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    Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2003

    (Para qualquer problema com esta lista, seguir por favor as instrucoes do
    rodape desta mensagem.)

    Editorial: Corte Espanhol

    Sim ou nao ao Corte Ingles na Baixa? Que relacao entre a viabilidade do pequeno
    e medio comercio
    na Baixa e a revitalizacao da mesma?

    Apontam alguns o Via Catarina como uma prova de que, em vez de prejudicar o
    comercio tradicional,
    como este temia, o Via Catarina teria pelo contrario trazido mais gente a Baixa
    e portanto beneficiado
    esse comercio tradicional. A primeira vista, tende-se a concordar com esse
    argumento. Mas sera
    assim? Onde estao os estudos sociologicos e economicos que o confirmem? Nao sera
    apenas uma
    impressao superficial?

    Outros, ou os mesmos, dizem que se o Corte Espanhol nao vier para o Porto ira
    para Gaia ou
    Matosinhos, arrastara para la a gente do Porto e sera pior ainda. Tambem esse
    argumento, de inicio
    sedutor, teria que ser confirmado de maneira mais rigorosa. Sera assim?

    Outros ainda acusam a restricao de grandes superficies no concelho do Porto como
    a razao pela qual
    elas foram parar aos concelhos limitrofes, arrastando a gente do Porto para la e
    deixando fugir dois
    coelhos de uma vez so. Ainda aqui, onde parece haver razao, seria preciso pensar
    se nao havera que
    ultrapassar a divisao dicotomica Porto/periferia e conceber e planear a area
    metropollitana no seu
    conjunto.

    Assim, talvez chegassemos a conclusao que as hipersuperficies deveriam ser
    desincentivadas em
    toda a area metropolitana e substituidas por outro tipo de comercio e areas
    comerciais mais
    respeitadores do territorio, mais condicionados pela dimensao e pelo ambiente
    fisico, mais
    consentaneos com um estilo de vida menos anonimo e menos dependente da
    deslocacao automovel.
    Nao sera viavel revitalizar o comercio tradicional de vizinhanca e porta para a
    rua e paralelamente
    incentivar areas comerciais mais compactas mas menos gigantescas que as grandes
    e
    hipersuperficies e mais abertas ao exterior, sem perder alguns dos atractivos
    actuais daquelas?

    Talvez tenha chegado a hora de inovar nesse capitulo. Talvez essas
    megaestruturas devam ser mais
    disciplinadas. Talvez mesmo ja tenha passado o fascinio inicial por elas e o que
    faltem sejam
    programas alternativos para o fim de semana do cidadao medio sem equipamentos ao
    seu alcance.
    Mais espacos verdes acoplados com terrenos de jogos, de desporto e alguns
    equipamentos discretos
    de caracter ludico poderiam quica demonstrar que ha melhor a oferecer aos
    habitantes da area
    metropolitana do que uma tarde no xopim.

    Quanto a Baixa, embora o comercio seja importante, o teste decisivo para a sua
    revitalizacao esta na
    habitacao. Vamos a ver, talvez em breve, o que e que o executivo municipal tem
    para dizer a cidade
    sobre o assunto. Por um lado, recuperar e conservar um patrimonio arquitectonico
    e estetico, incluindo
    alguns interiores. Nao faria sentido uma politica so “fachada”. Por outro,
    oferecer algumas das
    condicoes de habitabilidade que hoje se consideram requisitos minimos sem
    atraiçoar o timbre
    aruitectonico e estetico que se pretende recupear e conservar. Desafio de vulto,
    mas esse e que e o
    desafio. Para arrasar e reconstruir, ou para simplesmente conservar fachadas,
    nao seria precisa
    sequer imaginacao.

    Seguem-se os resumos de noticias de interesse urbanistico/ambiental
    publicadas na edicao electronica do JN de 19 de Fevereiro de 2003. A seleccao e
    da associacao
    Campo Aberto. Para os textos integrais consultar as referidas paginas ou a
    respectiva edicao em
    papel.

    PNED = Porto e Noroeste em Debate

    Notícias fora deste âmbito geográfico podem a título excepcional ser
    incluídas por apresentarem interesse evidente para questões relativas ao
    Porto e Noroeste.

    19 de Fevereiro de 2003

    Ambiente chumba torres nas Areias
    Projecto da Soares da Costa com parecer negativo
    Virginia Alves

    A Direccao Regional do Ambiente e de Ordenamento do Territorio do Norte (DRAOT)
    emitiu um
    “parecer negativo vinculativo” sobre o loteamento num terreno atribuido a
    empresa Soares da Costa, na
    zona das Areias, em Campanha.

    “El Corte”… portuense

    Esta aberta polemica no Porto sobre a localizacao de um centro comercial da
    cadeia “El Corte Ingles”,
    se na Rotunda da Boavista, nos terrenos da antiga estacao da CP, hoje Refer, ou
    na Baixa, no
    denominado Palacio dos Correios, conforme propoe o presidente da Camara. Ambas
    as hipoteses
    merecedoras de frontal oposicao da presidente da Associacao de Comerciantes,
    embora com apoio da
    Associacao Comercial do Porto.

    ETAR de Sobreiras arranca amanha

    Recebera esgotos de 200 mil habitantes
    nuno silva

    A Estacao de Tratamento de Aguas Residuais (ETAR) de Sobreiras, no Porto, sera
    inaugurada
    amanha, com a presenca do ministro do Ambiente, Isaltino de Morais. A
    infra-estrutura, que custou
    cerca de 25 milhoes de euros (co-financiados, em 40%, pelo Fundo de Coesao), ira
    receber os
    esgotos de 200 mil habitantes, juntando-se a ETAR do Freixo no combate a
    poluicao do rio Douro,
    assumido pela autarquia.

    Fontainhas na rua contra a Camara

    Moradores sentem-se ignorados. Manifestacao marcada para dia 25
    hugo silva

    Fartos da degradacao, fartos de casas sem condicoes, fartos de viver com o credo
    na boca numa
    escarpa em ruinas, fartos de promessas por cumprir, fartos de serem ignorados
    pela Camara do Porto,
    os moradores das Fontainhas vao manifestar-se em frente aos Pacos do Concelho. A
    data esta
    marcada: na proxima terca-feira, as 10 horas. A concentracao inicial sera uma
    hora antes, nas
    Fontainhas. Os cartazes ja estao prontos.

    Projecto de 37,5 milhoes nao avanca

    Invernos rigorosos e as obras de construcao da ponte do Infante deixaram a
    escarpa das Fontainhas
    em situacao de risco. As derrocadas que surgiram com a intemperie dos ultimos
    meses de 2000
    precipitaram a elaboracao de um plano de intervencao urgente, avaliado em 37,5
    milhoes de euros.
    Chegou a ser pensado para tres anos, mas, na hora do lancamento do projecto, no
    dia 12 de
    Novembro de 2001, Nuno Cardoso, presidente da Camara do Porto, referiu que o
    prazo de execucao,
    afinal, era de cinco anos.

    Rui Sa defende demolicoes

    Rui Sa, vereador eleito pela CDU e responsavel pelo pelouro do Ambiente, foi o
    unico membro do
    Executivo da Camara do Porto a responder afirmativamente ao convite da
    Associacao de Moradores da
    Zona das Fontainhas.

    Obra esta presente nos bairros sociais
    Governador civil de visita a “Diocesana”

    Seis dos centros sociais integrados na Obra Diocesana de Promocao Social foram
    visitados, durante o
    dia de ontem, pelo governador civil do Porto, Manuel Moreira.

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    Categorias: Boletim

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