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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das noticias de ambiente e urbanismo em linha

    Sexta, 22 de Junho de 2007

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    Para os textos integrais das noticias consultar as ligacoes indicadas.

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    1. Grande Porto: Pequeno comércio sufoca com excesso de shoppings

    São 69 as superfícies do designado comércio a retalho inauguradas, nos
    últimos três anos, nos concelhos de Oliveira de Azeméis, S. João da
    Madeira, Santa Maria da Feira e Ovar. O norte de Aveiro tornou-se num
    dos lugares mais apetecíveis para os proprietários de médias e grandes
    superfícies e para as marcas de referência abrirem as suas lojas.
    Perante a crescente oferta, as associações que representam os pequenos
    comerciantes prevêem que também os grandes espaços possam vir a lamentar
    a falta de clientela.
    Há cerca de dez anos que o comércio tradicional destes quatro concelhos
    – população aproximada de 283 mil habitantes -, se debatem com uma
    agonia constante perante o surgimento destas modernas superfícies
    comerciais que, nos últimos anos, têm tido uma implementação
    exponencial.

    https://jn.sapo.pt/2007/06/22/porto/pequeno_comercio_sufoca_excesso_shop.html

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    2. Norte: Parque de golfe público no Azibo

    Depois do Jamor, o Azibo, em Macedo de Cavaleiros, deverá ser o local
    escolhido para construir o segundo campo de golfe público do país. A
    informação foi avançada pelo deputado Mota Andrade, presidente da
    Federação de Bragança do PS, que referiu que é “uma possibilidade
    fortíssima”, uma vez que já estão a decorrer estudos no local. O Governo
    estabeleceu uma parceria com a Câmara, com vista à concretização desse
    objectivo.
    Trata-se de um projecto que prevê um campo de golfe com 18 buracos, numa
    extensão de 50 hectares, junto à albufeira do Azibo, classificada área
    protegida, e onde existem duas praias fluviais, uma das quais
    galardoada, pelo quarto ano consecutivo, com a Bandeira Azul. No local
    deverão ser investidos alguns milhões de euros que, segundo Mota
    Andrade, poderão ser fundamentais para potenciar o desenvolvimento
    turístico da região.

    https://jn.sapo.pt/2007/06/22/norte/parque_golfe_publico_azibo.html

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    3. Ecologistas denunciam transvase Tejo-Guadiana

    Haverá um aumento significativo
    da desertificação nas zonas húmidas do centro da Península Ibérica
    que afectará Portugal

    As organizações não governamentais (ONG) espanholas Ecologistas em
    Acção, Greenpeace, SEO/BirdLife e WWF/Adena denunciam o Plano Especial
    do Alto Guadiana (PEAG), que o Governo espanhol programou para levar
    água do rio Tejo para a bacia do Alto Guadiana.
    Ainda de acordo com aquelas organizações ambientalistas espanholas que
    deram o alerta, sublinha-se igualmente a possibilidade de estar a ser
    “concebida uma política” que conduzirá à desertificação de uma área rica
    em zonas húmidas, considerada de grande importância internacional e que
    afectará não só algumas regiões espanholas, mas também Portugal.
    Aquelas organizações não governamentais garantem que o Plano Especial do
    Alto Guadiana não vai corrigir o desastre ecológico de sobreexploração e
    de falta de gestão hídrica, que permitiu ao longo dos últimos anos a
    abertura de 60.000 poços ilegais que sobreexploram as 106 zonas húmidas
    do Alto Guadiana, conforme é sustentado nas razões que justificam o
    transvase do Tejo para o Guadiana.
    Biodiversidade
    O que está em causa é uma zona muito rica em reservas de água
    subterrâneas e que sempre teve um papel essencial no ciclo hidrológico e
    na conservação da biodiversidade da região, tal como no armazenamento de
    recursos hídricos e na recarga de aquíferos, acentuam aquelas
    organizações ambientalistas.
    Por outro lado, o elevado valor ecológico destas importantes zonas
    húmidas levou a incluí-las no conjunto denominado “Mancha Húmida”,
    declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO. A sobreexploração deste
    extenso aquífero já provocou a desaparecimento de cerca de 60 por cento
    da sua reserva dos principais recursos hídricos.
    Perante este facto, o anunciado transvase da água do rio Tejo para o
    Guadiana, ao contrário do que dizem as autoridades espanholas, é visto
    pelas organizações não governamentais como um expediente para “manter
    uma agricultura insustentável”.
    Sobreexploração
    A persistir a “sobreexploração ilegal dos recursos hídricos”, as suas
    consequências acabarão por se reflectir num “alarmante défice dos
    aquíferos sobreexplorados”, advertem ainda as associações ambientalistas
    espanholas.
    Actualmente são consumidos na região espanhola de Castilha-La Mancha –
    onde se localiza o Alto Guadiana – cerca de 400 hectómetros cúbicos de
    água por ano, “só para falar em extracções ilegais de água”. Para as
    ONG, as medidas propostas pelo Plano Especial do Alto Guadiana não
    passam de “uma amnistia de facto para os 60.000 poços ilegais”, que vão
    continuar a ser sustentados pelo novo transvase de água desde o
    AquedutoTejo-Segura até ao Alto Guadiana.
    Seca no Tejo
    Com a perda de caudal aquífero no Alto Tejo vai também agravar-se a seca
    no leito deste rio ibérico entre La Sagra e Talavera, que corre o risco
    de acabar por ficar seco.
    Os ambientalistas garantem que este projecto pode vir a afectar
    “negativamente as províncias de Toledo, Guadalajara, Extremadura e,
    também, Portugal”, da mesma forma que poderá contribuir para o “aumento
    da poluição da água das barragens”, que já estão bastante eutrofizadas a
    jusante da cidade espanhola de Toledo.
    Também as águas subterrâneas já estão contaminadas com nitratos,
    fosfatos e pesticidas procedentes das águas de retorno da agricultura
    intensiva, e há aquíferos “seriamente afectados” com níveis de nitratos
    que em alguns pontos do seu percurso já superam os 50 miligramas por
    litro.

    https://jornal.publico.clix.pt/

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    4. Nacional: Arrendamento incentivado

    O Conselho de Ministros de ontem aprovou ainda um novo regime de
    incentivos ao arrendamento jovem, o primeiro passo de um pacote que
    pretende vir a dinamizar o mercado de aluger, chamado Porta 65. Na mesma
    reunião, ficou também decidido isentar as doações efectuadas entre pais
    e filhos ou cônjuges de qualquer obrigatoriedade de declaração perante a
    administração tributária.
    O programa Porta 65 Jovem pretende fazer “discriminação positiva” na
    selecção dos apoios a conceder por parte do Estado àqueles que têm entre
    18 e 30 anos, noticiou a agência Lusa. Esta medida entrará em vigor
    assim que a legislação for publicada.
    Foi aprovada também uma resolução contendo as linhas orientadoras de um
    programa de incentivo ao arrendamento destinado a todas as camadas
    etárias. Segundo o ministro do Ambiente e da Administração do
    Território, Nunes Correia, este incentivo à dinamização do mercado de
    arrendamento será alvo da aprovação de diplomas enquadradores até ao
    final do ano.
    O nome destes programas fica a dever-se ao artigo 65 da Constituição da
    República, onde se refere o direito à habitação por parte dos cidadãos.
    Em relação ao arrendamento jovem, o ministro referiu que os apoios do
    Estado “terão a duração de três anos, sendo regressivos” em termos de
    valor. Será dada prioridade aos jovens com menores rendimentos, com
    menores a seu cargo e jovens com deficiência.
    Haverá todos os anos quatro períodos de candidatura, mas este ano haverá
    apenas um único. Os benefícios serão majorados em arrendamentos em
    centros urbanos antigos ou em povoação que se encontrem em acentuada
    perda demográfica.

    https://jornal.publico.clix.pt/

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    Para se desligar ou religar veja informacoes no rodape da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu ini­cio esta acessivel atraves de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins atrasados veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMACOES SOBRE O BOLETIM INFOPNED:
    Acima apresentam-se sumarios ou resumos de noticias de interesse
    urbanistico
    ou ambiental publicadas na edicao electronica do Publico, Jornal de
    Noticias e de O
    Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais ou fontes de
    informacao).

    Esta lista foi criada e e’ animada pela associacao Campo Aberto, e
    esta
    aberta a todos os interessados socios ou nao socios. O seu ambito
    especifico sao as questoes urbanisticas e ambientais do Noroeste,
    basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Para mais informacoes e adesao ‘a associacao Campo Aberto:
    contacto@campoaberto.pt
    telefax 229759592
    Apartado 5052, 4018-001 Porto

    Seleccao hoje feita por Celina Raposo

    -> danielpc@fastmail.fm

    =============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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    Categorias: Boletim

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