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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006

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    Opinião: É o automóvel, estúpido!

    Rui Moreira, ilustre presidente da Associação Comercial do Porto,
    escrevia, há dias, no “Público” ser “inadmissível que a via pública
    seja usada como garagem pública privada e gratuita” e concluía que
    os “portuenses se habituaram a parar à porta do seu destino”,
    se “acham poder interromper a via pública por qualquer pretexto
    menor” e que “podem obstruir a circulação desde que usem os quatro
    piscas”…

    Bem vindo ao clube, meu caro senhor, saiba que vai para 30 anos que
    ando o escrever sobre os mesmos (maus) hábitos portuenses sem
    qualquer resultado prático. É certo que não sou presidente de
    nenhuma instituição que me ilustre o nome para que as minhas
    opiniões tenham o impacto público que as suas certamente terão tido
    entre os seus leitores, entre os quais eu me incluo, mas não é menos
    verdade que tudo quanto escrevi até agora sobre o tema se fundamenta
    em estudos técnicos e estatísticos de valia inquestionável e nem por
    isso elas mereceram crédito. Estes estudos e estes dados
    estatísticos recolhidos por quem sabe da matéria muito mais do que
    eu deram azo, ao longo das já referidas três décadas, a diversos
    projectos e planos, mas todos eles mereceram das entidades que os
    encomendaram e pagaram o cesto dos papéis – esse arquivador
    universal para onde se atira tudo aquilo que, se aplicado, traz
    arrelias, insatisfaz o eleitor e perturba a paz imposta pela
    ditadura do automóvel.

    No Porto sobram os exemplos dessa perniciosa ditadura. É a mamã que
    vai buscar o filhinho ao colégio e que pára o carrinho em segunda
    fila com os tais quatro piscas a piscar, não se importando que o
    trânsito fique engarrafado desde a Rua da Boavista até Santa
    Catarina e Antero de Quental. É o camião das cervejas estacionado,
    também em segunda fila – ou pior ainda num corredor BUS – e cujo
    motorista e ajudante procedem à descarga das grades das bebidas com
    a maior à-vontade, indiferente aos problemas causados aos restantes
    transeuntes. São as cargas e descargas para os “super” e “hipers”
    desta cidade, indiferentes aos horários estabelecidos por edital
    camarários, às vezes até com o beneplácito da Câmara e da PSP. É,
    finalmente, o desrespeito constante pelas placas de proibição de
    estacionamento e nem sequer aquela que indica que é mesmo proibido
    parar é observada pelo condutor. É, portuguesmente falando, uma
    autêntica bagunçada.

    Aqui há uns anos, na Redacção JN, “caiu” um abaixo-assinado dos
    comerciantes de determinada artéria portuense que ia ser renovada no
    âmbito das obras da Porto 2001. Protestavam eles contra o facto da
    rua, findas as obras, ficar com escassos lugares de estacionamento e
    mesmo esses “artilhados” com o respectivo parcómetro. Encarregado de
    fazer uma notícia, desloquei-me à loja do primeiro assinante do
    protesto que, para reforçar as suas teses contra o desaforo da
    sociedade gestora da Capital Europeia da Cultura, me pediu escusa
    por momentos para ir ao carro buscar determinado documento. O homem
    saiu do estabelecimento, abriu a porta do carro que estava
    estacionado mesmo em frente, e retirou de lá o papel de que
    necessitava para substantivar a sua indignação. Quando voltou,
    perguntei-lhe de chofre: “Estaciona sempre ali o seu automóvel?” E
    ele muito rápido: “Claro, para isso chego todos os dias à loja por
    volta das 8,30 horas…” Quer dizer, o comerciante indignava-se
    contra as futuras restrições de trânsito, que “iam impedir que os
    clientes viessem fazer compras à loja”, naturalmente de automóvel,
    mas não se importava que seu carro jazesse mais de oito horas
    estacionado à porta do seu estabelecimento.

    https://jn.sapo.pt/2006/10/09/porto/e_o_automovel_estupido.html

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    1. Governo suspende apoios à silvicultura e à reflorestação

    Os apoios a projectos de limpeza e reflorestação florestal, no
    âmbito do programa Agro, foram suspensos pelo Ministério da
    Agricultura, depois de um Verão em que se ouviu repetidos anúncios
    de “prioridade política” à floresta. Os produtores queixam-se, além
    disso, de que essa suspensão formal há muito existia de facto, já
    que não estão a ser pagos pelo Instituto de Financiamento e Apoio ao
    Desenvolvimento da Agricultura e das Pescas (IFADAP) projectos
    apresentados desde 2005.

    https://jn.sapo.pt/2006/10/09/nacional/governo_suspende_apoios_a_silvi
    cultu.html

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    2. Douro: Mais 20 mil amendoeiras

    A cooperativa Coamêndoa, com sede em Freixo de Numão, distribui hoje
    20 mil amendoeiras para plantação, com o objectivo de incentivar um
    sector que nos últimos anos tem estado em decadência, anunciou ontem
    a direcção. “As plantas são provenientes de Espanha porque os
    viveiristas portugueses deixaram de apostar na sua produção, mas
    seria importante que o voltassem a fazer”, defende. Segundo o mesmo
    responsável, são amendoeiras “auto-férteis e enxertadas, que a
    partir do quinto ou sexto ano já estarão a produzir em pleno”.

    As novas amendoeiras serão plantadas numa área de cerca de 70
    hectares dos concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Pinhel, Figueira de
    Castelo Rodrigo, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, São João da
    Pesqueira e Penedono, adiantou. Com esta medida, a cooperativa
    pretende incentivar a plantação de novos amendoais nas regiões do
    Alto Douro, Trás-os-Montes e parte da Beira Interior, visto tratar-
    se de um produto agrícola que tem um contributo muito importante no
    sustento das populações locais. “A par do vinho e do azeite,
    acreditamos que a amêndoa é um bom sustento para o rendimento dos
    agricultores, visto que é uma boa alternativa à vinha não
    beneficiada”, considerou Joaquim Grácio.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=7b6440fc5b3
    4801be1b47f2a64bb7c45

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    3. Coimbra: Canção de Coimbra pretende ser protegida

    A Canção de Coimbra (vulgo Fado de Coimbra) também aspira à
    protecção patrimonial da UNESCO e vai integrar o dossiê de
    candidatura da Universidade de Coimbra. A canção coimbrã deseja o
    estatuto de património imaterial, mas para que isso seja conseguido
    é necessário concretizar alguns objectivos, que permitam “documentar
    e fundamentar este ancestral estilo musical como bem intangível,
    incluso no imaginário vivencial do estudante, testemunho sonoro da
    vertente imaterial desta candidatura”, considerou Jorge Cravo,
    executante da canção coimbrã e principal dinamizador da sua inclusão
    na candidatura à UNESCO. Nesse sentido, vai ser elaborada
    uma “memória histórica sobre a sua génese, evolução e imaginário,
    que assuma e identifique um conjunto de manifestações tradicionais
    reveladoras da sua identidade face à cidade e, particularmente, em
    relação à Universidade”. Esta memória descritiva deverá ser
    acompanhada por um álbum iconográfico. Será ainda elaborado um
    documento biodiscográfico de estudantes cultores desta canção
    tradicional coimbrã, como “paradigma identitário desta tradição
    musical, regional e local de Coimbra”.

    https://jn.sapo.pt/2006/10/09/centro/cancao_coimbrapretende_protegida.
    html

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e de O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

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    telefax 229759592
    Apartado 5052, 4018-001 Porto

    Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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