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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Sábado, 19 de Janeiro de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Especialista defende o fim do estacionamento

A medida tem tanto de simples como de polémica. Para resolver os permanentes congestionamentos de trânsito no interior das grandes cidades, Richard Larson, um especialista norte- -americano, defendeu ontem, no Porto, o fim do estacionamento na rua, uma solução que poderá ser complementada com a redução do preço cobrado nos parques de estacionamento. Richard Larson é investigador do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e foi convidado para proferir uma palestra na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Aquele especialista recordou as experiências da Londres, Singapura e, mais recentemente de Estocolmo, cidades que, a pretexto da redução do volume de trânsito, criaram portagens para aceder ao centro urbano. Singapura foi mais longe – e gastou mais dinheiro, como fez questão de salientar Richard Larson – ao estabelecer tarifas diferenciadas ao longo do dia.

Corte e multas

“Foram gastos milhões de dólares, mas nós chegámos à conclusão de que entre 40 e 50% do tráfego nas cidades é composto por condutores à procura do local mais barato para estacionar. Tóquio percebeu isso e baniu o estacionamento nas ruas do centro. Ao mesmo tempo, contratualizou com empresas a tarefa de multar, a troco de uma percentagem da receita”, revelou Richard Larson.

O investigador referiu, como exemplo, que a procura de estacionamento em algumas zonas de Nova Iorque é responsável por 45% do trânsito total e por 64% do tráfego local.

No entanto, Richard Larson reconheceu que é necessário um eficaz sistema de transportes públicos. “Caso contrário, haveria uma revolução. Também se pode optar pelo aumento das tarifas dos parcómetros e a descida dos preços nos parques de estacionamento. O nosso modelo mostra que não é necessário gastar milhões de dólares ou instalar portagens para evitar congestionamentos nas cidades”, sublinhou.

Com algum humor à mistura, Richard Larson preconizou que, no futuro, um automobilista irá à Internet licitar o lugar de estacionamento a ocupar no dia seguinte. “Será o e-bay do estacionamento”, concluiu, numa alusão ao mais popular site de leilões online.

Investigador em várias áreas

Richard Larson é actualmente professor no Massachussets Institute of Technology, no Departamento de Engenharia Civil e Ambiental e na Divisão de Sistemas de Engenharia. Foi director-fundador do Center for Engeneering System Fundamentals. A investigação a que se tem dedicado é aplicada nas indústrias de serviços prevenção e resposta a catástrofes, justiça criminal, tecnologias da educação, sistemas de serviços urbanos, planeamento de logística e mão-de-obra. Richard Larson, que é um dos mais reconhecidos investigadores daquele instituto norte-americano, esteve na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto no âmbito do acordo MIT-Portugal.

https://jn.sapo.pt/2008/01/19/porto/especialista_defende_o_do_estacionam.html

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2. Legalização do Dallas obriga a mudar o PDM

O complexo do Dallas, que inclui o centro comercial (inaugurado em 1984 e encerrado em 1999, por falta de segurança), escritórios e habitações, foi construído ilegalmente. Nem a Câmara do Porto tinha, até há poucos meses, todos os elementos sobre os cinco edifícios do empreendimento. Porém, cresceram a partir da década de 80, na zona da Boavista, sem que as obras tenham sido travadas. Para evitar a demolição integral, só há um caminho a alteração do Plano Director Municipal (PDM) do Porto, que vigora há menos de dois anos.

https://jn.sapo.pt/2008/01/19/porto/legalizacao_dallas_obriga_a_mudar_o_.html

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3. “Demolição” do Bolhão provoca debate na cidade

A mudanças anunciadas para o mercado do Bolhão estão a provocar receios, dúvidas e inquietações s entre muitos comerciantes e utentes deste espaço emblemático da Baixa portuense. Por seu turno, alguns sectores da cidade temem a descaracterização deste edifício de importância patrimonial e puseram, ontem, a circular um manifesto a alertar para a “demolição” do mercado.Na próxima quinta-feira, dia 24, às 18.30 horas, vários especialistas vão debater o futuro do mercado do Bolhão, no Ateneu Comercial.

Há dez anos o projecto do arquitecto Joaquim Massena ganhou um concurso público promovido pela Câmara Municipal do Porto. “Foi até distinguido. Mas, depois, votado ao esquecimento”, diz o autor do “elogiado projecto” de reabilitação do Bolhão. Dez anos depois, “Rui Rio ignorou os estudos feitos e pagos com dinheiros públicos e abriu outro concurso”, desta vez, ganho pela empresa holandesa TramCorNe-Promoções e Projectos Imobiliários.

Demolição provoca temores de fachadismo

“O perfil esquemático divulgado pelo promotor e autorização da Câmara do Porto, sobre a consequente demolição de todo o seu interior, até às paredes periféricas, numa atitude de fachadismo em tudo muito semelhante ao período de especulação imobiliária”, dizem.

https://jn.sapo.pt/2008/01/19/porto/demolicao_bolhao_provoca_debate_cida.html

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4. Portucel desmantela barragens

As barragens da Portucel nos rios Velho e Novo do Príncipe, um afluente do Vouga, foram já desmanteladas, anunciou a empresa.

A fábrica de Cacia da Portucel procede todos os anos, depois de autorizada pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro, à construção das barragens “quando o caudal das águas, por falta de chuva, baixa para níveis que já não garantem a necessária protecção contra a intrusão da água salgada no baixo Vouga” que, a verificar-se, “inviabilizaria o normal abastecimento de água à fábrica e às actividades de exploração agrícola na zona circundante”.

As barragens costumam ser retiradas em Novembro, em anos de pluviosidade normal, o que não aconteceu nos últimos meses, o que levou “excepcionalmente” a Portucel a pedir a prorrogação do prazo para a manutenção das barragens até à chegada das chuvas, o que só agora se verificou”.

A Portucel lembra que, apesar disso, criou condições para a subida da lampreia no rio, em colaboração com alguns pescadores. As barragens da Portucel estiveram esta semana em foco, quando pescadores protestaram contra a sua existência, não só por impedir a desova dos peixes, como ainda por ter provocado a subida das águas e o desaparecimento de apetrechos de pesca, avaliados em milhares de euros.

https://jn.sapo.pt/2008/01/19/norte/portucel_desmantela_barragens.html

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5. Quercus lembra metro de superfície

O arranque definitivo do projecto do metro de superfície, no percurso Águeda-Aveiro- -Ílhavo, é um dos cinco desejos ambientais da Quercus para o ano em curso, a par da adopção de um plano de gestão ambiental da ria de Aveiro.

Quanto à ria, a Quercus espera que a criação do “Polis da Ria de Aveiro “contribua para uma efectiva gestão ambiental deste espaço natural”, defendendo que o plano a elaborar deverá ser “ambicioso” no que respeita à salvaguarda dos valores naturais, protecção das áreas nucleares de conservação e elevado valor paisagístico e à interdição “da construção urbana e de determinadas infra-estruturas nas proximidades das margens” .

https://jn.sapo.pt/2008/01/19/norte/quercus_lembra_metro_superficie.html

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6. Curiosidade:
Lello, a terceira mais bela do Mundo

Divina. Chamou-lhe o jornal britânico “The Guardian” e a honraria agora atribuída à Livraria Lello, no Porto, na Rua das Carmelitas, mesmo diante da torre dos Clérigos, de Nasoni, traduz a nobreza de um edifício de linhas neogóticas forrado a livros e com muitas raridades bibliófilas à mistura. “O título suscita orgulho e responsabilidades”, conta Antero Braga, o proprietário.

Satisfeito pelo facto de o “The Guardian” ter colocado a Livraria Lello em terceiro lugar, precedida da “Boekhandel”, em Mastricht, na Holanda (1.º lugar) e da “El Ateneo”, em Buenos Aires (Argentina), onde funcionou um teatro. “Já corri meio mundo, mas não conheço livraria construída de raiz e tão bonita como esta. É uma preciosidade”, elogiou.

https://jn.sapo.pt/2008/01/19/porto/lello_a_terceira_mais_bela_mundo.html

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7. Valentim garante financiamento

Valentim Loureiro garantiu que a primeira parte das obras de expansão da rede de metro até Gondomar vai arrancar sem atrasos, será adjudicada em Março e tem financiamento público garantido. “Falei com o primeiro-ministro, que me assegurou que há dinheiro garantido no PIDDAC [Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central]”.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=680fe6f17a091c25ced4631947336df5

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8. Praga de jacintos no rio Ave

Há cerca de uma semana foi detectada uma praga de jacintos de água no Rio Ave. A propagação desta “planta flutuante que, em boas condições (águas paradas, acumulação de matéria orgânica e elevadas temperaturas), reproduz-se a um ritmo alucinante –, reduz o teor de oxigénio, ameaçando a fauna e a flora autóctones”, como explicou ao JANEIRO o biólogo Nuno Ferreiro, do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Vila do Conde (CMIA).

O CMIA, centro que monitoriza a qualidade da água, ar e areia no concelho, está a procurar formas “para se ver como se poderá combater” a praga.
“Basta uma porção ter sido trazida propositadamente ou acidentalmente para, uma vez que por serem mais aptas do que as espécies existentes, se propagar e tornar-se em pragas”, disse o especialista, acrescentando que existem muitas outras espécies do género.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=5d4d6a2f59160e52fd4ac35f638c9d14

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9. Solução do Ferreira Borges com críticas do PS,CDU e BE
Câmara está a “privatizar a cidade”

A privatização do Ferreira Borges não agrada nada aos partidos da oposição ao executivo. O PS considera que está a cair-se no “exagero” e que só falta concessionar museus, a CDU diz que Rio não consegue encontrar outra solução para a cidade e o BE fala em “cidade Apartheid”.
Eduarda Vasconcelos

A oposição à maioria PSD/CDS-PP que governa a Câmara do Porto reagiu ontem muito mal à intenção da autarquia em privatizar mais um equipamento municipal, no caso o Mercado Ferreira Borges. Tal como o JANEIRO ontem noticiou, a edilidade vai submeter à aprovação do executivo, na reunião da próxima terça-feira, a abertura de um concurso público de ideias para a concepção, projecto, construção, manutenção e exploração do espaço por um período máximo de 20 anos.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=a200ecf5238509b58fbe08e724a39403

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10. Melhorar o trânsito, pagando

A FEUP realizou ontem um debate em que Richard Larson, especialista norte-americano nas questões de trânsito, debateu algumas soluções para o trânsito nas cidades, numa palestra intitulada «Taxa de congestão de veículos urbanos – uma análise e um novo modelo de estacionamento». O professor no MIT defendeu que o centro das grandes e médias cidades em Portugal não está, em regra, preparado para grandes fluxos de trânsito, salientando que este é um “assunto complexo”. No entanto, o professor apresentou algumas propostas para este problema, centrando-se na imposição de uma taxa de utilização dos centros urbanos nas horas de maior congestionamento para os veículos privados, em detrimento dos transportes públicos. Isto porque as investigações demonstraram que cerca de 40% do tráfego que se regista em horas de ponta é “de pessoas que circulam à procura de um lugar de estacionamento”. Por este factor, Richard Larson explicou que o aumento dos preços dos parquímetros faz com que “as pessoas desistam de circular pelas ruas à procura de um lugar vago”. Na sua opinião, este método é o passo para que as pessoas passem a preferir utilizar maioritariamente os transportes públicos nas suas deslocações para a cidade, ou então, como solução alternativa e mais cómoda, passarem a estacionar a sua viatura em parques ou garagens. Para sustentar esta sua tese, Richard Larson deu o exemplo de uma grande cidade como Tóquio, onde esta medida se “revelou um sucesso”. Referiu ainda cidades como Singapura, Londres e Nova York que adoptaram a instalação de uma tarifa aos veículos que pretendem transitar pelas ruas do centro das suas respectivas cidades, para além da implementação de um sistema de estacionamento rotativo.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=de9b08711814c10d2de53300fe7e33f3

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11. Ministro do Ambiente garante que Espanha respeita acordo dos rios internacionais

Em declarações à Agência Lusa o governante disse que “o entendimento entre os dois países é grande”, afirmando que “Espanha tem cumprido os compromissos que assumiu” que os dois países estão a “a aprofundar a Convenção para que possamos dar passos à frente e não atrás”.

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Associações
Pedido
As associações ambientalistas Quercus, LPN e GEOTA vieram, quinta-feira, a público pedir ao Governo português que insista, junto do seu homólogo espanhol, no cumprimento dos caudais ecológicos dos rios ibéricos, nomeadamente do Guadiana, revelou fonte do GEOTA.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=1679091c5a880faf6fb5e6087eb1b2dc&subsec=&id=51281afa89dcb46d47e245f87638b8c8

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Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
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Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
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específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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