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Colocado em 30 de abril de 2019
DOIS LIVROS PARA LER E DISCUTIR

ENTRE CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS

Carlota a Bolota Que Sonhava Ir Até à Lua

O Homem Que Plantava Árvores

Já imaginou que ler e discutir um livro pode ser uma oportunidade de aproximar gerações? É o caso destes que agora recomendamos.

A seguir encontra mais informações sobre cada um deles, incluindo como adquiri-los.

CARLOTA A BOLOTA QUE SONHAVA IR ATÉ À LUA

Um ano decorreu desde a primeira edição deste livro e já Susana Machado, a autora e impulsionadora do projeto em torno dele, se abalança a uma segunda edição.

Inspirado num dos setores mais produtivos e sustentáveis do nosso país, o do sobreiro e da cortiça, este é um livro que retrata as aventuras de uma bolota que não entendia a importância do seu papel, nem da floresta onde vivia, e que aspirava a um destino diferente do das suas companheiras: desejava ir até ao céu, às estrelas e à lua.

Acompanhada por um pequeno grupo de amigos, muito especiais, Carlota irá, ao longo desta história, perceber a riqueza ecológica da floresta de montado e da cortiça, enquanto produto sustentável e multifacetado. Irá ainda perceber que o seu sonho, afinal, poderá não estar assim tão longe. Neste livro a Floresta de Sobro é Rainha, através da princesa Bolota.

Com ilustrações desenhadas por uma  turma de artes visuais do 12º ano do Colégio Novo da Maia, integra-se no projeto Escrever um Mundo Melhor – projeto de educação para a sustentabilidade. Tem como objetivo educar e sensibilizar para a importância da Floresta de Sobro, o Ciclo de Vida da Cortiça e suas diversas aplicações práticas, de uma forma lúdica e divertida, contando a história de uma jovem bolota sonhadora e dos seus amigos Lince e Rolhinhas.

Até 17 de maio, o livro tem o preço especial de €8,50 por exemplar (desconto de 32 por cento sobre o preço que vigorará depois, €12,50), a que acrescem portes de envio. Pode adquiri-lo assim ou encomendando a susanamachado.autora@outlook.pt. Os livros encomendados serão enviados diretamente pela autora, entre 19 e 25 de Maio.

Mais sobre: Carlota a Bolota

 

O HOMEM QUE PLANTAVA ÁRVORES

Circularam já e circulam ainda em português algumas edições deste conto publicado em França em 1953, que se tornou em todo o mundo símbolo e incentivo do gosto de plantar árvores e reconstruir florestas nativas.

Esta nova tradução (de Abílio Santos) e nova edição (a Campo Aberto é o editor) distingue-se das anteriores (que continuam a ser úteis pois têm o fundamental, que é o texto do conto de Jean Giono, o autor) pelas ilustrações a cores em quase todas as páginas, de uma artista várias vezes premiada, Teresa Lima, e por dois textos complementares. O primeiro, o posfácio de Paulo Ventura Araújo, apresenta uma caraterização resumida do coberto arbóreo do território português, detendo-se em especial nos vários tipos de carvalhos caraterísticos do nosso país e atualmente muito pouco presentes na nossa paisagem, eles que outrora cobriam praticamente todo o território que viria a ser o nosso. O segundo, do coordenador da edição (José Carlos Costa Marques, presidente da direção da Campo Aberto), enquadra o livro no contexto criado pelos trágicos grandes incêndios de junho e outubro de 2017 e pela necessidade de refundar de alto a baixo o nosso coberto arbóreo. Esta edição é apoiada pelo Futuro – o projeto das 100 mil árvores.

Com 48 páginas a cores, de grande formato e capa cartonada, pode ser adquirido por €12,oo na sede da Campo Aberto (Rua de Sta Catarina, 730-2.º andar, no Porto) ou encomendado pelo correio. Neste último caso, enviar comprovativo de transferência bancária de €13,50 (diferencial para cobrir os custos de expedição), para: contacto@campoaberto.pt juntamente com o nome e morada do destinatário e um número de telefone de contacto para qualquer emergência. A transferência, a favor da Campo Aberto, deve ser feita para o seguinte IBAN: PT50 003507300003575610354

Mais sobre: O Homem Que Plantava Árvores

(CARLOTA A BOLOTA)
A AUTORA, SUSANA MACHADO 

Natural do Porto, licenciada em Geografia – ramo educacional, mestre em Riscos, Cidades e Ordenamento do Território e especialista em Desenvolvimento Sustentável. O percurso no ensino da Geografia alimentou o gosto pelas causas educativas. O contacto com as questões da sustentabilidade e as causas sociais reforçaram a convicção de que o mundo precisa de encontrar um equilíbrio, baseado num desenvolvimento efetivamente sustentável.

Tendo desde sempre convivido com o gosto pela escrita e leitura, em 2012 publicou o primeiro livro: Todos Dormem na Terra das Fadas. A partir daí, uma ideia começou a germinar: escrever uma coleção de histórias infantis, com potencial para sensibilizar e educar as crianças para temáticas relevantes na área do desenvolvimento sustentável e da cidadania ativa.

OS ILUSTRADORES

Beatriz Santos, Catarina Pinto, Daniela Leal, Filipa Carvalho, Nuno Alves e Patrícia Rodrigues eram, quando da primeira edição, alunos do 12º ano, da turma de artes visuais do Colégio Novo da Maia. Tendo crescido e estudado juntos desde os cinco anos de idade, foram desenvolvendo a paixão pelas artes em conjunto, todos com os seus sonhos e ambições próprios, mas com um propósito único, o sucesso. Aproximando a sala de aula à realidade do trabalho, este livro torna-se o seu primeiro projeto profissional, aliando o equilíbrio entre dinâmica de grupo e a exploração de todas as potencialidades próprias.

ESCREVER UM MUNDO MELHOR

O Projeto Escrever um Mundo Melhor prevê a edição de uma coleção de livros sobre temáticas relevantes para a sensibilização dos mais novos para a sustentabilidade, enquanto conceito global e integrador que envolve os pilares ambiente, sociedade e economia.

A sustentabilidade é um conceito que se encontra na ordem do dia, validado pela agenda das Nações Unidas até 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, por ela preconizados. Mas na prática, o seu significado é ainda bastante desconhecido e com pouca aplicabilidade no dia a dia da generalidade da população. As histórias infantis constituem um meio privilegiado para as crianças acederem ao mundo que as rodeia e um veículo fundamental de aprendizagem e de formação de valores e atitudes, que mais tarde estarão na base de ações e comportamentos.

Sabendo da importância que as histórias infantis assumem enquanto veículos de informação e saberes, este projeto pretende criar ferramentas lúdicas, acessíveis e positivas para ajudar as crianças a descobrirem e construírem soluções criativas, alternativas e sustentáveis para problemas do mundo que as rodeia, mobilizando a capacidade das crianças de agir e – não menos importante – de sonhar.

 

(O HOMEM QUE PLANTAVA ÁRVORES)
O AUTOR, JEAN GIONO

Jean Giono passou a sua vida em Manosque, na Provença (França, Baixos Alpes), onde nasceu em 1985 e aí morreu em 1970. Na Provença escreveu toda a sua obra, que comporta numerosos romances em que a natureza ocupa um lugar de destaque. Sempre gostou de árvores. Quando era pequeno, ia passear na companhia de seu pai. Ambos enchiam os bolsos de bolotas que a seguir plantavam na terra com o auxílio de uma vara, na esperança que delas surgissem magníficos carvalhos. Ao contar a história de Elzéard Bouffier e do seu extraordinário feito, Jean Giono desejava «fazer gostar das árvores ou, mais exatamente, fazer gostar de plantar árvores, que é, desde sempre, uma das minhas ideias mais queridas».

As suas origens eram modestas: neto de um refugiado italiano, filho de um sapateiro e de uma lavadeira. Tinha 11 anos quando passou uma temporada hospedado por um pastor das terras altas da Provença, na região de Corbières, e aí se impregnou de todos os odores e sensações de um viver rústico e de uma civilização camponesa que, apesar dos primeiros abalos da industrialização, conservava ainda a atmosfera dos ambientes da grande poesia clássica greco-romana. É então que a obra de Homero lhe é revelada. É então que conhece realidades que encontrará quase inalteradas ao ler Virgílio, cuja presença marca indelevelmente a sua obra.

A ILUSTRADORA, TERESA LIMA

Teresa Lima nasceu em 1962 em Lisboa. Licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. A partir de 1994 começou a dedicar-se à ilustração de livros infanto-juvenis. É professora de Artes Visuais na Escola Vergílio Ferreira em Lisboa, onde vive e trabalha. Recebeu o Prémio Nacional de Ilustração em 1998, com o livro Alice no País das Maravilhas, e em 2006, com a obra Histórias de Animais, e diversas outras distinções. Ilustrou livros de Lewis Carroll, Alice Vieira, Luísa Ducla Soares, Hans Christian Andersen, Sophia de Mello Breyner Andresen e muitos outros autores.

 

 

 

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