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  • Mai : 14 : 2020 - Por Amor da Árvore 2020
  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações
indicadas.

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1. Opinião I: Um mistério estival

O insolúvel enigma deste Verão foi o silêncio que se instalou sobre
o caso PSD/Somague. Em plena “silly season”, quando os assuntos
pingam como uma torneira do SMAS no Agosto, o pagamento pela Somague
de 233 415 euros de despesas do PSD com as autárquicas de 2001
parecia um maná caído dos céus. Ainda por cima, a coisa prometia.
José Luís Arnaut, secretário-geral do PSD à altura, assumiu a
responsabilidade “objectiva” pelo “financiamento ilícito”,
empurrando, porém, as culpas para Vieira de Castro, seu adjunto,
que, como que por acaso, está doente e não pode defender-se, o mesmo
fazendo também Durão Barroso. Mais: logo após, o Governo de Barroso,
ainda por mera coincidência, terá anulado um concurso público
perdido pela Somague. Por que é que os partidos do chamado “arco
governativo”, do PS da “máfia das sentenças/jogo do
bicho/legislativas no Brasil” ao CDS de Jacinto Leite Capelo Rego,
fogem do assunto como se ele mordesse? Por que é que, no PE, foram
deputados belgas, e não portugueses, quem questionou Barroso? Porque
é que nem o justiceiro anticorrupção Saldanha Sanches nem o profuso
professor Marcelo se interessaram pelo caso? Por que é que os
jornais passaram rapidamente por ele como cão por vinha vindimada?
Há coisas fantásticas, não há?

Manuel António Pina

https://jn.sapo.pt/2007/09/04/ultima/um_misterioestival.html

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2. Opinião II: Quanto é o futuro?

A – Ainda na atmosfera tépida própria da estação, como se de um
devaneio qualquer se tratasse, o vazio informativo encheu-se, o
incidente de Silves deu que falar. Para quem não lembra, tratou-se
da invasão de uma propriedade onde se cultiva milho transgénico, ou
seja, geneticamente modificado, com o aval das leis e a bênção do
Ministério da Agricultura. A destruição de parte do milho por um
grupo de manifestantes, invectivados por um agricultor em desespero,
foi imagem repetida até à exaustão. A veraneante opinião pública e
publicada tomou-se de brios e de escândalo. Muitos cidadãos ouviram
pela primeira vez falar nas plantas com genes estranhos à sua
espécie, “maravilha fatal da nossa idade” para uns, progresso em
marcha para outros (incluindo boa parte da comunidade científica) e
ameaça potencial.

O acto em si foi insensato e deixou uma marca – sabiamente
aproveitada pelos próceres dos transgénicos – que perdurará em
prejuízo da contestação racional e fundamentada do que alguns
classificaram de cultivos Fran- kenstein. Até pela forma desastrosa
como, depois de feita a cena, se justificaram os autores e
inspiradores. Pior a emenda que o soneto e não é Greenpeace quem
quer, ponto final.

Mas o exagero das reacções, a facilidade com que se
chamou “ecoterrorismo” ao que não passou de manifestação desastrada
e inconsequente, revela bem a emocionalidade e a demagogia que este
assunto suscita.

Deveria considerar-se terrorismo o carácter secretista e opaco
destas “experiências”? Ou a forma como as multinacionais dos
alimentos modificados juram a pés juntos inocuidade e utilidade
ainda longe de ser provadas? Será terrorismo a pressão da indústria
dos OGM (organismos geneticamente modificados) sobre os agricultores
pobres em tantas partes do mundo e a indiferença quanto aos perigos
de contaminação do meio natural e da biodiversidade pelos genes
manipulados?

Se não querem usar o “princípio da precaução” no tocante à
introdução de plantas experimentais na natureza e na alimentação
humana, ao menos enquanto não decorrer tempo suficiente para que se
afastem as suspeitas mais inquietantes, (como manda a
razoabilidade), então, no mínimo, haja precaução no uso de palavras
fortes. Mesmo para atacar o alvo fácil de uma contestação, infeliz
nos métodos e imatura na argumentação.

B – Produção caseira de energia? Pode a alguns parecer estranha a
ideia, tendo em conta a habituação ao estatuto de “consumidores
passivos” das mega-redes de distribuição. Mas a tecnologia existente
hoje, e em desenvolvimento, permite pensar (e agir) de outra forma
habitações e empresas podem produzir energia renovável e abastecer-
se através dela. Quando essa produção for excedentária, pode ser
vendida à rede pública. Esse é já um objectivo e chama-se
microgeração. No nosso país, diz respeito a cerca de seis milhões de
consumidores de baixa tensão normal e o Governo promete publicar
brevemente um decreto-lei para “facilitar aos consumidores
portugueses a instalação de soluções para produzir electricidade,
garantindo isenções fiscais”. Os edifícios de serviços, hospitais e
hotéis estão, para já, na primeira linha dos potenciais
utilizadores, como já acontece na Alemanha e em outros países
europeus.

As energias renováveis, como a solar e a eólica, estão
particularmente vocacionadas para a descentralização energética. As
redes de distribuição deverão tornar-se mais “inteligentes” e
integradoras. A consciência pública certamente fará o resto. E os
autarcas não podem (espera-se!) ignorar esta oportunidade.

Uma pequena revolução, talvez, um sinal do futuro?

Bernardino Guimarães

https://jn.sapo.pt/2007/09/04/porto/quanto_futuro.html

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3. Coimbra: Dar a volta ao Mundo através das plantas

A viagem começa no continente americano, concretamente na América do
Sul. Na primeira estufa do Jardim Botânico da Universidade de
Coimbra é recriado o ambiente do rio Amazonas (Brasil), onde o grupo
de visitantes observa o maior nenúfar do mundo. No mesmo ambiente,
os visitantes, particularmente os mais novos, ficam muito
surpreendidos porque imaginavam que o ananás “vinha de uma árvore e
afinal é de uma planta”.

O desafio da iniciativa promovida pelo Jardim Botânico da
Universidade de Coimbra é percorrer, através das espécies vegetais,
os cinco continentes em 80 minutos, reunindo o Botânico vários
exemplares representativos de cada um deles.

https://jn.sapo.pt/2007/09/04/pais/dar_a_volta_mundo_atraves_plantas_8
0.html

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4. Coimbra: Câmaras falham na prevenção de incêndios

Com um balanço ainda positivo da época de incêndios – as 888
ignições registadas em 2006 reduziram a 320 até Agosto deste ano – e
a certeza de que os meios disponíveis no distrito de Coimbra
são “eficientes e eficazes”, a principal falha em todo o dispositivo
é a aplicação de sanções, por parte das autarquias, a quem infringe
a lei. Uma preocupação que tanto António Martins, comandante
distrital de Operações, como Henrique Fernandes, governador Civil de
Coimbra, partilharam, ontem, com os 22 deputados que integram a
Comissão Parlamentar de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

https://jn.sapo.pt/2007/09/04/pais/camaras_falham_prevencao_incendios.
html

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5. Desertificação custa 47,6 mil milhões

O congresso da ONU sobre a desertificação, que reúne em Madrid,
Espanha, mais de dois mil especialistas representando 191 países,
começou ontem com a intervenção do herdeiro da coroa espanhola. O
príncipe Filipe alertou para as consequências dramáticas deste
problema, “ao nível do ambiente e da economia”, já que, estima a
ONU, as perdas financeiras chegam aos 47,6 mil milhões de euros
anuais.

Esta é uma realidade que afecta directamente 200 milhões de pessoas
em todo o globo. No entanto, existem cerca de dois mil milhões de
pessoas – um terço do planeta – que vivem em zonas áridas e
ameaçadas, como na China, na Índia, no Paquistão, na Ásia Central e
no Médio Oriente, assim como em grande parte da África e da América
do Sul (Argentina, Chile e Brasil). Na Europa, a Espanha é um dos
países mais vulneráveis, uma vez que um terço do seu território
corre “um risco significativo” de desertificação, sobretudo o
sudeste rural e o arquipélago das Canárias.

Este encontro – que terá lugar até ao próximo dia 14 e conta com a
presença de especialistas, ministros, deputados e representantes de
cerca de 800 ONG – tem como maior objectivo estabelecer um plano que
nos próximos dez anos possa reduzir significativamente este problema
de escala mundial. O encontro coloca, assim, a tónica na necessidade
de se criarem sinergias entre os acordos internacionais já
existentes sobre a mudança climática, a biodiversidade e a
desertificação. Reuniões “de elevado nível” terão lugar nos próximos
dias, com a participação de ministros e deputados de vários países.

https://jn.sapo.pt/2007/09/04/sociedade_e_vida/desertificacao_custa_47
6_milhoes.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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Se quiser consultar os boletins atrasados veja
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias, do Público e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente
de outros jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

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contacto@campoaberto.pt
telefax 229759592
Apartado 5052, 4018-001 Porto

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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