Campo Aberto e Olho Vivo promovem acção mediática

    Pedro Pacheco escala a uma árvore na Rotunda da Boavista (na entrada voltada para a
    zona do Hospital Militar), dia 6 de Junho, pelas 15 horas, e coloca uma faixa de protesto

     

    Os espaços verdes do Porto têm vindo a sofrer sucessivos atentados, alguns deles com consequências
    muito gravosas, para prejuízo da cidade e seus habitantes. É lamentável que as
    zonas verdes sejam ainda hoje encaradas como espaços em que solo não está a ser
    devidamente aproveitado ou rentabilizado e, como tal, disponíveis para serem
    ocupadas por estruturas que as desvirtuam por vezes irremediavelmente.

    A Campo Aberto e a Olho Vivo pretendem alertar a cidade para a importância de se conservarem e respeitarem
    os espaços verdes existentes e o seu património arbóreo em particular. Há que
    pôr termo ao abate indiscriminado de árvores, respeitar a história dos espaços
    e, sobretudo, direccionar o investimento não para requalificações que acabam
    por ser mais prejudiciais do que benéficas, mas antes na criação de novos
    espaços verdes públicos, criando-se assim uma cidade mais amigável, humana e
    social. Temos, por isso, o prazer de convidar os órgãos de imprensa para esta
    acção.

    Algumas situações concretas que nos preocupam:

    • proposta de atravessamento da Rotunda da Boavista pelo metro;
    • outras intervenções da Metro do Porto: estação na Av. dos Aliados (foram retirados cerca de uma dezena de bordos); estação do metro na Trindade (foram transplantados cerca de uma dezena de plátanos);
    • estação do Marquês (foram transplantados e mutilados três plátanos que, se sobreviverem na Praça Velasquez, obviamente lá devem ficar);
    • urbanizações previstas no Fluvial em zona onde existem diversos sobreiros;
    • acessos para o Euro 2004: reperfilamento da Rua O Primeiro de Janeiro (vai obrigar ao abate de várias tílias); rotunda na Av. de Sidónio Pais, junto às bombas da Galp recentemente desactivadas (vai obrigar ao abate de alguns plátanos de grande porte); túnel na Av. Fernão de Magalhães (já levou ao transplante de vários castanheiros-da-Índia);
    • a perda de arborização em algumas ruas na Foz e em Nevogilde.

     

     

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