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  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Porto: Arquitectos põem rioDouro a “fazer” música

Será possível pôr o rio Douro a tocar órgão? Os arquitectos Isabel Carvalho
e Tiago Vidal pensam que sim. E, com o projecto de construção de um
“instrumento musical que funciona através da energia da água e das marés”,
conseguiram o primeiro lugar no concurso de ideias para a requalificação do
estaleiro de Lordelo do Ouro e respectiva zona envolvente, no Porto, lançado
pela APDL (Administração dos Portos de Douro e Leixões).

A proposta divide-se em duas plataformas. Numa delas, prevê-se o redesenho
do parque de estacionamento existente, a manutenção de uma área verde, um
novo edifício para o Instituto de Socorros a Náufragos, dois equipamentos
para café/bar, aluguer de bicicletas e patins ou para posto turístico e um
anfiteatro/varanda suspenso sobre o rio (adaptável para sessões de cinema ao
ar livre ou concertos).

Mas é na outra plataforma, naquela onde também será possível apanhar o barco
que faz a ligação à gaiense Afurada, que surgirá a peça-chave da intervenção
o “Respirad’ouro”, verdadeiro instrumento musical que transformará a força
das marés (é por ali que o rio encontra o mar) em sons que se assemelham a
“um órgão de catedral, um canto de ave ou um vapor à distância”. Estranho?
Isabel Carvalho e Tiago Vidal explicam.

“O Respirad’ouro será um órgão constituído por uma cisterna fechada que
comunica com a água do rio por uma janela mergulhada e com a atmosfera por
dois conjuntos de tubos bizelados. Durante a maré enchente, a água que sobe
expulsa o ar da cavidade, este tem de passar pelos tubos e fá-los soar.
Durante a maré vazante, quando o ar é sugado para o interior, soa outro
conjunto de tubos, dispostos ao contrário dos primeiros”, diz a memória
descritiva do projecto.
Equipamento semelhante existe em Zadar (Croácia). Os interessados podem
ouvi-lo na internet, no You Tube. Basta escrever “sea organ” no motor de
busca daquele site. Hugo Silva

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/porto/arquitectos_poem_riodouro_a_fazer_mu.html

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2. Porto: Lojas nas estações de metro vão abrir até ao fim doano

A Metro do Porto espera ter em funcionamento, até ao final do ano, grande
parte dos 20 espaços comerciais que vão nascer em diversas estações,
subterrâneas e de superfície. A empresa lançou, ontem, o procedimento
administrativo tendo em vista a negociação directa dos equipamentos com os
interessados.
A grande maioria dos espaços comerciais vai ser montada de raiz, de acordo
com as necessidade do negócio que for escolhido para o local. Os projectos
serão de instalação serão acompanhados pela Metro, nomeadamente por Eduardo
Souto Moura, arquitecto responsável pelo desenho da primeira fase da rede.
Ainda não estão definidos, em concreto, quais os ramos de comércio que vão
ocupar os equipamentos comerciais.

Mais lojas no futuro

“Vai haver grande rigor e exigência na selecção do tipo de actividades”,
assegurou, no entanto, fonte da empresa, acreditando que, em matéria de
qualidade e de apresentação, a rede de espaços comerciais da Metro do Porto
será “completamente diferente do que existe, actualmente, no sector dos
transportes”.
A mesma fonte acrescentou que, embora por agora estejam em causa duas
dezenas de espaços, a Metro do Porto está aberta a negociar mais
equipamentos com potenciais interessados.
Com a instalação de comércio nas gares, a empresa pretende melhorar a
qualidade de serviço aos clientes, designadamente no que concerne à
percepção de segurança, uma vez que as lojas deverão assegurar maior
afluência às estações.
Outro dos objectivos da Metro do Porto é garantir mais uma fonte de receita
para o sistema. “Trata-se de uma receita complementar, que não tem a ver
directamente com a operação, mas que a empresa tem condições de criar”,
sublinhou.

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/porto/lojas_estacoes_metro_abrir_ao_doano.html

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3. Porto: Luz verde para Lagarteiro
Carla Sofia Luz

Já há fumo branco no processo de requalificação urbana e social do bairro do
Lagarteiro, no Porto. A Câmara e o Ministério do Ambiente chegaram a um
entendimento, que será formalizado logo que o Governo salde a dívida de nove
milhões de euros – a comparticipação estatal a fundo perdido nos trabalhos
de reabilitação de urbanizações municipais, realizadas em 2005 e em 2006, no
âmbito do Prohabita. É cumprida, assim, a exigência do presidente da
Autarquia, Rui Rio.
O acordo prevê um reajustamento à participação financeira do Governo e do
Município na recuperação física do empreendimento, orçada em oito milhões de
euros. A solução definitiva permite que as verbas a fundo perdido (o que
corresponde, geralmente, a cerca de 50% do custo das intervenções) do
programa Prohabita sejam utilizadas, também, nos arranjos exteriores e na
construção de novas vias, para além da beneficiação do edificado.
Neste entendimento, ficou estabelecido, ainda, que, a partir de agora, a
Câmara poderá recorrer aos fundos do Prohabita para a reabilitação dos
espaços exteriores nos bairros municipais em que pretende intervir. Até
agora, só poderia aplicar essa comparticipação na recuperação dos blocos
habitacionais.
Com esta proposta, o peso da Câmara do Porto no financiamento da operação
governamental será menor. Nos últimos meses, Rui Rio tem criticado a
insuficientes contribuição financeira do Governo num programa, que foi
decidido e é de iniciativa da Administração Central. A intervenção no
Lagarteiro integra o plano estatal de beneficiação social e urbana dos
bairros críticos, a par da Cova da Moura, em Lisboa, e do Vale da Amoreira,
na Moita. Esteve prevista a assinatura do protocolo com o Município a 31 de
Outubro, mas a celebração do acordo foi adiada face às objecções de Rui Rio.
No entanto, tudo isto só será possível depois do Governo saldar a dívida de
nove milhões de euros, o que deverá acontecer em breve. A vontade foi
confirmada, anteontem à tarde, pelo secretário de Estado do Ordenamento do
Território, João Ferrão, ao presidente da Junta de Freguesia de Campanhã.
“Foi dada a garantia de que esse pagamento será feito nos próximos dias”,
esclarece Fernando Amaral. “Estou muito satisfeito que já exista um acordo,
porque foram criadas grandes expectativas no bairro”, assinala, certo de que
a celebração do protocolo será para breve.

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/porto/luz_verde_para_lagarteiro.html

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4.Gaia: 375 mil visitaram os parques em 2006

Um total de 375 mil pessoas visitaram, em 2006, o Parque Biológico de Gaia,
o Parque da Lavandeira e o Parque de Dunas da Aguda, todos geridos pela
Empresa Municipal Parque Biológico de Gaia. Desde 2001 que a tendência é de
subida, mas a abertura do Parque da Lavandeira (entrada gratuita), em Agosto
de 2005, contribuiu substancialmente para o aumento da procura,
ultrapassando os visitantes do Parque Biológico de Gaia. Em menos de dois
anos, já passaram pelo espaço verde da Lavandeira mais de 240 mil
visitantes.
“Só no último domingo, estiveram no local mais de três mil pessoas”,
afirmou, ontem, Nuno Oliveira, presidente do Conselho de Administração da
Empresa Municipal. Recorde-se que está a decorrer no espaço o evento “Land
Art”, um projecto que junta a arte com a natureza.
A empresa municipal encerrou o ano de 2006 com um resultado negativo de
61500 euros, segundo o relatório e contas apresentado ontem. “A diminuição
do número de visitantes do Parque Biológico, em parte devido à concorrência
do Parque da Lavandeira, a diminuição de receitas de vendas e prestações de
serviços, fruto da conjuntura económica, e o investimento feito” são algumas
das razões apontadas no documento para os resultados do ano passado. Ainda
assim, sublinha-se que “a situação de tesouraria é boa” e que no primeiro
trimestre de 2007 já houve uma recuperação no número de visitantes. IS

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/porto/375_visitaram_parques_2006.html

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5.Gaia: Quinta de Marques Gomes fica reduzida a um terço
Inês Schreck

Aconstrução imobiliária prevista para a Quinta de Marques Gomes, na
freguesia de Canidelo (Gaia), vai ser reduzida a um terço. O presidente da
Câmara, Luís Filipe Menezes, anunciou, ontem, que, dos 150 mil metros
quadrados inicialmente previstos, só serão construídos 50 mil. O anúncio da
autarquia surge cerca de um mês depois de a Comissão de Coordenação e
Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) ter emitido um parecer, no âmbito do
ordenamento do território, que recomenda a diminuição da área de construção
do Plano de Pormenor de S. Paio/Canidelo, onde se insere a quinta.

“Da construção prevista, vamos retirar 100 mil metros quadrados. É uma
cidade que cai, por decisão camarária e da CCDRN”, afirmou Luís Filipe
Menezes. O autarca lembrou que a Câmara chegou a ser acusada de querer
arrasar a Quinta de Marques Gomes com prédios e que esta decisão prova o
contrário. O Plano de Pormenor da Baía de S. Paio deve ser o único no país
com uma capacidade construtiva 20% inferior ao previsto no Plano Director
Municipal”, acrescentou Menezes.

Já era intenção da autarquia reduzir o impacto das futuras construções na
quinta. Em Dezembro do ano passado, Luís Filipe Menezes disse, ao JN, que a
Câmara estava a “negociar a redução da volumetria” naquela zona. No entanto,
a ESAF – Espírito Santo Activos Financeiros, promotora do empreendimento,
não estava a par das alterações ao protocolo celebrado com a autarquia e a
GaiaPolis e ratificado em Assembleia Municipal em Maio de 2005.
Ontem, o JN tentou contactar a promotora para uma reacção ao anúncio do
presidente da Câmara, mas não foi possível obter uma resposta em tempo útil.
No protocolo assinado com a ESAF, previa-se que a empresa recuperasse a casa
de Marques Gomes e a entregasse ao Município. Ontem, o presidente da
autarquia gaiense não deu garantias dessa cedência.
Além da redução da área de construção na Quinta de Marques Gomes, Luís
Filipe Menezes anunciou que o futuro Parque de S. Paio deverá estar pronto
no Verão do próximo ano. De acordo com o autarca, “a Câmara já está em
condições de tomar posse administrativa dos terrenos”. A mesma data foi
avançada para a conclusão do futuro Parque da Afurada.

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/porto/quinta_marques_gomes_fica_reduzida_a.html

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6.Porto: Conservatório faz 90 anos e diz adeus ao velho edifício
Manuel Vitorino

Foi entre recordações marcadas pela simbologia do lugar e notas de optimismo
quanto ao futuro que o Conservatório de Música do Porto começou, ontem, a
celebrar 90 anos da sua intervenção na vida artística da cidade. Concertos,
palestras, concursos de música de cravo e de câmara, bem como a edição de
uma monografia, são algumas das iniciativas previstas. Amanhã e sábado, às
21. 30 horas, Astor Piazzola será homenageadono Teatro Helena Sá e Costa,
num espectáculo intitulado “Portango Suite”.

As escadas,os vitrais (lindos e valiosos), sem esquecer a clarabóia única no
Porto, e as salas do edifício onde gerações de músicos estudaram são as
mesmas do início do século XX. Em termos arquitectónicos, o velho imóvel é
uma relíquia, faz parte do património musical e afectivo da cidade. Porém,
hoje, este espaço marcante não tem condições físicas nem acústicas. É uma
memória do passado. Mesmo assim, todos os dias cerca de 600 alunos e
professores fazem autênticos milagres e continuam a fomentar o ensino
artístico em Portugal.
Por isso, estas celebrações serão as últimas a festejar no velho edifício da
Rua da Maternidade “Se for cumprido o programa gizado pelo Ministério da
Educação, o próximo ano lectivo será o último”, lembrou Moreira Jorge,
presidente do Conselho Directivo da instituição, que passará para a Escola
Rodrigues de Freitas.
Enquanto solta palavras de esperança num futuro diferente, a pequena sala de
aula do Conservatório (onde se fazem recitais e concertos em dias de festa)
deixa entrar sons de clarinete, improvisos dos jovens músicos “Apesar das
precárias condições, continuámos a ter alunos a ganhar prémios nacionais e
internacionais. As instalações não servem de escapatória”, diz.
A professora Isabel Rocha, responsável pelo programa preferiu destacar a
“vitalidade” da escola do Porto, como pólo do ensino artístico e destinada a
animar culturalmente a cidade. “O programa não está fechado”, disse. A saber
“Era uma vez um violoncelo”, um “workshop” para as escolas do pré-escolar e
1º ciclo do ensino básico (dia 23); “Águas Mil”, espectáculo
pluridisciplinar, (dia 28); “Cordas e voz – viagens no tempo”, (dia 7 de
Maio); concerto pelas orquestras do Conservatório de Música.
Na instituição onde estudou Guilhermina Suggia, Pedro Burmester, Paulo Gaio
Lima e tantos outros músicos de renome, não se esquece o passado, mas agora,
tenta-se recriar outro “hino à alegria”.

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/porto/conservatorio_90_anos_e_adeus_velho_.html

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7.Maia: Comunidade cigana espera casa há mais de 40 anos
Hugo Silva

Afileira de vivendas numa das ruas da Urbanização do Lidador, bem na
fronteira das freguesias de Moreira e de Vila Nova da Telha, na Maia, é
subitamente interrompida de um lado, as ruínas de uma construção inacabada;
do outro, as barracas que acolhem uma comunidade cigana, que “há mais de 40
anos” espera por realojamento. “Não temos luz, não temos quarto-de-banho,
enfim, não temos condições nenhumas. Não temos direito a casa por sermos
ciganos?”, desabafa Adelino Rossio, 19 anos, porta-voz do desalento da
comunidade. Diz que a Câmara prometeu o realojamento, mas nunca cumpriu. Já
fizeram uma manifestação, já escreveram ao presidente da República, mas a
situação continua por resolver.

O problema pode agudizar-se, uma vez que as barracas estão a ocupar três
terrenos privados e os donos das parcelas também querem ver a situação
desbloqueada. Luciano Moreira, um dos proprietários, garante que há vários
anos recebeu uma garantia de resolução por parte do anterior presidente da
autarquia, Vieira de Carvalho, e lamenta que o processo não avance. Luciano
Moreira garante que quer ver o problema resolvido, mas refere, também, que
não pretende ver a comunidade despejada e sem alternativa.

Mas o facto, segundo o Gabinete de Imprensa da Câmara da Maia, é que os
proprietários também estarão a contribuir para o arrastar da situação.
“Oferecemos 200 mil euros pelos terrenos, para ali construirmos habitações
de raiz para a comunidade. Mas os proprietários exigiram mais dinheiro, uma
soma que a autarquia considerou demasiado elevada”, explicou, ao JN, fonte
do Gabinete de Imprensa.

Entretanto, as famílias continuam à espera da solução. “Tenho um filho de
quatro meses que está doente por causa da humidade”, lamentou Rui Rossio,
apontando o pequeno Adriano.

As queixas multiplicam-se no Inverno, os telhados improvisados não aguentam
a chuva; os ratos abundam, mesmo dentro das barracas; sem instalações
sanitárias, os escombros em frente ao acampamento transformam-se em
quarto-de-banho. “Mudaram do comboio para o metro. Mudaram o escudo para o
euro. Só nós não mudamos porquê?Estamos recenseados aqui. Também somos
maiatos. Só queremos uma casa em condições”, afirmou Adelino Rossio.

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/porto/comunidade_cigana_espera_casa_mais_4.html

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8.Aveiro: CP quer passe intermodal com a Move Aveiro

A criação de um passe intermodal com a MoveAveiro é um dos objectivos da CP
Urbanos do Porto, conforme foi, ontem, anunciado durante a apresentação dos
horários de comboios da linha Porto-Aveiro que entrarão em vigor no dia 22.
Maria Eduarda Loureiro, directora comercial da CP Urbanos do Porto, disse,
ao JN, que a criação de um passe intermodal, em Aveiro, entre aquela empresa
e a MoveAveiro, encontra-se em fase de estudo, tendo sido objecto de
contactos entre as duas empresas.
O presidente da CP Urbanos do Porto, Adriano Moreira, garantiu aos
jornalistas, por seu turno, que está no horizonte da empresa a possibilidade
de serem instaladas em Aveiro máquinas para a compra de bilhetes “Andante”,
que são utilizados não só no comboio como ainda no Metro do Porto e outros
operadores portuenses.

Reforço na oferta
A CP Urbanos do Porto reforçará com mais 12 comboios a oferta na linha
Porto-Aveiro-Porto, a partir de domingo, com maior enfoque nas chamadas
horas de ponta. A oferta de comboios aumenta, assim, 25%, sendo
disponibilizados um total de seis mil novos lugares.
Por outro lado, irá verificar-se uma redução de 11 minutos no tempo de
percurso entre o Porto e Aveiro e, no sentido contrário, a redução do tempo
e viagem é de cerca de sete minutos. Entre as sete e as 10 horas da manhã,
haverá mais um comboio e, entre as 17 e as 20 horas, mais três comboios.
O objectivo é transportar mais 2,7 milhões de passageiros, numa linha que,
no ano passado, teve sete milhões de utentes. Aveiro, segundo os
responsáveis da CP Urbanos do Porto, cresceu mais de 10% no último ano em
termos de clientes. “O objectivo é o cliente não ter horário, ou seja, ter
sempre um comboio disponível”, lembrou Maria Eduarda Loureiro. “Ainda não
chegámos lá, mas estamos a caminhar para essa situação”, frisou.
Numa vertente mais ecológica, Otília de Sousa, vice-presidente da CP Porto,
sublinhou que “cada cliente, quando opta por viajar na CP Urbanos do Porto,
contribui para o ambiente com cerca de um euro”. Jesus Zing

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/norte/cp_quer_passe_intermodal_a_move_avei.html

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9.Vila Nova de Cerveira: Agricultura instalada na quinta do Forte

O município de Vila Nova de Cerveira irá receber uma das 80 unidades
orgânicas flexíveis das Direcções Regionais de Agricultura e Pescas, em
processo de criação em todo o país. A estrutura será instalada numa
propriedade pertencente ao ministério da Agricultura, conhecida por quinta
do Forte, situada junto a uma das entradas da vila. Para dirigir a futura
delegação regional Minho-Lima deverá em breve ser indigitado, ao que o JN
apurou, o anterior responsável da zona agrária de Monção, Silvério Carvalho.
O Decreto Regulamentar referente à criação desta e das restantes estruturas
a nível nacional foi publicado já em Diário da República, tendo ficado
definidas a missão, atribuições e tipo de organização interna das direcções
regionais de agricultura e pescas. Serão criadas na Direcção Regional do
Norte 22 divisões Chaves, Bragança, Lamego, Vila Nova de Cerveira, Barcelos,
Cabeceiras de Bastos, Amarante e Arouca.APF

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/norte/agricultura_instalada_quinta_forte.html

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10. Douro: Preservação de muros de xisto requer apoios

Eduardo Pinto

Ou há apoios estatais ou dificilmente o Douro conseguirá manter os seus
cerca de 2000 quilómetros de muros em xisto, que suportam os socalcos de
vinhedo. É a principal conclusão do encontro que a Estrutura de Missão do
Douro (EMD) realizou ontem, em Alijó, sobre os “Muros da Paisagem Cultural”,
no âmbito do Dia Internacional de Monumentos e Sítios.
O que está em causa é a manutenção da imagem paisagística que valeu ao Alto
Douro Vinhateiro a classificação de Património Mundial, em 2001. E esta é
uma das tarefas que o chefe de projecto da EMD, Ricardo Magalhães, terá para
o futuro. Não que o estatuto esteja em risco, de momento, mas pode vir a
estar se a paisagem evolutiva sofrer alterações drásticas. Os muros de xisto
dos socalcos são “rugas do Douro” aos olhos do responsável. “Como memória
marcam a paisagem e não a podemos perder”, disse.

Ocorre que a plantação moderna de vinhas não se compadece com a continuação
daquela memória, posto que o sistema de patamares é mais barato e facilita a
mecanização. Neste contexto, Ricardo Magalhães adianta que o mais urgente,
neste momento, é “definir as áreas onde é prioritário reabilitar os muros”.
E quando isso acontecer, terá de “obedecer a critérios” e “ter sentido
estratégico” para evitar intervenções muito dispersas. É nesta definição de
estratégias que vai entrar a EMD, até porque “há fundos comunitários para o
efeito”.
Ricardo Magalhães entende também que a recuperação dos muros não deve ficar
“às costas e às custas” dos proprietários das vinhas. “O notável esforço
financeiro terá de passar por parcerias público-privadas”, sublinhou,
admitindo que, mesmo assim, não será fácil convencer os agricultores. A
descapitalização que o sector sofreu ultimamente é um dos factores.
Pedro Silva Pereira, da Real Companhia Velha, lembrou-lhe que “o negócio da
uva no Douro já não dá dinheiro”. Pelo que quem quiser, além de sustentar a
produção, apostar na imagem da propriedade e recuperar muros “não terá
hipótese, ou então trabalhará para aquecer”. Pela parte que lhe toca,
orgulha-se de contribuir para que a região não perca a identidade,
investindo na recuperação de muros em xisto nas quintas. Para isso recorre
ao trabalho de cinco pedreiros especializados nestes trabalhos, bem como dez
serventes e duas máquinas.

http://jn.sapo.pt/2007/04/19/norte/preservacao_muros_xisto_requer_apoio.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
http://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins anteriores veja
http://campoaberto.pt/boletimPNED/

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias (e ocasionalmente de outros jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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