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    «O presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), Elísio Summavielle, explicou (…), na apresentação do programa nacional de actividades, que “a escolha do tema está relacionada com a necessidade de ganhar uma geração para o património”, por isso a aposta nos mais novos.» no DN
    «O tema escolhido este ano pelo IPPAR intitula-se “Jovens de Hoje – Património de Amanhã” e tem como objectivo “gerar uma sociedade mais solidária na defesa dos vestígios materiais”, segundo o responsável. Elísio Sumeville sustenta que “os sentimentos de identidade cultural e de pertença a um passado comum desenvolvem-se principalmente na infância e juventude”, e é nos mais novos que o organismo quer apostar para garantir o futuro do património. rtp »
    Apoiado! E os portuenses ficarão para sempre reconhecidos pelo zelo e celeridade com que o IPPAR tratou da classificação do “conjunto urbanístico constituído pela Praça Humberto Delgado/ Av. dos Aliados/ Praça da Liberdade e pelos edifícios que as enquadram“. O interesse e a empatia mostrados na defesa desse património, assim como a ética e a rectidão processual ficarão para a história e servirão de exemplo para os nossos jovens.

    «A ministra da Cultura considerou hoje que Portugal se pode “orgulhar de estar na linha da frente” relativamente à lei do Património, sublinhando que a regulamentação desta lei deverá estar concluída dentro de ano e meio. (…) » Obrigada senhora Ministra pela defesa do Património do Porto! Não nos esqueceremos nunca da sua tomada atempada de posição, clara e inequívoca.

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    2 comentários até agora.

    1. Anonymous diz:

      Manuela: Já por isso eles insistem que é para «jovens», que a burro velho… Eles bem o sabem, por experiência própria. Simplesmente com esses mestres da descultura a tentarem sensibilizar as novas gerações, pobre juventude se não tiver melhores exemplos. De qualquer modo, isso é tudo só conversa, para dizerem que andam a fazer obra (má obra). Mais umas brochuras p’ra gaveta e toca a destruir o património para arranjar trabalho, e não só, para quem tanto precisa e tanto vai valorizar a cidade. Nós, os tripeiros, é que somos parolos, está mais do que visto e provado. Deixemos “quem sabe” mandar nisso. Já tivemos o belo exemplo do Palácio de Cristal, grande progresso a sua substituição pelo moderno pavilhão desportivo; temos alguns dos principais jardins do Porto todos transformados, para melhor, claro, novinhos em folha… e assim vão ficar porque ninguém quer por lá parar! Temos muitas árvores e canteiros a menos, mas que eram um estorvo, certamente. Quem percebe do que é bom e bonito acabou com eles. Ah! mas temos uma casa da música que é qualquer coisa… É obra de arquitecto estrangeiro e tudo: tem de ser boa. No que me toca, o Porto está a ficar bom demais para o meu gosto, ou desgosto. Sou eu que estou a mais (ou estaria a mais, se aí estivesse).

      Um abraço.

      M.R.L.

    2. Anonymous diz:

      Em Lisboa… (2 de outubro 2006)
      «E com uma demolição se comemora o Dia Mundial da Arquitectura

      O Dia Mundial da Arquitectura foi ontem assinalado, com pompa e circunstância, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa sessão solene onde estiveram presentes a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e a presidente da Ordem dos Arquitectos, Helena Roseta. Na rua, onde a arquitectura ganha vida e muda vidas, a efeméride também foi assinalada, mas com mais uma demolição nas Avenidas Novas de Lisboa. Há muito pouco tempo, nesta mesma rubrica – que, à cadência com que se estão a dar demolições na cidade, se transformará rapidamente num obituário da arquitectura do início do século XX -, perguntava-se se a moda da reabilitação urbana tinha acabado. Em questão estava a demolição de um prédio no gaveto da Rua Viriato com a Latino Coelho, vizinho do Hotel Sheraton e da Maternidade Alfredo da Costa. Desta vez, o prédio que morre, por ironia no Dia Mundial da Arquitectura, é o gaveto da Latino Coelho com a Rua Pedro Nunes, ou seja, cem metros à frente do anterior óbito registado nesta secção de “necrologia urbana”. Para memória futura, e apenas para isso, porque no final do dia já pouco restará: era um prédio de quatro andares, fachada azul desbotada. Com sorte, no meio do entulho, ainda se poderá encontrar um friso de azulejos Arte Nova, com motivos botânicos de uma vinha virgem. E com mais esta história triste, a terceira em pouco mais de três meses, temos a certeza que a moda da reabilitação acabou mesmo. Diana Ralha» No Publico Local Lisboa

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