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    AS CIDADES IMPOSSÍVEIS
    com Rossana Ribeiro
    colocado em 6 de maio de 2022

    25 de maio 2022 às 21:00
    Rua de Santa Catarina, 951 – 3.º A

    Inscrição obrigatória (limite 18 inscrições), gratuita, até 20 de maio
    para: contacto@campoaberto.pt (nome, email, telefone para comunicação de emergência)

     

     

    As Cidades Impossíveis, 2021

    As Cidades Impossíveis não têm em si especial mistério: são como todas as outras, não existe um ponto de início ou de fim, nem ordem única para a descobrir. Todos os caminhos são possíveis, todos os caminhos vão dar a todos os lugares, desde que percorridos.

    Nesta apresentação, três ações performativas acontecem em espaço público a partir de roteiros com algumas instruções e objetos cénicos propostos aos perfórmeres (executantes), de quem se espera um nível elevado de improviso e espontaneidade.

    A partir de As Cidades Invisíveis de Italo Calvino, narra-se um Porto alternativo. Uma cidade real, apesar de ficcionada. Não é ficcionada pela sua impossibilidade, mas antes é ficcionada a partir da impossibilidade de se tornar real. As Cidades Impossíveis só o são por terem sido o caminho não palmilhado.

     

     

    DESCRIÇÃO

    Executado no âmbito de um Mestrado em Artes Cénicas, especialização em Cenografia, na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), este projeto procura repensar lugares em transformação ou recentemente transformados na cidade do Porto, ao mesmo tempo que retrata e questiona as políticas e lógicas de operar essas transformações, confrontando as noções de cenografia e espaço urbano.

    Através de ações performativas em espaço público assentes no ato de caminhar, o corpo humano torna-se também objeto central das propostas, através do uso de dispositivos-prótese que se relacionam diretamente com a situação e a especificidade do lugar em questão. Estes, são também uma estratégia para levantar questões acerca do espaço em causa, assim como do contexto do momento. Assumidamente disfuncionais, os dispositivos confrontam ainda as noções de corpo biológico, de máquina e de artifício.

    O projeto mantém duas linhas de ação: a primeira é a ação performativa no tempo e espaço real; a segunda é o trabalho de edição de imagem e criação de texto, produzido para não só reproduzir o acontecimento, mas sobretudo, recorrendo à ficção, acentuar as dimensões do real que se ligam de forma estreita com as preocupações subjacentes ao modo de construir quer cidade, quer sociedade, com todos os desafios do nosso tempo.

     

     

    TENSÃO ENTRE ÁREAS VERDES E CONSTRUÇÃO

    Foram trabalhados três locais no Porto, onde em todos eles, existe uma tensão entre áreas verdes e construção. Evidencia-se o privilégio do espaço construído, em detrimento de zonas arborizadas ou verdes, as quais ou são de área diminuta, ou são desqualificadas, ou são uma possibilidade descartada, favorecendo-se assim, a proliferação de enormes empreendimentos comerciais.

    Começamos na zona do Campo 24 de Agosto, onde um pequeno jardim Romântico está ilhado por várias faixas de circulação automóvel, sendo, sobretudo, um espaço de atravessamento – um terminal de conexão entre viagens, habitado por quem espera. Outra ilha ali ao lado é a do novo supermercado da cadeia Continente, embora esta se sinta mais interligada com o resto da cidade. Este é um destino final, onde se vai com um propósito claro antes de regressar.

    O meio do caminho faz-se com uma paragem na Avenida de França, junto ao muro que vedava (foi recentemente demolido) o terreno destinado ao futuro El Corte Inglés da Boavista. Um muro que foi muitas vezes suporte de expressões de descontentamento e de reinvindicação popular, mas também de propaganda de uma ideia de cidade cinzenta e anacrónica. Um muro que apaga uma enorme área de cidade, que podia ter sido, e podia ainda ser, terra de utilidade comum e de purificação ambiental.

     

     

    PERCURSO ESPARTILHADO

    Por fim, este percurso espartilhado por lugares da cidade, termina num impossível jogo de futebol na zona da Lapa, onde ainda se encontram duas enferrujadas balizas, num antigo campo de jogo que agora é atravessado pelo caminho para a estação de metro. Uma das balizas cria uma moldura improvisada sobre a construção de um novo hotel de luxo na cidade, ali, paredes meias com bairros humildes e um caminho lamacento.

    Cada um destes momentos foi alvo de um acontecimento performativo criado especificamente a partir do estudo do lugar. Assim, surgem propostas instrutórias que assentam numa dramaturgia que se cria quer a partir da memória do lugar, como do improviso do momento e das particularidades de cada performer em dada situação.

    Algures no ponto de partida deste projeto esteve o Italo Calvino com As Cidades Invisíveis. No culminar do projeto, está uma versão reescrita do livro, adequando as imagens criadas por Calvino à narrativa criada neste Porto alternativo.

     

     

    Ficha artística

    Conceção e direção artística: Rossana Ribeiro

    Perfórmeres: Amanda Brasil Cavalcante, Filipe Tootill, João Gabriel Michetti Ferreira, João Pedro Monteiro, Leonardo Vicentin, Letícia Moro, Maria Eugénia Cavaggioni, Zane Gruntman

    Registo de Imagem: João Gonçalves Fernandes, Fátima Pinheiro, Rossana Ribeiro

    Edição de vídeo: Rossana Ribeiro

    Narração: João Delgado Lourenço

    Texto: Rossana Ribeiro, reescrito a partir de As Cidades Invisíveis de Italo Calvino, com a colaboração de João Gonçalves Fernandes

    ligação de acesso aos vídeos:

     

    https://www.dropbox.com/scl/fo/occfnykoipyrhkmtc54rt/h?dl=0&rlkey=cl7y2o2dkncthdznoa6rlxo4f

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    Categorias: Destaques

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