REINÍCIO

    Vamos reiniciar as nossas Visitas e Caminhadas, suspensas desde 8 de março de 2020 (com a única exceção de uma visita realizada no outono de 2020 ao Jardim de Sophia, antes deste último ter sido destruído). Os motivos dessa suspensão são bem conhecidos de todos.

    Para isso retomamos duas que estavam já programadas desde 2019 e que não conseguimos realizar em 2020. Paralelamente, vamos preparando outras. Nesta fase, são apenas visitas de distância relativamente curta, no contexto da Área Metropolitana do Porto.

    A primeira, ao GeoParque de Arouca (Arouca Geopark), no sábado 2 de abril próximo, para a qual estão abertas inscrições até domingo 27 de março. As inscrições são feitas através deste formulário:

    A segunda no concelho de Santa Maria da Feira, marcada em princípio para sábado 7 de maio.

    O programa de ambas as visitas foi e está a ser preparado de colaboração com os respetivos municípios, em Arouca com a Associação GeoParque (Arouca Geopark) de Arouca, em Santa Maria da Feira com o Pelouro do Ambiente. A ambos os  municípios e técnicos envolvidos, os nossos agradecimentos.

    Reproduzimos mais abaixo a informação que recolhemos em 2019 sobre o GeoParque de Arouca (Arouca Geopark). Boa parte  das anotações infra foram adaptadas com base no espaço digital do GeoParque de Arouca, com a devida vénia. A caminhada que faremos é apenas uma parte do GeoParque e terá a duração de cerca de duas horas.

    Destacamos antes disso alguns dados sobre a visita e caminhada de 2 de abril próximo.

    VISITA À DESCOBERTA DA BIODIVERSIDADE DO AROUCA GEOPARK 

    Percorrer o trilho da Estação da Biodiversidado do Merujal (EBIO), localizado no planalto da Serra da Freita, no Arouca Geoparque Mundial da UNESCO, é ter a oportunidade de contactar com os bosques, charcos temporários e charnecas húmidas do planalto da Serra da Freita. Esta EBIO está integrada no Sítio de Interesse Comunitário (SIC) Rede Natura 2000 – Sítio Serra da Freita e Arada, onde se destacam vários endemismos (lusitanos e ibéricos) raros e uma assinalável diversidade faunística que aqui se alimenta e se refugia dos seus predadores. A flora associada aos habitats desta região é rica, havendo espécies relíquia que sobreviveram às glaciações, nomeadamente na envolvente ao geossítio Frecha da Mizarela.

    Ponto de encontro: junto ao Parque de Campismo do Merujal ; agrupamento às 10:00; início da visita às 10h30 (coordenadas gps 40.873068, -8.291409)

    Duração da caminhada: 1:30

    Créditos da foto: AGA/Avelino Vieira

    GEOPARQUE NA SERRA DA FREITA – AROUCA GEOPARK

    Concelho de Arouca

    Planalto primaveril na Serra da Freita (Arouca)

    Geoparque. A Rede Europeia e Rede Global de Geoparques da UNESCO (Nações Unidas) integra desde 2009 o Geoparque de Arouca. Isso quer dizer que estamos perante um património geológico de excecional importância, que tem como propósito a geoconservação, a educação para o desenvolvimento sustentável e o turismo. Nele se destacam as Pedras Parideiras da aldeia da Castanheira, as Trilobites Gigantes de Canelas e os Iconofósseis do Vale do Paiva. O património inventariado totaliza 41 geossítios, lugares de interesse geológico que se destacam pela sua singularidadee valor científico, didático e turístico. Metade do território do Parque está classificada como Rede Natura 2000. Refiram-se também as praias fluviais e as aldeias tradicionais, como Castanheira e Cabaços, Janarde e Meitriz, entre outros motivos de interesse.

    Planalto da Serra da Freita. Espaço natural por excelência para contactar e compreender uma realidade com que os citadinos nem sempre têm contacto direto – o meio rural. Vários percursos pedestres atravessam áreas de bosque, de matos rasteiros, pequenos ribeiros e quedas de água, cruzando-se com vacas arouquesas e gado caprino e ovino. Nas aldeias mais antigas podemos observar a utilização das rochas que afloram na região e em algumas cortes de gado o uso do colmo.

    Aldeia de Castanheira na Serra da Freita – Arouca

    Aldeia de Castanheira. Pode aqui observar-se um fenómeno único ou muito raro no mundo, pedras a parir pedras, as chamadas pedras parideiras, cuja fama parece em tempos recentes ter atraído uma febre de destruição dos que querem levar essas pedras consigo. Segundo um artigo de Augusto Baptista (na revista Notícias Magazine), o povo indignava-se com essa predação e ansiava por uma proteção legal que lhe permitisse defender o seu património. Na tradição ancestral da região, ainda presente nas populações locais, as pedras parideiras simbolizam a fertilidade. Há quem acredite que dormir com uma pedra parideira debaixo da almofada aumenta a fertilidade. É certo que o artigo remonta a 16 de maio de 1993, é de crer que a proteção obtida com a integração em 2009 na Rede de Geoparques da UNESCO tenha melhorado a situação, mas a recomendação para que os visitantes não recolham ou não retirem pedras do local se calhar continua a ser aconselhável.

     

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