• Set : 17 : 2020 - ALERTA AOS CIDADÃOS: TRÊS JARDINS DO PORTO E 503 SOBREIROS EM GAIA AMEAÇADOS DE MUTILAÇÃO E ABATE
  • Mai : 14 : 2020 - Por Amor da Árvore 2020
  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

Veja o site da Campo Aberto:
https://www.campoaberto.pt/

Comente, participe. Divulgue!

==========================
Caro Leitor do Boletim Diário PNED:

Se ainda não o é, e se concorda, ainda que apenas em parte, com o que é e faz a Campo Aberto, e se julga útil apoiá-la, faça-se sócio!

Em alternativa assine a revista Ar Livre (que os sócios também recebem).

Peça informações:
contacto@campoaberto.pt

==========================

BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Sexta-feira, 02 de Maio de 2008

==========================

Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

==========================
1. Áreas naturais do Porto ainda sem protecção

As principais áreas naturais da região do Porto continuam a não ter estatuto de protecção, estando ainda “tudo por fazer” neste domínio”, afirmou ontem Nuno Oliveira, presidente do Núcleo Português de Estudo e Protecção da Vida Selvagem (NPEPVS).

“As áreas mais importantes, como a Serra de Santa Justa, a Barrinha de Esmoriz ou a Reserva Ornitológica do Mindelo continuam sem estatuto de protecção”, salientou Nuno Oliveira, também director do Parque Biológico de Gaia.

Nuno Oliveira destacou, no entanto, a mudança de posição do Estado português relativamente à Reserva Ornitológica do Mindelo, que este ano comemora meio século. “O projecto de Lei-Quadro da Conservação da Natureza, elaborado pela Secretaria de Estado do Ambiente, reconhece que aquela zona do Mindelo nunca deixou de ser uma reserva natural”, frisou.

A situação das principais áreas naturais existentes na zona do Porto era o tema central de um encontro que deveria ter começado ontem naquele parque biológico, mas que foi adiado “para depois do Verão”. “Tínhamos muitos inscritos, mas poucas comunicações, ou seja, não havia conteúdo científico pelo que não era possível realizar o encontro”, lamentou Nuno Oliveira.

https://jn.sapo.pt/2008/05/02/sociedade_e_vida/areas_naturais_porto_ainda_proteccao.html

==========================
2. Adeus, Galiza!
José Mota
Manuel, Correia Fernandes, Arquitecto

A Galiza já não é o que era. Para seu bem e para desgraça nossa, Portugal e, sobretudo, o Norte de Portugal continua a ser o que era pobre! Os números já não falam só. Gritam e gritam bem alto a nossa contínua perda em tudo quanto são valores de bem-estar, qualidade de vida, progresso e crença no futuro. Resultado: hoje, vive-se melhor na Galiza do que no Norte de Portugal.

Há alguns anos, a situação era a inversa. Perante os factos, é possível que tenham acontecido três coisas ou ambos crescemos mas eles cresceram mais, ou eles cresceram e nós não, ou eles também não cresceram mas nós andámos para trás. Talvez tenha acontecido de tudo um pouco mas a verdade é que, hoje, já fomos ultrapassados pela ex-pobre Galiza e em alguns casos, até já fomos ultrapassados.

Razões? Haverá, certamente, muitas. Umas conhecidas, outras menos e outras, ainda, nada conhecidas ou que, pelo menos, não gostamos de invocar. A verdade é que de um e outro lado da fronteira – que até já nem existe – olhamo-nos de modo distinto.

(…)

A verdade é que hoje a situação só é idêntica à de antigamente no facto de nos continuarmos a olhar de ambos os lados da fronteira – que continua a não existir – de modo igualmente diferente é que a Galiza já não espera por nós e até já a vimos partir para outra: definitivamente, a Galiza cansou-se de esperar e já nem, sequer, arrisca pensar se o que nos falta é capacidade de decisão (localizada onde quer que seja) ou qualquer outra coisa. Mas, legítima, claro. A verdade é que não a quisemos no momento certo e ainda nem sequer sabemos se, algum dia, a vamos querer ter!

https://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/adeus_galiza.html

==========================
3. Está pronta mais uma extensão do metro na avenida

Dentro de poucas semanas os passageiros do metro vão poder viajar até mais longe na Linha Amarela, na Avenida da República, em Gaia. A extensão entre as estações João de Deus (actual terminal) e D. João II, junto ao cruzamento com a EN222 (Avenida de Vasco da Gama), com 715 metros, está pronto. As composições já circulam em testes, devendo começar a operação comercial “nas próximas semanas”, referiu, ao JN, fonte da Empresa do Metro.

https://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/esta_pronta_mais_extensao_metro_aven.html

==========================
4. Antigas pedreiras alvo de requalificação

Os cabeços da serra d’ Aire, onde é feita a extracção de calçada portuguesa, vão começar a ser limpos de uma forma mais regular a partir deste ano, depois da aprovação de um estudo de impacto ambiental conjunto para a actividade.
(…)
A nova legislação entrou em vigor este mês e para que as explorações estejam legalizadas é necessário que sejam feitos planos de recuperação paisagística dos locais onde estão instaladas.
(…)
Esta questão irá resolver algumas “feridas” abertas na serra por pedreiras antigas e alguns proprietários já começaram a limpar os terrenos, enchendo-os de pedra e entulho de explorações vizinhas.
(…)
Só na zona da Mendiga foram requalificados mais de cem hectares de pedreiras, sob a fiscalização da direcção do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. “Quem passar por lá nem nota que aquilo já foi pedreira”, explicou Francisco Santos.

https://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/antigas_pedreiras_alvo_requalificaca.html

==========================
5. Mais de 4 mil subscreveram petição da linha

No espaço de um mês o Movimento Cívico pela Linha do Tua conseguiu reunir mais de quatro mil subscritores para a sua petição em defesa da manutenção daquela ferrovia. O endereço http//www.petitiononline.com/tuaviva/petition.html, disponível na internet desde 27 de Março deste ano, registou uma forte adesão por parte dos que não concordam com a construção de uma barragem no rio Tua e com a consequente destruição de uma linha com 120 anos de história.

https://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/mais_4_subscreveram_peticao_linha.html

==========================
6. Parque botânico no antigo viveiro

O antigo viveiro florestal de Queiriga, junto à Estrada Nacional 323, em Vila Nova de Paiva, foi transformado em parque botânico. A inauguração do espaço é a 10 deste mês. São oito hectares de um verde imenso, que reúne mais de um milhar de diferentes espécies botânicas, divididas por famílias, usos etnobotânicos e industriais, propriedades medicinais e características aromáticas. Tem ainda um conjunto de edifícios destinados à investigação laboratório, centro de interpretação e atelier.
(…)

Paisagem natural

O “Arbutus do Demo”, é assim que se chama o parque, “assentou na reconstrução fiel da paisagem natural e antropogénica das terras altas do Paiva, num projecto de recuperação em que foi desejado e possível modernizar infraestruturas no respeito pela história e passado do espaço, mantendo o sistema de águas residuais e de rega, as edificações originais, que foram reabilitadas e adaptadas a novos fins, e a estrutura arbórea”, explica o responsável.
(…)

Sensibilizar população

“O íntimo do parque passa também pelo contributo pedagógico, de mobilização e sensibilização da população, sobretudo das camadas mais jovens.

https://jn.sapo.pt/2008/05/02/norte/parque_botanico_antigo_viveiro.html

==========================
7. Portugal: Está em risco memória da cidade industrial

A degradação ameaça o património industrial da zona oriental de Lisboa, cujo futuro incerto só será acautelado através de um levantamento exaustivo que salvaguarde as construções valiosas e deixe para a posteridade um registo sobre as restantes.

Esta é a sugestão de José Lopes Cordeiro, especialista em património industrial, que lembra que em Lisboa, apenas a zona oriental tem resistido às investidas imobiliárias que reduziram a zero os vestígios da industrialização noutras partes da cidade, como Alcântara.

“Não podemos ter a pretensão de preservar tudo. O que é necessário é haver critérios e medidas específicas para salvaguardar este património quando se justificar. É preciso fazer um levantamento e uma avaliação de tudo o que tem valor histórico ou patrimonial”, disse o responsável da Associação Portuguesa de Património Industrial (APPI) à Agência Lusa.

Se, nalguns casos, a recuperação será a opção mais acertada, passando eventualmente pela adequação das estruturas a novos usos, noutros, a demolição é inevitável.

Importa, no entanto, “fazer a sua conservação através do registo, com dados sobre a sua função, importância histórica, fotografias, entrevistas com os protagonistas e outras pessoas que viveram naquele ambiente”.

Na zona oriental, convivem edifícios industriais de vários estilos e épocas, alguns mais conhecidos e valorizados, outros negligenciados e praticamente esquecidos.

Construções emblemáticas como os gasómetros da Matinha ou a Abel Pereira da Fonseca, cuja decoração com cachos de uvas relembra o seu papel como armazém de vinhos, há muito perderam a sua função original, mantendo-se apenas como elementos da paisagem citadina. Outras, como a estação elevatória a vapor dos Barbadinhos transfiguraram-se num museu de sucesso, já premiado internacionalmente.

Outras ainda, como a fábrica da Nacional ou a estação de Santa Apolónia continuam a cumprir, orgulhosamente, os fins com que foram criadas.

Entre as que mantém a sua utilização e as que foram recuperadas e aproveitadas para novos fins, sobram as construções que se degradam lentamente, abandonadas à incúria e ao desleixo.

É o caso, por exemplo, dos grandes conjuntos de edifícios industriais e das habitações operárias que correspondem à primeira fase de industrialização do país, mas que dificilmente retratam hoje a vitalidade desses tempos.

O investigador lembra que as cidades mais marcadas pela industrialização tem vindo a perder o património desta época a um ritmo acelerado. “No Porto, por exemplo, desapareceu quase tudo”, afirmou.

O historiador lamenta que se tenha perdido a oportunidade criada pela Expo’98, altura em que chegaram a ser editados roteiros que contavam a história da cidade através da indústria e em que os focos da atenção estiveram direccionados para este património.

“Perdeu-se a oportunidade de fazer uma intervenção aprofundada. Os armazéns Abel Pereira da Fonseca tiveram uma utilização efémera que poderia ser retomada. Não faz sentido estar sem utilização”, considerou.

https://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/esta_risco_memoria_cidade_industrial.html

==========================

Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
https://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins atrasados veja
https://campoaberto.pt/boletimPNED/

==========================
INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais
ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

Campo Aberto – associação de defesa do ambiente
Apartado 5052
4018-001 Porto
telefax 22 975 9592
contacto@campoaberto.pt
www.campoaberto.pt

Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

======================================

Imprimir esta página Imprimir esta página

Categorias: Boletim

Deixar comentário