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  • Mai : 14 : 2020 - Por Amor da Árvore 2020
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  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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Opinião: O Rei vai nu

Pelo que se tem visto desde que está à frente da Câmara, não
surpreende a ignorância de Rui Rio acerca do Porto, ignorância que o
leva, num recente encarte que fez publicar na Imprensa, a dar S. João
Baptista como sendo “o padroeiro da cidade”. Surpreende é que ninguém
na Câmara pareça saber que a padroeira do Porto é Nossa Senhora de
Vandoma, apesar de a sua imagem figurar há quase mil anos nas armas
da cidade. Supondo que alguém, no gabinete de Rio, já tenha reparado
nos brasões da frontaria dos Paços do Concelho, e que, se não for
pedir muito, possua umas luzes básicas de cultura, haverá de ter
visto que o Porto é ali designado por CIVITAS VIRGINIS, ou seja,
Cidade da Virgem. O próprio Rui Rio o saberia se lesse o JN, pois
ainda há 15 dias Germano Silva aqui publicou um artigo sobre o
assunto. É esta mesma ignorância, se não desprezo, da História e da
memória da cidade que está na origem do crime urbanístico que foi a
destruição da Avenida dos Aliados e a sua substituição por uma
espécie de Tiananmen monocórdica e “sizenta”, um inóspito terreiro
com um tanque ao meio, que os “alfaiates do Rei” seus autores, e o
próprio “Rei”, nos quiseram fazer crer que iria ser uma nova Piazza
Navona ou uns Champs-Elysées à moda do Porto.

https://jn.sapo.pt/2006/06/19/ultima/o_reivai_nu.html

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1. Porto: Câmara coloca 17 edifícios à venda a preços de 2005

A Câmara do Porto prepara-se para alienar 17 prédios municipais no
Centro Histórico a preços do ano passado. Tendo por objectivo
incentivar a requalificação urbana do edificado, a coligação PSD/PP
optou por, no Orçamento para 2006, baixar o valor dos edifícios
camarários que pretende colocar à venda ao longo deste ano. Só que,
no momento em que lança o primeiro leilão, a redução não está
contemplada. A título de exemplo, basta olhar para o edifício nº
240/244 da Rua de Mouzinho da Silveira. É o mais caro da lista. No
orçamento para 2006, a autarquia informou o Executivo e a Assembleia
Municipal do Porto que o valor deste imóvel era de cerca de 126 mil
euros. Porém, agora prepara-se para vendê-lo a 180 mil. Ou seja está
54 mil euros mais caro. De facto, 180 mil euros foi o valor atribuído
pela coligação PSD/PP ao imóvel em 2005. Este ano, e com a maioria
dos edifícios por alienar, os valores foram reduzidos.

Assim, é desrespeitado o compromisso assumido perante a Câmara e a
Assembleia Municipal do Porto, quando foi viabilizado o orçamento
para 2006. O Município indicou que iria alienar os edifícios por um
valor mais baixo do que agora pretende fazer. Aliás, a 19 de Dezembro
do ano passado, o JN noticiou essa redução de preços e fonte da
autarquia esclareceu que o mais importante não era a receita, mas o
incentivo à recuperação do edificado antigo no Centro Histórico.

https://jn.sapo.pt/2006/06/19/porto/camara_coloca_edificios_a_venda_a_p
r.html

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2. Porto: Demolição

A casa desenhada nos anos 50 pelo prestigiado arquitecto Agostinho
Ricca já foi abaixo, mas os jardins e árvores de grande porte ficaram
de pé. Dará lugar a 12 moradias em banda projectadas por Manuel
Ventura, outro arquitecto do Porto. Salvaram-se os jardins, as
camélias.

E quem podia impedir a demolição? A Câmara do Porto”?, perguntou o
JN. “Sim, os serviços de Urbanismo podiam ter feito muito mais e
aguardar a classificação de interesse patrimonial. Mas foram
absolutamente indiferentes. Nunca responderam a nada”, afirmou
Agostinho Ricca. E exibe a cópia da carta enviada por Siza Vieira, em
Janeiro de 2005, ao IPPAR-Instituto Português do Património
Arquitectónico “Não existem muitos exemplos de moradia desta época,
na cidade do Porto, com a qualidade desta e com o enquadramento de
jardim igualmente desenhado pelo arquitecto”, enfatiza Siza Vieira.
Mais à frente, uma opinião reconhecida: “Julgo, por isso, que este
edifício, exemplo da qualidade do que melhor se fez numa época de
renovação da arquitectura em Portugal, merece ser preservado e
classificado”, escreve.

“O IPPAR recebeu uma carta do arquitecto em Novembro de 2005 e, em
Fevereiro de 2006, remeteu-a para a Câmara do Porto. Pelos dados
recolhidos, era necessário preservar o imóvel, não só do ponto de
vista do contexto da obra, como da cidade. Fizemos o que era possível
fazer”, adiantou, ao JN, Maria Resende, porta-voz do IPPAR. O
vereador do Urbanismo e Mobilidade da Câmara do Porto, Lino Ferreira,
refuta acusações, já que, nem o PDM, nem a carta do património,
classificaram a moradia “A Câmara não tinha forma legal de impedir o
licenciamento da construção. O pedido de licenciamento da obra entrou
antes do pedido de classificação e, como tal, não há nada a impedir a
sua autorização”, resume Lino Ferreira.

https://jn.sapo.pt/2006/06/19/porto/casa_desenhada_agostinho_ricca_cede
_.html

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3. Porto: “O Norte cruzou os braços”

Carlos Lage tem em mãos um dos mais importantes processos com que o
Norte se tem deparado nos últimos anos. Trata-se da gestão do próximo
quadro comunitário de apoio, que pode trazer à região qualquer coisa
como 1,2 mil milhões de euros por ano. Um momento decisivo para tirar
o Norte do atraso em que se deixou mergulhar.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
op=artigo&sec=6f4922f45568161a8cdf4ad2299f6d23&subsec=&id=8485e29abd79
5a986902ba1a6261dc12

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4. Porto: Porto Vivo abre concurso público do Bolhão

Está lançado o concurso público para o Mercado do Bolhão. A
informação foi avançada no sítio oficial da Porto Vivo – Sociedade de
Reabilitação Urbana e dá conta que se trata de um Concurso Público
Internacional que foi já enviado, no passada sexta-feira, para
publicação no Jornal Oficial da União Europeia e Diário da República.
O objectivo passa por analisar propostas para a concepção, projecto,
construção, manutenção e exploração, mediante constituição do direito
de superfície, daquele espaço.

O concurso destaca que “os promotores privados deverão respeitar as
características arquitectónicas do espaço e manter a actividade
comercial de venda de produtos frescos, previsto para o piso inferior
designado por terrado, devendo ser mantida uma área equivalente ou
superior à actualmente existente destinada a mercado tradicional”. Os
critérios de avaliação das propostas, de acordo com o documento,
passam pela qualidade técnica do projecto (40 por cento); solução
técnico-financeira (30 por cento); solução proposta relativamente aos
actuais comerciantes (15 por cento) e prazo de vigência do contrato
(15 por cento). Depois da conclusão das obras, o edifício continuará
a ser propriedade da autarquia, estando prevista a cedência do
direito de superfície, que pode ir até 50 anos.arquitectónicas

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=93f68fa63750
e1c33f6f5834dfb8853f

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5. Gondomar: Colónias de férias ambientais

A Câmara Municipal de Gondomar, em colaboração com o Instituto
Lencaster College, vai organizar, no próximo mês, duas colónias de
férias, ambas as iniciativas subordinadas a temáticas ambientais. As
iniciativas – designadas como “Ambiente.com” e “Terra.com” – destinam-
se exclusivamente a jovens entre os oito e os catorze anos, desde que
sejam residentes no concelho de Gondomar.

https://jn.sapo.pt/2006/06/19/porto/colonias_ferias_ambientais.html

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6. Serra da Aboboreira: Parque eólico motiva queixas

O Campo Arqueológico da Serra da Aboboreira (CASA) apresentou uma
queixa no Instituto Português de Arqueologia (IPA) e no Instituto
Português do Património Arquitectónico (IPAAR) pela falta de
acompanhamento técnico nas obras de instalação de um parque eólico,
no lugar da Abogalheira, S. João da Folhada, Marco de Canaveses. As
obras, a cargo da ENERNOVA – Novas Ernergias S.A., empresa do grupo
EDP, terão danificado a zona periférica de um dólmen. Os arqueólogos
admitem que as torres eólicas, por si só, não são prejudiciais aos
vestígios arqueológicos, mas sim os trabalhos de instalação e a
abertura de caminhos, que expõem o património a vários perigos.

https://jn.sapo.pt/2006/06/19/norte/parque_eolico_motiva_queixas_arqueo
l.html

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7. Lançada a “Arca de Noé Vegetal”

A primeira pedra de uma “caixa forte”, para armazenar todas as
variedades de sementes vegetais existentes no planeta Terra, para
prevenir possíveis catástrofes naturais ou nucleares, vai ser
colocada, hoje, no Pólo Norte. Descrita pelos seus arquitectos como
a “Caixa Forte do Dia do Juízo Final”, o depósito será construído
numa montanha do arquipélago norueguês de Svalbard, bem no meio do
Árctico, com o apoio do Fundo para a Alimentação e Agricultura (FAO)
das Nações Unidas e da Noruega. Para uma impermeabilidade óptima, o
armazém de sementes ficará localizado sob o permacongelado (solo
sempre congelado), no interior de uma montanha, atrás de portas
blindadas e paredes de betão armado com um metro de espessura, a
cerca de mil quilómetros do Pólo Norte .

https://jn.sapo.pt/2006/06/19/ultima/lancada_a_arca_noe_vegetal.html

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8. Criada a maior reserva marítima do Mundo

Os Estados Unidos declararam monumento nacional as ilhas do Norte do
Hawai que, com uma superfície de 36 mil hectares e mais de sete mil
espécies marinhas, tornam-se na maior reserva marinha do mundo. As
ilhas do Norte do Hawai são uma cadeia de ilhotas coralíferas e
vulcões submersos que, desde sexta-feira, estão automaticamente sob
protecção ambiental dos EUA. A decisão foi imediatamente aplaudida
por algumas organizações ecologistas que, até agora, têm criticado a
política norte-americana. Ao anunciar a medida, numa cerimónia na
Casa Branca, o presidente George W. Bush salientou que o seu governo
se compromete a proteger a reserva, onde um quarto das suas sete mil
espécies marinhas não existe em qualquer outra parte do Mundo. O
arquipélago incluído na reserva tem um comprimento de mais de 2.200
quilómetros e é maior do que a Grande Barreira de Recifes da
Austrália, lembrou a Casa Branca.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=cad2e9c6544a
1e8f06862d019ce44f71

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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Se quiser consultar os boletins anteriores veja
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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