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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Terça-feira, 10 de Julho de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    1. Opinião: Dar férias ao planeta

    O último número da sempre surpreendente “Colours”, a revista do grupo
    Benetton é inteiramente dedicada a Vörland, uma ilha escandinava onde
    a sustentabilidade do planeta é levada à risca. Aqui já não há
    automóveis, nem quaisquer motores alimentados por combustíveis
    fósseis. Para andar usam-se os pés, patins, bicicleta ou, quanto
    muito, um táxi- balão. Os produtos são pagos em “karbons”, uma moeda
    baseada na quantidade de dióxido de carbono libertado na atmosfera
    pelo uso ou produção dos produtos ou serviços pretendidos. “Kebab” só
    vegetariano e por cada criança nascida é obrigatório plantar seis
    árvores.
    (…)
    As férias, o contacto com a Natureza, são um bom momento para tentar
    perceber quanto podemos diminuir da nossa “pegada ambiental” (o dano
    que causa a nossa passagem por este planeta). Olhemos as árvores
    frondosas, o mar ainda dócil, respiremos a brisa fresca e façamos um
    pequeno esforço, para perceber que é grande o risco de os nossos
    filhos não poderem fazer o mesmo que nós fazemos. Talvez valha a
    pena.

    Fio de terra, David Pontes, Director adjunto

    https://jn.sapo.pt/2007/07/10/preto_no_branco/dar_ferias_planeta.html

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    2. Males do ruído

    O ruído provocado pelo tráfego automóvel na União Europeia causa 40
    por cento mais mortes por ataques de coração e hipertensão do que a
    poluição do ar, conclui um estudo da Organização Mundial de Saúde.

    O relatório, redigido por Kim Rokho, está na sua fase preliminar e
    refere-se a dados recolhidos em 2000, ano em que é atribuído ao ruído
    nas estradas dos países da União a perda de 211.096 anos de vida,
    unidade em que é apresentado o resultado do estudo. Nesse mesmo ano,
    foi atribuída à poluição atmosférica a perda, por parte dos então
    cerca de 450 milhões de habitantes da UE, de 151 mil anos de vida, o
    que indica que o ruído teve consequências superiores em 40 por cento.
    O estudo não contabiliza o número de mortes atribuídas à poluição
    sonora, mas uma projecção feita pela Agência Lusa conclui que teriam
    morrido 9.060 pessoas em 2000, no caso das vítimas terem falecido
    todas com 55 anos de idade.

    O trabalho, desenvolvido pela delegação da Organização Mundial de
    Saúde em Bona, na Alemanha, tem por objectivo dar aos Estados-membros
    da União metodologia de orientação em matéria de ruído e reunir dados
    preliminares sobre as consequências do ruído na saúde humana na
    Europa. Na tabela, Portugal é o terceiro mais afectado, com 27,4 por
    cento da população atingida, atrás apenas da Holanda (34,7) e da
    Itália (34,1). O último lugar é ocupado pela Irlanda (9,7).

    Os peritos da OMS apresentam no documento uma pirâmide, com a qual
    pretendem representar os efeitos do ruído prolongado e persistente na
    população. No início, são indicados os efeitos: incómodo, distúrbios
    e sensação de desconforto na maioria das pessoas expostas, o que leva
    ao aumento da produção de hormonas reveladoras de stress. O processo
    prossegue depois com as consequências que atingem as pessoas e que
    vão desde o aumento da pressão do sangue, colesterol, coágulos e
    excesso de açúcar no sangue.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=b2e50d0b8856ff9f7e262d32c42b6b38

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    3. Empreendimento na Quinta de Cravel, Gaia

    A imobiliária do grupo Teixeira Duarte vai investir 80 milhões de
    euros na construção do empreendimento Quinta de Cravel, implantado
    numa área de 20 hectares, em Vila Nova de Gaia, disse à agência Lusa
    fonte da empresa. “Trata-se de um projecto com bastante potencial e
    que nos entusiasmou bastante desde o início, porque não há muitas
    oportunidades de adquirir um terreno com estas dimensões nas grandes
    cidades”, explicou o responsável pelo empreendimento, João Torrado.

    Segundo o responsável, em 10 dos 20 hectares de terreno (adquirido há
    empresa têxtil Coats&Clark) foi possível construir um parque natural,
    onde abundam árvores centenárias, cuja limpeza e reabilitação
    representaram “um grande investimento” para a empresa.

    A zona residencial do empreendimento é composta por dois edifícios
    destinados à habitação – de tipologias T1 a T5 – de quatro pisos (um
    já concluído e comercializado, outro em fase de construção) e
    estacionamento em cave, com um preço médio de 1.500 euros por metro
    quadrado.
    Em fase de arranque de obra está um terceiro edifício já adquirido
    pelo Montepio Geral para a construção de uma residência de
    pensionistas da instituição e que se prevê receber 120 pessoas
    daquela instituição bancária.

    Para que o Parque Natural não se torne “numa área abandonada”, a
    Teixeira Duarte decidiu “abrir” dois dos seus hectares (na parte
    central) a não residentes. Este espaço será destinado ao convívio de
    todos aqueles que o desejarem fazer através do Cravel Club e integra
    um restaurante (inaugurado em Junho), uma sala de convívio, um campo
    de jogos, um lago e uma piscina (ainda a construir).

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=ac44fc472d6d96842488ce1e765bb074

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    4. Parque do Rio Fresno

    Após três anos de trabalhos ao longo de 1,5 quilómetros, o rio Fresno
    que banha a cidade de Miranda do Douro apresenta-se agora com novo
    aspecto. O que no passado era um curso de água praticamente seco nos
    meses do Verão, deu agora lugar ao designado Parque Urbano do Rio
    Fresno, uma espécie de mini-Pólis que veio dar “outro fôlego” àquela
    zona da cidade. A empreitada custou cerca de cinco milhões de euros e
    foi financiada pela Rota da Terra Fria e pelo Programa Operacional do
    Ambiente, e será inaugurada hoje.

    A área foi limpa e desmatada, foram criados circuitos pedonais em
    plenas margens do rio, foi construído um embarcadouro com diversos
    equipamentos de apoio para além de um espelho de água controlado por
    cinco mini barragens. Todo o património existente ao longo da área
    intervencionada foi recuperado, como é caso de velhas azenhas,
    moinhos e fontes. E foi colocada iluminação pública ao longo de todo
    o percurso.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/10/norte/abre_hoje_publico_parque_rio_fresno.html

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    5. Greenpeace apela para a protecção de 40 por cento do mar
    Mediterrâneo

    As denúncias da Greenpeace surgiram ontem, um dia após um estudo
    elaborado por cientistas europeus e co-financiado pela União Europeia
    ter relevado que o Mediterrâneo se encontra “fortemente ameaçado”
    pelo impacto da actividade humana.

    Segundo a investigação «Modos de Vida Europeus e Ecossistemas
    Marinhos» – um trabalho que também analisou o mar Báltico, o mar
    Negro e o Nordeste do Oceano Atlântico –, o crescimento urbanístico e
    turístico no litoral, o aumento das espécies invasoras introduzidas
    pelo Homem e a pesca excessiva ameaçam as águas mediterrânicas. De
    acordo com essa investigação, a chegada massiva de turistas à costa
    mediterrânica provoca todos os Verões um aumento da população na
    ordem dos 30 por cento, percentagem que deverá duplicar nos próximos
    20 anos. A crescente pressão para a construção de estações de
    tratamento de esgotos e infra-estruturas de transportes conduz, por
    seu turno, a uma cada vez maior degradação das praias, segundo os
    especialistas europeus. Por sua vez, a organização Greenpeace
    denunciou que o “crescimento vertiginoso do turismo” nos últimos 50
    anos e o “desenvolvimento urbano incontornável” levaram à urbanização
    de cerca de 34 por cento da orla costeira espanhola.

    No ano passado, mais de 1,5 milhões de novas vivendas, 275 campos de
    golfe e 36 portos desportivos foram projectados na zona costeira,
    informou a organização ecologista. A Greenpeace salienta que ao
    tratar-se de um mar semicerrado, o Mediterrâneo é muito sensível à
    poluição, sendo precisos mais de 100 anos para que as suas águas se
    possam renovar totalmente.

    Apesar da frota pesqueira europeia ter diminuído no Mediterrâneo a
    partir da década de 90, as embarcações de pesca não comunitárias
    aumentaram, levando a que, de acordo com a Greenpeace, muitas
    populações de peixes se encontrem à beira do colapso devido à pesca
    excessiva. Espécies como o peixe-espada e o atum vermelho, cuja
    população adulta diminuiu 80 por cento nos últimos 20 anos, encontram-
    se entre as mais ameaçadas, adianta a Greenpeace.

    A organização internacional advertiu ainda que a região mediterrânea
    vai ser uma das mais afectadas pelo impacto das alterações
    climáticas, prevendo que levem a um aumento da temperatura da água e
    do nível do sal do mar, a mudanças na biodiversidade e nas correntes
    marítimas, assim como a um aumento da erosão costeira

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=ebdbbe3d6623cf6b89812f5277ce6a5c

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
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    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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