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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quinta-feira, 3 de Agosto de 2006

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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    1. Porto: Petrogal assina protocolo com CCDRN

    Rede de medição da qualidade do ar da região norte com financiamento privado
    A CCDR e a Petrogal assinaram acordo que estabelece o suporte financeiro da
    empresa em 30 mil euros para a manutenção e funcionamento da rede de medição
    da qualidade do ar em Perafita e em Matosinhos. A ideia é alargar o modelo
    de envolver privados no financiamento público.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=95ea7b29cd57853bd3b6baa8fdf7c5fe

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    2. Porto: Novo mercado do Anjo

    Carla Sofia Luz
    A Associação de Feirantes do Distrito do Porto defende o renascimento do
    mercado do Anjo, na Praça da Lisboa, no Porto. Com uma proposta nas mãos, já
    enviou uma carta à Câmara do Porto na tentativa de sensibilizá-la para esta
    ideia, que inviabilizaria a instalação do Pólo Zero na galeria comercial
    desactivada. O presidente da associação, Fernando Sá, defende que há outros
    espaços na cidade capazes de albergar o pólo para os universitários,
    enquanto a criação de um mercado na praça com horário alargado seria
    recuperar uma tradição antiga.

    https://jn.sapo.pt/2006/08/03/porto/novo_mercado_anjo.html

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    3. Porto: Quatro freguesias podem sair do mapa

    Hermana Cruz, Artur Machado
    População do Porto e presidentes de junta não aceitam perder as suas
    freguesias e prometem revoltar-se contra as intenções do Governo
    O Governo pretende fundir as quatro freguesias da zona histórica do Porto,
    no âmbito da lei da reorganização administrativa que será votada até ao
    final do ano. Para já, a medida não passa das intenções, mas o ministro da
    Administração Interna, António Costa, já conversou com presidente da Câmara
    do Porto, Rui Rio, que não lhe manifestou qualquer objecção. A contestação
    parte, antes, dos presidentes de junta abrangidos, que, apesar de serem
    socialistas, se associam às populações nas críticas ao Governo.
    A conversa entre o ministro e o autarca já foi em Dezembro. “Referiu-me que
    o Governo tinha a ideia de ajustar e reduzir o número de freguesias e que,
    se calhar, só o faria nos centros urbanos. Disse-lhe que acho uma ideia
    positiva repensar um bocado o território”, revela, ao JN, Rui Rio.
    O autarca aceita, assim, o contributo do Porto no processo para dar “maior
    eficácia” às freguesias. “Se for feito esse ajustamento, o Porto não deve
    ficar de fora”, sustenta. No plano teórico, Rui Rio admite que as quatro
    freguesias da zona histórica (Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória) sejam
    fundidas numa única junta ou anexadas a Santo Ildefonso. E também diz que
    seria possível juntar Nevogilde à Foz do Douro.

    “Serei sempre contra”
    As intenções do Governo, que aguarda por um estudo para entregar o projecto
    de lei no Parlamento, ainda não foram comunicadas aos presidentes das quatro
    juntas. Mas, a contestação já é garantida, até porque os autarcas souberam
    que o secretário de Estado Eduardo Cabrita, numa recente deslocação ao
    Norte, sugeriu a hipótese da fusão.
    “Serei sempre contra a fusão de qualquer freguesia na cidade do Porto, quer
    como autarca, quer como cidadão”, garante, ao JN, Jerónimo Ponciano,
    convicto de que a medida não trará “qualquer vantagem”. “Não é só um
    presidente de junta que consegue resolver tudo”, argumenta.
    Para o presidente da Junta de São Nicolau, o Governo já alterou a lei das
    finanças locais a pensar na fusão de freguesias “Desde 2002 que nos andam a
    tirar verbas. Se continuar assim, em 2007 temos de fechar as portas. Parece
    que querem argumentos, que estão a criar o caos financeiro, para avançar com
    a fusão”.
    José António Teixeira concorda que “não faz muito sentido” a junção das
    quatro freguesias. “As pessoas são idosas e procuram as juntas para
    resolverem os seus problemas”, sublinha, ao JN, o presidente da Junta da Sé.
    “Às vezes, não é só a questão de resolver os problemas, é ouvir as pessoas.
    Muitas até choram quando falam connosco. Sentir que, de um momento para o
    outro, vão perder esse apoio é complicado”, acrescenta o presidente da Junta
    da Vitória, António Filipe Oliveira, revelando que já tem sido contactado
    por muitas pessoas preocupadas com a hipótese de perderem a freguesia.
    Todos partilham a esperança de um novo recuo do Governo

    Foi logo no início do ano que o Governo revelou intenções de mexer na
    organização administrativa de Portugal e extinguir as freguesias mais
    pequenas, até porque, das 4259 freguesias existentes no país, 128 têm menos
    de 150 eleitores. Com a medida pretendia-se “racionalizar recursos”. “Mais
    de metade das freguesias têm menos de mil eleitores. Até nos centros urbanos
    há mais de 350 freguesias com menos de mil eleitores”, argumentou, na
    altura, o ministro da Administração Interna. Mas a eventual bondade do
    objectivo não serviu para calar os protestos dos autarcas. De imediato,
    choveram críticas das associações de Municípios e de Freguesias,
    argumentando-se que a reforma não poderia avançar a “régua e esquadro”,
    apenas com base num critério que levava à eliminação de freguesias com menos
    de mil eleitores. Foi nesse clima hostil que António Costa subiu ao palanque
    do congresso da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias), em Fevereiro
    passado, e admitiu rever os critérios, que afectavam, por exemplo, seis
    freguesias de Lisboa Mártires (369 eleitores), Madalena (401), Castelo
    (539), Santa Justa (807), Sacramento (948) e Santiago (976). O Governo
    admite agora não eliminar freguesias pequenas do interior, desde que se
    comprove que são, de facto, necessárias para as populações. Mas não
    prescinde de avançar com a reformulação nas duas principais áreas
    metropolitanas. Sendo assim, Porto e Lisboa serão os primeiros alvos da lei
    que o Executivo tenciona aprovar até ao fim do ano. O processo está em
    marcha mas ninguém quer acreditar que vá mesmo por diante. Para já, autarcas
    e populações preferem esperar por um segundo recuo do Governo.

    https://jn.sapo.pt/2006/08/03/primeiro_plano/quatro_freguesias_podem_sair_mapa.html

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    4. Matosinhos: 32 toneladas de peixe apreendidas em Matosinhos

    O pescado era proveniente de Espanha e estava a ser vendido ilegalmente
    A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu ontem em
    Matosinhos 32 toneladas de peixe, a maioria proveniente de Espanha, que
    estava a ser vendido ilegalmente fora de lota.
    Em comunicado, a ASAE explicou que o pescado apreendido, avaliado em 70 mil
    euros, se encontrava no interior de 11 de 30 viaturas fiscalizadas numa
    operação junto à ponte de Leça de Palmeira, Matosinhos. Na operação, que
    decorreu ao longo de cinco horas, e que envolveu 35 elementos de 17
    brigadas, foram também instaurados 11 processos de contra-ordenação e 19
    autos.
    Além do comércio ilegal, responsável por 11 dos 19 autos, a ASAE detectou
    irregularidades de documentação, falta de higiene e asseio, bem como
    irregularidades nas licenças para operador/receptor.
    O pescado apreendido foi destruído para produção de farinha de peixe numa
    unidade certificada para o efeito.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=a87ff679a2f3e71d9181a67b7542122c&subsec=&id=46061c93454106c4f8a963ef6bd3cc6b

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    5.
    País: Vinte e um mortos nas estradas só numa semana

    Vinte e uma pessoas morreram nas estradas portuguesas na semana passada,
    anunciou ontem a Direcção-Geral de Viação (DGV), que já contabilizou 455
    mortos desde o início do ano resultantes de acidentes de trânsito.
    Na semana de 24 de Maio a 30 de Julho, a Guarda Nacional Republicana (GNR)
    registou, na sua área de intervenção, 16 mortos, 55 feridos graves e 610
    ligeiros, num total de 681 vítimas de acidentes rodoviários. A Polícia de
    Segurança Pública (PSP) registou, em igual período, cinco mortos, 20 feridos
    graves e 276 ligeiros, o que perfaz um total de 301 vítimas da
    sinistralidade rodoviária. Em conjunto, as duas forças de segurança
    apresentam um balanço de 21 mortos, 75 feridos graves e 886 ligeiros,
    totalizando 982 vítimas.
    Só no fim-de-semana passado, início de férias para muitos portugueses,
    morreram sete pessoas e 24 ficaram feridas com gravidade em resultado de 522
    acidentes de viação registados nas estradas portuguesas, segundo dados
    provisórios fornecidos pela GNR. A Brigada de Trânsito da GNR registou
    sábado passado 286 acidentes, de que resultaram quatro mortos, 18 feridos
    graves e 101 feridos ligeiros. No domingo registaram-se 236 acidentes de
    viação, que causaram três mortos, seis feridos graves e 90 feridos ligeiros.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=a87ff679a2f3e71d9181a67b7542122c&subsec=&id=776839800b4386331326a29ca5fbb9b6

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    6. País: GNR detecta 140 infracções susceptíveis de originar incêdios

    O Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional
    Republicana detectou em seis dias 140 infracções susceptíveis de originar
    incêndios, entre as quais a falta de limpeza de matas e queimadas.
    A operação de fiscalização, que decorreu de 24 a 30 de Julho em zonas de
    maior densidade florestal de Norte a Sul do país, envolveu simultaneamente
    todos os efectivos do SEPNA, um total de 400 elementos.
    Segundo o responsável do serviço, o Major Jorge Amado, o maior número de
    infracções foi detectado na zona norte. Trata-se de irregularidades que
    segundo a lei podem ser puníveis com coimas de 140 euros a 5.000 euros, no
    caso de pessoa singular, e de 800 a 60.000 euros, no caso de pessoas
    colectivas.
    Das 140 infracções, o SEPNA destaca a falta de limpeza de matos, a queima de
    sobrantes, o armazenamento de material junto a habitações, a falta de
    limpeza em redor das habitações, fiscalização de falta de dispositivos de
    retenção de faúlhas em maquinaria utilizada na floresta. Os tractores,
    máquinas e veículos de transporte pesado usados em trabalhos nos espaços
    rurais durante o período crítico de incêndios são obrigados a ter
    dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas. Devem também estar equipados
    com um ou dois extintores de seis quilogramas.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=a87ff679a2f3e71d9181a67b7542122c&subsec=&id=04af067c22275dd1538ab2b1383b0050

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    7. Faroleiros mostram segredos
    do ofício a visitantes – A vida dos faroleiros alterou-se bastante nos
    últimos anos, ou melhor, desde que começaram a aparecer todos os mecanismos
    electrónicos que ajudam à navegação e ao próprio funcionamento dos faróis.
    Mas há coisas que se mantêm. É o caso das 24 horas de serviço permanentes e
    a atenção constante, porque nada pode falhar
    Guardião da luz na era tecnológica

    A vida dos faroleiros alterou-se bastante nos últimos anos, ou melhor, desde
    que começaram a aparecer todos os mecanismos electrónicos que ajudam à
    navegação e ao próprio funcionamento dos faróis. Mas há coisas que se
    mantêm. É o caso das 24 horas de serviço permanentes e a atenção constante,
    porque nada pode falhar. Que o diga Francisco Martins, faroleiro subchefe no
    Farol da Barra, em Ílhavo. Continua a afirmar que a profissão de faroleiro é
    muito importante “Os mecanismos podem sempre falhar. Nós é que não”.

    Em Portugal existem cerca de 20 infra-estruturas e são todas diferentes,
    quer esteticamente (não existem dois faróis com a mesma estrutura), quer em
    termos da intensidade da luz que emitem, que funciona como o bilhete de
    identidade. “O código que emite, isto é, as suas características luminosas
    são identificadas por todos os navegadores. No caso do Farol da Barra, a luz
    é emitida num espaço de tempo que dura, no total, 13 segundos. Emite luz
    durante três décimas de segundo e pára depois durante dois, em quatro
    sequências. Em seguida volta a fazer uma paragem de 5,8 segundos. E é isto
    que identifica o Farol da Barra. Quem anda no mar, sabe que este é o nosso
    código”, explica o faroleiro.

    https://jn.sapo.pt/2006/08/03/etcetera/guardiao_luzna_tecnologica.html
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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

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    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e de O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Para mais informações e adesão à Associação Campo Aberto:
    contacto@campoaberto.pt
    telefax 229759592
    Apartado 5052, 4018-001 Porto

    Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

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