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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    1. A.M. Porto: Mais 2,3 milhões a usar os transportes públicos

    A linha urbana de Aveiro da CP é a que tem maior procura

    Carla Sofia Luz

    O Grande Porto é a região do país em que se registou um maior crescimento da
    utilização de transportes públicos no ano passado, em relação a 2005. Os
    três operadores públicos da Área Metropolitana do Porto conquistaram mais
    2,3 milhões de passageiros. O número de clientes da Empresa do Metro
    (prosseguiu a expansão da rede com abertura de novos troços e da linha entre
    o Dragão e o aeroporto – Linha E) e da CP continuou a subir. Só a Sociedade
    de Transportes Colectivos do Porto (STCP) perdeu utentes. A empresa defende,
    no relatório e contas de 2006, que a descida de clientes da ordem dos 9% é
    um reflexo da entrada em operação das linhas da primeira fase do metro.

    No ano passado, as composições do metro transportaram quase 39 milhões de
    passageiros na rede com 58 quilómetros de extensão, o que corresponde a mais
    de metade dos utentes contabilizados em 2005 (18,4 milhões). Então, a rede
    tinha apenas 34,5 quilómetros. Desde a abertura da primeira linha que as
    validações não páram de aumentar. 2006 foi também um bom ano para as linhas
    urbanas do Porto da CP.

    “Houve uma subida de um milhão de passageiros. É a região do país onde se
    sente um maior crescimento na procura do transporte ferroviário, em termos
    percentuais. É o acordar para um meio de transporte eficiente. Em média,
    cresce 8%, o que não tem paralelo a nível nacional”, explica Cardoso dos
    Reis, presidente da CP, recordando que o Grande Porto não era uma região
    que, tradicionalmente, usava muito o comboio. A nova geração é uma fatia
    importante dos clientes das quatro linhas urbanas da CP. Daí que, como
    realçou, ontem de manhã, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula
    Vitorino, a empresa tenha investido no aumento de 17% da oferta com mais 41
    comboios nos dias úteis, representando 20500 lugares.

    “A faixa etária com menos de 35 anos é uma fatia enorme na adesão ao
    caminho-de-ferro. A Linha de Aveiro é a que regista maior crescimento, em
    termos de volume”, adianta Cardoso dos Reis (ler ‘Nos Carris’), certo de os
    sistemas integrados de transporte gerarem maiores eficiências. “Nos locais
    onde promovemos a intermodalidade, nota-se um crescimento”, sustenta.

    Para Ana Paula Vitorino, a oferta da STCP não pode permanecer estanque e tem
    de adaptar-se às necessidade de mobilidade da população. O aumento de
    clientes dos transportes públicos no Grande Porto “é a prova do civismo da
    população” da região, “que dá lições a todo o país”.

    Linha de Aveiro
    Esta linha da CP tem sete milhões de clientes por ano.

    Linha de Caíde
    A proxima Caíde do Porto e tem 4,9 milhões de utentes anuais.

    Linha de Braga
    Os comboios entre Braga e Porto recebem 5,1 milhões de passageiros por ano.

    Linha de Guimarães
    Liga Guimarães ao Porto e tem 1,5 milhões de clientes anuais.

    https://jn.sapo.pt/2007/05/24/porto/mais_23_milhoes_a_usar_transportes_p.html

    Todos os bilhetes num só centro

    O Centro de Mobilidade, instalado na área ocupada pelas antigas bilheteiras
    da CP na Estação de S. Bento (Porto), já recebeu mais de 40 mil clientes no
    primeiro mês de funcionamento. Com dois balcões de informação e sete para a
    venda de títulos da CP, da Empresa do Metro e da STCP, este espaço (cuja
    criação custou cerca de 80 mil euros aos três operadores públicos) também
    poderá comercializar, no futuro, bilhetes para viagens na TAP.

    A hipótese foi avançada, ontem de manhã, pela secretária de Estado dos
    Transportes, Ana Paula Vitorino, durante a cerimónia de inauguração do
    Centro de Mobilidade, que está em pleno funcionamento desde o mês passado.
    Entre 22 de Abril e 16 de Maio, teve uma média de 1820 clientes por dia útil
    e 1200 clientes por dia ao fim-de-semana. O tempo médio de atendimento foi
    de cerca de dois minutos.

    “Neste momento, já existem contactos entre a CP e a TAP, para que possa
    haver um acréscimo do transporte aéreo ao centro. Também vai ser construído
    um novo terminal para passageiros de cruzeiros em Leixões e gostaríamos de
    associá-lo a este centro ou a outros, cuja criação venha a justificar-se no
    Porto”, explica a governante, lembrando que o objectivo deste espaço em S.
    Bento passa por “tentar responder a todas as questões que os clientes
    colocam e encontrar o título que melhor serve as suas necessidades”. A
    vontade de Ana Paula Vitorino é que, num futuro breve, mais operadores
    privados possam aderir ao Andante e estarem representados neste centro.

    “Vão entrando gradualmente à medida que o sistema do tarifário Andante se
    adapta”, crê. A secretária de Estado adianta, ainda, que Lisboa poderá
    receber um Centro de Mobilidade. CSL

    https://jn.sapo.pt/2007/05/24/porto/todos_bilhetes_so_centro.html

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    2. Porto: Transformar Pavilhão Rosa Mota em multiusos custa 17 milhões

    Carla Sofia Luz

    Transformar Pavilhão Rosa Mota em multiusos custa 17 milhões
    Areconversão do Pavilhão Rosa Mota em espaço multisusos custará 17 milhões
    de euros e ficará concluída em 2009. A obra de transformação – que, 50 anos
    depois, está a ser projectada pelo autor do pavilhão, o arquitecto José
    Carlos Loureiro – começará no próximo ano e a Câmara portuense estima que a
    maior fatia será suportada por fundos comunitários, através da candidatura a
    apresentar ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Para o
    investimento sobrante, será contratualizado um empréstimo.

    A Parque Expo apresentou, ontem, os principais aspectos do estudo de
    renovação e operacionalização (encomendado pela Autarquia no ano passado) e
    sublinhou a vontade em gerir o espaço multiusos no Porto. “Nós estamos
    dispostos a assumir a gestão deste equipamento”, sustentou Rolando Borges
    Martins, presidente da Parque Expo e administrador da sociedade que, há nove
    anos, gere o Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Mas não é o único interessado.
    Paulo Dias, dono da Produtora UAU, também manifestou a ambição de ficar, ao
    lado de outros empresários nacionais, com a gestão do pavilhão.

    “Há um grupo de empresários interessados numa parceria público-privada para
    o Palácio de Cristal, em que se insere o Coliseu do Porto”, referiu Paulo
    Dias no final da sessão de apresentação, disponibilizando-se que colaborar
    com a Câmara ou com a Parque Expo. Para já, não há decisões. O presidente
    Rui Rio garantiu que será lançada, ainda este ano, uma consulta pública ao
    mercado para a selecção do futuro parceiro. A entidade escolhida criará uma
    sociedade com a Empresa Municipal Porto Lazer, que terá uma participação
    minoritária (entre 15 a 25%).

    “Esta sociedade gestora terá, como encargo, o pagamento de uma renda anual à
    Porto Lazer, suficiente para fazer face ao serviço da dívida”, resultante do
    empréstimo feito para pagar parte da obra de reconversão, assinalou o
    vereador da Cultura, Gonçalo Gonçalves, certo de que será possível iniciar a
    intervenção antes da aprovação da candidatura aos fundos do QREN.

    “Vamos procurar uma utilização estratégica para o pavilhão, o que terá de
    passar por uma parceria público-privada ou pública-pública e por um
    verdadeiro project-finance, em que a receita pagará o investimento”,
    acrescenta Rui Rio, lembrando os graves problemas de conservação do pavilhão
    (só para resolvê-los, a Câmara teria de investir cinco milhões de euros) e a
    actual desadequação para acolher “eventos de grande escala”. Então, o
    mercado será o Norte, estendendo-se à Galiza. O acolhimento de espectáculos
    públicos surgirá como principal fonte de receita (58% da futura ocupação),
    sendo possível o aluguer das salas principal e de apoio para iniciativas
    privadas (42%). No estudo, a Parque Expo perspectiva que, por ano, o
    pavilhão esteja 140 dias ocupado, tendo uma capacidade 5300 lugares. Nos
    concertos com bilhetes para a arena em pé, a lotação crescerá para os 6000.

    Preços mais baixos do que em Lisboa

    A Parque Expo estima que os preços médios do Pavilhão Rosa Mota serão mais
    baixos do que os do Pavilhão Atlântico, em Lisboa (que tem uma capacidade
    máxima para 20 mil pessoas). Assim, os bilhetes dos espectáculos custarão,
    em média, 29 euros; dos family shows, 25 euros; e dos desportos, 16 euros.

    Principais fontes de receita do multiusos

    O aluguer das salas principal e de apoio para eventos é a principal fonte de
    receita. A Parque Expo propõe a construção de um espaço anexo ao pavilhão
    para desenvolver pequenas iniciativas, antes dos grandes eventos,
    acrescentando mais de dois mil metros quadrados de área. Outras fontes de
    receita serão o fornecimento de serviços, a concessão de bares, patrocínios,
    acções promocionais, venda de merchandising dos espectáculos e o aluguer dos
    18 camarotes de 12 lugares (não existem actualmente e terão de ser
    construídos).

    Pavilhão com mais de 50 anos em mau estado

    Só a estrutura de betão apresenta boa qualidade. A falta de trabalhos de
    conservação deixou que o edifício se degradasse com o tempo. As clarabóias e
    o revestimento da cobertura estão em mau estado. A impermeabilização é
    deficiente, permitindo infiltrações de água, assim como o isolamento
    térmico. Os equipamentos técnicos estão obsoletos.

    Prioridade é criar nova sociedade

    Depois de escolhido o parceiro, será elaborado um contrato-programa e criada
    a sociedade, seguindo-se a adjudicação da obra . O prazo é de um ano. O
    início da exploração está previsto para 2009.

    https://jn.sapo.pt/2007/05/24/porto/transformar_pavilhao_rosa_mota_multi.html

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    3. Santo Tirso: Esculturas tornam parque em museu ao ar livre

    Um Parque Urbano da Rabada “mais artístico” deverá ser o efeito da oitava
    edição do Simpósio Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso.
    O espaço, inaugurado em 2005, vai acolher cinco esculturas produzidas para
    integrar aquela zona verde. Os nomes dos artistas que lhes vão dar formas
    foram anunciados, ontem, pelo director artístico do projecto, o escultor
    Alberto Carneiro. Entre cinco seleccionados, houve lugar para uma portuguesa
    – Ângela Ferreira. As restantes quatro obras terão assinaturas estranhas à
    língua de Camões Wang Keping, Bernard Pagès, Michel Rovelas e Vladimir
    Velickovic.

    As peças vão somar-se às 39 que já compõem o espólio do Museu Internacional
    de Escultura Contemporânea ao ar livre do concelho, e o objectivo é ter, até
    2011, altura em que se realizará o décimo e último simpósio, 50 obras
    inéditas espalhadas por vários locais públicos de Santo Tirso.

    Com esculturas distribuídas pelo Parque D. Maria II ou instaladas junto à
    Câmara e ao Pavilhão Desportivo Municipal, a receptividade da população nem
    sempre foi favorável. Em 1991, quando surgiram os exemplares resultantes do
    primeiro simpósio, “houve um choque”, lembra o presidente da Autarquia,
    Castro Fernandes. Estranhezas ultrapassadas, Alberto Carneiro alimenta a
    esperança de que “as criancinhas que vão nascendo” sejam o futuro público
    das obras. O trabalho de Ângela Ferreira será, aliás, uma “peça funcional
    para as crianças”, revela o responsável. De acordo com a Câmara, deverá
    estar concluída durante o Verão. “É, provavelmente, o simpósio mais barato
    do Mundo”, afirma Alberto Carneiro, referindo que “a Câmara não está a
    gastar muito dinheiro, está a adquirir património”. O escultor salvaguarda
    que os artistas não cobram os respectivos direitos de autor ou quaisquer
    honorários. Recebem um “prémio de presença simbólico” e a Autarquia
    paga-lhes a viagem e estadia, adiantou Castro Fernandes. Ana Correia Costa

    https://jn.sapo.pt/2007/05/24/porto/esculturas_tornam_parque_museu_ar_li.html

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    4. Baião: Matas vão ser vigiadas à noite

    O Plano Municipal de Defesa de Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) de Baião
    foi aprovado pela Direcção-Geral de Recursos Florestais, com o objectivo
    “ambicioso” de reduzir a metade o número de incêndios e de área ardida. O
    plano, levado, anteontem, ao conhecimento do Executivo municipal, tem um
    período de aplicação de cinco anos e prevê também uma redução de 80% do
    número de grandes incêndios. A novidade, para ser colocada em prática este
    ano, prende-se com a vigilância nocturna por equipas mistas de bombeiros e
    GNR, entre as 19 e as sete horas. No trabalho de campo, realizado pela
    Comissão Municipal da Floresta Contra Incêndios, chegou-se à conclusão de
    que um dos picos de incêndios ocorre entre as 20 horas e a meia-noite. O
    histórico que fundamentou a elaboração do Plano diz haver relação directa
    entre os dias de festas populares e os incêndios.

    Nesse particular, a negro, surge o primeiro fim-de-semana de Agosto (data em
    que há seis festas populares em simultâneo no concelho) e o feriado
    municipal, dia de S. Bartolomeu (comemorado a 24 do mesmo mês). Estes dias
    têm sido as mais problemáticos para os bombeiros, que não têm tido mãos a
    medir.

    O sucesso do plano passará pela implementação de acções que reduzam
    drasticamente os combustíveis (limpezas de matos e fogo controlado),
    vigilância e detecção de incêndios e primeira intervenção. José Manuel
    Ribeiro, do Gabinete Técnico Florestal, estima em “um milhão de euros a
    verba necessária para o implementar no terreno”.

    Nos últimos dez anos, Baião teve uma média anual de 272 ocorrências de
    incêndio e de 1106 hectares de área ardida. Só no ano passado, os bombeiros
    tiveram que combater 132 incêndios. “Actualmente já foram limpos cerca de 60
    hectares de mato”, garante o responsável florestal. No mapa de investimentos
    imediatos, consta, nomeadamente, a criação de um ponto de água na zona de
    Ancede.

    António Orlando

    https://jn.sapo.pt/2007/05/24/porto/matas_ser_vigiadas_a_noite.html

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    5. V.N.Gaia: Complexo desportivo de Grijó abre em 2008

    Se Gaia é um “clube de sucesso”, como caracterizou, ontem, Luís Filipe
    Menezes, na cerimónia de apresentação do novo complexo desportivo, em Grijó,
    então, a Associação Desportiva de Grijó rejubilou desceu da Divisão de Honra
    para a I Divisão da Associação de Futebol do Porto e ganhará uma modelar
    infra-estrutura desportiva. “Foi um prémio merecido. A vida é feita de
    derrotas e vitórias e hoje [ontem] tivemos um dia grande. Esta cerimónia
    representou o renascimento do clube”, assinalou Manuel Gomes, presidente do
    popular clube, com mil sócios e 47 anos de vida.

    O equipamento destinado a valorizar o parque desportivo do concelho
    representa um investimento avaliado em cerca de 1,8 milhões de euros e
    levará nove meses a construir. “Se tiver um parto perfeito”, lembrou o
    autarca de Gaia.

    A futura infra-estrutura desportiva terá capacidade para meio milhar de
    espectadores, modernos balneários, gabinetes médicos, tudo o que a
    competição desportiva requer e exige. Como o novo complexo ficará próximo da
    Escola EB/23 de Grijó, a população estudantil poderá, também, iniciar a
    prática desportiva e cultura física.

    Existe outro motivo que tornará este novo equipamento mais atractivo, já que
    o espaço urbano envolvente ao complexo desportivo será objecto de
    reablitação e melhoradas as suas acessibilidades. Mais ainda com a entrada
    em vigor do Plano Director Municipal, prevê-se a construção de de moradias
    unifamiliares.

    “Quando, em tempo de crise, muitos municípios do país investem zero no
    associativismo, em Gaia, acontece o contrário. Já construímos um conjunto
    bastante grande de equipamentos desportivos, como, por exemplo, as piscinas
    da Granja, o complexo de Pedroso e temos em andamento grande volume de
    obras. Contas feitas por alto, são mais de 60 milhões de euros”, concluiu.
    Manuel Vitorino

    https://jn.sapo.pt/2007/05/24/porto/complexo_desportivo_grijo_abre_2008.html

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    6. Aveiro: Câmaras pedem ajuda a Sócrates na questão da ria

    José C. Maximino

    A Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA) decidiu solicitar os “bons
    ofícios” do primeiro-ministro, José Sócrates, no sentido de “desencalhar” o
    processo de criação da futura entidade gestora da ria de Aveiro.

    A decisão já foi tomada, pelos presidentes das câmaras da GAMA, no início do
    mês, mas o ofício, segundo o que o JN apurou, vai seguir hoje, pelo correio,
    para a presidência do Conselho de Ministros,

    As autarquias pretendem envolver, também, os deputados eleitos pelo círculo
    de Aveiro na resolução definitiva do problema, que se arrasta há vários
    anos, e não descartam a possibilidade de recorrer a “outras formas de
    pressão positiva”.

    A ideia, já apresentada às comissões políticas distritais de PS, PSD e
    CDS-PP, passa pela apresentação de um requerimento conjunto, na Assembleia
    da República, assinado pelos 15 deputados aveirenses, a questionar e exigir
    do Governo “uma solução para a ria”.

    “Andamos preocupados há muitos anos, mas ficámos particularmente preocupados
    com a resposta do ministro do Ambiente, na Conferência Nacional do Ambiente,
    que decorreu na Universidade de Aveiro. Quando pensávamos que vinha anunciar
    a decisão do Governo, veio cá dizer que havia decisão para o ano”, disse,
    anteontem à noite, o presidente da Junta Metropolitana, Ribau Esteves, à
    margem da reunião da Assembleia Metropolitana da GAMA, que pretendeu
    assinalar a “activação plena ” desta associação de municípios. Ribau Esteves
    insistiu em que o que está a acontecer com a ria, desde que passou para a
    jurisdição do Ministério do Ambiente, “é particularmente grave”. E
    “inacreditável”, acrescentou.

    “As indefinições são múltiplas e já vão, até, nas questões de natureza
    administrativa, como a cobrança das taxas de ocupação do domínio público”,
    protestou.

    https://jn.sapo.pt/2007/05/24/porto/camaras_pedem_ajuda_a_socrates_quest.html

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    7. Nuvens de pólen irritam moradores da Meadela

    Luís Henrique Oliveira

    Moradores e comerciantes estabelecidos no Largo da Feira da Meadela
    reivindicam da Câmara Municipal o corte dos choupos aí existentes e a sua
    consequente substituição por árvores de outra espécie.

    Na origem das queixas estão as “autênticas nuvens de pólen” libertado pelos
    choupos, considerando os residentes tratar-se de árvores “que não de
    coadunam” com o ambiente citadino, “dado potenciarem doenças alérgicas e das
    vias respiratórias”. Observando que, por causa disso, têm de manter portas e
    janelas “permanentemente fechadas”, quatro dezenas de residentes rubricaram
    um abaixo-assinado e enviaram-no à Câmara, que promete dar “a melhor
    atenção” ao caso.

    “Isto é péssimo. Não tem explicação. Já tive de levar uma neta que vive
    comigo ao médico por causa destas árvores. Se soubesse disto antes, não
    tinha comprado cá casa”, lamentou Olívia Santos, residente em urbanização do
    Largo da Feira, assinalando que os choupos – em número de sete e com dezenas
    de anos -, “situam-se hoje em zona completamente urbanizada”. Domiciliada no
    bairro do Fomento, em frente ao largo, Sandra Sousa disse que foi, também,
    obrigada a levar o filho, de quatro meses, ao hospital devido à alergia
    causada pelo pólen libertado pelas árvores. “Isto é uma porcaria. Todos se
    queixam mas continuamos a ter de conviver com este problema”, acrescentou
    Carmo Monteiro, também moradora no bairro, afiançando que “o algodão” que se
    desprende das árvores chega a entrar pelas frinchas das janelas. “Às vezes,
    até parece que está a nevar, mas não é nada bonito”, considerou. Sobre a
    questão, os signatários referem-se, ainda, a directivas que “aconselham o
    abate destas árvores, sobretudo nas zonas urbanas”.

    Instado sobre o problema levantado por comerciantes e moradores, o
    presidente da Câmara, Defensor Moura, afiançou que os serviços da Autarquia
    estão a acompanhar a situação. A propósito, assegurou “temos preocupações
    com isso, sendo disso prova a resolução de alguns problemas noutros pontos
    da cidade. Trata-se de queixa à qual vamos dedicar a nossa melhor atenção”.

    https://jn.sapo.pt/2007/05/24/norte/nuvens_polen_irritam_moradores_meade.html

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    8. Porto: Feira do Livro prepara despedida do Rosa Mota

    A Feira do Livro do Porto arranca hoje e as expectativas de editores e
    livreiros são grandes face a anos anteriores. Esta é última vez que o evento
    se realiza no Rosa Mota e, talvez por isso, Manuel Ribeiro, secretário da
    feira, sublinhe que tem de ser “uma edição marcante”.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c20ad4d76fe97759aa27a0c99bff6710&subsec=&id=7f2ec4c6931501271c547cbca06d52d4

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

    =============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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