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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Crónica: O suave milagre (II)

Recusando-se a reconhecer os milagres estatísticos do Ministério da
Educação, há quem aponte o facilitismo das provas de aferição deste
ano e veja aí a explicação do súbito sucesso dos alunos portugueses a
Matemática.

Mas não houve sombra de facilitismo. Foi mesmo milagre. A prova de
aferição do 6.º ano incluiria, por exemplo, uma questão praticamente
igual à da do 1.º Ciclo (ex-4.ª classe) do ano passado.

Nada menos verdadeiro. Na prova do 1.º Ciclo de 2007, a questão era
sobre a turma do Nuno; este ano foi sobre a turma do Ricardo. No ano
passado, o pictograma era feito com “smiles”, este ano foi com
bolinhas.

Na prova do 1.º Ciclo de 2007 perguntava-se sobre alunos que
aprendiam informática; na prova do 6.º ano de 2008 foi sobre alunos
que aprendiam piano. No ano passado, no 1.º

Ciclo, para resolver o problema, bastava somar um “smile” e meio;
agora, no 6.º ano, já era preciso somar três bolinhas e subtrair uma,
o que é muito mais difícil.

Os críticos verão que, depois, no 9.º e no 12.º anos, já será preciso
saber multiplicar, e até dividir! A epopeia educativa da Matemática é
para continuar.

Manuel António Pina

https://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=961168&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

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2. Crónica: Saudinha é que é preciso

Fechar urgências para poupar dinheiro (“optimizar recursos”, como
eles dizem) é apenas o princípio. No Japão, empresas e autarquias são
agora obrigadas a medir a cintura de trabalhadores e habitantes entre
os 40 e os 74 anos.

A notícia vem no New York Times, que acrescenta que quem apresente
mais barriga do que o autorizado pelo Governo (85 cm os homens e 89
as mulheres) tem três meses para emagrecer sob pena de ser sujeito a
um programa de reeducação.

Entretanto, na Europa e EUA, as companhias aéreas preparam-se para
cobrar bilhetes mais caros aos gordos. Por cá, até ver, ainda só
foram criminalizados os fumadores (que, na Inglaterra, se arriscam a
perder o direito a cuidados médicos).

Mas, pela amostra, não tarda que também os gordos, os sedentários, os
hipertensos, os gulosos e os mal comidos em geral (incluindo os
esfomeados) tenham a ASAE à perna e sejam obrigados a andar de
estrela amarela ao peito.

A “sustentabilidade” e o “deficit” impõem sacrifícios a todos. Vendo
bem as coisas, estar doente ou ter hábitos de vida pouco saudáveis é
ainda mais grave que ser judeu ou comunista.

Manuel António Pina

https://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=960059&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

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3. Crónica: Homens & mulheres

Fiquei a saber pelo “Diário Económico” que a dra. Manuela Ferreira
Leite não disse uma palavra sobre os três dias que abalaram Portugal
não porque não tivesse que dizer mas porque, enquanto durou o “lock
out” dos camionistas, optou por estar em Londres com o neto.

É uma razão ponderosa. Um neto é um neto. E, como a recém-eleita
líder do PSD faz questão de sublinhar, “as mulheres não pensam em
política 24 horas por dia”, sendo provavelmente essa a
badalada “petite différence” que as distingue dos homens. A
constatação implica, no entanto, corolários perturbadores. Com
efeito, parece resultar dela que os homens pensam em política 24
horas por dia, o que é susceptível de suscitar interrogações
identitárias tanto em mulheres que pensem em política 24 horas por
dia, domingos e dias santos de guarda incluídos (há mulheres capazes
disso e de muito mais), como em homens que ocupem algumas horas do
dia a pensar em outra coisa ou a não pensar em coisa nenhuma. É
decerto a isto que o dr. Morais Sarmento se refere quando diz que
Manuela Ferreira Leite “contribui para o debate com ideias”.

Manuel António Pina

https://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=959668&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

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