• Set : 17 : 2020 - ALERTA AOS CIDADÃOS: TRÊS JARDINS DO PORTO E 503 SOBREIROS EM GAIA AMEAÇADOS DE MUTILAÇÃO E ABATE
  • Mai : 14 : 2020 - Por Amor da Árvore 2020
  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

Destaque: Saúde, Mercados Municipais e Pedagogia

O consumo excessivo de medicamentos (notícia 1), em especial
antidepressivos, terá algo a ver com ambiente? Provavelmente, já que
as doenças de civilização, inclusive do foro psíquico, andam
associadas à degeneração de características civilizacionais que não
podem ocultar uma componente relacionada com a presença ou ausência
de natureza, de espaço e de liberdade face aos constrangimentos
sociais. Existem obviamente dimensões especificamente culturais e
sociais mas cuja incidência não é alheia aos factores ambientais. Uma
pedagogia que dê lugar à terra e à vida (notícia 5), lugar esse hoje
asfixiado e subalternizado, pode ter um papel importantíssimo na
saúde física e psicológica. No que se refere à alimentação, os
mercados municipais (notícia 4), esmagados há décadas pelas grandes
superfícies comerciais, em vez de serem transformados em mais espaços
não-alimentares ou apenas secundariamente alimentares, teriam um
papel fundamental no incentivo a um consumo de legumes e hortícolas
de melhor qualidade (hoje reconhecido como importante factor de saúde
pública) e ao impulso à moribunda agricultura de proximidade,
estimulando a agricultura apoiada pela comunidade e alimentos
certificados segundo boas práticas agrícolas favoráveis ao ambiente.
Não apenas o Bolhão e o Bom Sucesso, mas todos os mercados municipais
da AMP, poderiam criar uma estrutura comum orientada para a sua
renovação nesse sentido e em sinergia e trabalho conjunto. Que a RAN
seja ocupada por instalações industriais mostra apenas que não há
desde há décadas uma política clarividente de incentivo à agricultura
e sua viabilização (notícia 10). Mas quando é o próprio Estado
central a dar o exemplo de constantes desafectações arbitrárias e
casuísticas, não podemos espantar-nos com casos avulsos que apenas
exprimem um rumo geral da sociedade portuguesa em direcção à
destruição do território. Deve ser isso que permite ao Ministro do
(?) Ambiente declarar que o ordenamento do território já não é um
problema no país. Quereria talvez dizer que o problema desapareceu
por já não existir o seu objecto.

JCM

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Quarta-feira, de de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Mundial/Saúde: Antidepressivos tão eficazes como placebo

Estudo aponta uma fraca eficácia de medicamentos com o Prozac

Os antidepressivos de nova geração, como o Prozac e o Seroxat, não
são mais eficazes do que placebos na maioria dos doentes de
depressão, segundo um estudo da universidade britânica de Hull.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/sociedade_e_vida/antidepressivos_eficazes_como_placeb.html

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2. Mundial/Sementes: Montanha gelada protege sementes de todo o Mundo

Uma “arca de Noé verde” foi inaugurada, ontem, para proteger milhões
de sementes alimentares e preservar a diversidade vegetal mundial,
ameaçada pelas catástrofes naturais, guerras e até alterações
climáticas. A caixa forte situa-se dentro de uma montanha gelada, no
arquipélago norueguês de Svalbard.

“Com as alterações climáticas e outras forças que ameaçam a
diversidade da vida que sustentam o planeta, a Noruega orgulha-se por
desempenhar um papel fulcral na criação de uma protecção, não só de
sementes, mas dos blocos que constroem a civilização humana”, disse o
primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg.

“É um jardim do Éden glacial”, afirmou José Manuel Durão Barroso, o
presidente da Comissão Europeia. Um jardim construído para resistir a
um terramoto ou a um ataque nuclear.

O cofre – num gelado arquipélago a cerca de mil quilómetros do Pólo
Norte – tem cerca de 130 metros e está dentro de uma montanha gelada,
servindo de apoio a outros bancos de sementes do mundo inteiro. Tem
capacidade para fornecer 4,5 milhões de sementes e proteger as mesmas
de catástrofes naturais e artificiais. A sua construção demorou menos
de um ano e os seus custos ascenderam aos nove milhões de dólares.

Os países interessados podem depositar sementes e reservarem o
direito de retirá-las consoante a necessidade. O projecto está
englobado no fundo para a Confiança de Diversidade de Colheita
Global, fundado no âmbito das Nações Unidas. “A recolha irá provar
ser a nossa maior aposta e uma fonte indispensável para fazer frente
às alterações climáticas, à falta de água e energia, e para
satisfazer as necessidades alimentares, de uma população crescente”,
disse Cray Fowler, responsável pela fundo da Diversidade Global de
Colheitas.

Svalbard é muito frio, mas o cofre terá unidades de ar condicionado
de 18 graus negativos, a temperatura que os peritos asseguram
permitir às sementes serem conservadas durante um milhar de anos.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/sociedade_e_vida/montanha_gelada_protege_sementes_tod.html

Portugal contribuiu com 793 amostras

Em todo o Mundo existem actualmente 1400 bancos de sementes. Em
Portugal existem pelo menos dois um na Direcção Regional de
Agricultura de Entre-Douro-e-Minho, em Braga, e outro na Estação
Nacional de Melhoramento de Plantas, em Elvas. O “cofre global de
sementes” (a tradução directa do nome em inglês) que agora nasceu na
Noruega pretende ser universal, recebendo contribuições dos restantes
bancos. Basta recordar que recentemente duas dessas instalações foram
destruídas, um em Bagdad, devido à guerra, e outro na Tailândia,
devido à subida das águas.

Para o “bunker” construído pela Noruega, Portugal já enviou 793
espécies. Uma pequena parte face às 250 mil amostras ali colocadas
e à capacidade do banco, que pode receber quatro milhões de amostras.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/sociedade_e_vida/portugal_contribuiu_793_amostras.html

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3. Mundial/Saúde: Tuberculose resistente a aumentar

As taxas de novos casos globais de tuberculose multirresistente nunca
foram tão elevadas, revela um novo relatório da Organização Mundial
de Saúde (OMS) baseado na mais ampla recolha de dados realizada até
agora.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/sociedade_e_vida/tuberculose_resistente_a_aumentar.html

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4. Porto: Assinaturas pelo Bolhão chegam à AR

Mais de uma centena de pessoas desloca-se, hoje, a Lisboa para
entregar na Assembleia da República cerca de 50 mil assinaturas em
defesa da reabilitação do Mercado do Bolhão, no Porto. A recolha de
assinaturas, efectuada pelo movimento cívico em defesa do Bolhão,
decorreu ao longo das últimas três semanas no mercado, lojas
adjacentes e na Internet.

“A ideia é lutar contra o projecto que a empresa TCN tem para o
mercado centenário”, disse à Lusa fonte ligada à iniciativa, frisando
que o movimento defende que “o Bolhão deve ser reabilitado e não
demolido”.

A Câmara do Porto assinou em 23 de Janeiro um contrato com a TNC que
prevê a cedência do edifício por 50 anos. A empresa holandesa afirma,
no entanto, pretender que o mercado mantenha a traça original e que a
área comercial tradicional seja complementada com novas lojas, metade
das quais de cultura, lazer e restauração.

Para impedir o início das obras, o movimento cívico está a estudar a
possibilidade de entregar, hoje, uma providência cautelar no
tribunal. Segundo José Maria Silva, um dos dinamizadores, o facto do
edifício ter sido classificado como Imóvel de Interesse Público “dá
novo ânimo e esperança”.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/porto/assinaturas_pelo_bolhao_chegam_a_ar.html

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5. Noroeste: Quinta produz educação
Na Quinta de Pentieiros, foi dia de as crianças cultivarem as suas
pequenas hortas, onde aprendem e se divertem muito

Amanhã de ontem foi diferente das dos outros dias para dezenas de
crianças e idosos de escolas e lares de terceira idade de Ponte de
Lima. Durante cerca de três horas, gente de palmo e meio munida de
galochas e chapéus coloridos misturou-se com pessoas que podiam ser
seus avós, e meteu mãos à terra para plantar todo o tipo de flores e
verduras. O cenário foi a imensa Quinta de Pentieiros, na Paisagem
Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos, a meio
caminho entre Viana do Castelo e Ponte de Lima.

Ali produz-se um pouco de tudo o que se relaciona com agricultura e
pecuária – há 28 espécies de animais diferentes espalhadas pela
quinta -, mas são poucos os produtos que entram para o circuito
comercial. Alguma carne vai parar aos talhos da região, os produtos
hortícolas acabam por ser vendidos aos visitantes, mas a grande
produção é bem outra. “Trabalhamos para produzir educação ambiental”,
afirma Paulo Pimenta, o engenheiro zootécnico, responsável pela fauna
da Quinta de Pentieiros, desde que esta começou a ser construída em
2004.

Em menos de quatro anos, a propriedade situada a quilómetro e meio da
Área de Paisagem Protegida de Bertiandos, transformou-se num
verdadeiro paraíso rural, que faz as delícias principalmente das
crianças das escolhas do município e de todo o país. As da terra,
assim como os idosos, têm direito a trabalhar uma pequena parcela de
terreno, que cuidam uma a duas vezes por mês. Ontem foi dia de ir à
horta.

Guilherme Rodrigues tem sete anos e frequenta o primeiro ciclo na
Escola Básica da vila. Era dos que corria, desenfreado, à volta da
“Horta das Formigas”, que a sua turma tem de tratar. Frenético,
escavava a terra, saltava com os amigos e, mais que tudo, falava com
toda a gente. A professora, Lurdes Araújo, comentou a rir “É o nosso
relações públicas”. Guilherme tomou de assalto os jornalistas, ontem
convidados a conhecer os projectos “Diverte-te na horta” e “Horta
sénior”.

“Estes meninos não estão habituados a mexer na terra, mas faz-lhes
falta. Sentem-se cansados mas estão felizes”, comenta Lurdes Araújo,
enquanto controla os miúdos atarefados por entre as plantações de
tremoços, favas, cenouras, alhos, rabanetes, espinafres, alfaces,
tomates, morangos
São verdadeiras hortas já a crescer ao fim da terceira visita,
realizada ontem pelos seus “proprietários”.

Na secção dos idosos, a maioria permanece sentada a observar o
movimento frenético das crianças. Na horta sénior, só Laurinda
Dantas, que diz “andar em 80” quando se lhe pergunta a idade, mete as
mãos na terra, de onde aliás nunca as tirou ao longo da sua vida.
“Nunca deixei a lavoura. Estive sempre na terra como a toupeira”, diz
divertida, lançando um olhar crítico aos colegas de lar que não tocam
na horta “Nunca gostei de fazer cera por banda nenhuma, mas aqui vejo
muita gente a fazer”.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/quinta_produz_educacao.html

Parque cinegético

A Quinta de Pentieiros aguarda há cerca de dois anos autorização da
Direcção Geral de Veterinária para poder criar um parque cinegético,
onde as crianças e outros visitantes possam, no futuro, ver animais
de caça como veados, javalis, rolas, codornizes, coelhos bravos,
lebres, etc. O projecto, já acordado com o Ministério da Agricultura
para o fornecimento das espécies, está pendente dessa licença, que, a
ser desbloqueada, irá permitir engrossar o já grande número de
espécies existentes na quinta. Desde galinhas de várias famílias, a
porcos da Índia e do Vietname, bovinos, ovinos e caprinos, gansos,
cisnes, pavões, cavalos, póneis e burros, a propriedade tem de tudo,
incluindo representações de todas a raças autóctones da região. Cada
criança pode apadrinhar um animal.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/parque_cinegetico.html

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6. Vila Real: Quercus processa Estado por causa da A4

Ermelinda Osório

A Quercus vai interpor uma acção em tribunal contra o Estado por
aquilo que considera “ilegalidades” no processo relacionado com a
futura construção da auto-estrada n.º 4, que “omite por completo a
Rede Natura 2000”, anunciou João Branco, dirigente da associação
ambientalista, que vem juntar-se ao protesto das populações locais
organizadas no movimento cívico “Cidadãos por Vila Real”.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/quercus_processa_estado_causa_a4.html

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7. Bragança: Autarcas de Bragança e de Léon discutem futura auto-estrada

O presidente da Câmara de Bragança e o alcaide de Léon vão reunir-se
em breve para discutir a estratégia a desenvolver com o objectivo de
persuadir os Governos de Portugal e de Espanha a concertar a
construção de uma auto-estrada que ligue as duas cidade. O
responsável espanhol quer encontrar-se também com associações
empresariais, para promover um “lóbi de pressão”.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/autarcas_braganca_e_leon_discutem_fu.html

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8. Norte Transmontano: Ligação ferroviária

O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, vai pedir apoio
aos restantes 11 autarcas do distrito de Bragança para que subscrevam
o projecto de ligação ferroviária da antiga da Linha do Tua à Puebla
de Sanábria (Espanha). A ideia passa por reactivar a antiga linha do
caminho-de-ferro de Mirandela a Bragança, “que tem potencial
turístico e nós sabemos isso e que pode tornar viável a linha do Tua
até ao Douro”, afiançou, fazendo o prolongamento da linha até à
localidade espanhola. Disse que se os restantes municípios não
quiserem subscrever o projecto, que deverá ser candidatado a fundos
comunitários, vai, pelo menos, tentar que os autarcas de Macedo de
Cavaleiros e Bragança o façam, uma vez que a Linha do Tua inclui os
dois concelhos. O prolongamento da linha até Espanha está ainda em
fase de estudo de viabilidade, mas as previsões apontam para um custo
de 35 milhões de euros. Para o edil, seria vantajoso, uma vez que
Espanha está a investir na ligação em alta velocidade entre Madrid e
Puebla de Sanabria, projecto a concluir em 2012, estimando-se um
tráfego inicial de três milhões de passageiros por ano. O projecto
será apresentado na Comunidade de Trabalho Bragança-Zamora.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/ligacao_ferroviaria.html

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9. Radioactividade: Bispo pede justiça para ex-mineiros
D. Ilídio Leandro junta a sua voz à dos antigos trabalhadores da ENU

O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, está ao lado dos antigos
trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU) na
reivindicação de direitos que lhes são devidos desde que a empresa,
sediada em Canas de Senhorim, encerrou as portas.

“Os ex-trabalhadores da ENU esperam, há mais de 10 anos, pela justiça
que a lei lhes atribuiu e, sucessivamente, lhes tem reconhecido”,
declara D. Ilídio Leandro, em nota pastoral ontem divulgada.

O prelado afirma não compreender a razão pela qual, apesar do “apoio
e compreensão” dos representantes dos vários grupos que elaboraram a
lei, “os trabalhadores continuam a esperar justiça, a ter de mendigar
a sua aplicação, a ter de reivindicar brevidade e a ter de lamentar-
se da sua ausência”.

Os antigos operários têm reclamado, ao longo dos anos, a equiparação
a fundo de mina para efeitos de antecipação da idade da reforma,
exames médicos regulares para despistar doenças resultantes de anos
de exposição à contaminação radioactiva e indemnizações para as
famílias dos que já morreram.

Ex-pároco de Canas de Senhorim, D. Ilídio Leandro acompanhou de perto
os problemas e preocupações dos trabalhadores da extinta ENU e suas
famílias. Problemas que ganharam relevo em 2001 quando a empresa, de
capital exclusivamente público, a trabalhar na exploração de urânio
desde 1977, entrou em complexo e prolongado processo de liquidação
que culminaria, em 2004, com o encerramento definitivo.

D. Ilídio Leandro defende que é preciso respeitar os direitos das
pessoas que trabalharam na ENU “sem reivindicar condições de
segurança ou de privilégio”, considerando mesmo que o facto de se
tratar de uma empresa nacional “acresce nas obrigações e por ser de
grande risco acresce na largueza e celeridade da justiça”.

António Minhoto, porta-voz da comissão dos antigos trabalhadores,
aplaude a solidariedade de D. Ilídio Leandro. E espera que o eco das
suas preocupações chegue à Assembleia da República onde, a 7 de
Março, serão discutidos os projectos-lei, do PCP e do BE, que incluem
as reivindicações dos ex-mineiros.

“Vamos estar lá em peso com as nossas famílias. Espero que o Partido
Socialista valorize a solidariedade do nosso bispo e, tal como ele,
tome o partido dos mais fracos”, desafia Minhoto.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/norte/bispo_pede_justica_para_exmineiros.html

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10: Reserva Agrícola Nacional: 250 empregos em risco por causa da
Reserva Agrícola

Vale Gracioso é apenas uma das zonas onde se verificam situações de
ilegalidade. Em Pombal, Batalha e Porto de Mós também houve denúncias

Dezenas de empresas de Leiria instaladas em Reserva Agrícola Nacional
(RAN) têm ordem para demolir as construções em solo classificado ou
até para encerrar. Os proprietários estão indignados com a
notificação que receberam da Comissão Regional da Reserva Agrícola do
Centro e alertam para o facto de estarem em risco centenas de postos
de trabalho. Admitem lutar em defesa das suas unidades e consideram
que os terrenos devem ser desafectados.

“Em defesa do ambiente”. É esta a justificação dada pelo líder da
Associação Ambiente Saudável e Cidadania do Litoral Estremenho,
Dionísio Rodrigues. O responsável assume ter sido esta estrutura “a
denunciar muitas situações de ilegalidade em Leiria, mas também em
Ourém, Pombal, Porto de Mós e Batalha”. “Demos conhecimento ao
Ministério Público e ao Ministério do Ambiente de cerca de meia
centena de casos”, afirma, manifestando-se convicto de que, com estas
acções, “a associação vai contribuir para tornar Leiria uma região
melhor para se viver”.

Do outro lado desta “guerra” estão os empresários. Manuel da
Conceição Antunes, empreiteiro de estradas, com perto de 20
funcionários, admite não saber o que fazer. “Assumo que sou
prevaricador, mas acho que tem de ser o Plano Director Municipal
(PDM) a adaptar-se à realidade”, defende. Criada há 28 anos, a
empresa, situada no Vale Gracioso, em Leiria, ocupou uma pequena área
da RAN, que serve de parque para máquinas e camiões. “Sem este
espaço, não posso movimentar os equipamentos, preciso dele”, afirma,
contando ter recebido uma intimação com ordem para fechar, há cerca
de dois meses.

A revolta atinge também a DMS Trucks. O gerente, Miguel Susano,
explica que a construção da unidade é anterior ao PDM, pelo que
espera que a situação se resolva da melhor maneira. “Nesta primeira
fase, estamos a tentar defender-nos como podemos, mas de futuro,
penso que temos de nos juntar para lutarmos junto dos ministérios do
Ambiente e da Agricultura”, adianta, concluindo que “são muitas vidas
em jogo para estarem a brincar assim”.

Questionada pelo JN, a Câmara de Leiria, que já reuniu com os
empresários para se inteirar desta questão, limita-se a afirmar que
está a estudar o assunto.

https://jn.sapo.pt/2008/02/27/pais/250_empregos_risco_causa_reserva_agr.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
https://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins anteriores veja
https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por José Carlos Marque

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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