İzmir escort » İzmir eskort bayan » Vip Escorts beydağ escort bornova escort buca escort çeşme escort seferihisar escort beylikdüzü escort avrupa yakası escort mecidiyeköy escort beşiktaş escort Escort Paris porn tube porno porn porno amateur

windows 10 pro office 2019 pro office 365 pro windows 10 home windows 10 enterprise office 2019 home and business office 2016 pro windows 10 education visio 2019 microsoft project 2019 microsoft project 2016 visio professional 2016 windows server 2012 windows server 2016 windows server 2019 Betriebssysteme office software windows server https://softhier.com/ instagram takipçi instagram beğeni instagram görüntüleme instagram otomatik beğeni facebook beğeni facebook sayfa beğenisi facebook takipçi twitter takipçi twitter beğeni twitter retweet youtube izlenme youtube abone instagram

    Os portuenses devem ser ouvidos sobre a evolução da sua cidade — antes, e não
    depois, de terem sido decididas, assumidas ou consumadas as intervenções
    significativas.

    Por essa razão, Campo Aberto – Associação de Defesa do Ambiente subscreveu e apoiou
    desde o início os objectivos do Movimento pelo Parque da Cidade, que está a
    ponto de tornar-se um dos mais importantes sobressaltos cívicos na vida
    portuense recente em matéria de ordenamento urbano.

    A importância do que está em causa pode entender-se melhor à luz deste facto
    simples: enquanto os espaços verdes públicos no Porto não chegam ainda aos dez
    metros quadrados por habitante, a média europeia situa-se muito acima daquele
    valor. Veja-se: 567 metros quadrados por habitante em Graz (Áustria) e 125 em
    Viena; 29 em Bruxelas, 38 em Antuérpia, 56 em Glasgow, 34 em Atenas; na área
    metropolitana de Barcelona, 89 metros quadrados por habitante; média europeia
    das 58 maiores cidades (com excepção de Paris e Londres), 42 metros quadrados,
    mais do quádruplo do valor estimado para o Porto! (cf. Urban Audit: Assessing
    the Quality of Life of Europe’s Cities; estudo da Comissão Europeia efectuado
    em 1998-1999; https://inforegio.cec.eu.int/urban/audit/).

    Como poderá então tolerar-se qualquer diminuição do espaço prometido ou
    legitimamente aguardado como espaço verde público? Como poderá aceitar-se
    passivamente a mutilação de um bem precioso pela sua raridade, numa cidade que
    tem crescido mal e de forma em muitos casos agressiva?

    Tem sido publicamente afirmado que os cidadãos que se erguem em defesa do Parque o
    fariam em obediência a um modelo ‘rural’ para o Porto. Perante a crueza dos
    números referidos, esse argumento cai por si. Como qualquer espírito isento
    reconhecerá, o empobrecimento contínuo do património vegetal da cidade, e
    particularmente do seu património arbóreo público e não público — isso sim, é
    anti-cidade. Urbe consolidada desde há muito, o Porto não necessita, para se
    afirmar como cidade, de impor o betão onde ele não é necessário.

    Pelo contrário, o que o Porto necessita actualmente é de reabilitar o seu espaço público, de abrir a cidade a outras funções que não apenas aquelas que dependem do edificado, e em especial de
    preservar os seus espaços verdes, e até de criar novos parque e jardins. O que
    decerto não precisa é de desfigurar, destruir ou empobrecer aqueles que já
    possui, e certamente não o mais importante e utilizado de todos eles, ainda
    recente e já ameaçado na sua integridade.

    Afirmou-se também publicamente a necessidade de ‘densificar’ o Porto, como justificação
    das chamadas ‘frentes urbanas’ do Parque. Invocando de maneira duvidosa o
    exemplo prestigioso de Barcelona, deu-se a entender que urbanizar equivale a
    edificar onde quer que haja um espaço ‘expectante’, sem atender à diminuição da
    qualidade da vida urbana que daí resultaria. Viver numa cidade não significa —
    ou não deveria significar — viver em zonas de tal modo densas que o cidadão
    acaba por ser agredido em sua própria casa pelo ruído circundante, ou fora de
    casa pela circulação saturada e caótica, pela impossibilidade de caminhar com
    segurança pelas ruas e praças, de passear o seu bebé, de brincar com os filhos,
    de se espraiar com os amigos, de se refugiar do bulício em praças, parques e
    jardins acolhedores e abertos à cidade.

    Foi-se ao ponto de invocar o centro histórico, cuja ‘densidade’ seria um exemplo que
    autorizaria a via da ‘densificação’. Tal argumento revela ausência de
    perspectiva histórica: o apinhado de casas e ruas do centro — cuja recuperação
    é aliás urgente antes que seja totalmente gangrenado pelo abandono, decadência
    e ruína — foi erguido quando o espaço não-urbano, o espaço apenas
    semi-urbanizado ou ainda em grande parte rural, começava de imediato, andadas
    apenas poucas centenas de metros. Hoje, com a malha muito mais cerrada de um
    espaço urbanizado muito mais vasto e com um modo de vida muito mais esgotante,
    a prioridade tornou-se definir e assegurar espaços de respiração e
    descompressão, por forma a proporcionar aos habitantes uma protecção e um
    abrigo perante condições de vida excessivamente artificializadas, que destroem
    ostensiva ou imperceptivelmente a sua paz e a sua saúde e, afinal, a sua
    possível felicidade.

    Têm também alguns invocado o argumento financeiro, pretendendo convencer-nos de que
    não é possível evitar sacrificar parte da área que naturalmente deveria
    pertencer ao Parque, a pretexto de poderem ser pagos compromissos decorrentes
    da sua criação. Tal argumento, porém, não colhe. Os portuenses não tiveram
    acesso, até hoje, a dados claros que apoiem tal pretensão. Membros do próprio
    executivo camarário afirmam desconhecer o que a possa justificar. Pode supor-se
    que operações de honestidade e legalidade duvidosas poderão estar a condicionar
    o destino do Parque. Admitindo, no entanto, o argumento, haveria sempre a
    possibilidade de recorrer a outros terrenos do património municipal para saldar
    tais compromissos. Por que razão haveria isso de ser feito à custa do próprio
    Parque?

    Este labirinto financeiro é de molde a suscitar uma desconfiança legítima. Já houve
    quem citasse 6, 7 ou 12 milhões de contos — como já vimos quem referisse
    ‘algumas centenas de milhares de contos’. Haveria que não tentar iludir os
    munícipes com malabarismos numéricos. A questão financeira nunca deveria ser
    isolada da questão das prioridades. Qualquer verba que se invoque deveria ser
    cotejada com as verbas atribuídas a numerosas outras intervenções na cidade,
    cuja real justificação seria em alguns casos bem menos evidente que a da
    não-mutilação do Parque.

    E já que tanto se invoca o exemplo de Barcelona, seria talvez de introduzir
    parcialmente no Porto o orçamento participativo tal como se diz ter feito a
    capital catalã, no seguimento da experiência de Porto Alegre no Brasil. Essa
    metodologia permitiria aos munícipes contribuir para a definição das
    prioridades orçamentais e questionar, em matérias de interesse primordial para
    a cidade, operações contestáveis e decididas sem qualquer discussão pública
    prévia. Seria assim possível evitar factos consumados que depois se poderão
    revelar como erros dificilmente reversíveis.

    Para dar um exemplo ainda relacionado com o Parque da Cidade, talvez assim se
    pudesse ter evitado abri-lo ao atravessamento por um viaduto de circulação
    automóvel, o que se afigura uma desnecessária agressão aos seus frequentadores.
    A ideia de interpenetrar mar e parque é em si sedutora. É duvidoso, no entanto,
    que tenham sido tidos em conta factores relevantes de hidrodinâmica costeira. A
    hipótese de que o Parque venha no futuro a pagar o seu tributo ao mar parece
    ter sido ignorada. Não se põe em causa o talento reconhecido de um conceituado
    arquitecto. Defende-se apenas que decisões desse teor ganharão em ser
    contraditoriamente debatidas pelos cidadãos.

    Com o Movimento pelo Parque da Cidade é todo um novo olhar sobre o Porto e as suas
    prioridades que desponta, e a que se convidam os portuenses, independentemente
    de preferências ou indiferenças partidárias.

    José Carlos Marques

    Presidente
    da Direcção da Campo Aberto – Associação de Defesa do Ambiente


    Imprimir esta página Imprimir esta página

    Categorias: Parque da Cidade

    Deixar comentário