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  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006

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Opinião: É o automóvel, estúpido!

Rui Moreira, ilustre presidente da Associação Comercial do Porto,
escrevia, há dias, no “Público” ser “inadmissível que a via pública
seja usada como garagem pública privada e gratuita” e concluía que
os “portuenses se habituaram a parar à porta do seu destino”,
se “acham poder interromper a via pública por qualquer pretexto
menor” e que “podem obstruir a circulação desde que usem os quatro
piscas”…

Bem vindo ao clube, meu caro senhor, saiba que vai para 30 anos que
ando o escrever sobre os mesmos (maus) hábitos portuenses sem
qualquer resultado prático. É certo que não sou presidente de
nenhuma instituição que me ilustre o nome para que as minhas
opiniões tenham o impacto público que as suas certamente terão tido
entre os seus leitores, entre os quais eu me incluo, mas não é menos
verdade que tudo quanto escrevi até agora sobre o tema se fundamenta
em estudos técnicos e estatísticos de valia inquestionável e nem por
isso elas mereceram crédito. Estes estudos e estes dados
estatísticos recolhidos por quem sabe da matéria muito mais do que
eu deram azo, ao longo das já referidas três décadas, a diversos
projectos e planos, mas todos eles mereceram das entidades que os
encomendaram e pagaram o cesto dos papéis – esse arquivador
universal para onde se atira tudo aquilo que, se aplicado, traz
arrelias, insatisfaz o eleitor e perturba a paz imposta pela
ditadura do automóvel.

No Porto sobram os exemplos dessa perniciosa ditadura. É a mamã que
vai buscar o filhinho ao colégio e que pára o carrinho em segunda
fila com os tais quatro piscas a piscar, não se importando que o
trânsito fique engarrafado desde a Rua da Boavista até Santa
Catarina e Antero de Quental. É o camião das cervejas estacionado,
também em segunda fila – ou pior ainda num corredor BUS – e cujo
motorista e ajudante procedem à descarga das grades das bebidas com
a maior à-vontade, indiferente aos problemas causados aos restantes
transeuntes. São as cargas e descargas para os “super” e “hipers”
desta cidade, indiferentes aos horários estabelecidos por edital
camarários, às vezes até com o beneplácito da Câmara e da PSP. É,
finalmente, o desrespeito constante pelas placas de proibição de
estacionamento e nem sequer aquela que indica que é mesmo proibido
parar é observada pelo condutor. É, portuguesmente falando, uma
autêntica bagunçada.

Aqui há uns anos, na Redacção JN, “caiu” um abaixo-assinado dos
comerciantes de determinada artéria portuense que ia ser renovada no
âmbito das obras da Porto 2001. Protestavam eles contra o facto da
rua, findas as obras, ficar com escassos lugares de estacionamento e
mesmo esses “artilhados” com o respectivo parcómetro. Encarregado de
fazer uma notícia, desloquei-me à loja do primeiro assinante do
protesto que, para reforçar as suas teses contra o desaforo da
sociedade gestora da Capital Europeia da Cultura, me pediu escusa
por momentos para ir ao carro buscar determinado documento. O homem
saiu do estabelecimento, abriu a porta do carro que estava
estacionado mesmo em frente, e retirou de lá o papel de que
necessitava para substantivar a sua indignação. Quando voltou,
perguntei-lhe de chofre: “Estaciona sempre ali o seu automóvel?” E
ele muito rápido: “Claro, para isso chego todos os dias à loja por
volta das 8,30 horas…” Quer dizer, o comerciante indignava-se
contra as futuras restrições de trânsito, que “iam impedir que os
clientes viessem fazer compras à loja”, naturalmente de automóvel,
mas não se importava que seu carro jazesse mais de oito horas
estacionado à porta do seu estabelecimento.

https://jn.sapo.pt/2006/10/09/porto/e_o_automovel_estupido.html

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1. Governo suspende apoios à silvicultura e à reflorestação

Os apoios a projectos de limpeza e reflorestação florestal, no
âmbito do programa Agro, foram suspensos pelo Ministério da
Agricultura, depois de um Verão em que se ouviu repetidos anúncios
de “prioridade política” à floresta. Os produtores queixam-se, além
disso, de que essa suspensão formal há muito existia de facto, já
que não estão a ser pagos pelo Instituto de Financiamento e Apoio ao
Desenvolvimento da Agricultura e das Pescas (IFADAP) projectos
apresentados desde 2005.

https://jn.sapo.pt/2006/10/09/nacional/governo_suspende_apoios_a_silvi
cultu.html

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2. Douro: Mais 20 mil amendoeiras

A cooperativa Coamêndoa, com sede em Freixo de Numão, distribui hoje
20 mil amendoeiras para plantação, com o objectivo de incentivar um
sector que nos últimos anos tem estado em decadência, anunciou ontem
a direcção. “As plantas são provenientes de Espanha porque os
viveiristas portugueses deixaram de apostar na sua produção, mas
seria importante que o voltassem a fazer”, defende. Segundo o mesmo
responsável, são amendoeiras “auto-férteis e enxertadas, que a
partir do quinto ou sexto ano já estarão a produzir em pleno”.

As novas amendoeiras serão plantadas numa área de cerca de 70
hectares dos concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Pinhel, Figueira de
Castelo Rodrigo, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, São João da
Pesqueira e Penedono, adiantou. Com esta medida, a cooperativa
pretende incentivar a plantação de novos amendoais nas regiões do
Alto Douro, Trás-os-Montes e parte da Beira Interior, visto tratar-
se de um produto agrícola que tem um contributo muito importante no
sustento das populações locais. “A par do vinho e do azeite,
acreditamos que a amêndoa é um bom sustento para o rendimento dos
agricultores, visto que é uma boa alternativa à vinha não
beneficiada”, considerou Joaquim Grácio.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=7b6440fc5b3
4801be1b47f2a64bb7c45

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3. Coimbra: Canção de Coimbra pretende ser protegida

A Canção de Coimbra (vulgo Fado de Coimbra) também aspira à
protecção patrimonial da UNESCO e vai integrar o dossiê de
candidatura da Universidade de Coimbra. A canção coimbrã deseja o
estatuto de património imaterial, mas para que isso seja conseguido
é necessário concretizar alguns objectivos, que permitam “documentar
e fundamentar este ancestral estilo musical como bem intangível,
incluso no imaginário vivencial do estudante, testemunho sonoro da
vertente imaterial desta candidatura”, considerou Jorge Cravo,
executante da canção coimbrã e principal dinamizador da sua inclusão
na candidatura à UNESCO. Nesse sentido, vai ser elaborada
uma “memória histórica sobre a sua génese, evolução e imaginário,
que assuma e identifique um conjunto de manifestações tradicionais
reveladoras da sua identidade face à cidade e, particularmente, em
relação à Universidade”. Esta memória descritiva deverá ser
acompanhada por um álbum iconográfico. Será ainda elaborado um
documento biodiscográfico de estudantes cultores desta canção
tradicional coimbrã, como “paradigma identitário desta tradição
musical, regional e local de Coimbra”.

https://jn.sapo.pt/2006/10/09/centro/cancao_coimbrapretende_protegida.
html

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Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e de O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Para mais informações e adesão à Associação Campo Aberto:
contacto@campoaberto.pt
telefax 229759592
Apartado 5052, 4018-001 Porto

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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