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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    1: Luz verde para a linha do metro em Gondomar

    A Linha de Gondomar terá cerca de 6,5 quilómetros de extensão, dos quais
    aproximadamente um quilómetro em túnel. Neste troço está prevista a
    construção de dez estações. O concurso para a construção tem um valor de 95
    milhões de euros e um prazo de referência para execução de pouco mais de um
    ano e meio.
    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=68a7935581eda676ddc564b6af80dbdf
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    2. Resíduos sólidos urbanos em debate

    Conferência organizada pela Lipor reúne especialistas no Porto
    Começou ontem a conferência “25 Anos, 27 Países, 27 Casos”, iniciativa que
    pretende comemorar o 25º aniversário da Lipor. Para o evento, foram
    convidados os 27 Estados membros da União Europeia, com o propósito de
    debater a gestão de resíduos urbanos na Europa.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=a4ca062ddee360615c0296ea8349d1e0

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    3. Reunião do Conselho Executivo do Eixo Atlântico
    Consenso nacional no TGV

    O presidente do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, Luís Filipe Menezes,
    apelou ao ontem “consenso nacional” sobre o projecto do comboio de alta
    velocidade (TGV) e ao fim da sua utilização como “matéria de querela
    político-partidária”.
    “Não achamos sensato que esta matéria seja susceptível de alimentar uma
    querela nacional”, frisou Luís Filipe Menezes, que falava em Vigo, no
    decorrer de uma reunião do Conselho Executivo do Eixo Atlântico.
    Menezes, que é também líder do PSD, defendeu ser necessário que os “grandes
    projectos públicos possam ser alvo de um consenso nacional” e que deixem de
    ser usados como instrumentos “de batalha político-partidária ou dos
    desígnios eleitorais do partido que circunstancialmente está no poder”.
    ..
    Em relação à ligação Porto-Vigo em comboio de alta velocidade, considerou-a
    “incontornável” para o desenvolvimento integrado do Norte de Portugal e da
    Galiza e admitiu que será de “perspectivar” para o futuro a continuidade
    dessa linha até ao Norte de Espanha, com ligação à Europa.
    Luís Filipe Menezes considerou que a ligação Porto-Vigo poderá ter
    características diferentes da ligação Porto-Lisboa e Lisboa-Madrid por
    questões técnicas, sublinhando, contudo, que o importante é que ela seja
    feita “em alta velocidade”.
    “Alta velocidade não significa, “tout court”, TGV”, disse.
    “É um projecto que nos é muito caro e não nos cansaremos de defender e de
    afirmar a sua importância”, afirmou Menezes. O Eixo Atlântico, criado em
    1992 por iniciativa dos municípios do Porto e de Vigo, é formado actualmente
    por 28 cidades, 14 da Galiza e 14 do Norte de Portugal.
    Da Galiza, fazem parte Corunha, Ferrol, Lugo, Monforte de Lemos, Ourense,
    Pontevedra, Santiago de Compostela, Villagarcia de Arousa, Vigo, Carballo,
    Vivieiro, Lalín, Verín e Barco de Valdeorras.

    Do Norte de Portugal integram o Eixo as cidades de Braga, Bragança, Chaves,
    Guimarães, Peso da Régua, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Vila Nova de
    Gaia, Matosinhos, Vila do Conde, Mirandela, Barcelos e Famalicão.
    Na reunião de ontem, a associação decidirá sobre a integração de oito novas
    cidades: Penafiel, Macedo de Cavaleiros, Marco de Canaveses, Vila Pouca de
    Aguiar e Lamego, do Norte de Portugal, e Santa Uxia da Ribeira, Chantada e
    Sarriá, da Galiza.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=4c1549fc12cf01ef072d6d5c98d6a747

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    4. JN ANALISA MANDATO DE RUI RIO

    Urbanismo

    Não foram só rostos que mudaram no Urbanismo do Porto nos últimos dois anos.
    A sucessão do social-democrata Paulo Morais por Lino Ferreira nessa pasta
    municipal trouxe um estilo mais dialogante (até com a participação ocasional
    no blogue “A Baixa do Porto”) e a revisão de projectos chumbados no mandato
    anterior. A Quinta da China é o processo mais mediático, mas não é caso
    único.

    Os últimos meses do primeiro mandato de Rui Rio ficaram marcados pela
    discussão dos “défices ocultos” no Urbanismo. A oposição acusou Morais, que
    rejeitou todas as críticas, de deixar um passivo desconhecido com o chumbo
    de vários projectos para a cidade. Situação que levou alguns promotores a
    interporem pedidos de indemnização contra a Câmara em tribunal. Foi na
    certeza de uma condenação judicial (que poderia custar entre dez a 20
    milhões de euros à Autarquia) que Lino Ferreira confiou ao Executivo e à
    Assembleia Municipal a decisão de viabilizar ou não o empreendimento da
    Quinta da China. A ordem foi para construir. Então, Lino Ferreira negou que
    houvesse uma contradição em relação aos seus antecessores, mas admitiu que
    um número restrito de processos, que suscitou dúvidas jurídicas (e com
    pedidos de indemnização na Justiça), estava a ser reanalisado no seu
    pelouro.

    Também revistos e viabilizados foram, por exemplo, os projectos de
    construção de habitação em duas unidades industriais degradadas nas ruas
    Direita de Francos e de Serralves e o projecto para a transformação do
    centro de ténis do Sport Club do Porto numa urbanização com três prédios de
    habitação e um complexo desportivo (com a redução da altura dos edifícios e
    obrigatoriedade de criar novos espaços desportivos na cidade com a receita
    da obra).

    Nestes dois anos do segundo mandato destaca-se, ainda, a entrada em vigor do
    Plano Director Municipal do Porto (a 3 de Fevereiro de 2006), que esclareceu
    as regras urbanísticas para os promotores (este plano já era usado pelos
    serviços do Urbanismo no tempo de Paulo Morais, apesar de não ser ainda
    letra de lei), e o arranque do trabalho de planeamento. O Plano Director
    prevê a execução de planos de pormenor ou de urbanização para 23 áreas da
    cidade. A estreia foi com Nun’Álvares (na foto) e não passou ao lado da
    polémica.
    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/porto/urbanismo.html

    Bairros sociais

    Mais de 45 mil portuenses residem em bairros municipais. A coesão social é
    uma das bandeiras de Rui Rio e as suas políticas têm sido alvo de severas
    críticas, não só da arena política, ao longo de seis anos. O segundo mandato
    não foi excepção.

    Nestes dois anos, a aposta da coligação PSD/PP tem sido na reabilitação
    física e exterior de bairros, nomeadamente Fernão de Magalhães, Campinas,
    Regado, Outeiro, Carvalhido, Vale Formoso e Pio XII, e na beneficiação de
    casas vazias. Em simultâneo, foi instituído o programa “Casa como nova”, que
    dá descontos em material de construção para incentivar os moradores a
    fazerem a manutenção dos seus fogos.

    Mas a Autarquia tem sido incapaz de convencer os inquilinos a comprarem
    habitações. Entre 2004 e 2006, foram alienadas apenas 148 das 1329 casas que
    estão à venda em sete bairros, perdendo-se uma fonte de receita para a
    reabilitação das restantes urbanizações. A oposição tem acusado o autarca de
    fracassar nesta área, sobretudo por desinvestir nas políticas sociais de
    acompanhamento dos moradores. Uma das medidas mais contestadas neste mandato
    foi a subida dos valores das rendas. Gerou protestos dos residentes, que se
    manifestaram em frente à Câmara, e forte contestação política. PS e CDU
    uniram-se nas críticas aos “aumentos brutais”. A Concelhia do PSD saiu em
    defesa da Câmara, acusando as forças de oposição de orquestrarem movimentos
    de cidadãos.
    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/porto/bairros_sociais.html

    Baixa desperta mas há poucas obras

    Carla Sofia Luz

    Para quem anda na rua, a revitalização da Baixa do Porto é ainda pouco
    evidente. Embora se conte três quarteirões em obras (Carlos Alberto,
    Trindade Coelho e Infante) e tenham entrado, nos últimos dois anos, 217
    processos para reconverter imóveis na Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação
    Urbana (SRU), são poucos os edifícios já em recuperação no núcleo central da
    Invicta. Contudo, as personalidades ouvidas pelo JN garantem que a
    prioridade política, conferida à Baixa pelo presidente da Câmara do Porto,
    Rui Rio, ajudou a criar um novo nicho do mercado imobiliário.

    “Reconheço que Rui Rio definiu objectivos correctos, que têm dado um grande
    contributo para a revitalização da Baixa. Mas, em termos práticos, ainda não
    atingiu os níveis que desejamos. Não existem grandes intervenções. É o
    segmento de mercado que substituirá a construção nova e só temos pequenos
    focos de reabilitação. É necessário andar mais depressa e que a SRU seja uma
    entidade mais facilitadora nas zonas de intervenção”, assinala Reis Campos,
    presidente da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras
    Públicas.

    Defende, assim, um papel mais interventivo da Porto Vivo na resolução dos
    problemas que bloqueiam os investimentos, recorrendo aos mecanismos da
    expropriação e do realojamento dos inquilinos. “Hoje, a Câmara é mais rápida
    a dar resposta aos processos e não é por essa razão que o promotor não
    investe. Em Portugal, o investimento na reabilitação situa-se entre os 7 e
    8%, muito abaixo do nível europeu”, sublinha Reis Campos, ressalvando a
    importância deste sector num momento em que há uma quebra significativa na
    construção nova. Em 2006, foram construídas metade das habitações novas
    executadas durante o ano 2000.

    A revitalização da Baixa é um objectivo de Rui Rio desde o primeiro mandato.
    Contudo, os quatro anos iniciais serviram, sobretudo, para a criação da
    Porto Vivo (constituída em Novembro de 2004) e do Masterplan. Neste mandato,
    o processo de reabilitação caminha lentamente, mas a recuperação do imóvel
    na Rua das Flores pela SRU e a enorme procura de compradores serviu para
    mostrar que há mercado no centro do Porto. O reverso da medalha é os
    processos judiciais de proprietários nos quarteirões de Carlos Alberto, de
    Cardosas e de D. João I contra a expropriação e o emparcelamento dos
    imóveis.

    “O zé povo ainda sente pouco a mudança na Baixa. Demorou um certo tempo a
    planear a intervenção na malha urbana. Agora, está a passar-se para o
    terreno. Penso que não passou tempo demais para um plano tão audacioso. Em
    Barcelona, demorou mais de uma dúzia de anos para ganhar velocidade de
    ponta”, refere José Eduardo Macedo. O presidente da Associação dos
    Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal enuncia, como
    aspecto negativo, a falta de animação cultural e comercial “Não é uma área
    que compete em exclusivo à Câmara, mas pode trabalhá-la”, adianta.

    O promotor imobiliário, Francisco Rocha Antunes, crê que a boa notícia para
    o centro da cidade foi o fim das obras nas ruas, que decorriam sem tréguas
    desde 1998. O managing director da John Neild & Associados entende que o
    processo de reabilitação do edificado “não está a correr mal”, salientando o
    papel da Porto Vivo. “A SRU é um instrumento importante, mas novo. Todos os
    agentes estão num momento de aprendizagem. A actividade é lenta, porque
    estamos a falar de procedimentos novos”, assinala.

    Enaltecendo a “consistência política” da Câmara ao não alterar a prioridade
    conferida à revitalização da Baixa, Francisco Rocha Antunes lembra que
    traçar objectivos não chega. A pensar na força do turismo, o promotor não
    tem dúvidas de que a Câmara precisa de corrigir a gestão do espaço público.
    “Falta ter um pouco de atenção às questões da gestão do espaço urbano”,
    indica, enumerando, como fundamentais, as melhorias da fiscalização do
    estacionamento selvagem e da limpeza, sobretudo ao fim-de-semana, e a
    promoção do comércio.
    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/porto/baixa_desperta_ha_poucas_obras.html

    Parque da Cidade

    josé mota

    O Parque da Cidade é um dos equipamentos públicos mais acarinhado da Área
    Metropolitana e é, por isso, uma questão muito sensível para a governação de
    Rui Rio.

    Sensível, porque o parque não possui um plano de desenvolvimento (no Plano
    Director Municipal (PDM), está prevista a execução do plano de pormenor para
    definir o remate do parque); porque a opinião pública está dividida na
    discussão sobre as frentes urbanas; e porque o parque não está pago. Mais de
    130 mil metros quadrados de terreno, que hoje já integram o parque e são
    usados por milhares de pessoas, ainda não foram comprados pela Câmara. E a
    primeira factura foi conhecida em Outubro de 2006 com o Tribunal Cível do
    Porto a condenar a Autarquia a pagar mais de 15 milhões de euros por uma
    parcela de 73 mil metros quadrados. A área restante não tem, para já, preço
    atribuído pela Justiça. O Município recorreu da sentença e Rui Rio lançou
    suspeitas sobre a forma como são feitas as peritagens judiciais.

    Porém, ao longo deste segundo mandato, o silêncio sobre o futuro do Parque
    da Cidade só tem sido quebrado, ocasionalmente, com novas sentenças
    judiciais, seja relativas à expropriação, seja relativas à revogação das
    frentes urbanas da Boavista e da Circunvalação.

    Nesse capítulo, as vitórias foram repartidas. Em Junho de 2006, o tribunal
    anulou a decisão de Rio de revogar a frente urbana na Boavista, dando ao
    consórcio de três empresas o direito de construir. Um mês depois, o tribunal
    deu razão à Câmara ao inviabilizar a execução da frente urbana da
    Circunvalação.

    Fora da arena judicial, o discurso político nem sempre tem sido uniforme.
    Certo é que a discussão pública sobre o futuro do parque continua por fazer
    num momento em que a impermeabilização do Queimódromo, a criação da pista
    para os aviões da Red Bull e a atribuição do direito de construção da Vila
    Desportiva sem concurso público ao Sport Club do Porto em terrenos do parque
    e do antigo estaleiro suscitaram novas críticas. O vereador do Urbanismo já
    concordou em fazer o cálculo, pedido pela CDU, da área impermeabilizada na
    zona do parque para saber se o PDM está a ser respeitado ou não.

    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/porto/parque_cidade.html

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    5. Materno-Infantil vai ter um heliporto para apoiar hospitais

    (Imagens virtuais mostram como vai ficar o futuro materno-infantil na edição
    on-line))

    Inês Schreck

    O Centro Materno-Infantil, a edificar nos terrenos da Maternidade Júlio
    Dinis, no Porto, vai ter um heliporto para apoiar os hospitais do concelho.
    Embora o “S. João” e o “Santo António” também tenham aquelas
    infra-estruturas, actualmente, por questões de segurança, só o Hospital
    Pedro Hispano, em Matosinhos, tem licença para receber o helicóptero do
    INEM.

    A introdução de um heliporto no complexo hospitalar – denominado Hospital
    Maria Pia / Maternidade Júlio Dinis – começou por ser uma mera
    possibilidade, mas, na hora de analisar os projectos de arquitectura, a
    ARS-Norte considerou que se tratava de uma mais-valia. Até porque, em
    Janeiro do próximo ano, o INEM vai ter um segundo helicóptero a operar na
    região Norte (Macedo de Cavaleiros) e é necessário melhorar a oferta de
    espaços para os “hélis” aterrarem.

    Segundo explicou, ao JN, Fernando Aráujo, vice-presidente da ARS-Norte, o
    heliporto poderá receber todo o tipo de doentes urgentes como, por exemplo,
    os decorrentes de acidentes de viação. Ao chegarem ao materno-infantil, as
    vítimas são estabilizadas na urgência e, posteriormente, se necessário,
    transferidas para o Santo António ou outro hospital. Fernando Araújo
    acredita que será possível obter a licença do INAC (Instituto Nacional da
    Aviação Civil) para o heliporto do materno-infantil, dada a localização e
    altura previstas (no cimo de dois edifícios com seis pisos).

    A construção do complexo Hospital Maria Pia/ Maternidade Júlio Dinis, parte
    integrante do Centro Hospitalar do Porto que também inclui o Hospital de
    Santo António, deverá arrancar o mais tardar no início de 2009. O projecto
    foi adjudicado ao gabinete de arquitectura Vítor Martins. Para meados de
    2008 prevê-se o lançamento do concurso para a construção do edifício que vai
    custar 37 milhões de euros. Metade da verba está disponível no capital
    estatutário do Centro Hospitalar do Porto e a outra metade vai ser
    candidatada a fundos europeus.
    Conforme pode observar-se nas imagens virtuais, a que o JN teve acesso, o
    projecto escolhido mantém o edifício da maternidade e quer “convertê-lo na
    imagem mais importante do novo hospital”. O interior será “alvo de uma
    profunda transformação” para acolher todo o serviço de ambulatório. “A ideia
    é manter a estrutura original e criar outras duas que se interligam de uma
    forma natural, como se fosse um só edifício criado de raiz”, explica
    Fernando Araújo.

    Duas torres com seis pisos
    Ao lado da maternidade vai nascer um edifício intermédio onde ficarão
    diversos serviços. Aquela estrutura fará a ligação às torres (dois edifícios
    juntos com seis pisos), que vão acolher o internamento e os blocos de parto.
    Todos os edifícios, do piso zero ao piso três, comunicam por “uma dupla
    circulação”, “entendendo-se, funcionalmente, a solução proposta, não como a
    soma de partes, mas como um todo”, lê-se na memória descritiva do projecto.
    “Do ponto de vista funcional, a proposta é extremamente atraente”, elogia o
    vice-presidente da ARS-Norte, lembrando que, inicialmente, estava prevista a
    colocação do internamento na maternidade e do ambulatório no novo edifício.
    A alteração surgiu durante a “discussão do projecto com pessoas
    experientes”.
    Fernando Araújo destaca ainda a criação de diferentes circuitos para que a
    movimentação de pessoas decorra sem constrangimentos. A urgência terá um
    acesso directo e um indirecto, para partos programados e o hospital terá
    duas entradas, uma para utentes e outra para ambulâncias e abastecimento.

    Jardim de Inverno junto ao bloco de partos
    No extremo Norte da torre, haverá uma área fechada em vidro, tipo jardim de
    Inverno, onde as grávidas poderão aguardar pela hora do parto. No exterior,
    os jardins nas traseiras e na frente do complexo hospitalar vão ser
    reabilitados.

    Farmácia 24 horas por dia à entrada
    Virada para o Largo da Maternidade, vai ficar uma farmácia concessionada que
    funcionará 24 horas por dia. A ideia é servir não só utentes do ambulatório,
    mas todos os cidadãos.

    Estacionamento
    Um parque coberto com 300 lugares de estacionamento junto à entrada
    principal.

    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/porto/maternoinfantil_ter_heliporto_para_a.html

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    6.Porto: Desalojado pelo metro volta a casa após quase três anos

    leonel de castro

    António Pereira regressa a casa hoje “A minha maior mágoa é ter saído
    acompanhado e voltar sozinho”. A mulher morreu há poucos meses

    Hugo Silva

    Serão os custos do progresso. Os danos colaterais da construção de um
    sistema de transporte – o metro – que transporta milhares de pessoas por
    dia. Mas que ganham uma outra perspectiva quando se ouve a voz amargurada de
    António Pereira “Depois de mais de 50 anos de trabalho, pensei que ia ter
    uma vida estável e descansada, mas foram dos meus piores anos.” Desalojado
    por causa obras da estação da Trindade, no Porto, António Pereira, 68 anos,
    regressa hoje a casa quase três anos depois de ter saído. “A minha maior
    mágoa é que saí acompanhado e regresso sozinho”.- a mulher, Modesta Silva
    Machado, morreu há cerca de três meses.

    Somando os dois períodos em que foi obrigado a sair de casa, no Bairro do
    Silva, com entrada pela Rua do Bonjardim, António Pereira, esteve 47 meses a
    viver num hotel. Quase quatro anos. Mais de 1400 dias. “Isto afectou muito
    mais a minha mulher. Não havia ninguém para conversar”, afiança. Perdeu-se o
    convívio que tinha no bairro, um conjunto de pequenas casas onde moravam 42
    famílias. “Agora está quase tudo vazio. Só 15 casas estão ocupadas. Das
    pessoas que saíram daqui comigo na altura das obras nenhuma regressou”,
    relata António Pereira. “Cada vez isto está mais vazio. Mais uns anos e fica
    aqui uma ‘montureira'”, considera.

    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/porto/desalojado_pelo_metro_volta_a_casa_a.html

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    7. Esposende: Pescadores preocupados

    Luís Henrique Oliveira

    Uma proposta, feita por um promotor privado, está a tirar o sono aos
    pescadores de Esposende, que se afirmam “muito preocupados” com o
    empreendimento, caso este venha a concretizar-se. Em causa está a instalação
    de estruturas, no mar, com vista à cultura do mexilhão. Caso o projecto
    venha a ser aprovado, as estruturas destinadas à produção de mexilhão, entre
    a Apúlia e a sede de concelho, os pescadores passarão a ter mais
    dificuldades.

    “Um mistério”

    Afiançando que o edital que dava público conhecimento da proposta foi
    afixado “no dia anterior” ao do final do prazo da consulta pública do
    projecto, o presidente da Câmara, João Cepa, assegurou ser intenção da
    Autarquia “ter um conhecimento aprofundado” do pretendido pelo requerente. À
    margem da conferência onde se mostrou contrário ao plano proposto para a
    gestão do Parque Natural do Litoral Norte, acrescentou “Não é dizer que a
    Autarquia está contra este projecto, mas sim saber do que se trata, uma vez
    que o período de consulta pública decorreu sem que quase ninguém desse disso
    conta”. Dirigente da Associação dos Pescadores de Esposende, David Eiras vai
    mais longe, aludindo mesmo à proposta como “um mistério”: “Ninguém sabe de
    onde é a firma, quem são os seus responsáveis nem como pretendem
    estabelecer-se no concelho, onde a apanha de mexilhão se apresenta como uma
    das principais actividades económicas”. Segundo aquele responsável, será
    intenção dos promotores desenvolver a cultura do mexilhão através de cabos
    suspensos à superfície, estruturas essas que, segundo disse, “podem
    constituir um autêntico perigo para as embarcações de pesca tradicional,
    como se já não bastasse a barra (do Cávado) estar como está (assoreada),
    para nosso tormento”. Para David Eiras, caso a proposta se concretize, a
    actividade piscatória “simplesmente terminará na área em questão, que se
    assemelha à decerca de noventa estádios de futebol”.

    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/norte/pescadores_preocupados.html

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    8. Bom exemplo em Viseu: Bairro da Cadeia vai abaixo mas moradores
    escolherão onde viver
    teresa cardoso

    Maqueta revela o perfil do primeiro bloco, com 60 fogos, onde serão
    realojadas famílias com rendas sociais

    Teresa Cardoso

    As famílias que residem em 82 das 120 casas unifamiliares degradadas do
    Bairro Municipal da Cadeia vão ser realojadas, a prazo, em habitações
    modernas e com todas as condições de salubridade. Sessenta transitarão para
    um edifício a construir no mesmo bairro. As restantes 22, poderão optar
    entre morar no centro histórico ou em povoações rurais do concelho. Será o
    regresso às origens de muitos agregados que, em finais do anos 40, trocaram
    a aldeia pela cidade em busca de melhores condições de vida.
    O primeiro passo para a “Regeneração do Bairro Municipal”, como é designada
    a intervenção concertada entre a Câmara Municipal de Viseu (CMV) e Instituto
    de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), foi dado, ontem, nos Paços do
    Concelho, com a assinatura do contrato para a elaboração do projecto do novo
    edifício a cargo do gabinete José António Esteves & Associados, de Viseu.

    O novo edifício, a construir em propriedade horizontal, no local onde
    actualmente existem seis moradias unifamiliares que serão demolidas, terá um
    total de 60 fogos e irá custar 2,3 milhões de euros. O investimento será
    assumido em 80% pelo IHRU (40% a fundo perdido e 40% por empréstimo) e os
    restantes 20% por fundos municipais.
    O futuro imóvel irá permitir o realojamento de 60 famílias que moram em
    casas “altamente degradadas” e pelas quais pagam, em média, um euro de renda
    mensal.
    Os restantes 22 agregados terão dois destinos 11 irão ocupar casas que a
    autarquia pretende comprar e reabilitar no centro histórico no âmbito do
    repovoamento em curso. Neste caso, o investimento, também contratualizado
    com o IHRU, eleva-se a 700 mil euros, metade a fundo perdido e a outra
    metade através de empréstimo. As outras 11 famílias poderão optar por viver
    nas aldeias do concelho, eventualmente naquelas de onde saíram na década de
    40. Esta solução implicará um investimento de 750 mil euros que serão
    financiados pelo IHRU e em 10% por fundos municipais.
    “Vamos reabilitar um bairro que embora esteja no centro da cidade tem sido
    ‘guetizado’ em relação ao mesmo centro urbano. Quantas pessoas passam na
    circunvalação e sabem que aquele bairro existe?”, questiona o autarca
    Fernando Ruas.

    Bairro municipal foi construído em 1948
    O bairro municipal, também conhecido por bairro da Cadeia dada a sua
    proximidade do Estabelecimento Prisional de Viseu, foi construído em 1948
    para acolher “famílias pobres”. Hermínio Magalhães, vereador na CMV,
    recordou, ontem, que o conjunto formado por 120 moradias nasceu numa zona
    afastada da cidade que, ao longo dos anos, acabou por integrar-se totalmente
    no miolo urbano embora faça parte de uma cidade escondida. Actualmente o
    bairro é habitado por agregados envelhecidos (muitos deles monoparentais), e
    não reune quaisquer condições de habitabilidade.

    Onze casas serão “memória histórica”
    É intenção da autarquia proceder, numa segunda fase de intervenção, à
    reabilitação de 11 das 102 moradias unifamiliares do bairro da Cadeia. As
    restantes serão demolidas. Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de
    Viseu, diz que será uma forma de preservar “a memória histórica” de um
    bairro emblemático da urbe. As casas a reabilitar irão servir, no futuro,
    para acolher actividades de índole cultural e uso colectivo. Algumas poderão
    ser entregues a associações do concelho de Viseu vocacionadas para dinamizar
    iniciativas de interesse geral.

    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/norte/bairro_cadeia_abaixo_moradores_escol.html

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    9. Terras de Bouro: Franceses consolidamgeminação até domingo

    Uma comitiva de 31 pessoas, oriundas de Saint Arnoult-en-Yvelines, na região
    de Paris, estão, até domingo, no concelho de Terras de Bouro, para realizar
    um conjunto de actividades, no âmbito do projecto de geminação encetado no
    ano 2004, aquando da deslocação da representação terrabourense a França.

    Os objectivos da geminação são os de consolidar as condições de aproximação
    de dois povos dentro do espírito de aprofundamento do ideal europeu e de
    projectar o concelho de Terras de Bouro/Gerês no exterior, promovendo-o de
    ponto de vista turístico.

    A opção por aquela localidade francesa deve-se ao facto de nela se encontrar
    uma comunidade razoável de emigrantes terrabourenses que perfazem uma
    percentagem significativa dos habitantes de Saint Arnoult-en-Yvelines, os
    quais se encontram bem integrados e desenvolvem actividades associativas.

    A comitiva francesa é chefiada pela presidente da Câmara de Saint
    Arnoult-en-Yvelines, madame Poussineau, e pela presidente da comissão de
    geminação, madame Colette Bumilier, que já tem organizado um conjunto de
    actividades para as duas comunidades, permitindo a concretização de alguns
    eventos nas duas localidades, tais como o conhecimento das duas culturas, o
    intercâmbio entre famílias, entre jovens e o conhecimento da gastronomia.

    https://jn.sapo.pt/2007/10/25/norte/franceses_consolidamgeminacao_doming.html

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
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    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

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