das Obras Públicas, davam conta de que o descarrilamento terá
    sido causado por um desmoronamento de terras e pedras de grande dimensão,
    “que se terão desprendido da trincheira do lado direito no sentido da marcha
    do comboio, sendo difícil de prever este tipo de acidentes”.

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    5. País: Co-incineração ou o negócio das cimenteiras

    Serafim Duarte, Professor em Coimbra

    A Cimpor terá de realizar novo estudo de impacte ambiental para iniciar
    actividade de co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP). Assim
    determinou o Tribunal da Relação de Coimbra, contrariando despacho do
    ministro do Ambiente que dispensava a cimenteira de Souselas de o fazer.
    Outra não poderia ser a decisão, uma vez que o anterior estudo, de 1998, não
    só caducou ao fim de dois anos, por força da lei, como se encontra
    desactualizado. Quase dez anos passados, os conhecimentos
    técnico-científicos sobre os impactes da co-incineração na saúde humana e no
    ambiente encontram-se bastante mais avançados, e é à luz deles que terá de
    proceder-se a um novo estudo. Por outro lado, surgiram outras soluções para
    o tratamento de resíduos, que se revelam bastante mais adequadas,
    potenciando o desenvolvimento de uma estratégia global que permite
    conciliar, em simultâneo, a defesa do ambiente e da saúde das populações.

    Os CIRVER, as unidades de tratamento mecânico e biológico de resíduos
    sólidos urbanos e as unidades industriais, já instaladas, de regeneração de
    óleos e solventes são peças de um processo global que, devidamente geridas e
    articuladas, podem assegurar o tratamento e regeneração da esmagadora
    maioria dos RIP. Sobra apenas uma reduzida percentagem de resíduos (inferior
    a 10%) que não é susceptível de reciclagem e que pode ser objecto de
    soluções de fim de linha, como sejam o tratamento térmico e a eventual
    valorização energética ou, até, a exportação.

    Não se compreende, pois, a insistência do Governo na co-incineração de óleos
    e solventes, únicos resíduos com interesse energético. Esta é uma opção que
    apenas visa fornecer combustível barato às cimenteiras, aumentando a sua
    competitividade e valorização financeira à custa da saúde pública e do
    bem-estar das populações.

    Ao possibilitar a queima de óleos e solventes, o Governo abdica e, o que é
    mais grave, inviabiliza, a montante, uma política que privilegie a redução,
    a regeneração e a reutilização, bem como a promoção de tecnologias de
    substituição. Medidas que no seu conjunto constituem não só solução para o
    tratamento da esmagadora maioria dos resíduos, como também reduzem a mais de
    metade os RIP susceptíveis de submeter a co-incineração. Este é o único
    caminho que se nos afigura correcto defender. Para além de ambientalmente
    sustentável e mais amigo da saúde das populações, traz consequências
    económicas positivas. Pois que, ao contrário da co-incineração, permite
    criar postos de trabalho e reduzir as necessidades de produtos petrolíferos.

    A nossa recusa da co-incineração em Souselas, como aliás no Outão, não é
    determinada pela defesa de quaisquer egoísmos paroquiais, mas antes pela
    consciência de que não existem soluções simples, como a queima, para
    problemas complexos. É nossa convicção de que a co-incineração constitui
    mais um problema do que uma solução.

    A teimosia deste Governo na aposta da co-incineração, como solução para a
    eliminação de RIP, e a celeridade com que encara a sua implementação, não
    olhando a meios nem ouvindo argumentos contrários, não podem deixar de nos
    inquietar e justamente interrogar sobre quais as verdadeiras motivações e
    interesses que lhe subjazem. Se os que se prendem com as razões de uma
    política ambientalmente sustentável, a segurança e saúde pública, ou se,
    pelo contrário, os que se prendem com a satisfação e favorecimento de
    interesses económicos das cimenteiras.

    serafim.duarte@sapo.pt

    https://jn.sapo.pt/2007/04/05/pais/coincineracao_o_negocio_cimenteiras.html

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    6. Cinfães: Povo faz peditórios para salvar duas capelas que ameaçam ruir

    Está em curso uma campanha de angariação de fundos para salvar da ruína duas
    das mais antigas capelas da região do Douro. Construídas uma ao lado da
    outra à entrada de Vila de Muros, perto de Cinfães, as duas “igrejinhas” do
    século XV pedem obras de restauro urgentes que vão custar, pelo menos, 60
    mil euros. Até ontem, a recolha de fundos junto de empresas do concelho e da
    população anónima, ainda não tinha chegado aos dez mil euros.
    O primeiro responsável pela iniciativa, Laureano Valente, receia que o
    perigo de ruína se acentue, caso as obras de conservação não arranquem
    brevemente. “O altar-mor da capela de Nossa Senhora do Rosário pode cair de
    um momento para o outro. Assim como o tecto em madeira. Há ainda o o risco
    de incêndio permanente, por causa da instalação eléctrica degradada e das
    infiltrações de água”, alerta.
    A outra capela, em devoção a Nossa Senhora da Agonia, também precisa de uma
    intervenção urgente.
    O projecto para o restauro dos dois templos, já foi feito há mais de quatro
    anos, e candidatado a um programa de fundos públicos. “O que nos dizem é que
    temos de aguardar. O problema é que as obras não podem esperar muito mais
    tempo”, sublinha. Foi por temer atrasos, que Laureano Valente avançou com a
    campanha de angariação de fundos. “Só a empresa ‘Eólica da Cabreira’, que
    instalou aqui um parque energético, doou-nos cinco mil euros. E um anónimo
    dois mil. A Junta de Freguesia de Tendais prometeu-nos 2500 euros e vamos
    contar também com o apoio da Câmara Municipal de Cinfães”, realça.
    Laureano Valente quer alargar a campanha ao país inteiro e ao estrangeiro
    também. “Há muita gente de Vila de Muros e da região espalhada por todo o
    mundo”, lembra. As ofertas podem ser depositadas na conta
    003502520002542623008 da agência da CGD de Cinfães.
    Rui Bondoso

    https://jn.sapo.pt/2007/04/05/norte/povo_peditorios_para_salvar_duas_cap.html

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    7. Porto: Sinais ilegais nas paragens da STCP

    A polícia está a multar ilegalmente os automobilistas que estacionam junto a
    paragens de autocarro da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP)
    sinalizadas com placas não reconhecidos pelo Código da Estrada, afirmam
    juristas consultados pela Lusa. O Código da Estrada determina, no artigo
    49º, número 1, alínea c), que é proibida a paragem “a menos de cinco metros
    para a frente e 25 metros para trás dos sinais indicativos da paragem dos
    veículos de transporte colecto de passageiros”.
    Por sua vez, o decreto Regulamentar n.º 22-A/98, de 01 de Outubro, que
    aprova o Regulamento de Sinalização do Trânsito, define que uma paragem de
    autocarros é assinalada com o sinal H20a – que apresenta o desenho de um
    autocarro a preto, sobre um fundo branco, contornado a azul. Mas a maioria
    das paragens da STCP está sinalizada com placas que não têm sequer qualquer
    semelhança com o H20a e que, por isso, apenas valem como informação aos
    utentes dos autocarros.

    https://jn.sapo.pt/2007/04/05/porto/sinais_ilegais_paragens_stcp.html

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    8.Porto: De magnólias e camélias

    Hélder Pacheco , Professor e escritor

    No seu belo livro de saudades, “Regressos”, Manuel Teixeira-Gomes, no exílio
    em Bougie, escreveu “Que aroma me lembra o Porto? (…)O heliotropo, morno e
    lento.” Nunca entendi tal evocação do grande prosador relativamente ao
    Burgo. Onde e como teria retido a imagem e o cheiro do girassol num espaço
    onde é tão pouco comum? Mas como as recordações são livres, respeitemos a
    escolha.
    Confesso que, desde os tempos do calção, os cheiros que me vêm à lembrança
    são os das tílias, no Palácio, o das magnólias, em Santa Clara. Sobretudo
    estas, pintando o largo de flocos de neve, no ar, no céu, nos milhares de
    pétalas caídas no chão. Apesar da vizinhança do Aljube, mal a Primavera
    despontava, o ambiente tornava-se inebriante. Também a magnólia da Praça,
    nos Congregados, além de espantar os olhos, cheirava bem.
    Digo cheirava – particípio passado – pois não sei se tal acontece agora da
    mesma maneira. Quando passo debaixo das magnólias, ponho-me a sorver o ar
    imaginando que sim, que ainda cheira. Mas não tenho a certeza. Ou é da
    globalização, do efeito de estufa, do monóxido de carbono ou do meu olfacto
    que já não é o que era. Nem a Avenida das Tílias odora, como dantes, aquele
    perfume subtil que impregnava o sítio. Culpa minha, certamente.
    Mas que certas ruas se tornam, com as magnólias floridas, ainda mais bonitas
    quando a Primavera começa a dar sinais é evidente. Sobretudo para quem andar
    por aí, com olhos de caçador não da sordidez urbana mas daquilo que ainda
    vai tornando a cidade habitável e poética. E não posso deixar de elogiar o
    esforço dos Serviços de Ambiente na plantação dessas magnólias brancas ou
    vagamente púrpuras, a pender para o roxo, que nos enfeitiçam pelo tom de
    alacridade que transmitem à urbe.
    E, no alvoroço de Verão antecipado com que, este ano, o malfadado Inverno se
    despediu, foi a cidade brindada com a Exposição de Camélias que, após anos
    de vil apagamento, parece ter regressado, espero que definitivamente. Não
    podia ser de outro modo na terra proclamada “a “pátria delas” e tornara-se
    incompreensível o desleixo, desinteresse e menosprezo por tão brilhantes
    tradições portuenses – a flor e a sua exposição anual.
    Aliás, por não ser, talvez, cosmopolita conforme os padrões pós-provincianos
    que nos regem, a camélia não teve lugar nessa cintilante manifestação de
    eruditismo chamada Porto 2001. E arriscou-se a cair em tanto esquecimento
    que os nossos vizinhos do lado já andavam a fazer mais, num par de anos,
    pela divulgação e protecção da “rosa japónica”, do que a sua pátria
    adoptiva, em muitos.
    Desmentindo as vozes catastróficas e cemiteriais sobre a abulia, o deserto e
    o quase zero de energia com que ornamentam os discursos sobre a cidade, a
    Exposição valeu como referendo sobre o que atrai, interessa e motiva o
    público. De facto, associando as camélias ao Palácio do Freixo, há muito que
    não se juntavam multidões assim, para visitar um local soberbo e contemplar
    a flor irresistível. O que significa a apetência e a disponibilidade de
    milhares de pessoas para manifestações para elas atractivas. E também que os
    comissários para as minorias activas e subsidiadas nada entendem sobre os
    gostos do público nem sobre o que se entende por oferta cultural para a
    democracia (quero dizer, para a maioria).

    https://jn.sapo.pt/2007/04/05/porto/de_magnolias_e_camelias.html

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    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
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    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

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