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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    1. Santa Maria da Feira: Câmara lava rua com água da rede

    A Câmara de Santa Maria da Feira terá recorrido a água da rede
    pública para regar jardins e lavar pisos. A denúncia partiu da CDU
    que defende a utilização de captações próprias, algumas desactivadas.

    Antero Resende afirma que, ainda recentemente, “o camião cisterna da
    autarquia e uma viatura da empresa responsável pela limpeza no
    concelho, estavam a abastecer água captada numa boca de incêndio” a
    escassos metros da Biblioteca Municipal, centro da cidade. Veículos
    que vão, mais tarde, regar os jardins e limpar pavimentos. Antero
    Resende diz-se convencido que a água está a ser indevidamente
    utilizada em funções que não se destinam ao consumo da
    população, “como recomenda a própria associação de municípios”,
    afirmou.

    Refere, a título de exemplo, as captações numa extensa zona de
    pinhal, no Cavaco, que durante anos abasteceu parte da população mas
    que se encontra “abandonada e numa situação de grande risco” garante.

    O vereador, Emídio Sousa, nega algumas das denúncias e afirma que a
    água da boca de incêndio se destina, apenas, ao abastecimento de
    escolas e creches. “A rega faz-se com água dos furos”, garante o
    autarca adiantando que estão a ser reactivadas mais captações.

    Diz, ainda, desconhecer o aestado da estrutura no Cavaco, mas que irá
    analisar a situação.

    https://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Aveiro&Concelho=Santa Maria daFeira&Option=Interior&content_id=969957

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    2. Porto: Câmara aprova terça-feira requalificação do Aleixo

    A Câmara do Porto vai aprovar terça-feira o plano de requalificação
    do Bairro do Aleixo, que prevê a criação de um fundo de investimento
    imobiliário com parceiros privados para o aproveitamento daquele
    terreno sobranceiro ao rio Douro.

    O plano, apresentado por Rui Rio em meados de Julho, tem a aprovação
    assegurada pelos votos da maioria PSD/CDS no executivo municipal, mas
    o vereador comunista, Rui Sá, pretende apresentar uma proposta
    alternativa que mantenha os moradores no bairro, apesar de também
    admitir a demolição das actuais torres. Esta proposta do vereador
    comunista é semelhante à que o anterior presidente socialista da
    autarquia, Nuno Cardoso, fez em 2001 e que também defendia a
    demolição das cinco torres e a manutenção dos moradores no bairro, a
    par da construção de habitação privada.

    O Bairro do Aleixo, que conta com cinco torres, cada uma com 13 pisos
    e onde moram cerca de 1.300 pessoas, é um dos mais problemáticos do
    Porto, sendo um dos mais conhecidos locais de tráfico de droga na
    cidade. O ‘Aleixo’, como é vulgarmente conhecido, começou a ser
    construído em 1974 para alojar pessoas provenientes da zona da
    Ribeira, mas a sua localização privilegiada sempre suscitou ao longo
    dos anos a questão do seu aproveitamento para fins imobiliários.

    O Plano de Requalificação do Bairro do Aleixo prevê a realização de
    um concurso público para a escolha de um parceiro privado para a
    criação de um Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII), no
    qual a autarquia deverá assumir uma participação entre os 10 e os 30
    por cento.

    Nos termos da proposta apresentada por Rui Rio, o parceiro privado
    poderá construir nos actuais terrenos do Bairro do Aleixo, devendo
    assegurar previamente o realojamento dos habitantes, em habitação
    social nova ou em edifícios recuperados pertencentes ao FEII.

    A proposta da autarquia conta, no entanto, com a oposição da
    Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo
    (APSBA), que pretende apresentar nos próximos dias uma providência
    cautelar para impedir a demolição do bairro. Contra a intenção da
    Câmara do Porto está também o Bloco de Esquerda, que acusou Rui Rio
    de necessitar de medidas de grande impacto para “esconder o fracasso
    das suas bandeiras eleitorais”. Diferente foi a reacção inicial do
    PS, a principal força de oposição no executivo municipal, tendo o
    vereador Francisco Assis considerado “correctos” os princípios em que
    se baseia a proposta da maioria que lidera a autarquia portuense.

    https://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=970080

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    3. Vagos: Pescadores não podem substituir tractores por bois

    Não é nada que já não tenha passado pela mente dos pescadores da
    xávega. Especialmente quando compram combustível para os tractores
    que puxam as redes nas praias. Mas os bois já não podem ser uma
    alternativa.

    Voltar atrás no tempo e recolocar bois a puxar as redes de pesca que
    saem dos barcos da Arte Xávega, na praia da Vagueira, é uma ideia que
    até passou pela cabeça de António Maltês, mas foi rapidamente
    colocada de parte. Segundo o pescador, proprietário de uma das
    companhas que operam naquela praia e que aceitou o repto da Câmara de
    Vagos para recriar a prática, tal como era há cerca de duas décadas,
    para os turistas assistirem durante a época balnear, a ideia não é
    viável, apesar do aumento do preço dos combustíveis, porque as
    embarcações e as redes são demasiado pesadas para os animais.

    A escassez de bois treinados para o efeito no concelho é outra
    dificuldade. As duas juntas de bois que este Verão pisam o areal
    para “turista ver” vieram de Ponte de Vagos e Covão do Lobo, duas
    freguesias vaguenses. Contudo, nos dois primeiros anos em que a
    autarquia promoveu a recriação da Xávega de forma genuína, os animais
    tiveram de ser alugados no município de Cantanhede, devido à
    dificuldade de encontrar aquele gado em Vagos.

    “Os tempos mudaram e já não dá para voltar atrás. Os barcos agora são
    maiores e mais pesados, e as redes também. Elas agora medem perto de
    800 metros e antes tinham 500 ou 600 metros. Os bois já não podem com
    elas e também não têm prática. Para fazer as encenações temos de
    ajudar os animais com os tractores na mesma”, confessa “Tonito”.
    Depois, “nós não temos animais e teríamos de os comprar e comprar
    ração e palha para lhes dar. Era também um gasto”, explica.

    https://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Aveiro&Concelho=Vagos&Option=Interior&content_id=969953

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    4. Fonteita: Ervas finas já chegaram a Espanha

    Uma empresária de Vila Real vende “ervas finas”, desde flores
    comestíveis a microvegetais, para os luxuosos restaurantes e hotéis
    nortenhos, mas a produção já não chega para as solicitações que
    chegam até de Espanha. Graça Soares, 38 anos, licenciada em
    Zootecnia, decidiu criar a empresa “Ervas Finas”, depois de, durante
    anos, ter coleccionado as mais variadas ervas, flores ou legumes.
    “Comecei por construir um horto na quinta dos meus avós, onde ia
    plantando e semeando as mais variadas ervas, plantas, legumes ou
    flores”, contou à agência Lusa. Hoje, os seus “frescos gourmet” são
    produzidos de forma totalmente biológica e são destinados à hotelaria
    e restauração de topo.

    Desde a urtiga, baldroega, dente de leão, alfaces das mais diversas
    cores e texturas, tomatinhos bebé, cenourinhas, cebolinhas, alecrins,
    alfazemas e orégãos, amores-perfeitos, groselhas negras, manjericão
    púrpura ou physalis. A maior parte das sementes são – frisou –
    importadas mas algumas também foram recolhidas na flora selvagem e
    espontânea. Ao todo, a empresa “Ervas Finas” possui 56 referências de
    ervas, 30 de flores comestíveis, e entre quatro a 10 de legumes-bebé.

    A empresa vende ainda cabazes feitos com vários produtos colhidos no
    dia e que são entregues directamente aos clientes. E porque o
    espaço “já é insuficiente” para a procura, a empresária quer
    aumentar, a área coberta em mais 1000 metros quadrados.

    https://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=VilaReal&Concelho=Vila Real&Option=Interior&content_id=969951

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    5. Porto: Hard Club – Mercado Ferreira Borges

    O executivo da Câmara do Porto aprova amanhã a cedência do direito de
    superfície do Mercado Ferreira Borges à sociedade Hard Club – Turismo
    de Animação Cultural, Lda por um período de 17 anos.

    A proposta terá depois de ser submetida à votação da Assembleia
    Municipal, órgão no qual a coligação PSD/CDS-PP também detém maioria,
    para que o contrato de concepção, projecto, construção e exploração
    possa ser assinado. Prepara-se, assim, o regresso de uma sala de
    espectáculos mítica e de referência a nível nacional e internacional
    que abriu em Dezembro de 1997 numa antiga tanoaria na margem
    ribeirinha de Vila Nova de Gaia, mas que fechou portas em 2006 depois
    de ter recebido mais de 500.000 espectadores, 1.300 espectáculos com
    230 actuações nacionais e 420 internacionais num total de mais de
    5.000 artistas provenientes de 34 países.

    O Hard Club foi o único candidato ao concurso aberto pela Câmara do
    Porto no início deste ano para a exploração e requalificação do
    espaço conhecido por Mercado Ferreira Borges, obtendo a sua proposta
    uma avaliação de 72 por cento. De acordo com a minuta do contrato a
    que o JANEIRO teve acesso, a sociedade irá pagar à edilidade uma
    renda de 2.500 euros por mês que será actualizada anualmente. Em
    paralelo, cederá ao município o espaço para organização de eventos
    por si promovidos, nomeadamente 120 horas mensais no «main floor», 20
    horas mensais no auditório e 10 horas mensais na sala 1.

    O novo Hard Club, que a sociedade estima poder abrir a 18 de Setembro
    de 2009, transformará o Ferreira Borges num espaço multifuncional e
    adaptável, sendo o projecto da autoria do arquitecto Francisco Aires
    Mateus. No espaço principal, a sociedade pretende realizar
    exposições, receber turistas e convidados e ter ainda um palco que
    receba diariamente actuações acústicas. Haverá ainda um auditório
    adaptável para uma capacidade de 150 lugares sentados ou para sala de
    espectáculos com capacidade para 300 pessoas de pé, onde se pretende
    levar a cabo actividades diversas durante o horário de funcionamento
    diurno e nocturno. O Hard Club terá também uma outra sala para 1.000
    pessoas destinada à realização de grandes eventos, um espaço no
    primeiro piso que visa propiciar aos utilizadores um local de
    convívio dotado de serviço de cafetaria/restauração/ bar e dois
    espaços comerciais. De acordo com a proposta apresentada, o objectivo
    é também o de “criar um espaço na cidade do Porto que apresente uma
    ampla oferta cultural – nomeadamente com a realização de exposições,
    conferências, seminários, entre outros – e vocacionado para a
    produção de eventos, não só musicais, mas também eventos ligados às
    artes cénicas e plásticas ou sessões de cinema”. Destaque-se que o
    projecto proposto contempla também um espaço para estúdio e sala de
    ensaio, livraria/discoteca, `merchandising’ e uma esplanada interior
    e outra exterior.

    “A nossa Associação entende que o projecto é de grande qualidade
    arquitectónica na medida em que respeita escrupulosamente as
    características e traça do edifício existente e tem o mérito de o
    requalificar. Além disso, as actividades lúdicas e de hotelaria que
    são propostas valorizam o Centro Histórico da cidade e
    complementariam a oferta que é, em grande medida, proporcionada hoje
    pelo Palácio da Bolsa” – Rui Moreira, presidente da Associação
    Comercial do Porto

    “Considero que o projecto proposto pelo Hard Club para o Mercado
    Ferreira Borges virá enriquecer a oferta musical na região do Porto.
    O trabalho que esta instituição desenvolveu ao longo de vários anos
    em Vila Nova de Gaia revelou-se de grande qualidade e
    profissionalismo pelo que estou certo que a sua continuidade, agora
    na cidade do Porto, vem proporcionar uma oferta regular na área do
    pop/rock que contribuirá para posicionar o Porto como um dos
    principais pólos musicais da península ibérica” – Pedro Burmester,
    músico e director artístico da Casa da Música

    O projecto do Hard Club para o Mercado Ferreira Borges recebeu também
    o apoio de outras entidades, designadamente a ESMAE – Escola Superior
    de Música e Artes do Espectáculo, do Conservatório de Música do
    Porto, da Fundação da Juventude e da Escola Superior de Artes e
    Design. Num inquérito que realizou no seu site da internet, entre os
    dias 24 de Janeiro e 28 de Abril, o Hard Club apurou, através de 1548
    respostas que a maioria (1.441, sendo 14 respostas internacionais)
    gostaria de ver o Hard Club no Ferreira Borges.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=c45c3f4759ac08064878c53ea2eb0db2

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    6. Porto: Água sob controlo

    A “Águas do Porto” vai contar com a colaboração de cinco catedráticos
    da Universidade do Porto na criação de um sistema de controlo da
    qualidade da água em tempo real. Joaquim Poças Martins. presidente da
    empresa, referiu que o objectivo consiste em “criar saber científico”
    nesta matéria de forma a que possa ser aprofundado o estudo de novos
    factores que estão a gerar efeitos menos positivos nas praias da
    cidade, com reflexos directos na conquista e manutenção da Bandeira
    Azul. Este conjunto multidisciplinar de especialistas, que será
    coordenado pelo próprio professor Poças Martins, irá debruçar-se
    também sobre o impacto resultante do surgimento este ano de novos
    factores poluidores directamente relacionados com a alteração
    hidrodinâmica decorrente da construção dos Molhes do Douro. Além das
    descargas directas, que têm sido minoradas através de várias obras,
    nomeadamente a conclusão das ligações domiciliárias ao saneamento, a
    água das praias do Porto está sujeita à poluição difusa proveniente
    principalmente do Douro, do Rio Leça, da Ribeira da Riguinha.

    Outros factores pesam também na criação desta poluição, nomeadamente
    os navios ao largo, as gaivotas e a sujidade das ruas arrastada para
    o mar pelas chuvas, além dos ventos e marés que podem manter ou
    afastar as manchas de poluição das praias, factores que podem
    prejudicar o elevado nível de exigência de uma bandeira azul.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=db0b8509c7499f37b0659c5cf695cb33

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Maria Carvalho

    =============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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