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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Terça-feira, 31 de Julho de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    Opinião: Aquecimento global duplicou furacões

    O número de catástrofes naturais tem vindo a aumentar, com especial
    incidência no Atlântico. Os especialistas Greg J. Holland e Peter J.
    Webster, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados
    Unidos, concluíram que os furacões no Oceano Atlântico mais do que
    duplicaram relativamente ao século passado e que isso está
    relacionado, sobretudo, com as altas temperaturas que se fazem sentir
    na superfície do oceano. Embora alguns cientistas afirmem que as
    tempestades são cíclicas e que o seu aumento é um mero reflexo de um
    padrão normal, os autores deste estudo consideram que as alterações
    não são um comportamento natural.

    Entre 1905 e 1930, houve na costa do golfo atlântico cerca de seis
    furacões por ano, sendo que quatro deles foram muito fortes. A média
    anual aumentou para dez tempestades tropicais e cinco furacões fortes
    de 1931 a 1994 ao ritmo anual. Já entre 1995 e 2005, a média passou
    para quinze tempestades tropicais e oito grandes furacões ao ano.

    No ano passado, tudo foi, porém, mais calmo – o estudo indica apenas
    dez ciclones. Mas os especialistas dizem que o ano corrente será
    muito activo, estando previstos nove furacões, dos quais cinco
    deverão ser muito fortes. Os furacões derivam da água quente dos
    oceanos. A temperatura do Norte do Atlântico aumentou 1.3 graus
    Fahrenheit, ao longo dos cem anos em estudo. Daí que o aquecimento
    global possa ser associado a este incremento de tempestades.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/31/sociedade_e_vida/aquecimento_global_duplicou_furacoes.html

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    1. Gaia: Demolição da Casa dos Eças

    A demolição da Casa dos Eças, na Granja, foi “completamente ilegal”,
    garantiu ontem o vereador da Câmara de Gaia, Mário Fontemanha,
    responsável pelos Pelouros da Fiscalização Municipal, Vistorias
    Administrativas e Salubridade Pública. “A demolição não foi
    licenciada pela autarquia”, frisou o autarca, referindo que estava em
    curso um processo de vistoria igual ao que os serviços municipais
    promovem em qualquer casa que se encontre em mau estado,
    independentemente dos antigos proprietários e do seu valor histórico.

    Segundo Mário Fontemanha, a primeira vistoria técnica apontou para a
    demolição, mas os restantes departamentos concluíram que a moradia
    tinha valor histórico e deveria ser preservada. De acordo com o
    autarca, o proprietário foi apenas notificado da intenção de
    demolição, resultante da primeira fiscalização. “O proprietário
    demoliu sem ter o despacho”, ressalvou, acrescentando que o dono do
    imóvel teria 15 dias para se pronunciar sobre a primeira audição
    prévia e só depois é que seria notificado para demolir ou não. “Sendo
    classificado, teria sido dada indicação para a casa ser sujeita a
    reparação ou reconstrução”, clarificou o autarca.

    Referiu, ainda, que a fiscalização foi realizada na sequência de
    reclamações da vizinhança, que se queixou do abandono da casa e da
    sua invasão por marginais. Fontemanha não soube responder o que prevê
    o PDM para o local, nem se a autarquia pode impedir a construção nos
    terrenos.

    O antigo chalé foi demolido quarta-feira, ficando reduzido a
    escombros. O imóvel foi mandado construir por João Henrique Andresen
    e posteriormente alugado pelos descendentes de Eça de Queirós.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=82577529b674a022670a12aa4e798dc2

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    2. Prémio para a reflorestação

    O mentor do projecto ‘Um Milhão de Carvalhos para a Serra da
    Estrela’, que se destina à reflorestação de áreas ardidas na
    principal zona montanhosa do país, foi galardoado com o Prémio
    Nacional do Ambiente, atribuído pela Confederação Portuguesa das
    Associações de Defesa do Ambiente.

    Desenvolvido entre Setembro de 2006 e Março deste ano, o projecto
    permitiu a plantação de cerca de 50 mil árvores autóctones (carvalhos
    negrais, bétulas e tramazeiras) no Vale do Zêzere superior, numa zona
    devastada por um grande incêndio em 2005, e que “continua a merecer
    uma intervenção urgente”, alerta José Maria Saraiva. Por isso, o vice-
    presidente da Associação Amigos da Serra da Estrela (ASE) adianta que
    a iniciativa vai regressar a 9 de Setembro, com a recolha de sementes
    na zona do Vale do Rossim. Já para Novembro está prevista a plantação
    de 20 mil árvores noutra encosta do Vale do Zêzere, em conjunto com a
    Federação dos Produtores Florestais de Portugal.

    O dirigente realça a participação de 1641 pessoas, vindos das
    escolas, universidades, clubes, associações de montanha, escuteiros,
    Força Aérea e até gente anónima. “Todos vieram cumprir um dever
    cívico e divertiram-se com responsabilidade”, garante José Maria
    Saraiva, que destaca, sobretudo, “o entusiasmo manifestado por quem
    veio de fora e andou a plantar árvores num território que não é
    deles”. Já as autoridades locais não tiveram “o mesmo empenho”,
    quando deviam ser os municípios serranos “os principais
    colaboradores, pois consomem a sua água”, sustenta. Este projecto não
    teve quaisquer apoios financeiros, tendo a ASE suportado os cerca de
    15 mil euros necessários.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/31/norte/premio_para_a_reflorestacao.html

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    3. Bares e discotecas vão pagar direitos de autor

    Os estabelecimentos afiliados na Associação de Bares e Discotecas do
    Porto (ABDP) vão pagar direitos de autor pela passagem de música
    gravada nas suas instalações, anunciaram, ontem, no Porto a ABDP e a
    Passmúsica.

    As duas entidades – a ABDP, que com 200 associados representa os mais
    relevantes bares e discotecas portuenses, e a Passmúsica, entidade
    responsável pela gestão e cobrança dos direitos dos artistas e
    produtores fonográficos – chegaram a acordo sobre esta matéria, após
    muitos meses de negociações. Com este acordo, a associação reconhece
    a obrigatoriedade do licenciamento e pagamento dos direitos de autor
    aos artistas, intérpretes e produtores fonográficos pela passagem de
    música gravada nas instalações dos estabelecimentos seus associados.

    Um acordo semelhante foi assinado, no último dia 3, entre a UNIHSNOR –
    União das Empresas de Hotelaria, de Restauração e de Turismo de
    Portugal, que representa mais de 5000 associados, e a Passmúsica,
    representada também nessa ocasião pelo músico Miguel Guedes (do grupo
    Blind Zero). O protocolo prevê a criação de uma tabela de taxas que
    contempla o pagamento, em função do real benefício económico obtido,
    com a utilização pública de música gravada, tendo em conta o tipo e a
    classificação de cada estabelecimento.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/31/porto/bares_e_discotecas_pagar_direitos_au.html

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    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
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    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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