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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Domingo, 11 de Maio de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações
indicadas.

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1. Porto: Linha turística na Baixa

A Baixa do Porto vai acolher, no Verão, um serviço de linhas turísticas de eléctricos, cujo circuito ligará o centro à marginal. Simultaneamente, a STCP está a estudar a extensão das actuais linhas até à Estação de S. Bento e até à Foz.
O serviço turístico que irá estrear-se com dois veículos próprios, pretende ser rentável. Por isso, os preços serão mais elevados do que os praticados nas linhas de serviço público, adiantou ao JN Rui Saraiva, administrador da STCP responsável pelo Museu do Carro Eléctrico. O cenário para o anúncio não poderia ser mais apropriado. Um desfile de nove veículos centenários, onde muitos mataram as saudades do eléctrico, outros o experimentaram pela primeira vez e vários turistas partilharam o momento. Um dos adeptos chegou de Inglaterra. Garth Tilt viaja todos os anos para participar no desfile. “Tenho imenso interesse pelos eléctricos. Venho todos os anos. Costumo ir também a Milão mas prefiro Portugal”, disse, ao JN, contando que veio acompanhado de amigos da Holanda, estudiosos da matéria.
https://jn.sapo.pt/

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2. Porto: Mercado cercado de música, cor e teatro em nome da preservação

É difícil para Ana Rita recordar-se de um sábado nos seus nove anos de vida que não tenha passado pelo mercado do Bolhão, no centro do Porto. Na companhia da mãe, a pequena perde-se entre as bancas de verduras no dia em que se fazem as compras para casa. A ideia de mudança não lhe agrada, até porque, confessa, gostaria de continuar a ir ao mercado comprar o que mais gosta “rosas”.

“Gosto do Bolhão como está e das coisas que lá são vendidas hoje. É como uma segunda casa para nós”, atira a menina, exibindo, nas mãos, o postal que pintou numa banca para as crianças, montada, ontem de manhã, pelo Movimento Cívico Estudantil pela Defesa do Bolhão na Rua de Alexandre Braga. Esse postal, assim como tantos outros que foram pintados por outras jovens mãos, serão entregues na Câmara portuense pelo movimento.

https://jn.sapo.pt/

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3. Câmaras dão nota negativa ao Parque Natural

O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) comemora, hoje, dez anos. Uma década depois de ter sido criado, por decreto lei , os autarcas dizem que não trouxe nada de positivo.

O PNDI abrange área fronteiriça do rio Douro, numa área de 85150 hectares e engloba os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.

Uma das justificações dadas pelo Governo, então chefiado por António Guterres, para criar o PNDI foi a “avifauna selvagem” . Um dos objectivos para classificar aquela área em parque natural era “a adaptação de medidas que permitissem a valorização das suas carateristicas mais relevantes, dos pontos de vista natural, paisagístico, sócio-económico e cultural”

Na opinião dos presidentes de Câmara dos quatro concelhos abrangidos, o PNDI “não trouxe mais valias,” tornam-se em muitos casos num “empecilho” para o desenvolvimento local. ” Quando o parque foi instituído foram criadas grandes expectativas para a região, no entanto, as mesma foram goradas, a área protegida não trouxe nada de novo para o desenvolvimento local” diz Manuel Rodrigo, autarca de Miranda do Douro. Rodrigo lembra que há uma portaria que define que em matéria de candidaturas a fundos estruturais, os concelhos abrangidos por áreas protegidas têm prioridade face a concelhos limítrofes, “mas nada aconteceu”. Actualmente, diz, “só me lembro do PNDI quando tenho de assinar algum documento para o parque nos autorizar a fazer obras ou alterações naquela área,” desabafa o edil.

Morais Machado, presidente da Câmara de Mogadouro, afina pelo mesmo diapasão. ” Tirando duas obras feitas no concelho, não vejo nada de relevante. Todos os objectivos que levaram a criação do parque não foram cumpridos, o que faz com que a população se alheie da existência do PNDI. Ou se muda a doutrina ou não antevejo futuro para a área protegida”, sublinhou.

https://jn.sapo.pt/

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4. Futuro santuário para aves rupícolas

“A visão estratégica para o futuro do PNDI passa pela criação de um santuário para as aves rupícolas (que vivem nos rochedos) de dimensão mundial, aberto aos visitantes e onde as tradições locais e o património cultural enriquecem as visitas a este espaço. Para já estão a ser desenvolvidos três vectores de orientação,” disse, ao JN, Henrique Pereira director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Norte (DGACN).
Foram candidatados ao QREN, em parceria como as autarquias, a implementação de um sistema de portas (centros de informação) do PNDI, num investimento que ronda os dois milhões de euros. As “portas” ficarão em Miranda do Douro, Mogadouro e Barca de Alva.
Outros dos vectores de orientação passa por reforçar a cooperação transfronteiriça. “Estamos a preparar com o Parque Natural del Duero, situado na outra margem do rio, uma Reserva da Biosfera, no sentido de reforçar a cooperação entre as duas áreas protegidas”, avançou Henrique Pereira.

https://jn.sapo.pt/

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5. Maternidade Alfredo da Costa vai abrir único banco de leite materno do país
Por razões de segurança, tal como no sangue, também vai haver selecção criteriosa das dadoras e análises ao leite doado. Tem também que haver consentimento da mãe biológica

A Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, vai ter o único banco de leite materno do país. É o seu director, Jorge Branco, quem o afirma, dizendo que poderá abrir ainda este ano ou no máximo durante 2009. A ideia é que as mulheres que tenham excesso de leite materno possam doá-lo, para que fique conservado e possa ser dado a bebés que por várias razões não podem ser amamentados. Os prematuros estão entre os principais destinatários.
Jorge Branco, que é também presidente da Comissão de Saúde Materna e Neonatal, afirma que em Portugal poderia ter cabimento a existência de um ou dois bancos no país, reproduzindo uma realidade que já existe em muitos países. Na MAC espera que até ao final deste ano exista um, ou então que “o planeamento esteja muito avançado” para avançar no próximo ano. “Tenho uma vontade muito, muito grande o fazer.” A intenção é que, quando existir, o banco da MAC forneça leite materno a outros hospitais que precisem, mas tudo vai depender do volume que conseguirem recolher.
Lembra o caso das mães com produção excessiva de leite, mas também “o caso de bebés que deixam de querer mamar”. Nestes casos, em vez de as mães secarem o seu leite, “é um acto de civismo oferecê-lo a outros bebés”. Serão feitos pedidos de doação às utentes da MAC, a maior maternidade do país, e campanhas para angariação de dadoras, informa.

https://jornal.publico.clix.pt/

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6. Quercus preserva carvalhal em Montemor-o-Novo

A associação ambientalista Quercus vai apoiar a preservação de um carvalhal, uma “autêntica relíquia”, existente na Herdade do Freixo do Meio, Montemor-o-Novo (Évora), tendo criado uma micro-reserva biológica com medidas de gestão específicas.
“Os carvalhais são raros, hoje em dia, e ainda mais no Sul do país, onde o que existe muito é o montado de sobreiros e azinheiras”, salientou José Paulo Martins, da Quercus. Daí, frisou o mesmo responsável, a importância do cercal de carvalho-cerquinho que existe na Herdade do Freixo do Meio. “É um carvalhal quase puro, com centenas de carvalhos, alguns deles exemplares de grande porte, em que são precisas duas ou três pessoas para abraçar o tronco. É uma autêntica relíquia do que foram os bosques primitivos que, no passado, cobriram grande parte do país”, explicou.
Garantindo tratar-se de um “sítio muito interessante”, José Paulo Martins adiantou que a Quercus e a Herdade do Freixo do Meio estabeleceram um protocolo de colaboração para a gestão conjunta deste bosque, denominado Carvalhal da Barranca da Loba. O cercal, que passou a integrar a rede de micro-reservas biológicas da Quercus, vai ser alvo de um plano de gestão específico. “É uma micro-reserva com cerca de seis hectares e a sua conservação vai envolver a criação de uma faixa sem cultivos em redor de todo o bosque, de forma e permitir também o seu alargamento”. Evitar o uso de agroquímicos na orla, não permitir o acesso do gado e o controle de silvados que “estão a invadir algumas áreas” são outras das medidas.

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7. Nova descarga poluente na ribeira dos Milagres

O Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR de Leiria foi ontem chamado para uma nova descarga de efluentes suinícolas na ribeira dos Milagres, cujo alerta foi dado por uma associação de ambientalista local.
Segundo José Carlos Faria, porta-voz da Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres, o alerta foi dado pela manhã às autoridades depois dos sinais existentes de uma descarga que ocorreu durante a madrugada. “Fui avisado por três rapazes que vinham da feira de Leiria, fui ao local hoje [ontem] de manhã e estava tudo sujo, preto e a cheirar mal”, explicou José Carlos Faria, citado pela Lusa. De acordo com este dirigente associativo, as descargas “têm sido frequentes” porque os empresários do sector utilizam a chuva para diluir os seus efluentes. “Basta haver ameaça de chuva, que os empresários aproveitam” mas desta vez “acabou por não chover” e a “poluição estava mais visível”. Esta descarga foi mais um capítulo da história da ribeira, marcada por vários atentados ambientais atribuídos ao sector suinícola, que se debate com falta de locais onde fazer os despejos dos efluentes.

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“A procura de um mercado agrícola global foi um erro”

11.05.2008, Ana Fernandes e Raquel Abecassis (RR)

Recém-eleito para o quarto mandato na CAP, João Machado critica o papel que tiveram as políticas da OMC na crise alimentar
A Europa acordou para o facto de não ter reservas estratégicas devido à política seguida nos últimos três anos, aponta João Machado. Agora há que inverter caminho, pondo a ocupação do mundo rural também no centro das políticas, a par com a competitividade. E abandonar a ideia de mercado único global.
Com a crise alimentar, o panorama da agricultura mudou. Pode ser uma oportunidade?
As sociedades evoluídas não podem dispensar quem lhes fornece alimento, não há outra forma de sobrevivermos. Há agora um novo enquadramento que voltou a dar importância aos agricultores.
Estabeleceu-se muito a ideia que a agricultura era excedentária e dependente de subsídios.
Os apoios dados aos agricultores na Europa, que é menos de um por cento do PIB, permitiram que não houvesse fome no continente. E não vai haver. É uma segurança para os consumidores europeus saberem que têm agricultores na Europa a produzir, com uma pequena ajuda para manter os preços baixos. Mas com a revisão da Política Agrícola Comum, em 2005, a União disse: “Cultivem o que der mais dinheiro e abandonem as culturas que não forem rentáveis.” E os agricultores redireccionaram a sua produção. Muito do que estava plantado com cereais foi para outras culturas.

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de
Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais
ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

Campo Aberto – associação de defesa do ambiente
Apartado 5052
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telefax 22 975 9592
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Selecção hoje feita por Celina Raposo

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