Destaque: Saúde, Mercados Municipais e Pedagogia

    O consumo excessivo de medicamentos (notícia 1), em especial
    antidepressivos, terá algo a ver com ambiente? Provavelmente, já que
    as doenças de civilização, inclusive do foro psíquico, andam
    associadas à degeneração de características civilizacionais que não
    podem ocultar uma componente relacionada com a presença ou ausência
    de natureza, de espaço e de liberdade face aos constrangimentos
    sociais. Existem obviamente dimensões especificamente culturais e
    sociais mas cuja incidência não é alheia aos factores ambientais. Uma
    pedagogia que dê lugar à terra e à vida (notícia 5), lugar esse hoje
    asfixiado e subalternizado, pode ter um papel importantíssimo na
    saúde física e psicológica. No que se refere à alimentação, os
    mercados municipais (notícia 4), esmagados há décadas pelas grandes
    superfícies comerciais, em vez de serem transformados em mais espaços
    não-alimentares ou apenas secundariamente alimentares, teriam um
    papel fundamental no incentivo a um consumo de legumes e hortícolas
    de melhor qualidade (hoje reconhecido como importante factor de saúde
    pública) e ao impulso à moribunda agricultura de proximidade,
    estimulando a agricultura apoiada pela comunidade e alimentos
    certificados segundo boas práticas agrícolas favoráveis ao ambiente.
    Não apenas o Bolhão e o Bom Sucesso, mas todos os mercados municipais
    da AMP, poderiam criar uma estrutura comum orientada para a sua
    renovação nesse sentido e em sinergia e trabalho conjunto. Que a RAN
    seja ocupada por instalações industriais mostra apenas que não há
    desde há décadas uma política clarividente de incentivo à agricultura
    e sua viabilização (notícia 10). Mas quando é o próprio Estado
    central a dar o exemplo de constantes desafectações arbitrárias e
    casuísticas, não podemos espantar-nos com casos avulsos que apenas
    exprimem um rumo geral da sociedade portuguesa em direcção à
    destruição do território. Deve ser isso que permite ao Ministro do
    (?) Ambiente declarar que o ordenamento do território já não é um
    problema no país. Quereria talvez dizer que o problema desapareceu
    por já não existir o seu objecto.

    JCM

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    Caro Leitor do Boletim Diário PNED:

    Se ainda não o é, e se concorda, ainda que apenas em parte, com o que
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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quarta-feira, de de 2008

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    1. Mundial/Saúde: Antidepressivos tão eficazes como placebo

    Estudo aponta uma fraca eficácia de medicamentos com o Prozac

    Os antidepressivos de nova geração, como o Prozac e o Seroxat, não
    são mais eficazes do que placebos na maioria dos doentes de
    depressão, segundo um estudo da universidade britânica de Hull.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/sociedade_e_vida/antidepressivos_eficazes_como_placeb.html

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    2. Mundial/Sementes: Montanha gelada protege sementes de todo o Mundo

    Uma “arca de Noé verde” foi inaugurada, ontem, para proteger milhões
    de sementes alimentares e preservar a diversidade vegetal mundial,
    ameaçada pelas catástrofes naturais, guerras e até alterações
    climáticas. A caixa forte situa-se dentro de uma montanha gelada, no
    arquipélago norueguês de Svalbard.

    “Com as alterações climáticas e outras forças que ameaçam a
    diversidade da vida que sustentam o planeta, a Noruega orgulha-se por
    desempenhar um papel fulcral na criação de uma protecção, não só de
    sementes, mas dos blocos que constroem a civilização humana”, disse o
    primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg.

    “É um jardim do Éden glacial”, afirmou José Manuel Durão Barroso, o
    presidente da Comissão Europeia. Um jardim construído para resistir a
    um terramoto ou a um ataque nuclear.

    O cofre – num gelado arquipélago a cerca de mil quilómetros do Pólo
    Norte – tem cerca de 130 metros e está dentro de uma montanha gelada,
    servindo de apoio a outros bancos de sementes do mundo inteiro. Tem
    capacidade para fornecer 4,5 milhões de sementes e proteger as mesmas
    de catástrofes naturais e artificiais. A sua construção demorou menos
    de um ano e os seus custos ascenderam aos nove milhões de dólares.

    Os países interessados podem depositar sementes e reservarem o
    direito de retirá-las consoante a necessidade. O projecto está
    englobado no fundo para a Confiança de Diversidade de Colheita
    Global, fundado no âmbito das Nações Unidas. “A recolha irá provar
    ser a nossa maior aposta e uma fonte indispensável para fazer frente
    às alterações climáticas, à falta de água e energia, e para
    satisfazer as necessidades alimentares, de uma população crescente”,
    disse Cray Fowler, responsável pela fundo da Diversidade Global de
    Colheitas.

    Svalbard é muito frio, mas o cofre terá unidades de ar condicionado
    de 18 graus negativos, a temperatura que os peritos asseguram
    permitir às sementes serem conservadas durante um milhar de anos.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/sociedade_e_vida/montanha_gelada_protege_sementes_tod.html

    Portugal contribuiu com 793 amostras

    Em todo o Mundo existem actualmente 1400 bancos de sementes. Em
    Portugal existem pelo menos dois um na Direcção Regional de
    Agricultura de Entre-Douro-e-Minho, em Braga, e outro na Estação
    Nacional de Melhoramento de Plantas, em Elvas. O “cofre global de
    sementes” (a tradução directa do nome em inglês) que agora nasceu na
    Noruega pretende ser universal, recebendo contribuições dos restantes
    bancos. Basta recordar que recentemente duas dessas instalações foram
    destruídas, um em Bagdad, devido à guerra, e outro na Tailândia,
    devido à subida das águas.

    Para o “bunker” construído pela Noruega, Portugal já enviou 793
    espécies. Uma pequena parte face às 250 mil amostras ali colocadas
    e à capacidade do banco, que pode receber quatro milhões de amostras.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/sociedade_e_vida/portugal_contribuiu_793_amostras.html

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    3. Mundial/Saúde: Tuberculose resistente a aumentar

    As taxas de novos casos globais de tuberculose multirresistente nunca
    foram tão elevadas, revela um novo relatório da Organização Mundial
    de Saúde (OMS) baseado na mais ampla recolha de dados realizada até
    agora.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/sociedade_e_vida/tuberculose_resistente_a_aumentar.html

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    4. Porto: Assinaturas pelo Bolhão chegam à AR

    Mais de uma centena de pessoas desloca-se, hoje, a Lisboa para
    entregar na Assembleia da República cerca de 50 mil assinaturas em
    defesa da reabilitação do Mercado do Bolhão, no Porto. A recolha de
    assinaturas, efectuada pelo movimento cívico em defesa do Bolhão,
    decorreu ao longo das últimas três semanas no mercado, lojas
    adjacentes e na Internet.

    “A ideia é lutar contra o projecto que a empresa TCN tem para o
    mercado centenário”, disse à Lusa fonte ligada à iniciativa, frisando
    que o movimento defende que “o Bolhão deve ser reabilitado e não
    demolido”.

    A Câmara do Porto assinou em 23 de Janeiro um contrato com a TNC que
    prevê a cedência do edifício por 50 anos. A empresa holandesa afirma,
    no entanto, pretender que o mercado mantenha a traça original e que a
    área comercial tradicional seja complementada com novas lojas, metade
    das quais de cultura, lazer e restauração.

    Para impedir o início das obras, o movimento cívico está a estudar a
    possibilidade de entregar, hoje, uma providência cautelar no
    tribunal. Segundo José Maria Silva, um dos dinamizadores, o facto do
    edifício ter sido classificado como Imóvel de Interesse Público “dá
    novo ânimo e esperança”.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/porto/assinaturas_pelo_bolhao_chegam_a_ar.html

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    5. Noroeste: Quinta produz educação
    Na Quinta de Pentieiros, foi dia de as crianças cultivarem as suas
    pequenas hortas, onde aprendem e se divertem muito

    Amanhã de ontem foi diferente das dos outros dias para dezenas de
    crianças e idosos de escolas e lares de terceira idade de Ponte de
    Lima. Durante cerca de três horas, gente de palmo e meio munida de
    galochas e chapéus coloridos misturou-se com pessoas que podiam ser
    seus avós, e meteu mãos à terra para plantar todo o tipo de flores e
    verduras. O cenário foi a imensa Quinta de Pentieiros, na Paisagem
    Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos, a meio
    caminho entre Viana do Castelo e Ponte de Lima.

    Ali produz-se um pouco de tudo o que se relaciona com agricultura e
    pecuária – há 28 espécies de animais diferentes espalhadas pela
    quinta -, mas são poucos os produtos que entram para o circuito
    comercial. Alguma carne vai parar aos talhos da região, os produtos
    hortícolas acabam por ser vendidos aos visitantes, mas a grande
    produção é bem outra. “Trabalhamos para produzir educação ambiental”,
    afirma Paulo Pimenta, o engenheiro zootécnico, responsável pela fauna
    da Quinta de Pentieiros, desde que esta começou a ser construída em
    2004.

    Em menos de quatro anos, a propriedade situada a quilómetro e meio da
    Área de Paisagem Protegida de Bertiandos, transformou-se num
    verdadeiro paraíso rural, que faz as delícias principalmente das
    crianças das escolhas do município e de todo o país. As da terra,
    assim como os idosos, têm direito a trabalhar uma pequena parcela de
    terreno, que cuidam uma a duas vezes por mês. Ontem foi dia de ir à
    horta.

    Guilherme Rodrigues tem sete anos e frequenta o primeiro ciclo na
    Escola Básica da vila. Era dos que corria, desenfreado, à volta da
    “Horta das Formigas”, que a sua turma tem de tratar. Frenético,
    escavava a terra, saltava com os amigos e, mais que tudo, falava com
    toda a gente. A professora, Lurdes Araújo, comentou a rir “É o nosso
    relações públicas”. Guilherme tomou de assalto os jornalistas, ontem
    convidados a conhecer os projectos “Diverte-te na horta” e “Horta
    sénior”.

    “Estes meninos não estão habituados a mexer na terra, mas faz-lhes
    falta. Sentem-se cansados mas estão felizes”, comenta Lurdes Araújo,
    enquanto controla os miúdos atarefados por entre as plantações de
    tremoços, favas, cenouras, alhos, rabanetes, espinafres, alfaces,
    tomates, morangos
    São verdadeiras hortas já a crescer ao fim da terceira visita,
    realizada ontem pelos seus “proprietários”.

    Na secção dos idosos, a maioria permanece sentada a observar o
    movimento frenético das crianças. Na horta sénior, só Laurinda
    Dantas, que diz “andar em 80” quando se lhe pergunta a idade, mete as
    mãos na terra, de onde aliás nunca as tirou ao longo da sua vida.
    “Nunca deixei a lavoura. Estive sempre na terra como a toupeira”, diz
    divertida, lançando um olhar crítico aos colegas de lar que não tocam
    na horta “Nunca gostei de fazer cera por banda nenhuma, mas aqui vejo
    muita gente a fazer”.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/quinta_produz_educacao.html

    Parque cinegético

    A Quinta de Pentieiros aguarda há cerca de dois anos autorização da
    Direcção Geral de Veterinária para poder criar um parque cinegético,
    onde as crianças e outros visitantes possam, no futuro, ver animais
    de caça como veados, javalis, rolas, codornizes, coelhos bravos,
    lebres, etc. O projecto, já acordado com o Ministério da Agricultura
    para o fornecimento das espécies, está pendente dessa licença, que, a
    ser desbloqueada, irá permitir engrossar o já grande número de
    espécies existentes na quinta. Desde galinhas de várias famílias, a
    porcos da Índia e do Vietname, bovinos, ovinos e caprinos, gansos,
    cisnes, pavões, cavalos, póneis e burros, a propriedade tem de tudo,
    incluindo representações de todas a raças autóctones da região. Cada
    criança pode apadrinhar um animal.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/parque_cinegetico.html

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    6. Vila Real: Quercus processa Estado por causa da A4

    Ermelinda Osório

    A Quercus vai interpor uma acção em tribunal contra o Estado por
    aquilo que considera “ilegalidades” no processo relacionado com a
    futura construção da auto-estrada n.º 4, que “omite por completo a
    Rede Natura 2000”, anunciou João Branco, dirigente da associação
    ambientalista, que vem juntar-se ao protesto das populações locais
    organizadas no movimento cívico “Cidadãos por Vila Real”.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/quercus_processa_estado_causa_a4.html

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    7. Bragança: Autarcas de Bragança e de Léon discutem futura auto-estrada

    O presidente da Câmara de Bragança e o alcaide de Léon vão reunir-se
    em breve para discutir a estratégia a desenvolver com o objectivo de
    persuadir os Governos de Portugal e de Espanha a concertar a
    construção de uma auto-estrada que ligue as duas cidade. O
    responsável espanhol quer encontrar-se também com associações
    empresariais, para promover um “lóbi de pressão”.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/autarcas_braganca_e_leon_discutem_fu.html

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    8. Norte Transmontano: Ligação ferroviária

    O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, vai pedir apoio
    aos restantes 11 autarcas do distrito de Bragança para que subscrevam
    o projecto de ligação ferroviária da antiga da Linha do Tua à Puebla
    de Sanábria (Espanha). A ideia passa por reactivar a antiga linha do
    caminho-de-ferro de Mirandela a Bragança, “que tem potencial
    turístico e nós sabemos isso e que pode tornar viável a linha do Tua
    até ao Douro”, afiançou, fazendo o prolongamento da linha até à
    localidade espanhola. Disse que se os restantes municípios não
    quiserem subscrever o projecto, que deverá ser candidatado a fundos
    comunitários, vai, pelo menos, tentar que os autarcas de Macedo de
    Cavaleiros e Bragança o façam, uma vez que a Linha do Tua inclui os
    dois concelhos. O prolongamento da linha até Espanha está ainda em
    fase de estudo de viabilidade, mas as previsões apontam para um custo
    de 35 milhões de euros. Para o edil, seria vantajoso, uma vez que
    Espanha está a investir na ligação em alta velocidade entre Madrid e
    Puebla de Sanabria, projecto a concluir em 2012, estimando-se um
    tráfego inicial de três milhões de passageiros por ano. O projecto
    será apresentado na Comunidade de Trabalho Bragança-Zamora.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/ligacao_ferroviaria.html

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    9. Radioactividade: Bispo pede justiça para ex-mineiros
    D. Ilídio Leandro junta a sua voz à dos antigos trabalhadores da ENU

    O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, está ao lado dos antigos
    trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU) na
    reivindicação de direitos que lhes são devidos desde que a empresa,
    sediada em Canas de Senhorim, encerrou as portas.

    “Os ex-trabalhadores da ENU esperam, há mais de 10 anos, pela justiça
    que a lei lhes atribuiu e, sucessivamente, lhes tem reconhecido”,
    declara D. Ilídio Leandro, em nota pastoral ontem divulgada.

    O prelado afirma não compreender a razão pela qual, apesar do “apoio
    e compreensão” dos representantes dos vários grupos que elaboraram a
    lei, “os trabalhadores continuam a esperar justiça, a ter de mendigar
    a sua aplicação, a ter de reivindicar brevidade e a ter de lamentar-
    se da sua ausência”.

    Os antigos operários têm reclamado, ao longo dos anos, a equiparação
    a fundo de mina para efeitos de antecipação da idade da reforma,
    exames médicos regulares para despistar doenças resultantes de anos
    de exposição à contaminação radioactiva e indemnizações para as
    famílias dos que já morreram.

    Ex-pároco de Canas de Senhorim, D. Ilídio Leandro acompanhou de perto
    os problemas e preocupações dos trabalhadores da extinta ENU e suas
    famílias. Problemas que ganharam relevo em 2001 quando a empresa, de
    capital exclusivamente público, a trabalhar na exploração de urânio
    desde 1977, entrou em complexo e prolongado processo de liquidação
    que culminaria, em 2004, com o encerramento definitivo.

    D. Ilídio Leandro defende que é preciso respeitar os direitos das
    pessoas que trabalharam na ENU “sem reivindicar condições de
    segurança ou de privilégio”, considerando mesmo que o facto de se
    tratar de uma empresa nacional “acresce nas obrigações e por ser de
    grande risco acresce na largueza e celeridade da justiça”.

    António Minhoto, porta-voz da comissão dos antigos trabalhadores,
    aplaude a solidariedade de D. Ilídio Leandro. E espera que o eco das
    suas preocupações chegue à Assembleia da República onde, a 7 de
    Março, serão discutidos os projectos-lei, do PCP e do BE, que incluem
    as reivindicações dos ex-mineiros.

    “Vamos estar lá em peso com as nossas famílias. Espero que o Partido
    Socialista valorize a solidariedade do nosso bispo e, tal como ele,
    tome o partido dos mais fracos”, desafia Minhoto.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/bispo_pede_justica_para_exmineiros.html

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    10: Reserva Agrícola Nacional: 250 empregos em risco por causa da
    Reserva Agrícola

    Vale Gracioso é apenas uma das zonas onde se verificam situações de
    ilegalidade. Em Pombal, Batalha e Porto de Mós também houve denúncias

    Dezenas de empresas de Leiria instaladas em Reserva Agrícola Nacional
    (RAN) têm ordem para demolir as construções em solo classificado ou
    até para encerrar. Os proprietários estão indignados com a
    notificação que receberam da Comissão Regional da Reserva Agrícola do
    Centro e alertam para o facto de estarem em risco centenas de postos
    de trabalho. Admitem lutar em defesa das suas unidades e consideram
    que os terrenos devem ser desafectados.

    “Em defesa do ambiente”. É esta a justificação dada pelo líder da
    Associação Ambiente Saudável e Cidadania do Litoral Estremenho,
    Dionísio Rodrigues. O responsável assume ter sido esta estrutura “a
    denunciar muitas situações de ilegalidade em Leiria, mas também em
    Ourém, Pombal, Porto de Mós e Batalha”. “Demos conhecimento ao
    Ministério Público e ao Ministério do Ambiente de cerca de meia
    centena de casos”, afirma, manifestando-se convicto de que, com estas
    acções, “a associação vai contribuir para tornar Leiria uma região
    melhor para se viver”.

    Do outro lado desta “guerra” estão os empresários. Manuel da
    Conceição Antunes, empreiteiro de estradas, com perto de 20
    funcionários, admite não saber o que fazer. “Assumo que sou
    prevaricador, mas acho que tem de ser o Plano Director Municipal
    (PDM) a adaptar-se à realidade”, defende. Criada há 28 anos, a
    empresa, situada no Vale Gracioso, em Leiria, ocupou uma pequena área
    da RAN, que serve de parque para máquinas e camiões. “Sem este
    espaço, não posso movimentar os equipamentos, preciso dele”, afirma,
    contando ter recebido uma intimação com ordem para fechar, há cerca
    de dois meses.

    A revolta atinge também a DMS Trucks. O gerente, Miguel Susano,
    explica que a construção da unidade é anterior ao PDM, pelo que
    espera que a situação se resolva da melhor maneira. “Nesta primeira
    fase, estamos a tentar defender-nos como podemos, mas de futuro,
    penso que temos de nos juntar para lutarmos junto dos ministérios do
    Ambiente e da Agricultura”, adianta, concluindo que “são muitas vidas
    em jogo para estarem a brincar assim”.

    Questionada pelo JN, a Câmara de Leiria, que já reuniu com os
    empresários para se inteirar desta questão, limita-se a afirmar que
    está a estudar o assunto.

    https://jn.sapo.pt/2008/02/27/pais/250_empregos_risco_causa_reserva_agr.html

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por José Carlos Marque

    =============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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