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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2008

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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    1. Internacional:
    Subida do nível do mar mantém-se uma incógnita

    A Antárctida, onde está armazenado 90% do gelo existente à superfície da Terra, é um dos principais pólos de desentendimento na discussão sobre o aquecimento global, face ao risco de que o degelo venha a provocar um aumento do nível das águas do mar superior ao previsto pelas Nações Unidas.

    Mesmo que apenas uma pequena fracção derreta, a Antárctida pode provocar efeitos nefastos em países tão distintos como o Bangladesh ou o Tuvalu, ou cidades como Xangai ou Nova Iorque. Nesta região existe gelo suficiente para fazer subir o nível das águas do mar em 57 metros.

    Um ano após o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre o Clima (IPCC) ter previsto uma subida do nível médio das águas do mar de cerca de 20 a 80 centímetros, nenhum dos maiores peritos mundiais em climatologia considera que tais projecções sejam alarmistas.

    A previsão base da subida do nível do mar aponta para um ganho de 18 a 59 centímetros no século 21 depois de um crescimento de 17 centímetros no século 20. “A escala estabelecida pelo IPCC apenas tem em conta fractores que podem ser modelados”, lembra Jonathan Gregory, da Universidade de Reading. É que há inúmeros factores que permitem prever alterações em larga escala. Mas qualquer detalhe mais é impossível.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/01/sociedade_e_vida/subida_nivel_mar_mantemse_incognita.html

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    2. Empresa desiste de shopping que obrigou a alterar o PDM
    Hugo Silva

    A empresa Martifer desistiu de construir um retail park na Quinta do Ambrósio, em Fânzeres, Gondomar. Embora o Plano Director Municipal (PDM), designadamente o Plano de Urbanização de Fânzeres, tenha sido alterado, viabilizando a execução do centro comercial, o promotor acabou por abandonar o projecto, que até teve o respectivo estudo de impacto ambiental em discussão pública, em Setembro do ano passado. Não obstante, conforme o JN também noticiou, a STCP, proprietária da Quinta do Ambrósio, sempre tenha negado a construção de um centro comercial naquele local.

    A alteração do PDM que viabilizava o projecto foi aprovada pela Assembleia Municipal em Setembro de 2006. Os terrenos estavam em Zona Industrial e de Armazenagem, mas a mudança de artigos do Plano de Urbanização de Fânzeres eliminou a incompatibilidade entre aquela classificação e a construção de uma grande unidade comercial.

    No estudo de impacto ambiental, os promotores admitiam abrir o espaço no final deste ano. No entanto, a STCP sempre negou a construção de um shopping nos terrenos. De resto, como noticiou o JN, a Quinta do Ambrósio esteve no epicentro de uma polémica, com a PJ a investigar o negócio de compra e venda dos terrenos, em 2000 e 2001. De acordo com as investigações, a operação foi conduzida por três pessoas próximas de Valentim Loureiro. A Quinta foi comprada e vendida, dias depois, à STCP, com um lucro de três milhões.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/01/porto/empresa_desiste_shopping_obrigou_a_a.html

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    3. Vida para troncos velhos
    Fernando Timóteo

    Sácoras é o nome da peça do escultor Acácio de Carvalho desenvolvida a partir de um tronco de uma tília, que agora pode ser vista nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto. A escultura tem como matéria-prima uma tília que estava no Palácio de Cristal, e que foi abatida por doença em 2007.

    “O projecto ‘Mutatis Mutandis’ tem por objectivo recuperar as árvores dos jardins municipais que por algum motivo são abatidas ou caem”, explicou ao JN Acácio de Carvalho. O escultor usou dois troncos da árvore que trabalhou, tirando partido das formas originais, e aos quais juntou outros materiais como o ferro. “Este foi um trabalho que ofereci à cidade e gostaria que o projecto tivesse continuidade”, acrescentou o autor.

    O vereador do pelouro da Cultura da Câmara do Porto, Álvaro Castello-Branco, presente na inauguração da primeira escultura do “Mutatis Mutandis”, afirmou que gostaria de dar continuidade ao projecto, “desde que haja oportunidades”.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/01/porto/vida_para_troncos_velhos.html

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    4. Abate de árvores em lote para Ikea provoca revolta
    Inês Schreck

    Os moradores da Urbanização da Mazorra, próximo do Gaiashopping, em Gaia, não se conformam com a “cortina verde” que desapareceu da frente das suas habitações. O terreno onde outrora havia dezenas de árvores está repleto de troncos e ramos caídos. Parte do abate, diz quem lá vive, foi feito em zona não edificável, “o que era desnecessário”. Toda a área está a ser estudada no âmbito de um plano de pormenor que prevê, entre outros, a construção de uma loja do grupo Ikea e de uma estação de metro incluída na segunda fase da rede. A vinda de mais uma grande superfície a juntar às várias existentes na Barrosa é outro motivo de preocupação.

    “Quando comprámos aqui casa apostámos na tranquilidade e na segurança. Apelamos à Autarquia que tenha o bom senso de não juntar aqui mais uma grande superfície. Queremos assegurar que haverá o cuidado de proteger o nosso sossego”, referiu o morador José Borges, recordando que a Câmara prometeu conciliar os interesses de residentes e proprietários.

    O contacto com a Autarquia foi feito na semana passada, enquanto decorria o abate de árvores que, segundo o morador José Goulão começou no final de Dezembro. Quando as serras eléctricas se aproximaram da linha de água, onde não será possível construir pela especificidade do terreno, é que a indignação dos habitantes aumentou.

    Chamaram a GNR que, segundo contam, constatou que os trabalhadores não tinham autorização para derrubar “espécies protegidas”. Os moradores garantem que foram abatidos carvalhos, sobreiros e castanheiros, entre outras, mas a Autarquia contrapõe, alegando que só foram abatidas “espécies infestantes”. “Não estão em causa árvores protegidas”, assegurou Mário Fontemanha, vereador do Ambiente da Câmara de Gaia.

    O autarca confirmou que o terreno onde foram abatidas as árvores (privado) deverá vir a acolher o Ikea e uma estação de metro. Mário Fontemanha garantiu ainda que o que vier a ser construído naquela zona do Plano de Pormenor da Telheira “terá uma componente ambiental interessante” e reafirmou a intenção de construir um parque infantil na urbanização. O plano de pormenor da zona, segundo o vereador, está praticamente concluído. Terá depois de ser submetido à apreciação do Governo.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/01/porto/abate_arvores_lote_para_ikea_provoca.html

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    5. EDP em Bolsa cresce na renováveis

    A EDP vai dispersar na Euronext de Lisboa a sua divisão para energias renováveis no segundo trimestre deste ano. A EDP Renováveis será listada na sequência de um aumento de capital de 20% a 25%, de forma a receber dinheiro suficiente para levar a cabo os investimento planeados.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/01/economia_e_trabalho/edp_bolsa_cresce_renovaveis.html

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    6. Futuro do Bom Sucesso em aberto
    Eduarda Vasconcelos

    O vereador das Actividades Económicas da Câmara do Porto garantiu esta semana que ainda não foi tomada qualquer decisão sobre o futuro do Mercado do Bom Sucesso. Após uma reunião de cerca de duas horas e meia com mais de uma centena de comerciantes e outros intervenientes do espaço, designadamente fornecedores e associações representativas de sectores de actividades, Sampaio Pimentel afirmou que o edital publicado na passada semana e que dava conta da desafectação do domínio público do mercado com vista à sua integração no domínio privado do município apenas significa que “se abre a possibilidade para eventuais soluções que venham a ser dadas”.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c16a5320fa475530d9583c34fd356ef5&subsec=&id=a5c682696a347058b6ed51af2e40f1bb

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    7. Bolhão é financeiramente viável
    Ana Caridade

    A Câmara do Porto ganharia mais dinheiro se mantivesse o Mercado do Bolhão do que se entregar a sua gestão a privados. As contas foram feitas pelo arquitecto Joaquim Massena. O autor do projecto de recuperação daquele espaço, apresentado em 1992, fez as contas e apresentou-as quarta-feira durante uma tertúlia que teve lugar no café Ceuta e que foi promovida pelo Movimento Cívico e de Estudantes do Porto. Assim, e segundo os cálculos dos arquitectos, a rentabilidade da autarquia com o mercado, fruto das rendas cobradas aos vendedores, é de pouco mais de um milhão e cem mil euros por ano. Esta verba multiplicada por 50, que é o número de anos de cedência do espaço à TramCroNe, a sociedade de capitais holandeses que ganhou o concurso de reabilitação e exploração do Bolhão, perfaz um total de mais de 56 milhões de euros. Joaquim Macena adianta que a solução técnica financeira aceite pela câmara, que se resume no contrato assinado com a sociedade holandesa, vai render, ao fim dos mesmos 50 anos, cerca de 27 milhões de euros, ou seja, menos de metade da verba.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c16a5320fa475530d9583c34fd356ef5&subsec=f457c545a9ded88f18ecee47145a72c0&id=52fbaffedde04b960862204137264135

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    8. Bolhão. 5.700 assinaturas numa semana pedindo providência cautelar que “salve” o Bolhão
    Abaixo-assinado já corre pela cidade

    O presidente da Associação de Moradores de Monte Tadeu/Santo Isidro, na freguesia do Bonfim, Porto, anunciou quarta-feira a recolha de assinaturas para avançar com uma providência cautelar contra a entrega da gestão do Mercado do Bolhão a um grupo económico estrangeiro.

    Em declarações à Lusa, Mário Sousa disse que já foram recolhidas, no espaço de uma semana, “quase 5700 assinaturas”. O abaixo-assinado será também enviado ao presidente da República, presidente do Supremo Tribunal Constitucional, Procurador-Geral da República e provedor de Justiça. “O objectivo é avaliar a legalidade desta decisão da Câmara do Porto”, explicou o dirigente associativo, que pretende também que o caso seja discutido na Assembleia da República.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c16a5320fa475530d9583c34fd356ef5&subsec=f457c545a9ded88f18ecee47145a72c0&id=59e6ff85927c62dbd1f8053e27e8c311

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    9. Opinião: Pela dignificação do Porto: Mercado do Bolhão sempre!!!
    Mário Sousa

    Sempre entendi e senti que em todas as cidades há marcos históricos que dignificam o passado, presente e futuro dessas cidades, das suas gentes e tradições. O Mercado do Bolhão actualmente com o traçado ainda de origem não foge à regra. O Mercado do Bolhão é bem o exemplo de um relato histórico ainda vivo da cidade do Porto e ainda com memória de um passado com bastante valor social e humano.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c16a5320fa475530d9583c34fd356ef5&subsec=389bc7bb1e1c2a5e7e147703232a88f6&id=9456f3b276ce7fddf6bc6a924088d9ae

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    10. Projecto Mutatis Mutandis já com duas obras de arte
    Árvores abatidas recuperadas para esculturas

    O vice-presidente da Câmara Municipal do Porto,Álvaro Castello-Branco, e o Vereador da Cultura Gonçalo Gonçalves apresentaram ontem a primeira escultura do Projecto Mutatis Mutandis, instalada
    na Avenida das Tílias, dos Jardins do Palácio de Cristal. Uma segunda escultura, do mesmo género, pode ser vista no Complexo Desportivo Monte Aventino.
    O Projecto Mutatis Mutandis pretende “recuperar” troncos de árvores abatidas por doença ou velhice em peças de arte, prolongando no tempo e na memória colectiva de todos. Por exemplo, a primeira escultura, da autoria do mestre Acácio de Carvalho, foi realizada sobre um tronco de uma tília, abatida por doença em 2007 e que pertencia aos Jardins do Palácio de Cristal. “Pásion” e “Sécora” são os nomes dos objectos de arte.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=eea42d71b29a7b873aa374c341a4bcc8

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    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
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    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
    aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
    específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
    basicamente entre o Vouga e o Minho.

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    Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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