• Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

Uma página de vez em quando, com sínteses e comentários de artigos ou notícias relacionados com o ambiente, urbanismo e natureza no Porto, Norte e Noroeste, recolhidos na imprensa que vou lendo. Pretextos para reflexão, incentivo à análise (mais do que análise propriamente dita, que não caberia em espaço tão curto), convites à ação… Os recortes completos passarão a estar disponíveis para consulta na sede da associação Campo Aberto, no contexto do trabalho Porto e Noroeste em Debate, que remonta já a 1999 (www.campoaberto.pt). José Carlos Marques (jcdcm@sapo.pt)

GUIMARÃES MOSTRA O CAMINHO? Em discussão pública até 14 de fevereiro, o novo PDM de Guimarães (em revisão desde há uma década) parece inverter tendências muita enraizadas no nosso urbanismo (se é que se lhe pode chamar assim). Redução de mais de um quinto da área destinada à construção de habitações, reforço da área florestal, aumento dos espaços de Reserva Agrícola e de Reserva Ecológica, menor capacidade construtiva do que anteriormente (Público, 9 janeiro 2012). Bom demais para ser verdade?

RUI MOREIRA E O CENTRO HISTÓRICO DO PORTO. Para compreender melhor o que se está a passar em termos de reabilitação urbana nesta área, interessa tentar perceber o pensamento e a ação dos que a dirigem, entre eles sobretudo o novo presidente da SRU Porto Vivo, Rui Moreira. Um resultado de uma tertúlia realizada no Café Astória tendo-o como orador convidado: duas páginas inteiras com declarações que nela fez, no jornal Grande Porto de 23 de dezembro de 2012. Logo a seguir, um artigo de Pedro José Barros sobre as razões que impedem a descida do preço das casas reconstruídas. O mesmo jornal, já em 7 de outubro de 2011, inseria uma longa entrevista com o mesmo dirigente, e, em caixa, um artigo de opinião de Rui Rio, intitulado «Uma nova Baixa à vista de todos».

PARQUE DA CIDADE EM FIM DE MANDATO. Que fará o próximo presidente da Câmara do Porto (que não será Rui Rio) com o Parque da Cidade? «Contratos de 6,6 milhões do acordo do Parque da Cidade ainda por concretizar», é o título de um artigo no jornal Público de 30 dezembro 2011. Porá isso em risco o pagamento definido no acordo extrajudicial sobre o Parque da Cidade? Muitos dos que, em 2001, combateram o ensombramento e fechamento do Parque da Cidade por construções projetadas para a sua bordadura interna, voltarão a arregaçar as mangas caso o próximo presidente tenha a veleidade de pôr em causa a promessa feita por Rui Rio em 2001 e, no essencial, cumprida até agora.

OBRAS DO ROSA MOTA AINDA EM POLÉMICA. A infeliz ideia de usar terrenos do Palácio de Cristal para construir um centro de congressos que integra a reabilitação do Pavilhão Rosa Mota (esta última, por si mesma, louvável), violando a vocação do mais belo parque do Porto, continua a ser motivo de controvérsia. «Obra do Rosa Mota «está a transformar-se num sorvedouro de dinheiros públicos», titula o Público de 27 dezembro 2011. E logo no dia seguinte, no mesmo jornal: «Autarquia desmente derrapagens no projecto para o Rosa Mota». Porque não deixam os parques e jardins em paz?

O PALÁCIO DE CRISTAL, NÃO, O BOLHÃO, SIM. Novamente no Público, «Reabilitação do Mercado do Bolhão vai custar afinal 30 milhões; Rui Rio promete “tudo fazer” para remodelar o Palácio de Cristal e o Mercado do Bolhão até final do mandato». Segundo o Presidente da CMP, as duas obras necessitam em conjunto de mais de 55 milhões de euros. O jornal faz as contas: sendo o custo anunciado para o Palácio pela CMP, não de 20, mas de 25, 5 milhões de euros, só o Bolhão precisará de 30 milhões, e não 20 como dito pela autarquia em 2008 e 2009. Quanto a nós, digamos Não às construções no Palácio (mas sim à reabilitação do Rosa Mota) e Sim à recuperação do Bolhão, desde que respeitada a sua vocação essencial, mesmo com adaptações subalternas.

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