• Set : 17 : 2020 - ALERTA AOS CIDADÃOS: TRÊS JARDINS DO PORTO E 503 SOBREIROS EM GAIA AMEAÇADOS DE MUTILAÇÃO E ABATE
  • Mai : 14 : 2020 - Por Amor da Árvore 2020
  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

Destaque: Podas drásticas

O abate de árvores por “estarem doentes” tem levantado legítimas dúvidas e
desconfianças no público e nos amigos das árvores.

Mas agora têm vindo a acontecer sob a chancela de instituições prestigiadas,
como a UTAD ou Serralves, que em princípio merecem estima. Mas não haverá
exagero? No caso de Amarante abaixo referido (n.º 9) até que ponto se
poderia ou não ter evitado o desbaste e as podas drásticas efectuadas?
Interrogação justificada pois quanto mais saber e competência invocam os
autores ou legitimadores mais direito tem o público a mostrar-se exigente.

JCM

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

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Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
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1. Gaia: Câmara de Gaia entrega o processo a Martins da Cruz
Masterplan adia candidatura das caves

A apresentação da candidatura das Caves do Vinho do Porto a Património
Mundial da UNESCO vai aguardar mais algum tempo. O presidente da Câmara de
Gaia, Luís Filipe Menezes, afirmou ontem que o processo está dependente do
desenvolvimento do «Masterplan».
Na sequência do processo de requalificação urbanística do Centro Histórico
de Gaia – Masterplan CidadeGaia, as caves estão a apresentar projectos de
recuperação para o miolo do Centro Histórico. “Faz sentido aguardar mais um
pouco. Quanto mais condições tiverem as caves, mais viável é a candidatura”,
explicou o autarca. Luís Filipe Menezes adiantou ainda que o dossier vai
ficar sob a alçada do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, António Martins
da Cruz, que também vai assumir a presidência do Conselho de Administração
da Agência Municipal para a Captação de Investimento – AMIGaia.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=963f4557f5d4d004d0cfca120cbf4829

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2. Porto: Evitar novo acampamento

A Câmara do Porto acredita que, a breve prazo, vai ser possível encontrar
uma solução para o conjunto de barracos que se instalaram na Travessa do
Bacelo, em Campanhã. A autarquia está a equacionar o realojamento das
famílias, mas teme que depois surja novo acampamento.
Eduarda Vasconcelos

O vereador do Urbanismo da Câmara do Porto mostrou-se ontem optimista na
resolução do problema dos barracos que estão instalados há já alguns anos na
Travessa do Bacelo, junto à Marina do Freixo, na freguesia de Campanhã. “Não
vou fazer promessas, mas asseguro que estamos a trabalhar nesta matéria e
estou mesmo em crer que a breve prazo vamos encontrar uma solução”, afirmou
Lino Ferreira, após duas moradoras da zona terem alertado sobre o assunto na
reunião do executivo ontem realizada. Clotilde Monteiro e Rosalina Santos já
por várias vezes se queixaram em sede do executivo e da Assembleia
Municipal. Vivem paredes-meias com as construções abarracadas que,
avançaram, estão ocupadas por pessoas de etnia cigana. Os barracos
encontram-se instalados em terrenos privados e alegadamente são também
utilizados como depósito de sucata. “É inadmissível a miséria que ali se
vive”, condenou Clotilde Monteiro.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=6d84ba0d884646c7965503a3f6b319eb

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3. Porto: Rio recusa interferências

O presidente da Câmara do Porto considera que a autarquia não deve
interferir no processo conturbado de suspeição que vive a Associação dos
Comerciantes do Porto enquanto detentora do Gabinete Comércio Vivo.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=375f6102438a4fd69ab4800a6e2274d1

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4. Porto: Assis contra maioria do Governo no Metro do Porto

O vereador do PS, Francisco Assis, voltou ontem a deixar claro que discorda
da governamentalização da empresa Metro do Porto.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=770756293db88cdb92db99054e29b239

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5. Marco de Canaveses: Marco aprova Conselho Municipal do Ambiente

A Câmara do Marco de Canaveses aprovou a criação de um gabinete que acolha e
trate de assuntos ambientais urbanos e do ordenamento do território. O
Conselho Municipal do Ambiente (CMA) vai ser apresentado formalmente em
Março e nasceu da necessidade “de participar e acompanhar as diferentes
fases de concepção e implementação de projectos estratégicos de qualificação
do ambiente urbano e ordenamento do território”, diz a autarquia em
comunicado.
As competências do CMA passam por “emitir pareceres, recomendações ou
sugestões relativamente a matérias municipais relevantes que possam suscitar
impactos ambientais”. O recente gabinete destinado aos assuntos ambientais
estará sob alçada de Manuel Moreira, edil do Marco de Canaveses. Na
composição do Conselho Municipal do Ambiente estará o vereador do pelouro do
Ambiente, José Mota, representantes dos presidentes de Junta de Freguesia,
delegado de saúde ou o seu representante e um representante dos Bombeiros
Voluntários do Marco.
Do Conselho Municipal do Ambiente farão ainda parte um representante de cada
uma das seguintes entidades: Associação de Amigos do Rio Ovelha, Associação
Empresarial do Marco, Cooperativa Agrícola do Marco, Associação Florestal de
Entre Douro e Tâmega, Corpo Nacional de Escutas existentes no Município,
Escola Profissional de Agricultura, escolas secundárias do Marco, escolas EB
2,3 do Marco e REBAT.
A edilidade avançou ainda que o CMA reunirá em sessões ordinárias
quadrimestrais e em sessão extraordinária sempre que a Mesa, o presidente ou
o vereador do Ambiente o requeiram, bem como um terço dos membros do
Conselho Municipal do Ambiente.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=9e3bb025ed7c62fbb7e08d59b60a8725

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6. Ovar: Ovar: Nunes Correia destaca “extraordinária prontidão” em Esmoriz
Ministro do Ambiente satisfeito com Inag

O Inag respondeu ao alerta causado pelos estragos provocados pelo avanço do
mar com “prontidão”. Quem o disse foi o ministro do Ambiente, que explicou
ainda que “poucas horas depois de declarada a emergência a estrutura estava
a ser reparada”
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, manifestou-se segunda-feira
satisfeito com a “extraordinária prontidão” com que o Instituto da Água
(Inag) respondeu ao alerta dos estragos provocados na costa de Esmoriz
devido ao avanço do mar. “Depois de ter sido declarada uma situação de
emergência, poucas horas depois estavam a ser refeitas as protecções
longitudinais e reparada a estrutura”, referiu Nunes Correia em declaração
aos jornalistas, à margem de um debate sobre energia no Porto. “Neste caso,
tenho a dizer que o Inag respondeu com uma extraordinária prontidão”,
frisou.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=a59f715d16a89c1402430a9e69400350

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7. Pólis Nacional: Actualmente conta 65 por cento de realizaçãoŠ
Polis concluído no final de 2008

O Programa Polis, criado pelo Governo em 2000 para melhorar a qualidade de
vida e o desenvolvimento económico das cidades, foi cumprido, até agora, em
65 por cento, devendo o restante estar concluído até final de 2008.
“Temos 65 por cento de realização, com investimento de 800 milhões de euros,
e nove intervenções concluídas, nove em conclusão e outras para serem
acabadas até final de 2008, com excepção da Costa da Caparica que é a mais
atrasada”, revelou o coordenador do Programa Polis, numa visita-guiada pela
exposição «Viver as Cidades». João Pinto Leite adiantou que, do investimento
global, 450 milhões de euros são de fundos comunitários, 270 milhões de
fundos nacionais, 100 milhões de fundos das autarquias e 300 milhões de
auto-financiamento dos projectos. De acordo com aquele responsável, Viana do
Castelo é “um exemplo magnífico” da aplicação dos fundos, “mas está com
alguns problemas, por causa de uma acção judicial pendente relacionada com o
prédio Coutinho”.
Bragança, Beja e Portalegre também “acabaram no tempo previsto”. “As cidades
mais canónicas, mais altas, mais antigas e interiores foram mais fáceis
porque os espaços estavam muito caracterizados, e foi mais fácil intervir
com sucesso mais imediato”, explicou Pinto Leite. Por outro lado, o Cacém
foi uma das intervenções mais difíceis, por ser uma cidade subúrbio,
construída na época dos caminhos-de-ferro, à volta do apeadeiro, sem
qualquer centralidade. Em relação a um novo projecto Polis, disse que a
política de cidades deve ser prosseguida. “Obviamente é fundamental, porque
as nossas cidades têm de ser atractivas e competitivas, e toda a política de
cidades terá de ser prolongada e ampliada”.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=75df6249051f7abc4e2feed2b7146e65

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8. Nacional: Para empresas interessadas em desenvolver projectos de
desenvolvimento limpo
Governo vai lançar concursos internacionais

O Governo vai lançar, ainda no decurso deste ano, e através do Fundo
Português de Carbono, vários concursos internacionais destinados a empresas
privadas que estejam interessadas em desenvolver projectos de
desenvolvimento limpo, disse o ministro do Ambiente.
Os projectos de desenvolvimento limpo constituem uma das formas de os países
signatários assegurarem o cumprimento do Protocolo de Quioto, permitindo às
empresas aumentar a sua quota de carbono, partilhando os créditos que obtêm
com o Estado. Com os PDL, os países podem cumprir parte dos seus objectivos
de redução e obter créditos de emissões financiando projectos de eficiência
energética ou de retenção de gases com efeito de estufa em florestas de
outros países sem objectivos de redução. Segundo Nunes Correia, Portugal já
assinou protocolos com Brasil, México, Argentina, Colômbia, El Salvador,
Moçambique, Guiné-Bissau e Tunísia, e tem em negociação acordos em Angola,
Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Rússia, Republica Checa, Ucrânia e Roménia.
“São protocolos preliminares”, disse Nunes Correia.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=103bc724a139af23ef3c24fcdc1fe74c

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9. Amarante: Cidade ficou “despida” de árvores

Árvores foram podadas por recomendação de estudo da UTAD

Quem por estes dias visitar a cidade de Amarante notará, por certo, algo de
estranho na paisagem. Num olhar mais atento, rapidamente chega à conclusão
de que a paisagem mudou porque as bem conhecidas árvores foram “despidas”.
Oficialmente, a explicação é que estão doentes. Mas quem passa nas ruas
lamenta a sua morte.

Amadeo de Souza-Cardoso por certo também “já reparou” que algo de estranho
se passa. Na praça que acolhe a estátua e o museu do célebre pintor, três
tílias foram deitadas abaixo por ordem da Câmara. Do outro lado da ponte de
S. Gonçalo, outrora fatalmente atravessada pela tropas francesas, o parque
das tílias da Casa da Calçada levou “uma poda radical”. As cinco árvores
estão, agora, perfiladas, sem um único ramo. Talvez a chegada da Primavera
lhes traga algumas folhas.

“Toda a poda foi feita com acompanhamento de pessoas habilitadas, no caso
pelo Parque de Serralves”, explicou, ao JN, Aguiar Branco, administrador da
Casa da Calçada. O responsável garante que não faz qualquer sentido dizer-se
que a poda radical tem a ver com as vistas do terraço da estalagem . “Isso
não faz parte da nossa maneira de estar”. A replantação, a acontecer, será
“sempre com acompanhamento técnico”, acrescenta.

A Câmara “lamenta”, porém, ter abatido três árvores na Alameda de Teixeira
de Pascoaes. “A decisão decorre de um estudo da Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro, que avaliou o seu estado e concluiu da
necessidade do abate, em virtude da sua precária estabilidade”.

As árvores – um carvalho, uma tília e um castanheiro da Índia – situavam-se
em zonas pedonais e de estacionamento, “pelo que poderiam pôr em causa
pessoas e bens”.

https://jn.sapo.pt/2007/02/28/norte/cidade_ficou_despida_arvores.html

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresenta-se o sumário e/ou resumos de notícias de interesse
urbanístico/ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
Notícias e de O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito específico
são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste, basicamente entre o
Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por José Carlos Marques

Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

Campo Aberto – associação de defesa do ambiente

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telefax 22 975 9592
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Categorias: Boletim

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