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    Conjunto da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça do General Humberto Delgado
    Protecção
    Grau -Em vias de classificação
    Decreto – Desp. de 28 de Setembro de 1993

    «Nota Histórico-Artística
    A actual Praça da Liberdade designou-se primitivamente por Casal ou Lugar de Paio de Novais, Sítio ou Fonte da Arca, denominando-se, mais tarde, por Quinta, Campo ou Sítio das Hortas. Foi ainda Lugar ou Praça da Natividade, Praça Nova das Hortas, Praça da Constituição e de D. Pedro IV e, mais recentemente, Praça da República.
    (…) Em 1718 novo projecto foi lançado, cuja realização teve início quando “o cabido da Sé cedeu a 17 de Fevereiro de 1721 terrenos seus expressamente para uma praça”. Novas ruas foram então abertas – a rua do Laranjal das Hortas (futura rua dos Lavadouros, hoje desaparecida) e a rua da Cruz (actual rua da Fábrica).

    Da concretização deste projecto resultaria a Praça Nova das Hortas (ou só Praça Nova) limitada a Norte por dois palacetes (desaparecidos), onde funcionaram os Paços do Concelho até 1915; a Sul pela muralha fernandina, destruída mais tarde em 1788 e substituída por um conjunto monumental – o convento dos Frades de Santo Elói – cuja fachada sobre a praça constitui o edifício “da Cardosa”, só terminado no século XIX, mas obedecendo ao primitivo projecto – a praça “tout-court”. O lado oriental era ocupado pelo Convento dos Congregados, e o lado poente só mais tarde foi edificado.
    Durante o século XIX, factores vários – a instalação da Câmara no topo Norte (1819); a inauguração da Ponte de D. Luís (1887); a extensão da via férrea até S. Bento (1896) – contribuem para tornar a Praça definitivamente num importantes centro político, económico e sobretudo social. Em meados daquele século, a Praça era já o “ponto predilecto de reunião dos homens graves da política e do jornalismo, da alta mercância tripeira e dos brasileiros”. Predominavam os botequins: “Guichard”, “Porto Clube”, “Camacho”, “Suíço”, “Europa”, “Antiga Cascata”, “Internacional”, etc., aos poucos desaparecidos em consequência da profunda reestruturação daquela área, onde as entidades bancárias, companhias seguradoras ou escritórios conquistaram o seu espaço.

    As obras da Avenida iniciaram-se no dia 1 de Fevereiro de 1916 com a demolição do edifício que serviu de Paços do Concelho, a norte da Praça da Liberdade, acompanhada do desaparecimento das ruas do Laranjal, de D. Pedro, etc. Ao cimo da Avenida erguem-se os modernos Paços do Concelho, edifício em granito e mármore levado a cabo pela primeira vereação republicana saída do 5 de Outubro de 1910. Foi um projecto do arquitecto Correia da Silva (1920). No seu todo, resultou um conjunto urbano monumental, de particular interesse histórico e artístico. AAM»
    Ler texto completo no site do IPPAR

    Ver : Lista de Património edificado -concelho do Porto/ 263- wikipedia)

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    Um comentário até agora.

    1. Anonymous diz:

      O Porto (a ir para a frente estas obras) ficara na historia como a cidade que no seculo xxi arrasou voluntaria e deliberadamente o que tinha de unico e insubstituivel, destruindo a sua avenida e praca centrais. sinto me incosolavelmente triste por mim, por nos e pelos meus netos
      avô MD

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