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  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Renovar dois prédios em D. João I por 13 milhões

A antiga sede da União de Bancos no Porto e o edifício de escritórios contíguo serão requalificados para acolher habitação. A obra de reconversão dos imóveis arrancará no primeiro trimestre do próximo ano e ficará concluída no Verão de 2008. Um investimento de cerca de 13 milhões de euros na criação de 44 apartamentos na Praça de D. João I e na Rua de Bonjardim, na Baixa portuense.

É o primeiro investimento privado, desenvolvido por um dos fundos imobiliários do Millennium BCP (ler Pormenores), para a área de intervenção da Porto Vivo em D. João I. Os dois edifícios inserem-se naquele quarteirão-piloto com quase um hectare que abarca 23 prédios com 34 proprietários. O presidente da Administração da SRU, Arlindo Cunha, afirmou que está a ser ultimado o documento estratégico para o quarteirão, com uma área bruta de construção total de 35 mil metros quadrados.

“Há dois anos de trabalho e de muitos contactos com os proprietários e os promotores. Queremos que este quarteirão seja uma zona com vocação funcional operativa quase meio a meio para habitação e para comércio e serviços. Cerca de 19 a 20 mil metros quadrados para cada uma destas funções”, explicou, ontem de manhã, Arlindo Cunha, durante a cerimónia de apresentação do projecto para os edifícios Loop e Pateo Bonjardim. Seguem uma nova tendência da Baixa se, há alguns anos, muitos edifícios de habitação do Porto foram transformados em escritórios, agora assiste-se a um movimento inverso.

Neste projecto, estima-se um retorno do investimento da ordem dos 17 milhões de euros. Francisco Rocha Antunes, managing director da John Neild & Associados (gestão da promoção imobiliária), fez uma análise ao mercado e concluiu que há “grupos restritos, mas qualificados de pessoas com capacidade e com vontade para voltar à Baixa”. A reconversão dos dois edifícios, que terão conceitos distintos, foi concebida pelo arquitecto lisboeta, Pedro Machado Costa, do Atelier de Santos. No edifício Pateo Bonjardim, projectam-se sete andares para habitação. O público-alvo é casais com mais de 55 anos e elevado poder de compra.

O edifício Loop, com “conceito mais vanguardista”, terá um estabelecimento comercial no rés-do-chão, 37 apartamentos em seis pisos e uma piscina e terraço na cobertura. O estacionamento é enterrado no miolo do quarteirão, onde nascerá um jardim. O futuro edifício Loop – que foi construído para albergar o hotel Solar de Aviz e acolheu a sede da União de Bancos – destina-se a pessoas solteiras ou a casais sem filhos. O imóvel na Praça de D. João I encontra-se devoluto há cerca de quatro anos.

O vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Lino Ferreira, (participou na cerimónia em representação do presidente Rui Rio, que, “por motivos imprevistos e de última hora, não pôde estar presente”, como referiu o vereador) considerou que esta é a “primeira vitória de um processo já muito negociado” para o quarteirão de D. João I. O autarca deu conta que, em breve, a Câmara e o Instituto Nacional de Habitação (INH) irão reunir-se para repor o capital social da Porto Vivo. “Ainda não temos o carinho da Administração Central que teve o Chiado, mas lá chegaremos”, ironizou Lino Ferreira.

O INH deverá negociar, ainda, um empréstimo com o Banco Europeu dos Investimentos para as obras de requalificação urbana.

http://jn.sapo.pt/2006/10/19/porto/renovar_dois_predios_d_joao_i_13_mil.html

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2. Encontro europeu arranca hoje em Paris
Gestores de resíduos debatem reciclagem

O aumento dos índices de separação de embalagens recicláveis pelos cidadãos europeus é o objectivo do terceiro encontro europeu de entidades gestoras daquele tipo de resíduos, congéneres da Sociedade Ponto Verde, que começa hoje em Paris.
“Um dos temas centrais do congresso é a cidadania ambiental. Através da troca de experiências dos gestores de embalagens, políticos, empresas e organizações não governamentais, pretende-se mudar o comportamento ambiental dos cidadãos”, explicou o director-geral da SPV, Luís Veiga Martins. A partilhar as suas experiências estão representantes de alguns países europeus mais desenvolvidos na reciclagem, como Alemanha e França, e membros do Parlamento Europeu. No congresso será ainda discutida a política europeia para o ambiente e o contributo da reciclagem de embalagens para o desenvolvimento sustentável.
Em Portugal foram recicladas 176 mil toneladas de embalagens nos primeiros nove meses deste ano (mais 15 por cento do que no período homólogo de 2005). “Os portugueses já estão cientes da importância da separação e reciclagem e têm-no demonstrado”, com resultados que “traduzem o esforço conjunto do País e revelam que podemos ir mais além”, afirmou. À semelhança de anos anteriores, o vidro foi o material mais encaminhado para reciclagem (99.447 toneladas). O papel/cartão foi a segunda embalagem mais reciclada (50 mil toneladas), seguindo-se o plástico (14 mil toneladas recolhidas).

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=6e3cec2ade15e0c508442a9f59fb7c81

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3. Castelo Rodrigo: Sugerem os espanhóis
Comboios históricos recuperados

Uma associação espanhola que defende a revitalização da linha ferroviária de Barca D’Alva para fins turísticos associou-se às comemorações dos 150 anos do comboio em Portugal promovendo uma festa que inclui música, exposições e demonstrações.
A iniciativa, agendada para 29 de Outubro na antiga estação do comboio de Barca D‘Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, é organizada pela Asociación de Camino de Hierro [em português, Associação do Caminho-de-Ferro] que já promoveu três acções idênticas no lado de lá da fronteira.
Segundo os promotores, o objectivo da acção é chamar a atenção das entidades locais e do poder central de ambos os países para a recuperação, para fins turísticos e culturais, da Linha de La Fuente de San Esteban (Espanha) e Barca D’Alva (Portugal), que começou a ser construída em 1883, foi inaugurada em 1887 e encerrada ao tráfego de passageiros e mercadorias em 1985.
A linha do caminho-de-ferro “corre” pelas devesas do Campo Charro (planalto salmantino) e entra no Parque Natural das Arribas do Douro, sendo considerada pelos espanhóis como “um exemplo de engenharia civil único, o que levou em 2000 o Ministério da Cultura de Espanha a classificá-lo como ‘Bem de Interesse Cultural’, com a categoria de ‘Monumento’”.
O estado de abandono em que se encontra a linha levou a associação, criada em 2003 por iniciativa de um grupo de professores do Instituto de Estudos Secundários Terras de Abadengo, de Lumbrales (Espanha), a propor a “reabilitação, reutilização, preservação e revalorização desse monumento para fins turísticos e culturais”.
Os seus dirigentes defendem o aproveitamento das infra-estruturas ferroviárias e dos recursos culturais e naturais existentes, cujo elo aglutinador é a via-férrea, a implantação de diversos meios de transporte como “biclonetas”, “zorra”, vagonetas históricas e comboio turístico, assim como a criação de caminhos para bicicletas e pessoas.
A reutilização das estações para restaurantes, alojamentos, oficinas temáticas, salas didácticas, entre outros fins, e o estabelecimento de rotas e actividades nas proximidades da linha e com ela relacionadas, são outras sugestões apontadas para dar “vida nova” à velha linha internacional que se encontra desactivada.
Os promotores consideram que a via-férrea deve ser recuperada e dotada “dos meios necessários para desenvolver um conjunto de actividades que potenciem o turismo em torno da Linha, como fórmula para a sua preservação”.
A colectividade formada por 13 municípios espanhóis e presidida por José Bautista (alcaide da localidade espanhola de Hinojosa), organiza anualmente “La Fiesta del Ferrocarril” com o objectivo de divulgar a infra-estrutura e sensibilizar a opinião pública e o poder político para conseguir a sua recuperação e valorização.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=f39a7a840387199e622928b8aecd6408

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4. Scut Governo penaliza vias do Litoral Norte

Os utilizadores das SCUT (auto-estradas sem custos para os utilizadores) da Costa da Prata (Gaia-Mira), Grande Porto (Matosinhos-Lousada) e Norte Litoral (Matosinhos-Viana do Castelo) vão começar a pagar portagens a partir do próximo ano. A decisão, ontem anunciada por Mário Lino, exclui, contudo, a Via do Infante (Algarve) da introdução de portagens. Ontem, o ministério das Obras Públicas escusou-se a pormenorizar os trajectos que estarão em causa. O anúncio provocou reacções de indignação dos autarcas das regiões Norte e Centro.

http://jn.sapo.pt/2006/10/19/primeiro_plano/scut_governo_penaliza_vias_litoral_n.html

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5. Investimento do Estado nos municípios continua a descer

Espinho é o concelho da Grande Área Metropolitana do Porto (GAMP) que receberá maior investimento estatal por habitante durante o próximo ano 745,66 euros. Cada matosinhense terá direito a 183,46 euros, cada portuense a 175,41 euros e cada gaiense a 73,36 euros. No fundo da lista, aparece o concelho da Trofa: o apoio financeiro do Governo, por residente, fica-se pelos 88 cêntimos.

http://jn.sapo.pt/2006/10/19/porto/investimento_estado_municipios_conti.html

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6. Coimbra: Miranda do Corvo: Direcção-Geral do Orçamento suspendeu projecto
Recuperação do Convento de Semide adiada

A recuperação do Convento de Semide, em Miranda do Corvo, prevista para este ano, deverá iniciar-se apenas em 2007, devido a um despacho da Direcção-Geral do Orçamento que suspendeu vários projectos de obras públicas na região.
O director regional dos Edifícios e Monumentos do Centro, José Afonso Mira, confirmou que as obras de recuperação do imóvel, que remonta ao século XII, só deverão arrancar no próximo ano, depois da aprovação e entrada em vigor do Orçamento de Estado.
Segundo aquele responsável, o processo estava preparado para a obra se iniciar este ano, de acordo com o calendário estabelecido pelo próprio Governo, que inscreveu a obra no Plano de Investimento de Despesa e Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC). “Se não fosse aquele despacho, que impedia compromissos não registados até 31 de Agosto, neste momento a obra já estava em curso”, frisou José Afonso Mira.
A intervenção no Convento de Semide, orçada em 1,2 milhões de euros, prevê a recuperação do claustro quinhentista, que se encontra em avançado estado de degradação e em risco de desmoronamento.
“A minha preocupação é de facto o claustro quinhentista. É uma frustração não poder adjudicar a obra, mas tudo fiz para que isso acontecesse”, referiu o director regional dos Edifícios e Monumentos do Centro.
De acordo com José Afonso Mira, está ainda a ser feita uma tentativa de candidatar a obra através do Plano Operacional da Cultural, “mas existem alguns dificuldades de enquadrar o projecto, dado que existem situações que não se enquadram”.

Padre
O pároco da freguesia de Semide, Pedro dos Santos, mostrou-se desapontado com a decisão do Governo, que, disse, “coloca em causa um património incalculável”. “Não posso acreditar que esta obra, prometida há tantos anos e que estava para se iniciar, seja inviabilizada à última da hora, quando o claustro está na eminência de desaparecer”.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=f2e6c8311e15c69c8893cae4c4cf362c

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7. Coutinho passa para VianaPolis

As últimas 23 fracções do prédio Coutinho passam na próxima terça-feira para a posse da VianaPolis. A comissão de moradores classifica o acto de ilegal. Já a sociedade que gere o programa de requalificação urbana garante que tem obrigação de avançar.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=3b1213b55aad82e9a338a9d4d2cf73f8

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8. Construção da ETAR de Fiães arranca no início do próximo ano

A construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Fiães, em Santa Maria da Feira, deverá arrancar no início do próximo ano. O contrato de execução da empreitada já foi assinado entre o consórcio vencedor e a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=9f869996d55307d31de31fed9a6caaed

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Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
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Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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