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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    Opinião: Isto está a aquecer!

    Fazia frio, uma noite gelada, lua linda de Novembro, firmamento
    brilhante, inspirador. Uma bela noite para falar de aquecimento
    global, assim pensei eu há coisa de poucos dias, ao dirigir-me para
    uma sessão – promovida por uma Junta de Freguesia – em que o tema foi
    a mudança climática, a inexorável transformação das condições de
    clima a que estamos habituados, com consequências para as quais não
    estamos preparados. Na ocasião, quase saudei o regresso do frio,
    neste mês que foi ameno e de fogos florestais, mais que em Agosto. E
    lembrei-me de coisas recentes, importantes.

    Como falar de ambiente e de clima sem tocar a energia? E como abordar
    o mundo da energia sem encontrar a geopolítica? Diplomacia do
    petróleo já a temos, consolidou-se nas chancelarias, obscureceu o
    brilho fátuo da diplomacia dos princípios e das ideias civilizadoras.
    Proíbe-se idealismos. Uma ditadura com dinheiro ou petróleo?é uma
    democracia! Bush e Chávez saíram do mesmo molde, da mesma encenação
    política que é o “jogo mundial” do petróleo, em versões diversas e só
    aparentemente contraditórias. Esquecem-se pruridos ideológicos em
    nome de contratos que assegurem combustível. Médio Oriente, América
    Latina, a economia carbónica soma e segue. Gasodutos russos garantem
    o novo czar Putin e os tiranetes da Ásia Central.

    A Agência Internacional de Energia prenuncia uma alta extraordinária
    da procura de petróleo, gás natural e carvão. China e Índia chegam ao
    clube dos ricos e ocupam o lugar central à mesa do banquete. Enquanto
    isto, as Nações Unidas avisam que o protocolo de Quioto, feito para
    reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases, é
    insuficiente? e não está a ser cumprido, mesmo assim. Na Europa faz-
    se alguma coisa, lidera-se o processo que irá ter o seu teste
    decisivo por estes dias em Bali, com conferência mundial para um novo
    protocolo. Mas o que verdadeiramente interessa é quem irá ser
    presidente dos EUA – e para fazer o quê.

    Portugal não cumpre. Emite já hoje mais 43% de gases de efeito de
    estufa do que em 1990 – tinha sido autorizado a aumentar 27% até
    2012. O ministro Correia boceja e diz, enfastiado com a impertinência
    dos que perguntam, que tudo está bem.

    Recordo os edifícios públicos que visitei, linhas modernas, vidro e
    aço estilizado, assinatura de arquitectos famosos. Mas que são
    monumentos ao desperdício de energia. Fornos no Verão, congeladores
    no Inverno. Tudo se resolve aí? com ar condicionado!

    E a iluminação pública que projecta luz para o espaço – e pouca para
    o pavimento, modelo de ineficiência, por vezes com candeeiros de rua
    acesos às dez da manhã!

    Talvez a geopolítica não seja tudo. A melhor energia é a que não se
    gasta. Um simples gesto, uma lâmpada eficiente, e estaremos a ajudar.
    Uma camisola vestida em casa pode evitar subirmos tanto o aquecimento
    central. Ou deixarmos o automóvel na garagem se apenas vamos ao café
    da esquina. E então uma palavra ao vereador ou ao deputado, só para
    dizer que nos importamos, que nos importa que eles ignorem o que é
    importante? Será um belo gesto de democracia!

    As cidades, as empresas, as escolas, as famílias podem realizar
    muito. Para sairmos desta curva apertada. Para termos eficiência
    energética e fontes renováveis. Para virarmos esta página fóssil da
    História humana e transformarmos os factores que a rotina e os
    interesses instalados querem fazer crer que não podem mudar. Entrei
    na tal reunião revigorado pelo luar de gelo. Sabia exactamente o que
    dizer. “Um problema global com soluções locais” como mote. Sala
    composta, pessoas interessadas, autarcas esclarecidos. Fez-me bem
    essa noite fresca de Novembro.

    Bernardino Guimarães

    https://jn.sapo.pt/2007/11/27/porto/isto_esta_a_aquecer.html

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    1. País: Noventa por cento dos associados defendem sítios sem tabaco

    António Condé Pinto, director geral da União das Empresas de
    Hotelaria, de Restauração e de Turismo de Portugal, diz que esta é a
    melhor opção para todos, proprietários e clientes dos espaços. A nova
    lei do tabaco entra em vigor a um de Janeiro de 2008.

    “Esta lei é muito mais vasta que proibir ou não proibir o consumo de
    tabaco nos restaurantes, bares e hotéis”, frisa, acrescentando que a
    directiva principal passa por “combater o grande malefício que é a
    exposição involuntária ao fumo” em espaços fechados. Mas existem
    excepções a levar em conta. “Os espaços aos ar livre, como as
    esplanadas, são locais onde se pode fumar livremente, estando a lei
    proibida de legislar nesse sentido”, continua. A directiva direcciona-
    se, especialmente, a todos os estabelecimentos comerciais, com
    separação legal quando assumem dimensões superiores ou inferiores a
    100 metros quadrados. “Se o espaço tiver menos de 100 metros,
    aconselhamos a que seja uma espaço para “não fumadores”, sendo
    colocado um dístico vermelho sinalizando a proibição. Aconselhamos
    ainda a retirar os cinzeiros”.

    Mas se o proprietário decidir por tornar o estabelecimento apto para
    fumadores, “o ar terá que estar visivelmente puro, e para isso terão
    que ser feitas as obras que a lei exige”, como a ventilação
    eficiente. Caso tenha mais de 100 metros, e caso queira permitir
    fumadores no espaço, terão de ser criados “espaços fisicamente
    independentes para não fumadores, ocupando 40 por cento de todo o
    estabelecimento”, frisa o director. Neste caso, os trabalhadores, diz
    a mesma lei, só podem trabalhar nesse espaço “duas horas e 32 minutos
    por dia”, 30 por cento do total, o que cria vários obstáculos ao
    empregador.

    “Os proprietários serão, a partir de então, polícias dos seus
    estabelecimentos e serão responsáveis pelo cumprimento da lei”,
    continua, destacando que “se um dado proprietário vir alguma pessoa a
    fumar no seu estabelecimento [quando interdito ao efeito] deve pedir
    para apagar o cigarro e caso não o faça deve chamar de imediato a
    polícia”.

    No que diz respeito a bares de estabelecimentos escolares, é
    expressamente proibido o uso do tabaco. No caso dos centros
    comerciais, o tabaco será apenas permitido nos sítios devidamente
    identificados. Quanto aos espaços hoteleiros, a legislação é
    congénere à aplicada nos cafés e restaurantes, mas existe a
    possibilidade de “40 por cento dos quartos ser disponíveis a
    fumadores, desde que contíguos”, esclarece Condé Pinto.

    Os dísticos serão distribuídos a partir da segunda metade do mês de
    Dezembro e caso a lei não seja devidamente cumprida, o director geral
    fala em sanções “graves”. “Para quem não afixar o respectivo dístico,
    a coima terá um valor que pode oscilar entre os 2.500 euros e 10.000
    euros”. Se um fumador for apanhado a fumar num local proibido incorre
    numa multa de 50 a 750 euros, “a primeira vez na história nacional em
    que um cliente é multado”. Quem não colocar ventilação no seu
    estabelecimento pode pagar até dez mil euros de multa. E é proibida a
    publicidade a qualquer marca de tabaco no interior do
    estabelecimento. Se se verificar infracções a esta medida, o
    proprietário poderá ter de pagar um valor que oscilará entre “os 30
    mil e os 250 mil euros”, refere.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=a985eccf189c17f9913a303e57d49c58

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    2. Porto: STCP – Nova greve já agendada

    Os transportes públicos na cidade do Porto estiveram ontem
    parcialmente paralisados devido à greve dos trabalhadores da
    Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP). Ainda que os
    números de adesão entre sindicatos e administração sejam bastante
    divergentes, a SITRA (Sindicato de Trabalhadores dos Transportes)
    apontou para entre 50 e 70 por cento, este último valor
    correspondente às horas em motoristas mudavam de turno e, como
    previsto pela greve, para minimizar prejuízos quer aos utentes como
    aos motoristas, os quais recolhiam apenas uma a duas horas mais cedo.

    Em causa esteve o desentendimento nas negociações do Acordo de
    Empresa com os três sindicatos do sector que decretaram, a greve:
    STRUN, SITRA e SNM (Sindicato Nacional de Motoristas). Segundo
    declarações de Antero Alves, em duas reuniões com a STCP foram
    abordados vários assuntos problemáticos, um dos quais a imposição do
    período de gozo das férias. É que dos vários períodos, 15 dias eram
    impostos pela empresa e os restantes seriam marcados em diversos
    períodos consoante as necessidades dos trabalhadores. Entretanto, o
    conselho da administração da STCP negou esse direito de escolha,
    afixando uma lista com a atribuição de dias. Essa “falta de
    flexibidade”, entre outras intransigências, levou a reuniões, à
    alegada intervenção do Ministério do Trabalho e, por fim, à
    determinação da greve.

    A falta de um entendimento, já que por parte da administração, como
    contou João Aires, não está prevista mais nenhuma reunião com os
    sindicatos, levará à continuação da paralisação, já agendada para os
    dias 2 e 3 de Dezembro. “Não vamos parar enquanto não conseguirmos”,
    foi mesmo a promessa do dirigente do SITRA.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=0a671d8a4307a826360323f3bb919c1d

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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