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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Domingo, 03 de Setembro de 2006

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Oito quilómetros de bicicleta ou a pé pela antiga Linha do Sabor

O sol começava a despedir-se de sexta-feira quando Francisco Aleixo e a mulher, Maria Proença, saíram da aldeia de Larinho para mais uma caminhada até Moncorvo. Tinham nove quilómetros pela frente, ida e volta, ao longo da ecopista que a Câmara construiu no trilho onde antigamente assentavam os carris da Linha do Sabor. Nada que atormente este casal de emigrantes, radicados em Paris, habituados que estão a fazer o mesmo na terra que os acolheu. “O médico recomendou-nos que andássemos a pé e é isso que fazemos”, justificava o homem.

Maria começa a ficar para trás, as pernas tornam-se pesadas, o calor que ainda se faz sentir não ajuda nada, e Francisco acaba por ganhar umas dezenas de metros. Ainda faltam cerca de dois quilómetros para chegar à antiga estação de Moncorvo, até onde costuma ir quase sempre, mas já decidiu que vai voltar para trás. Enquanto bebe um gole de água num dos bebedouros colocados ao longo da pista, analisa a imponência dos sobreiros que o envolvem. Lá trás, a esposa, sentada numa pedra, aguarda pelo seu regresso.

“Isto está muito bem feito, por acaso. Se o povo for capaz de a utilizar, o investimento terá sido bem empregue”. Francisco sabe do que fala “Lá em França também temos disto e até melhor”. Na sua opinião, a Câmara de Moncorvo fez bem em aproveitar a desactivada linha do comboio para criar um equipamento útil à comunidade. “Só é preciso que tratem bem disto, para não a deixarem encher de silvas; caso contrário, perde a qualidade que tem”, alertava Maria Proença, que já se levantara para iniciar o regresso à aldeia.

A senhora queixa-se das pernas. É por causa da saúde delas que vai caminhar, mas, quase que por ironia, são as ditas que a impedem de acompanhar o marido na caminhada até Moncorvo. “Não posso andar muito, mas mesmo assim faz-me muito bem, até durmo melhor”, declara, enquanto olha para trás. São dois ciclistas que se aproximam. “Passa aqui muita gente. A caminhar, a correr ou em bicicleta, há sempre pessoas por aqui”.

Os amantes das duas rodas lá seguem o seu caminho até ao Carvalhal, onde terminou a primeira fase da ecopista. Mas vai haver mais duas uma que a levará até à zona de Carviçais, onde se realiza anualmente um festival de música. E outra que ligará Moncorvo ao Pocinho. É a primeira e única estrutura do género em Trás-os-Montes e Alto Douro, cujo projecto começou a ser delineado em 1999, altura em que o presidente da Câmara, Aires Ferreira, perdeu as esperanças em relação à viabilização turística da linha férrea.

O autarca mostra-se satisfeito com a adesão das pessoas à ecopista, salientando que ainda não estava concluído o primeiro troço e já era utilizada. “É a melhor demonstração da motivação das pessoas”, adianta, salientando a sua importância na promoção da actividade desportiva no concelho. A Edilidade está já a preparar algumas iniciativas para promover estilos de vida mais saudáveis, nomeadamente andar a pé.

32 quilómetros

Extensão da ecopista de Torre de Moncorvo quando o projecto estiver totalmente concluído. O troço actual é de oito quilómetros e quando chegar a Carviçais será de 22.

500 mil euros

Custo da primeira fase de construção da ecopista, comparticipada pela União Europeia em 350 mil euros. Inclui a recuperação da estação do Larinho para dar apoio à ecopista.

Residente em Moncorvo

“Venho todos os dias andar de bicicleta. Normalmente, faço cerca de 15 quilómetros por dia, embora o regresso a Moncorvo, por ser a descer e exigir menos esforço, quase não conte. Penso que se trata de um bom investimento, mas melhor seria se um dia pudessem estender o percurso mais uns quilómetros, até Miranda do Douro. Pode, até, ser uma mais-valia para o turismo rural.”

Residente no Porto

“A ecopista é fantástica. É interessante a forma como se aproveitou uma antiga linha de comboio para criar este percurso, que permite passear e fazer desporto. Há pouco tempo que me dedico a andar de bicicleta, ainda estou a dar os primeiros “passos”. É a primeira vez que venho a esta ecopista, que considero um caminho seguro para quem se está a iniciar. Mas quem gostar de mais aventura, o que não falta por aí são trilhos mais exigentes.”

https://jn.sapo.pt/2006/09/03/norte/oito_quilometros_bicicleta_a_pela_an.html

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2. Da Rua dos Lavadouros à Avenida dos Aliados

Nos finais do século XVIII, a nossa cidade, em termos urbanísticos, crescia um pouco anarquicamente, sem obedecer a qualquer projecto de construção previamente delineado. Tudo corria, como se escreveu na época, “segundo o particular capricho dos donos dos terrenos onde os edifícios se construíam”. Esta situação obrigou a Câmara do Porto a escrever ao rei, a quem foi solicitada a devida autorização para “se pôr termo a uma tal anarquia”…

https://jn.sapo.pt/2006/09/03/porto/da_dos_lavadourosa_avenida_aliados.html

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3. Regionalização, emprego, metro e fundos europeus prometem agitar classe política

Depois da bonança, a tempestade. Passadas as férias de Verão, os partidos políticos prometem voltar à carga e lançar para o debate assuntos polémicos como a regionalização, o reforço dos poderes da Área Metropolitana ou as alterações no modelo e administração da empresa Metro do Porto. Mas serão os temas do emprego e da distribuição dos novos fundos europeus a dominar as iniciativas de cariz partidário.

https://jn.sapo.pt/2006/09/03/porto/regionalizacao_emprego_metro_e_fundo.html

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4. Ponte será recuperada não se sabe é quando

O governador civil de Viana do Castelo garante que a ponte Eiffel “vai ser integralmente recuperada” e reabrirá em pleno ao trânsito rodoviário e ferroviário, faltando apenas saber quanto tempo durarão as obras de reparação.

Pita Guerreiro disse vai continuar a ser, no futuro, a ligação entre Darque e Viana do Castelo, estando assim descartada a hipótese de construção de uma nova ponte na foz do rio Lima, uma possibilidade que já foi admitidapela Câmara Municipal.

https://jn.sapo.pt/2006/09/03/minho/ponte_sera_recuperada_se_sabe_e_quan.html

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5. Projecto de acessos à nova ponte foi todo remodelado

Existe um novo projecto para a construção dos acessos do lado português à ponte internacional que liga Vila Nova de Cerveira a Goyan, na Galiza. Recentemente, projectistas da Estradas de Portugal estiveram reunidos com o presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira. Da reunião, saiu um projecto diferente dos anteriores, mas que, segundo o autarca, “reúne consenso, pois minimiza parte dos efeitos gerados no casco urbano”.

Revelando em traços gerais o novo projecto, José Manuel Carpinteira diz que “incluiu a construção de uma nova ponte por cima da linha de caminho-de-ferro e da EN 13 e também de duas rotundas, uma artéria nacional e outra numa estrada municipal”.

https://jn.sapo.pt/2006/09/03/minho/projecto_acessos_a_nova_ponte_todo_r.html

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6. Veraneantes a banhos apesar das salmonelas

Duas bandeiras vermelhas ondeavam, ontem, na praia de Vila Praia de Âncora, mas muitos banhistas atribuíam-nas às condições do mar, algo revolto, e não a uma problema de poluição que obrigou a Delegação de Saúde a interditar os banhos em toda a zona balnear.

Desde 25 de Julho que as análises consecutivas realizadas pela autoridade de saúde junto à ponte pedonal vêm registando salmonelas, cuja ingestão “pode provocar doença de gravidade”, segundo se lê no aviso colocado na praia e à entrada da Delegação de Turismo.

https://jn.sapo.pt/2006/09/03/minho/veraneantes_a_banhos_apesar_salmonel.html

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7. Autarquia vai lançar concursos para melhorar infra-estruturas

Melhorias no abastecimento de água, no saneamento e instalação de quase duas dezenas de novos ecopontos de última geração são os objectivos de vários concursos que a Câmara Municipal de Caminha se prepara para lançar em breve, o que se traduzirá em mais um grande passo na defesa do ambiente e da qualidade de vida da população do concelho. Uma das obras na área do abastecimento de água vai beneficiar a população do lugar de Castanheirinho, em Venade que, no futuro, deixará de ser prejudicada pelas rupturas que, com a rede actual, eram relativamente frequentes.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=bb244005ba235f5ade97234088f318dc

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais
ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

Campo Aberto – associação de defesa do ambiente
Apartado 5052
4018-001 Porto
telefax 22 975 9592
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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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