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  • Mai : 14 : 2020 - Por Amor da Árvore 2020
  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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Opinião 1: “O ImpérioContra-ataca”

Sou dos que pensam que projectos que constituirão um pesado encargo
para as gerações futuras, como o do novo aeroporto de Lisboa, devem
ser amplamente discutidos. Mas sou também dos que pensam (porque faço
os possíveis para não ser totalmente ingénuo) que há interesses
envolvidos na discussão que nem sempre serão os do país. Quando a
esmola é grande, o pobre desconfia, e tão natural com a CIP defender
os seus interesses é suspeitarmos da generosidade com que se dispôs a
abrir os cordões à bolsa para pagar um estudo defendendo a solução
Alcochete. Já menos natural será o barulho feito por Francisco Van
Zeller para, invocando uma informação anónima que quis “deixar claro”
que não confirmou, acusar o ministro Mário Lino de uma “campanha
desesperada” para descredibilizar esse estudo. Porque então também o
ministro poderá dizer que sabe, com base numa informação igualmente
anónima e não confirmada, que Van Zeller não recebeu informação
nenhuma? Por outro lado, ao acusar a RAVE de práticas “marxistas-
leninistas” por contestar o estudo da CIP sem exibir estudos, talvez
o presidente da AIP, Rui Moreira, devesse exibir os seus próprios
estudos sobre marxismo-leninismo. Quanto mais não fosse, para
percebermos que raio entenderá ele por marxismo-leninismo.

Manuel António Pina

https://jn.sapo.pt/2007/11/13/ultima/o_imperiocontraataca.html

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Opinião 2: Sinais

Novembro seco, de doçura estranha. Registado um número extraordinário
de incêndios florestais. O dispositivo de combate não estava
preparado, tal a raridade da seca.

Enquanto isto ocorre, o Norte da Europa é sacudido por tempestades
marítimas violentas. Estreiam-se comportas protectoras no Tamisa e na
Holanda. A engenharia treme face às previsões de intempérie. Mas o
Verão foi de calor inaudito em torno do Mediterrâneo oriental. Por
cá, o estio quase não se fez sentir- veio no Outono. Alterações
climáticas? Parece que o caos climatérico se vai instalando, como que
à procura de novos padrões que ainda desconhecemos.

Da frente científica, vêm notícias preocupantes as previsões de
aquecimento global, e dos seus efeitos, divulgados pelo Painel das
Alterações Climáticas da ONU – o organismo distinguido pelo Prémio
Nobel – podem estar a pecar?por defeito. A concentração de dióxido de
carbono e outros gases na atmosfera está a aumentar mais do que o
previsto. Entre a geopolítica de Quioto e o que virá de Bali, em que
ficamos? Se a Europa se esforça um pouco para poluir menos, os
Estados Unidos estão em compasso de espera pelas presidenciais em
Outubro. A Agência Internacional de Energia veio dizer que a procura
de petróleo, gás e carvão não vai abrandar nos 20 anos que se seguem.
Pudera – só a China está a construir uma central térmica, como a de
Sines, cada quatro dias.

Mundo louco? Horizonte sem esperança? Não sabemos, e um optimista
poderá sempre argumentar que “isto tem ainda de piorar muito, antes
de começar a melhorar.” Será que vivemos as dores de parto de um
mundo novo? Mais vale conquistarmos optimismo de acção, sem ilusões
nem desalento.

Nisto pensava eu, e mais sinais naturais se me revelavam, folheando
uma revista as abelhas desaparecem um pouco por todo o lado,
misteriosamente. A falta de polinização preocupa os produtores de
frutas americanos. O mesmo em certos países europeus. O que mata
estes insectos simpáticos, responsáveis directos por boa parte da
produção alimentar mundial? Talvez a saturação ambiental de
insecticidas, talvez as radiações electromagnéticas omnipresentes que
as desorientam e perdem. Talvez um pouco das duas coisas e mais a
desnaturalização crescente da agricultura. A mesma interrogação em
relação aos anfíbios, que se extinguem, fenómeno global sem
explicação. Aquecimento climático que difunde vírus antes
inexistentes? Destruição do habitat?

Aquecido pelo sol coado que se oferece aos passantes, atravesso o
jardim do Marquês, no Porto. Onde já não há senão plátanos. O que
eram flores e arbustos foram-se na vertigem da “requalificação”. E
reparo, imaginem, nos pardais. Saltitando no solo, perspicazes e
inquietos. O pardal dos telhados, o “Passer domesticus” quase não
desperta estados de alma – demasiado banal e familiar. E acho-os
fascinantes de graça e de inteligência. E recordo-me do que tenho
lido sobre eles no Reino Unido primeiro, na Bélgica e na França
depois, a espécie quase desapareceu. Em Londres, a pássaro ladino
perdeu 90% dos efectivos nos últimos anos, dizem os cientistas.
Circunspectos jornais britânicos dedicaram muitas páginas a esta
extinção anunciada (entre nós o declínio ainda não se fez sentir).
Causas? Pois ninguém sabe. Afeiçoado aos meios urbanos, o pardal
comum deve estar a sofrer as consequências de alguma disfunção
ambiental, daquelas de que nem temos consciência. O que mudou para os
pardais? O que estará mudando para nós, por nossa causa? Falando em
biodiversidade, e clima, sinais dispersos nos chegam, apelando à
humildade do nosso saber. A um reencontro com a Natureza que devemos
inventar.

Bernardino Guimarães

https://jn.sapo.pt/2007/11/13/porto/sinais.html

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1. Porto: Cidade poderá ter clima parecido ao de África

A Campo Aberto- Associação de Defesa do Ambiente, lançou ontem um
repto à Junta Metropolitana do Porto (JMP) no sentido de
dar “prioridade política” às alterações climáticas. O documento
entregue ao administrador da JMP, Emídio Gomes, com um conjunto de
medidas possíveis para combater os problemas ambientais será mais uma
espécie de ponto de partida, uma vez que o desafio abrange também as
autarquias, as empresas, os sindicatos e organizações sociais e
profissionais, as instituições de carácter científico, a Universidade
e o cidadão comum.

A reunião entre as duas entidades “foi muito positiva” e
colheu “grande receptividade”, tendo ficado “aberto o caminho para
novos encontros”, afirmou Bernardino Guimarães, da associação.

O objectivo é o de sensibilizar todas as instituições da Área
Metropolitana do Porto para as alterações climáticas, que levarão
inevitavelmente a repensar o reordenamento do território. Um estudo
internacional publicado recentemente, atesta o
ambientalista, “assegura que, daqui a 30 anos, o Porto poderá ter um
clima semelhante ao de Rabat, no Norte de África”.

A Campo Aberto espera que todas as entidades encetem “um esforço
conjugado, integrado e coerente para combater as suas emissões
poluentes”. Nesse sentido, desenvolveu já um vasto trabalho que
poderá servir para “balizar o debate”, que se pretende mais profícuo
do que uma “mera e infindável discussão de cariz técnico ou teórico”.

Por isso, aconselha as autarquias e a JMP a apostar “na cooperação
internacional e no intercâmbio de experiências com cidades e regiões
metropolitanas em outros países, concretamente europeus e norte-
americanos”. E defende a necessidade de realizar um estudo que
determine a avalie as consequências possíveis das alterações
climáticas no território metropolitano, bem como da criação de uma
ferramenta que permita prever e prevenir os danos.

Do trabalho já realizado pela associação ambientalista, e que
pretende ser um impulso para um programa metropolitano eficaz, consta
um inventário exaustivo das emissões poluentes, seja através da
energia, cujo consumo deverá ser diminuído, dos transportes ou do
ordenamento de território através da gestão e ampliação de áreas
verdes.

https://jn.sapo.pt/2007/11/13/porto/cidade_podera_clima_parecido_de_afri.html

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2. Valença: Projecto de Souto Moura sem terreno que o suporte

A construção de um edifício projectado pelo arquitecto portuense
Eduardo Souto Moura para o interior da Fortaleza de Valença está
suspensa por falta de viabilidade da concretização do projecto. Souto
Moura desenhou o futuro Centro de Interpretação das Fortalezas de
fronteira no Norte de Portugal e Galiza, mas, no momento de a obra
passar do papel para o terreno, verificou-se que o solo do local na
chamada zona da Coroada, onde o imóvel seria edificado, não oferece
estabilidade para o acolher. A Câmara viu-se obrigada a gastar mais
85 mil euros na reformulação de um projecto que inicialmente custaria
cerca de 268 mil euros.

O valor da reformulação onera o projecto para um investimento
superior a 350 mil euros. assunto.

https://jn.sapo.pt/2007/11/13/norte/projecto_souto_moura_terreno_o_supor.html

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3. Mundo: Especialistas procuram soluções

Um responsável da ONU considerou um “crime e uma irresponsabilidade”
não tomar medidas contra o aquecimento global. A afirmação foi feita
ontem, na abertura da 27ª sessão do Painel Intergovernamental para as
Alterações Climáticas da ONU (IPCC), que decorre até sábado em
Valência, Espanha, por Yvo de Boer.

Este especialista recordou as evidências científicas sobre as
alterações climáticas, cujo efeitos, sublinhou, se repercutem em
todos os países com maior ou menor incidência, e em alguns casos,
acrescentou, são já “uma ameaça para a sobrevivência”. Pelo que,
salientou, é necessária vontade política e acções concretas –
advertindo ainda que são os países mais pobres os mais vulneráveis.

Os especialistas do Painel Intergovernamental para as Alterações
Climáticas da ONU estão reunidos desde ontem para aprovar o último
relatório que sintetiza as linhas orientadoras para a nova estratégia
mundial de combate às alterações climáticas. Irão discutir os
resultados das investigações realizadas por milhares de cientistas de
todo o mundo e aprovar o quarto e último relatório sobre as mudanças
climáticas no planeta.

https://jn.sapo.pt/2007/11/13/sociedade_e_vida/especialistas_procuram_solucoes.html

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4. País: Leguminosas ajudam solo e são boa fonte de proteína

O que faziam, ontem, numa sala obscurecida, 400 pessoas, oriundas de
todo o Mundo e que pareciam alheadas do tempo luminoso em Lisboa? O
mesmo vai acontecer até à próxima sexta-feira, para que fiquem ali
feitos um balanço e a transmissão dos avanços conseguidos
internacionalmente na pesquisa das plantas leguminosas. Está
reconhecido o seu valor nutritivo e até preventivo em diversas
doenças, sabe-se que elas contribuem para fixar azoto no solo, mas
nem sempre o seu cultivo dá o melhores rendimentos. Na União Europeia
e em outras regiões prossegue um esforço de pesquisa para que a fonte
proteica das muitas variedades de grão existentes assuma um lugar
menos humilde face aos cereais.

Feijão, grão de bico, lentilha, fava, ervilha, tremoço, chicharro.
Este um conjunto de entre as leguminosas mais conhecidas entre nós e
que, também em muitos outros países, constituem uma das fontes
proteicas mais importantes, quer em alimentação humana, quer através
dos compostos para animais em que entram. Todas estas plantas têm
também em comum a vantagem de fixar o nitrogénio naturalmente e
evitando assim maior recurso a fertilizantes poluentes.

Esta 6ª Conferência Europeia sobre Leguminosas faz agora um
levantamento do que a ciência investiga nos laboratórios e no terreno
quanto às fragilidades destas culturas. A União Europeia tem em curso
um projecto integrado sobre a grande família genética que são as
leguminosas e em que são abordadas as implicação do seu consumo,
produção e transacção. Encontrar novas soluções agronómicas e
encontrar novas variedades são os propósitos dessa parceria que
envolve 26 países, dos quais 14 da União Europeia. Foram-lhe
afectadas verbas no valor de 15 milhões de euros.

“Melhorar o ambiente e a segurança alimentar” será o contributo da
ciência para a expansão e rendimento do cultivo destas plantas, disse
ao JN o presidente da Associação Europeia de Proteaginosas. De acordo
com Álvaro Ramos Monreal, a Europa “está numa situação perigosa”,
pela dependência das importações. O fraco rendimento do cultivo (sem
o apoio de fundos europeus) aliado a doenças das culturas tem ditado
essa dependência. A investigação tem sido direccionada para os
cereais.

Portugal tem um clima que “impõe muitas limitações”, segundo Tavares
Sousa, especialista em melhoramento de plantas, a trabalhar no
Instituto Nacional de Recursos biológicos, através do Instituto
Nacional de Investigação Agrária. Segundo ele, poderemos obter
variedades de leguminosas que sofram menos com a sede, as
temperaturas altas ou a geada. Mas há, também, anota, uma falha na
organização do mercado para o escoamento da produção.

https://jn.sapo.pt/2007/11/13/sociedade_e_vida/leguminosas_ajudam_solo_e_boa_fonte_.html

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5. País: Actividade do homem

A actividade do homem causou nos últimos 100 anos 50 vezes mais
extinções do que as que seriam provocadas apenas por razões naturais,
lembrou ontem o ministro do Ambiente a centenas de empresários
europeus.

“O reconhecimento do valor económico da biodiversidade e a introdução
de uma lógica económica nas políticas de conservação da natureza são
peças chave na luta contra o declínio da biodiversidade, podendo
estabelecer-se um paralelismo com o que se verifica nas políticas de
combate às alterações climáticas”, declarou Nunes Correia na abertura
da conferência “Negócios e Biodiversidade”, que está em decorrer em
Lisboa.

No final da sessão, o governante disse que o objectivo da reunião é
convencer as empresas a aderirem a um sistema voluntário em que
cumpram determinados critérios que possam contribuir para melhorar a
biodiversidade. “Basta alterar pequenas práticas para haver grandes
ganhos de biodiversidade”, afirmou o ministro.

https://jn.sapo.pt/2007/11/13/sociedade_e_vida/actividade_homem_causou_mais_extinco.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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