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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Moinhos de portas abertas à espera de investimentos

Comemora-se hoje o Dia Nacional dos Moinhos. Para assinalar, a Rede
Nacional de Moinhos promoveu a iniciativa de abrir ao público 102
exemplares durante os dias de hoje e ontem. “Os moinhos são marcos da
paisagem e um património que tem de ser preservado e cada vez mais
potenciado”, afirmou Jorge Miranda, presidente da Rede Portuguesa de
Moinhos. Há mais de 30 anos ligado à milonologia, este apaixonado da
causa dos museus não tem dúvida que a aposta neste tipo de estruturas
é importante para alguns sectores do turismo em Portugal. “É uma
excelente oportunidade de negócio para pequenas freguesias que a
partir de um moinho recuperado pode gerar mais-valias”, explicou. O
facto de transformar uma coisa velha num valor acrescentado já está,
segundo Jorge Miranda, a atrair alguns investimentos que se têm
mostrado lucrativos.

https://jn.sapo.pt/2008/04/07/norte/moinhos_portas_abertas_a_espera_inve.html

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2. Matosinhos: Energia solar vai aquecer três piscinas municipais

As piscinas municipais da Senhora da Hora, Custóias e Perafita vão
passar a ser aquecidas por energia solar. É a intenção da Câmara de
Matosinhos que vota hoje a abertura de uma negociação para a
instalação de um sistema solar térmico naquelas três piscinas
municipais. De acordo com a proposta, a medida insere-se “no âmbito
das medidas de racionalização de consumos de energia e aproveitamento
das energias renováveis”. O valor previsto para a instalação do
sistema é de cerca de 120 mil euros. Nas mesmas piscinas deverão ser
ainda instalados sistemas de tratamento de água por ultra violeta.

https://jn.sapo.pt/2008/04/07/porto/energia_solar_aquecer_tres_piscinas_.html

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3. Porto: Moção de censura

A Assembleia Municipal do Porto debate hoje, numa reunião
extraordinária, uma moção de censura apresentada pelos deputados do
Bloco de Esquerda, a primeira contra o actual executivo camarário. A
votação do documento chegou a estar agendada para o dia 25 de
Fevereiro, mas a assembleia marcada para esse dia acabou por não se
concretizar.

O objectivo da iniciativa é o de criticar o presidente da câmara
municipal, Rui Rio, e a sua equipa pela forma como têm conduzido o
processo de privatização e de requalificação do Mercado do Bolhão.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=cab4332eb610fb36997c132e8edadfa9

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4. Matosinhos: Semáforos desligados

Dezenas de semáforos no concelho de Matosinhos estão desligados há
mais de um mês, o que tem causado diversos acidentes viários em
alguns cruzamentos, sobretudo em S. Mamede de Infesta e Senhora da
Hora. A gestão da sinalização luminosa estava adjudicada, desde 2004,
a uma empresa do pai do vice-presidente Nuno Oliveira. O contrato,
entretanto, terminou em Fevereiro do ano passado e não foi renovado.

A autarquia, através do gabinete de imprensa, reconheceu a existência
de “diversos problemas pontuais” com o trânsito, causados por
semáforos desligados ou avariados, o que acontece, em alguns casos,
há mais de dois meses.

O responsável do gabinete de imprensa afirmou que será aberto um
concurso público para adjudicar a gestão e manutenção da sinalização
luminosa nos 80 cruzamentos do concelho. Contudo, foi possível apurar
que a Câmara de Matosinhos ainda não realizou o concurso porque uma
parte dos cruzamentos abrange as linhas da Metro do Porto e a gestão
desses semáforos tem que ser articulada com o metropolitano. A Metro,
por sua vez, alterou o modelo de gestão e tem uma nova administração,
o que terá atrasado todo o processo.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=96f89dc721c153f6992458dd8a1669b8

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5. O desacordo ortográfico

Portugal vai ser confrontado com uma mudança nas regras da sua
língua. O Acordo Ortográfico está mais perto de ser concretizado, o
que volta a levantar problemas antigos entre o nosso país, que tenta
atrasar a implementação das regras e o Brasil, maior defensor do
acordo.

“Onde vais? Vou ao batismo do meu sobrinho, filho do meu irmão
arquiteto. Apanho o voo da manhã. Espero que o tempo não esteja úmido
por lá. Achas que vai estar? Os meus pais não creem nisso. Se fizer
mau tempo posso reaver o dinheiro do bilhete no ato da compra? Ir ao
frio? Seria heroico da minha parte”.

Se reparou nalguns erros ortográficos nas frases acima escritas, é
bom sinal. Pode ficar satisfeito porque sabe escrever em bom
português. No entanto, estes erros vão deixar de o ser quando entrar
em vigor o novo Acordo Ortográfico. De novo só tem mesmo o nome, já
que é uma proposta antiga assinada pelos países de expressão
portuguesa, mas que nunca foi posta em prática. Agora, o diploma
parece estar mais perto de poder entrar em vigor, devido às últimas
movimentações dos governos de Lisboa e de Brasília. Mesmo assim, o
Acordo Ortográfico assinado pelos países de língua portuguesa em
1990, por isso já “maior de idade”, com 18 anos de existência, corre
o risco de quase chegar a “trintão” sem nunca ser aplicado. As
alterações promovidas pelo diploma serão mais sentidas em Portugal, o
que levou o País a atrasar a implantação do acordo.

A mudança da ortografia divide as opiniões dos portugueses, dando a
ilusão que coloca em jogo o orgulho da pátria. Escritores, editores,
políticos e intelectuais afirmam que, com o Acordo Ortográfico, o
País cede aos interesses brasileiros, já que as mudanças fundamentais
beneficiam, aparentemente, em maior escala a terra de Vera Cruz. O
português é a terceira língua da União Europeia mais falada do mundo,
mas tem diferenças entre as ortografias de cada país de expressão
lusitana.

O Acordo Ortográfico uniformiza a língua, que atinge oito países e
200 milhões de pessoas, e fá-la afirmar-se no cenário internacional,
algo impossível se a mesma continuar com diversas ortografias (há
palavras em português de Portugal que se escrevem de maneira
diferente do português do Brasil). Para tentar clarificar melhor os
prós e os contras do Acordo Ortográfico vários académicos, políticos,
escritores, editores e outros intelectuais vão encontrar-se hoje num
debate na Assembleia da República, precedido por uma conferência em
que intervirão, entre outros, responsáveis das duas instituições que
negociaram as bases científicas do acordo (a Academia das Ciências de
Lisboa e a Academia Brasileira de Letras) e do Instituto
Internacional da Língua Portuguesa, com sede em Cabo Verde.

Mesmo com a premissa que o Acordo Ortográfico permita excepções,
contemplando a coexistência de duplas grafias, como nas
palavras “característica”, “sector”e “infecção” (que não têm o «c» no
Brasil), a verdade é que muita coisa vai mudar. O novo alfabeto
proposto pelo Acordo Ortográfico, por exemplo, vai incorporar o «k»,
o «w», e o «y», ficando, então, com 26 letras. Haverá a supressão de
acentos diferenciais, como o de “pára”, do verbo parar; e do
circunflexo em “vôo” ou “crêem”. No Brasil, suprimem-se os acentos
agudos em ditongos como o de “idéia” (passa a escrever-se “ideia”)
assim como o trema (aqueles dois pontinhos que ficam sobre o “u” de
lingüiça, em brasileiro). Em Portugal, palavras como “jóia”
ou “espermatozóide” perdem o seu acento. Há também mudanças com o
hífen em palavras como “anti-semita” e “anti-religioso” que vão
deixam de ser escritas em separado (comece a habituar-se a
escrever “antissemita” e “antirreligioso”). Outro exemplo é a
expressão “há-de” que, embora pareça agora muito esquisito, vai
começar a escrever-se “há de”. Em Portugal cerca de 1,6 por cento das
palavras serão alteradas como “húmido” que passará a escrever-
se “úmido”, enquanto que no Brasil serão apenas 0,5 por cento. Na
acentuação gráfica, e atendidas as variações de pronúncia portuguesa
e brasileira, serão aceites duas variantes. Em Portugal continua a
escrever-se “académico”, “gémeo” ou “polémico”, enquanto que no
Brasil será “académico”, “gémeo” e “polémico”. Mas a maior mudança
será mesmo na maioria das palavras com consoantes mudas, que vão
desaparecer – “acção” passa a ser “ação” e “baptismo” passa a
ser “batismo”, por exemplo. Aqui reside o principal cavalo de batalha
português contra a “brasilinização” da língua.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=ce48cbbfbe42122359b32cc7550b46bd

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
https://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins anteriores veja
https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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