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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    1. Porto: Refinaria quer zero acidentes no futuro

    A Refinaria do Porto quer ser, até final de 2008, uma referência europeia de
    segurança no sector petrolífero. A ambição, revelada pelo director da
    empresa, Luís Colmonero, reflecte-se no investimento que será feito até
    2010. O capítulo das melhorias na segurança e ambiente recebe 52 milhões de
    euros. Desde 2001, foram investidos 72 milhões.
    No ano passado, a refinaria registou dois acidentes “pouco graves”. “Este
    ano ainda só tivemos um acidente com baixa”, referiu Luís Colmonero,
    garantindo que se for preciso sacrificará resultados em nome da
    segurança.Esta é “a primeira prioridade de uma refinaria”, enumerou o
    presidente da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, remetendo o ambiente e a
    eficiência económica para segundo e terceiro lugares, respectivamente. “No
    futuro tudo faremos para ter zero acidentes”, acrescentou.
    No que respeita também a acidentes, mas ambientais, os números são outros.
    De acordo com Luís Colmonero, a refinaria foi responsável por “12 pequenos
    derrames nas praias” desde que começou a laborar, em 1970. Pelo menos dois
    foram há pouco mais de um mês, um deles com consequências visíveis no areal
    da praia da Aldeia Nova.

    Nova bacia em Outubro
    As descargas deverão deixar de acontecer já no final do mês de Outubro, data
    em que entrará em funcionamento a nova bacia de retenção de águas pluviais,
    com capacidade para armazenar 30 mil metros cúbicos. A actual, que
    transbordou água contaminada para as praias em frente à refinaria, tem uma
    capacidade de 10 mil metros cúbicos.
    Daquele reservatório, que está a ser construído no lado norte do recinto, a
    água da chuva com resíduos de crude e óleos seguirá para a Estação de
    Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da refinaria que tem capacidade para
    tratar 450 metros cúbicos de líquidos por hora.
    Vão acabar as descargas poluidoras? O autarca de Matosinhos, Guilherme
    Pinto, acredita que sim, confiante nas palavras do presidente da Galp
    Energia. “Na história desta casa houve alguns pequenos incidentes e,
    infelizmente, alguns acidentes. Faz parte da história e não pode ser
    apagado, mas deixo a garantia de que vão ser utilizadas as melhores práticas
    do mundo em matéria de segurança e ambiente. É o meu compromisso com a
    comunidade local e com o presidente da Câmara”, assegurou Ferreira de
    Oliveira, no final da cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação
    entre as duas entidades. IS

    https://jn.sapo.pt/2007/09/27/porto/refinaria_quer_zero_acidentes_futuro.html

    Refinaria não sai de Leça da Palmeira

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=470446e5b5cdcaf24c9e12c785065824

    Uma cidade de tubos e tanques a crescer
    Inês Schreck, Fernando Oliveira

    À direita, milhares de tubos e condutas entrelaçadas, à esquerda chaminés
    que tocam o céu, tanques gigantes e reservatórios com capacidade para
    armazenar milhões de metros cúbicos de crude. A camioneta vai seguindo,
    devagar, pelas dezenas de ruas e acessos asfaltados que cruzam as
    instalações da Refinaria de Leça da Palmeira, em Matosinhos. A paisagem,
    asfixiante, vai sofrer alterações. Até 2010, a Galp Energia vai fazer um
    “upgrade” produtivo de 637 milhões de euros, naquele que é um Projecto de
    Interesse Nacional (PIN).
    Pouco antes da visita guiada à “cidade” dos tubos e dos tanques, ontem de
    manhã, a empresa assinou um protocolo de cooperação com a Câmara, no qual se
    compromete, entre outras coisas, a gastar sete milhões de euros na melhoria
    da integração das instalações na malha urbana. Em contrapartida, a Autarquia
    ajusta o Plano Director Municipal às pretensões da Galp Energia (ler caixa
    em baixo).

    https://jn.sapo.pt/2007/09/27/porto/uma_cidade_tubos_e_tanques_a_crescer.html

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    2. Porto: Empresa privada finalizao sonho do Nun’Alvares

    Rui Rangel mostra um dos muitos projectos que o Nun’Alvares já tentou
    implentar naqueles terrenos
    O Club Sportivo Nun’Alvares esperou mais de 80 anos, mas na Primavera de
    2008 poderá tocar o sonho do complexo desportivo. Obra que não é a
    longamente redesenhada, em sucessivos projectos. “Temos de ser realistas.
    Neste momento, os privados estão mais fortes”, diz Rui Rangel, presidente da
    Direcção do clube, fundado em 1915.
    A parceria com a “Biorigor”, empresa que vai construir um “health club” em
    parte dos terrenos do Nun’ Alvares é uma garantia de que a obra, embora
    diferente da sonhada, será real. “As entidades oficiais atiraram a toalha ao
    chão antes de nós”, diz Rui Rangel, que lidera os destinos nunalvarias há 27
    anos, em 50 de digirismo desportivo no clube.
    “Sem este negócio, estávamos condenados”, admite Rui Rangel, a propósito da
    Assembleia Geral que aprovou o acordo com a “Biorigor”, por unanimidade e
    aclamação. Além da construção de dois “courts” de ténis cobertos há muito
    desenhados nos vários projectos que o Nun’ Alvares foi rabiscando, o negócio
    contempla, ainda, a construção de uma pala no “court” central. Obras que
    prometem arrancar em sintonia com a da construção do health club, que vai
    aproveitar o edifício do inacabado sonho nunalvarista, onde funciona,
    actualmente, o squash e ginástica, que se mantêm. As máquinas de manutenção
    e as artes marciais vão encontrar espaço apenas nas instalações da futura
    empresa, “sem perda de direitos dos sócios” até à data da votação em AG, em
    Maio passado. A redefinição do projecto, por força do acordo com os
    privados, implica a desistência do ringue, que a Direcção acredita
    temporária.

    https://jn.sapo.pt/2007/09/27/porto/empresa_privada_finalizao_sonho_nuna.html

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    3. Vila Verde: Produtos da terra expostos em festa
    Pedro Antunes Pereira

    A afirmação de um certame que já extravasou os limites locais e se coloca,
    cada vez mais, no panorama regional como uma referência na divulgação de
    produtos tradicionais é o principal argumento da câmara de Vila Verde para
    avançar com uma candidatura da Festa das Colheitas a fundos comunitários.
    Ontem, na apresentação da 16.ª edição da feira, o presidente da autarquia
    sublinhou a ideia que “iniciativas destas, já com uma abrangência regional,
    que promovem o desenvolvimento rural, os produtos locais e o turismo devem
    ser apoiadas por fundos comunitários”. Por isso, José Manuel Fernandes não
    descarta a hipótese de candidatar a Festa das Colheitas ao próximo quadro
    comunitário de apoio.

    https://jn.sapo.pt/2007/09/27/norte/produtos_terra_expostos_festa.html

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    4. Guimarães: Câmara lança projectos que vão mudar a cidade

    Joaquim Forte

    A renovação do Largo do Toural; a reconversão do antigo mercado municipal;
    novos equipamentos na veiga de Creixomil; a deslocação da feira semanal e a
    implantação de um centro de investigação e educação numa antiga zona de
    fábrica de curtumes. Eis os cinco projectos de proa que a Câmara de
    Guimarães vai dar a conhecer, numa sessão pública, esta noite, no Centro
    Cultural de Vila Flor.
    A pouco mais de um ano das eleições de 2009, a autarquia prepara a ofensiva
    com cinco projectos emblemáticos que prometem mudar zonas centrais da cidade
    (como o Toural e artérias envolventes) e revitalizar outras, degradadas,
    como a zona de Couros.
    Na Veiga de Creixomil, zona agrícola que começou a receber equipamentos
    públicos (multiusos, piscinas e pista de atletismo) adivinha-se uma mexida
    intensa, com criação de novos equipamentos. “Pretende-se conformar um parque
    urbano singular, de carácter lúdico-pedagógico, pontuado por percursos para
    peões e ciclistas, novos espaços de estar e lazer, equipamentos de apoio ao
    lazer e conhecimento, trajectos e caminhos antigos em simultâneo com a
    manutenção da exploração agrícola existente”, sintetizam os arquitectos
    Paulo Castelo Branco e Filipe Fontes.
    No antigo mercado, anuncia-se a reconversão do espaço num centro de
    interpretação da cidade, ligado à história e tradições, aumentando a área
    pedonal e gerando um novo espaço aberto, de lazer, segundo o arquitecto
    António Gradim.
    A obra do mandato poderá ser a intervenção no Largo do Toural, “sala de
    visitas” da cidade, e nas artérias adjacentes – rua de Santo António e
    Alameda S. Dâmaso. O objectivo, salienta o arquitecto Vítor Fernandes, é
    melhorar o esquema viário, aumentar a oferta de estacionamento e valorizar o
    espaço público, com novos espaços de lazer, pavimentos e equipamento urbano.
    Zona emblemática da cidade, o Largo do Toural sofre com a forte pressão do
    trânsito que a atravessa. O projecto, referiu recentemente o presidente da
    Câmara, é delicado, dada a zona em causa. Por isso, a autarquia quer uma
    “ampla discussão” em torno do projecto, com auscultação pública. “Não se
    deve cingir aos órgãos municipais, é preciso o maior consenso possível”,
    afirmou o autarca.
    O projecto da Câmara Municipal de Guimarães prevê a criação de um parque de
    estacionamento subterrâneo e a requalificação das zonas envolventes. Uma das
    medidas deverá ser o fecho ao trânsito da Rua de Santo António, uma das
    principais artérias comerciais do centro.
    O Campurbis é outra aposta da autarquia, neste caso em parceria com a
    Universidade do Minho. Visa a revitalização da zona de Couros, área antiga
    da cidade contígua ao centro histórico classificado, através da criação de
    uma plataforma de actividade do conhecimento e inovação tecnológica.
    Por último, a Câmara vai mostrar como pretende mudar a feira semanal
    (actualmente instalada junto ao castelo) para as proximidades do novo
    mercado municipal, na Caldeiroa.
    Discussão pública
    A partir de sexta-feira, estarão disponíveis na Internet
    (www.cm-guimaraes.pt) as informações e imagens dos projectos para que os
    munícipes possam fazer a apreciação, críticas e sugestões.

    https://jn.sapo.pt/2007/09/27/norte/camara_lanca_projectos_vao_mudar_a_c.html

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    5. Esposende: Muita contestação ao plano para o litoral
    Luís Henrique Oliveira

    O documento que será responsável pela gestão do litoral de Esposende esteve
    ontem debaixo de duras críticas da população, em debate promovido pelo
    Instituto da Conservação da Natureza (ICN) e participado maioritariamente
    pela comunidade piscatória do concelho, que chegou a exigir a abolição da
    proposta em análise.
    Iniciada no auditório do Parque Natural do Litoral Norte (PNLN), espaço que
    se mostrou demasiadamente acanhado para acolher todos os interessados em
    tomar parte no debate, a sessão viria depois a transferir-se para o
    auditório municipal, sendo marcada pelas calorosas intervenções dos homens
    do mar, que afirmaram temer pelo futuro da profissão no concelho, caso o
    documento em questão venha a ser aprovado.
    Afirmando que a Associação dos Pescadores de Esposende pondera constituir
    advogado para “se inteirar, com rigor, da proposta e defender os interesses
    dos nossos associados”, o presidente daquela estrutura, David Eiras,
    assinalou “O conteúdo desta proposta deve ser explicado de uma forma simples
    aos pescadores. Se o projecto for avante, amanhã poderemos não ter com que
    sustentar as nossas famílias”.
    Um responsável por uma associação ambientalista do concelho, a Assobio,
    assinalou que “em terra também há problemas por resolver”, dando também
    conta que “o património natural do concelho diminuiu drasticamente nos
    últimos vinte anos”.

    Problemas em terra
    Em resposta, Duarte Figueiredo, ex-director do PNLN e actual
    director-adjunto das Áreas Classificadas do Norte, do ICN, vincou que a
    proposta tem por fim assegurar os habitats de modo a dar continuidade à
    actividade piscatória no concelho, salvaguardando os stocks de peixe. Uma
    das responsáveis pela proposta, que estará em discussão pública até ao
    próximo dia 17, afirmou tratar-se de um plano “que não está fechado, está em
    discussão pública”.
    A sessão, que decorria à hora do fecho desta edição, viria também a ser
    marcada por depoimentos das diversas bancadas políticas, que teceram duras
    críticas ao documento, que estará hoje à noite em debate na Assembleia
    Municipal.

    https://jn.sapo.pt/2007/09/27/norte/muita_contestacao_plano_para_o_litor.html

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    6.Sever do Vouga: Município ganha “guerra” da desertificação

    Vila perdeu 6,3% da população quando a média é de 40% no Interior
    O concelho de Sever do Vouga perdeu em 40 anos (entre 1960 e 2001) cerca de
    900 residentes, o equivalente a 6,3% da população. Um número considerado
    “excepcional” para um município do interior, onde a média de desertificação
    “ronda os 40%”, revelou ontem Carlos Medeiros, o responsável técnico pelo
    diagnóstico do concelho, um estudo integrado na Agenda 21 Local (projecto
    para um desenvolvimento sustentável). A primeira parte do trabalho foi ontem
    apresentada – um diagnóstico para as áreas da demografia, economia,
    sociedade e conhecimento/inovação – ficando as propostas para o futuro
    agendadas para o início do próximo ano, depois da análise que a Tecnoforma
    (empresa responsável pelo estudo pedido pela autarquia) vai efectuar ao
    ambiente em Sever do Vouga. A escassa perda de habitantes é justificada com
    o “desenvolvimento económico e a localização de Sever do Vouga”. O concelho,
    lembra Carlos Medeiros, situa-se numa zona de charneira entre o interior e o
    litoral (Aveiro fica a meia hora de automóvel), daí os traços de ruralidade
    e inovação que coexistem nos 129,6 km2 do município e que são visíveis, por
    exemplo, na agricultura e nas empresas de ponta na área da metalomecânica.
    Segundo a projecção da Tecnoforma, a população de Sever do Vouga (que em
    2001 tinha 13186 habitantes) terá 12796 em 2011, 12210 em 2021 e 11509 em
    2031, uma quebra abaixo da média. Em termos económicos, todavia, existe um
    “desajustamento entre a disponibilidade de mão-de-obra e a procura por parte
    das empresas”. Na área da agricultura, apesar do cultivo de produtos não
    tradicionais, como o mirtilo e o kiwi, regista-se a inexistência de um
    mercado ou de uma feira regular. O abandono de terrenos e a falta de limpeza
    da floresta é outro problema diagnosticado, tal como os horários de
    funcionamento do comércio que são “inadequados para o turismo”. Turismo que,
    antecipa, Carlos Medeiros deve ser uma área a explorar num concelho com “boa
    qualidade de vida”, conclui o responsável. João Paulo Costa

    https://jn.sapo.pt/2007/09/27/norte/municipio_ganha_guerra_desertificaca.html

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    7. Norte: É sustentável sim senhor!

    As declarações da secretária de Estado dos Transportes de que a linha de
    alta velocidade entre o Porto e Vigo não é financeiramente sustentável são
    refutadas pelo Eixo Atlântico. A associação lembra até que há empresários
    galegos e portugueses interessados em investir.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=7f64682b755b2054af75f12ebd61cf4e

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

    =============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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