Duas visitas em 2023
1 – Visita à Paisagem Protegida Local do Rio Antuã em Oliveira de Azeméis
2 – Visita a três parques urbanos verdes em São João da Madeira

 

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VISITA AO PARQUE DO RIO UL, PARQUE FERREIRA DE CASTRO

E PARQUE NOSSA SENHORA DOS MILAGRES NO CONCELHO DE SÃO JOÃO DA MADEIRA
17 DE JUNHO DE 2023
Colocado em 19 de agosto de 2023

Veja um álbum fotográfico sobre esta visita.
Será colocado aí em breve uma curta nota rememorativa.

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VISITA AO CONCELHO DE OLIVEIRA DE AZEMÉIS
Colocado em 26 de fevereiro de 2023

COMO CORREU A VISITA?
Esta parte inicial foi colocada em 30 de abril de 2023
Ler mais abaixo as informações preparatórias para a visita
colocadas antes da sua realização

A visita abaixo documentada com fotografias obtidas por três dos participantes insere-se na linha de trabalho da Campo Aberto «Espaços Verdes e Vivos» (desde 2017, que prolonga a Campanha 50 Espaços Verdes em Perigo 50 Espaços a Preservar na Área Metropolitana do Porto; 2006 – 2010, primeira fase; 2011 – 2017, segunda fase. Pode ver mais sobre esta ação aqui.

Como se vê pelas imagens, o dia, embora primaveril, foi de nevoeiro e/ou chuva contínuos. Mesmo assim os cerca de 30 participantes mostraram-se sempre interessados e com muito agrado com o decorrer da visita.

 

Miradouro natural no Parque La Salette. Foto Fátima Ventura.

 

Começámos com uma caminhada de cerca de uma hora, guiados por André Santos, presidente da Associação ADUM (Associação Dona Urraca Moreira), com quem a Campo Aberto estabeleceu uma parceria neste contexto. O percurso situa-se no concelho de Oliveira de Azeméis, nas margens do rio Ul e do rio Antuã, na zona próxima onde o Ul desagua no Antuã, parte integrante da Paisagem Protegida Local do rio Antuã. Percurso interessantíssimo com pormenores verdadeiramente fascinantes.

 

Paisagem em redor do Parque Molinológico. Foto Julieta Silva.

 

De seguida, nas imediações e integrando a mesma paisagem, visitámos o Parque Temático Molinológico gerido pela associação do mesmo nome (APTM) onde fomos acolhidos pela responsável, Catarina Ramalho, sendo depois orientados pelo Sr. José António Oliveira (a ambos a Campo Aberto muito agradece), metalúrgico reformado, na visita aos moinhos, exemplificando com o seu funcionamento efetivo.

Na parte da tarde, com orientação de Ricardo Freitas, Técnico Superior do setor do Património da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, visitámos o Parque La Salette, jardim histórico de estilo romântico que remonta aos meados do século XIX. Jerónimo Monteiro da Costa, célebre paisagista e «jardineiro» a que se devem muitas obras notáveis da Arte dos Jardins no Porto e região, foi também o autor do desenho deste Parque ou jardim histórico, que possui um arvoredo extremamente rico e diversificado, embora predominem algumas espécies, quase todas exóticas, sobretudo a árvore do chá (Austrália). Foi também visitado o Santuário de Nossa Senhora de La Salette ali existente, na parte alta do Parque, e já na parte mais próxima da cidade moderna, o Berço Vidreiro, que funciona na «Casa das Heras”, que continua a produzir artesanalmente peças artísticas de vidro pelo mestre vidreiro, Alfredo Morgado.

 

Árvores-do-chá (Austrália) no Parque La Salette. Foto Cláudio Anes

Na ultima parte da visita, que decorreu entre as 16:00 e as 18:00, voltámos a uma caminhada sob orientação novamente de André Santos, ao terreno onde a ADUM tem em construção a sua sede e onde tem feito um trabalho notável de regeneração ecológica da paisagem circundante.

 

Algures na Paisagem Protegida Local do Rio Antuã. Foto Cláudio Anes

Um álbum fotográfico mais completo, organizado por Cláudio Anes com fotos suas e de Fátima Ventura e Julieta Silva, pode ser aqui consultado.

 

A seguir, texto e imagens colocadas em 26 de fevereiro de 2023 em antevisão da visita.

 

Moinho e casa do Ginete, futura sede da ADUM, foto de André Santos.

Visita e Caminhada por Espaços Verdes de Oliveira de Azeméis
Visita à Paisagem Protegida Local do Rio Antuã e ao Moinho e Casa do Ginete em Madail

Visita organizada pela Campo Aberto, de parceria com a ADUM – Associação Dona Urraca, uma associação de defesa do ambiente, e com colaboração da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e da Associação do Parque Temático Molinológico. A visita decorrerá em 1 de abril de 2023.

Rio Ul. Foto de André Santos

As imagens referem-se à Paisagem Protegida Local, ao Parque Temático Molinológico, ao Parque La Salette e ao Moinho e casa do Ginete, onde a ADUM está a construir a sua sede. Todas as fotografias são de André Santos.

Algumas informações sobre o património natural, ecológico e paisagístico a visitar:

PAISAGEM PROTEGIDA LOCAL

A Paisagem Protegida Local do Rio Antuã foi oficialmente constituída a 4 de abril de 2011. Ela é composta por duas áreas distintas, ocupando uma área total de 262,6 hectares.

Os objetivos da sua criação são os seguintes:

a – A conservação da natureza e da biodiversidade e a valorização do património natural e cultural associado ao vale do Rio Antuã;

b – A criação de áreas de recreio ao nível local, incluindo o Parque Temático Molinológico;

c – A educação ambiental e promoção de atividades científicas.

Na época da sua criação (segundo o jornal Público de 5 de novembro de 2010), o executivo municipal de Oliveira de Azeméis, concelho onde se situa esta Paisagem Protegida Local, pretendia a preservação de uma extensa zona de reserva ecológica, e previa intervenções  como a melhoria das margens do rio, a criação de áreas de lazer como percursos pedonais e a construção de um centro de interpretação ambiental, além de outras. Previa-se igualmente a despoluição das águas e a reconversão florestal da área, através da substituição de espécies exóticas por vegetação autóctone. Prevista igualmente a monitorização da qualidade da água do rio e a construção de infraestruturas de saneamento básico que eliminem as descargas de efluentes.

 

Rio Antuã. Foto de André Santos.

 

No documento Rede de Parques Metropolitanos na Grande Área Metropolitana do Porto – Relatório Final, de 2009, ou seja, há cerca de 13 anos, refere-se, sobre o património natural da região dos rios Antuã e Ul:

«No que diz respeito à caracterização do património natural da bacia hidrográfica dos rios Antuã e Ul, em zonas mais planas, menos declivosas e com menor ocupação urbana e industrial, verifica-se a prática de uma agricultura de subsistência, baseada no cultivo de hortícolas e milho. Nos declives mais acentuados, as encostas encontram-se revestidas essencialmente por manchas contínuas de eucaliptos (Eucalyptus globulus), pinheiros (Pinus pinaster) e acácias (Acacia melanoxylon e Acacia dealbata). No sopé de encostas, adjacente a vales e às margens da linha de água, desenvolve-se vegetação autóctone como o carvalho-alvarinho (Quercus robur), aveleiras (Corylus avellana), giestas (Cytisus sp.), sobreiro (Quercus suber) e ribeirinha que compreende o amieiro (Alnus glutinosa), o salgueiro-negro (Salix atrocinerea) e o choupo (Populus sp.). No sub-coberto arbustivo, abundam o tojo (Ulex europaeus), os fetos e as silvas (Rubus sp.).

Calçada Romana em Ul.

A bacia do Antuã drena toda a zona industrial de Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira, registando elevados níveis de poluição orgânica e microbiológica, com efeitos na sobrevivência das comunidades ictiofaunísticas. O rio Antuã foi muito colonizado pela truta (Salmo trutta), barbo-do-Norte (Barbus bocagei), escalos-do-Norte (Squalius carolitertii) e bogas (Chondrostoma polylepis), tendo posteriormente desaparecido todas as espécies piscícolas, excepto a enguia (Anguilla anguilla). Porém, na última década do século XX, até a enguia deixou de ser capturada (Plano de Bacia Hidrográfica do rio Vouga (2002) em www.inag.pt). No entanto, existe uma concessão de pesca nas albufeiras do rio Ul, no concelho de S. João da Madeira para a pesca de achigã (Micropterus salmoides), barbo (Barbus bocagei), carpa (Cyprinus carpio), enguia (Anguilla anguilla), boga (Chondrostoma polylepis), escalo (Squalius carolitertii), pimpão (Carassius auratus), tenca (Tinca tinca) e truta (Salmo trutta) (www.afn.min-agricultura.pt).»

Parque de La Salette, Oliveira de Azeméis. Foto de André Santos.

 

PARQUE LA SALETTE

Ainda segundo o mesmo documento Rede de Parques Metropolitanos:

«O Parque La Salette (Oliveira de Azeméis) é um parque verde situado a nascente do IC2 que ladeia o centro de Oliveira de Azeméis, considerado ex-libris da cidade, coroado pela capela de Nossa Senhora de La Salette. É um miradouro natural, pelas suas características, do parque é possível desvendar a Norte São João da Madeira, a Nordeste os vales dos rios Antuã e Caima e algumas zonas montanhosas de Arouca, como a Serra da Gralheira. Já a Sul observam-se os socalcos das freguesias de Travanca, Pinheiro da Bemposta e a mancha florestal da Bairrada; a Oeste, além da cidade, a ria de Aveiro e a linha do mar, de Ovar à Costa Nova.»

O Parque la Salette foi projetado pelo grande paisagista portuense do século XIX-XX, Jerónimo Monteiro da Costa.

Voltando ao documento Rede de Parques Metropolitanos:

«Do património natural (flora) do Parque La Salette, incluem-se o castanheiro-da-Índía (Aesculus hippocastanum L.), a árvore-de-seda (Albizia julibrissin Durazz.), o amieiro-branco (Alnus incana (L.) Moench), o medronheiro (Arbutus unedo L.), a banksia-da-costa (Banksia integrifolia L. f.), o vidoeiro (Betula alba L., Betula pendula Roth), a bútia-lanosa (Butia eriospatha (Mart. ex Drude) Becc.), o escovilhão-das-garrafas (Callistemon salignus (Sm.) Sweet), a torga-ordinária (Calluna vulgaris (L.) Hull), a japoneira (Camellia japonica L.), a catalpa (Catalpa bignonioides Walter), o cedro-do-Atlas (Cedrus atlantica (Endl.) Carriére), o cedro-do-Líbano (Cedrus libani A. Richard in Bory), a olaia (Cercis siliquastrum L.), o cedro-branco (Chamaecyparis lawsoniana (A. Murray) Parl.), o sakaki (Cleyera japonica Thunb.), os espinhos-da-cruz (Colletia paradoxa (Sprengel) Escal.), a planta-de-jade (Crassula ovata (Mill.) Druce), a criptoméria-do-Japão (Cryptomeria japonica (L. fil) D. Don), o cipreste-do-Arizona (Cupressus arizonica Greene), o cedro-do-Buçaco (Cupressus lusitanica Miller), o cipreste-da-Califórnia (Cupressus macrocarpa Hartweg), a baga-de-prata (Elaeagnus macrophylla Thunb.), os aranhiços (Eupatorium ligustrinum DC.), a urze (Erica cinerea sp.), a faia (Fagus sylvatica var. purpurea L.), o ginkgo (Ginkgo biloba L.), a hera (Hedera helix L.), a nogueira (Juglans regia L.), o zimbro-comum (Juniperus communis L.), o chá-australiano (Leptospermum laevigatum F. von Muell.), o alfenheiro-oval (Ligustrum ovalifollium Hassk.), a árvore-deJúpiter (Lagerstroemia indica L.), a árvore-do-âmbar (Liquidambar styraciflua L.), o tulipeiro (Liriodendron tulipifera L.), a magnólia (Magnolia grandiflora L.), a amoreira-negra pêndula (Morus nigra “pendula” L.), a murta (Myrtus communis L.), a oliveira (Olea europaea var. europae L.), o falso azevinho (Osmanthus heterophyllus (G.Don) P.S.Green), a palmeira-das-Canárias (Phoenix canariensis (hort. ex Chabaud)), a tamareira (Phoenix dactylifera (L.)), a photinia-chinesa (Photinea serratifolia (Desf.) Kalkman), o abeto-do-Norte (Picea abies (L.) Karsten), o pícea-do-Afeganistão (Picea smithiana (Wall.) Boiss.), o pícea-de-Stika (Picea sthichensis (Bong.) Carrière), o pinheiro-manso (Pinus pinea L.), o pinheiro-branco (Pinus strobus L.), a árvore-do-incenso (Pittosporum undulatum Vent.), o plátano (Platanus hispanica Mill. ex Muenchh), o teixo-das-ameixas (Prumnopitys andina (Poepell. ex Endl.) de Laub), o loureiro-real (Prunus laurocerasus L.), o carvalho-escarlate (Quercus coccinea Muenchh.), o carvalho-loureiro (Quercus imbricaria Michx.), o carvalho-alfinete (Quercus palustris Muenchh.), o carvalho-roble (Quercus robur L.), o carvalho-americano (Quercus rubra L.), o sobreiro (Quercus suber L.), a falsa-acácia (Robinia pseudoacacia L.), o pilriteiro-do-Japão (Rapiolepsis umbelata (Thumb.) Makino), o chapéu-de-chuva japonês (Sciadopitys verticillata (Thunb.) Siebold & Zucc.), a sequoia (Sequoia sempervirens (Lamb.) Endl.), o cipreste-dos-pântanos (Taxodium distichum (L.) L.C.M.Richard), a tuia-do-Canadá (Thuja occidentalis L.), a falsa-tuia-do-Japão (Thujopsis dolabrata (L. fil.) Siebold & Zucc.), a tília-de-folha-grande (Tilia platyphyllos Scop.), a tília-chorona (Tilia petiolaris DC.), a palmeira-da-China (Trachycarpus fortunei (Hooker) H.A.Wendl.), o ulmeiro-da-Sibéria (Ulmus pumila L.), o tojo (Ulex europaeus), a palmeira-da-Califórnia (Washingtonia filifera (Lindl.) H. A. Wendl.) e a glicínia (Wisteria floribunda (Willd.) DC.).»

 

Parque Temático Molinológico, junto ao rio Ul. Foto de André Santos.

 

No documento Rede de Parques Metropolitanos, há cerca de 13 anos, fazia-se referência ao Parque Temático Molinológico nestes termos (a comparar com o que hoje existe), que resumimos, suprimindo entre [ ] algumas informações de menor interesse:

«O Parque Temático Molinológico (Ul, Oliveira de Azeméis) é um projeto da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, implantado numa área de cerca de 9 ha. Localiza-se a SO do concelho, na margem esquerda do rio Ul, próximo da sua foz. […] Neste local, localizam-se 11 moinhos, alguns dos quais sofreram obras de recuperação. Atravessando a Ponte do Crasto e seguindo a margem esquerda do rio Ul, que corre ao longo de um sistema de levadas e açudes, e que se une ao rio Antuã, os terrenos mais planos encontram-se cultivados, com plantações de milho e azevém. Para este local, a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis prevê a despoluição dos rios Antuã e Ul e requalificação das suas galerias ripícolas, a criação de percursos (pedestres e cicláveis) ao longo das margens, a ligação das duas margens, a criação de condições e aquisição de material de apoio para a prática de alguns desportos radicais e a implementação e dinamização do projecto do Parque Molinológico. O parque situa-se a Sul do lugar de Crasto, onde o rio Ul desagua no rio Antuã, na cota de 50 metros. […]

Do Parque Temático Molinológico de Oliveira de Azeméis irá constituir-se um núcleo museológico do moinho e do pão, um auditório, salas para exposições, caminhos pedestres e um centro de interpretação da paisagem envolvente. Tem como objectivo preservar a história e as raízes do descasque do arroz e da moagem do pão da região. No núcleo museológico […] vão estar patente vários tipos de acervo relativo aos moinhos e disponibilizados espaços didáticos, onde os visitantes poderão consultar dados históricos do local e ouvir, inclusive, testemunhos vídeo das vivências dos antigos moleiros. Um dos moinhos do núcleo estará também a funcionar em pleno, permitindo a visualização de todos os pormenores do ofício de moleiro. No exterior deverão surgir espaços de lazer e construídos circuitos de valorização ambiental. Percursos pedestres e de BTT são algumas das iniciativas anunciadas. […]»

Ponte medieval do Manica, Madail

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