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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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    Opinião: O Rei vai nu

    Pelo que se tem visto desde que está à frente da Câmara, não
    surpreende a ignorância de Rui Rio acerca do Porto, ignorância que o
    leva, num recente encarte que fez publicar na Imprensa, a dar S. João
    Baptista como sendo “o padroeiro da cidade”. Surpreende é que ninguém
    na Câmara pareça saber que a padroeira do Porto é Nossa Senhora de
    Vandoma, apesar de a sua imagem figurar há quase mil anos nas armas
    da cidade. Supondo que alguém, no gabinete de Rio, já tenha reparado
    nos brasões da frontaria dos Paços do Concelho, e que, se não for
    pedir muito, possua umas luzes básicas de cultura, haverá de ter
    visto que o Porto é ali designado por CIVITAS VIRGINIS, ou seja,
    Cidade da Virgem. O próprio Rui Rio o saberia se lesse o JN, pois
    ainda há 15 dias Germano Silva aqui publicou um artigo sobre o
    assunto. É esta mesma ignorância, se não desprezo, da História e da
    memória da cidade que está na origem do crime urbanístico que foi a
    destruição da Avenida dos Aliados e a sua substituição por uma
    espécie de Tiananmen monocórdica e “sizenta”, um inóspito terreiro
    com um tanque ao meio, que os “alfaiates do Rei” seus autores, e o
    próprio “Rei”, nos quiseram fazer crer que iria ser uma nova Piazza
    Navona ou uns Champs-Elysées à moda do Porto.

    https://jn.sapo.pt/2006/06/19/ultima/o_reivai_nu.html

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    1. Porto: Câmara coloca 17 edifícios à venda a preços de 2005

    A Câmara do Porto prepara-se para alienar 17 prédios municipais no
    Centro Histórico a preços do ano passado. Tendo por objectivo
    incentivar a requalificação urbana do edificado, a coligação PSD/PP
    optou por, no Orçamento para 2006, baixar o valor dos edifícios
    camarários que pretende colocar à venda ao longo deste ano. Só que,
    no momento em que lança o primeiro leilão, a redução não está
    contemplada. A título de exemplo, basta olhar para o edifício nº
    240/244 da Rua de Mouzinho da Silveira. É o mais caro da lista. No
    orçamento para 2006, a autarquia informou o Executivo e a Assembleia
    Municipal do Porto que o valor deste imóvel era de cerca de 126 mil
    euros. Porém, agora prepara-se para vendê-lo a 180 mil. Ou seja está
    54 mil euros mais caro. De facto, 180 mil euros foi o valor atribuído
    pela coligação PSD/PP ao imóvel em 2005. Este ano, e com a maioria
    dos edifícios por alienar, os valores foram reduzidos.

    Assim, é desrespeitado o compromisso assumido perante a Câmara e a
    Assembleia Municipal do Porto, quando foi viabilizado o orçamento
    para 2006. O Município indicou que iria alienar os edifícios por um
    valor mais baixo do que agora pretende fazer. Aliás, a 19 de Dezembro
    do ano passado, o JN noticiou essa redução de preços e fonte da
    autarquia esclareceu que o mais importante não era a receita, mas o
    incentivo à recuperação do edificado antigo no Centro Histórico.

    https://jn.sapo.pt/2006/06/19/porto/camara_coloca_edificios_a_venda_a_p
    r.html

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    2. Porto: Demolição

    A casa desenhada nos anos 50 pelo prestigiado arquitecto Agostinho
    Ricca já foi abaixo, mas os jardins e árvores de grande porte ficaram
    de pé. Dará lugar a 12 moradias em banda projectadas por Manuel
    Ventura, outro arquitecto do Porto. Salvaram-se os jardins, as
    camélias.

    E quem podia impedir a demolição? A Câmara do Porto”?, perguntou o
    JN. “Sim, os serviços de Urbanismo podiam ter feito muito mais e
    aguardar a classificação de interesse patrimonial. Mas foram
    absolutamente indiferentes. Nunca responderam a nada”, afirmou
    Agostinho Ricca. E exibe a cópia da carta enviada por Siza Vieira, em
    Janeiro de 2005, ao IPPAR-Instituto Português do Património
    Arquitectónico “Não existem muitos exemplos de moradia desta época,
    na cidade do Porto, com a qualidade desta e com o enquadramento de
    jardim igualmente desenhado pelo arquitecto”, enfatiza Siza Vieira.
    Mais à frente, uma opinião reconhecida: “Julgo, por isso, que este
    edifício, exemplo da qualidade do que melhor se fez numa época de
    renovação da arquitectura em Portugal, merece ser preservado e
    classificado”, escreve.

    “O IPPAR recebeu uma carta do arquitecto em Novembro de 2005 e, em
    Fevereiro de 2006, remeteu-a para a Câmara do Porto. Pelos dados
    recolhidos, era necessário preservar o imóvel, não só do ponto de
    vista do contexto da obra, como da cidade. Fizemos o que era possível
    fazer”, adiantou, ao JN, Maria Resende, porta-voz do IPPAR. O
    vereador do Urbanismo e Mobilidade da Câmara do Porto, Lino Ferreira,
    refuta acusações, já que, nem o PDM, nem a carta do património,
    classificaram a moradia “A Câmara não tinha forma legal de impedir o
    licenciamento da construção. O pedido de licenciamento da obra entrou
    antes do pedido de classificação e, como tal, não há nada a impedir a
    sua autorização”, resume Lino Ferreira.

    https://jn.sapo.pt/2006/06/19/porto/casa_desenhada_agostinho_ricca_cede
    _.html

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    3. Porto: “O Norte cruzou os braços”

    Carlos Lage tem em mãos um dos mais importantes processos com que o
    Norte se tem deparado nos últimos anos. Trata-se da gestão do próximo
    quadro comunitário de apoio, que pode trazer à região qualquer coisa
    como 1,2 mil milhões de euros por ano. Um momento decisivo para tirar
    o Norte do atraso em que se deixou mergulhar.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=6f4922f45568161a8cdf4ad2299f6d23&subsec=&id=8485e29abd79
    5a986902ba1a6261dc12

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    4. Porto: Porto Vivo abre concurso público do Bolhão

    Está lançado o concurso público para o Mercado do Bolhão. A
    informação foi avançada no sítio oficial da Porto Vivo – Sociedade de
    Reabilitação Urbana e dá conta que se trata de um Concurso Público
    Internacional que foi já enviado, no passada sexta-feira, para
    publicação no Jornal Oficial da União Europeia e Diário da República.
    O objectivo passa por analisar propostas para a concepção, projecto,
    construção, manutenção e exploração, mediante constituição do direito
    de superfície, daquele espaço.

    O concurso destaca que “os promotores privados deverão respeitar as
    características arquitectónicas do espaço e manter a actividade
    comercial de venda de produtos frescos, previsto para o piso inferior
    designado por terrado, devendo ser mantida uma área equivalente ou
    superior à actualmente existente destinada a mercado tradicional”. Os
    critérios de avaliação das propostas, de acordo com o documento,
    passam pela qualidade técnica do projecto (40 por cento); solução
    técnico-financeira (30 por cento); solução proposta relativamente aos
    actuais comerciantes (15 por cento) e prazo de vigência do contrato
    (15 por cento). Depois da conclusão das obras, o edifício continuará
    a ser propriedade da autarquia, estando prevista a cedência do
    direito de superfície, que pode ir até 50 anos.arquitectónicas

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=93f68fa63750
    e1c33f6f5834dfb8853f

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    5. Gondomar: Colónias de férias ambientais

    A Câmara Municipal de Gondomar, em colaboração com o Instituto
    Lencaster College, vai organizar, no próximo mês, duas colónias de
    férias, ambas as iniciativas subordinadas a temáticas ambientais. As
    iniciativas – designadas como “Ambiente.com” e “Terra.com” – destinam-
    se exclusivamente a jovens entre os oito e os catorze anos, desde que
    sejam residentes no concelho de Gondomar.

    https://jn.sapo.pt/2006/06/19/porto/colonias_ferias_ambientais.html

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    6. Serra da Aboboreira: Parque eólico motiva queixas

    O Campo Arqueológico da Serra da Aboboreira (CASA) apresentou uma
    queixa no Instituto Português de Arqueologia (IPA) e no Instituto
    Português do Património Arquitectónico (IPAAR) pela falta de
    acompanhamento técnico nas obras de instalação de um parque eólico,
    no lugar da Abogalheira, S. João da Folhada, Marco de Canaveses. As
    obras, a cargo da ENERNOVA – Novas Ernergias S.A., empresa do grupo
    EDP, terão danificado a zona periférica de um dólmen. Os arqueólogos
    admitem que as torres eólicas, por si só, não são prejudiciais aos
    vestígios arqueológicos, mas sim os trabalhos de instalação e a
    abertura de caminhos, que expõem o património a vários perigos.

    https://jn.sapo.pt/2006/06/19/norte/parque_eolico_motiva_queixas_arqueo
    l.html

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    7. Lançada a “Arca de Noé Vegetal”

    A primeira pedra de uma “caixa forte”, para armazenar todas as
    variedades de sementes vegetais existentes no planeta Terra, para
    prevenir possíveis catástrofes naturais ou nucleares, vai ser
    colocada, hoje, no Pólo Norte. Descrita pelos seus arquitectos como
    a “Caixa Forte do Dia do Juízo Final”, o depósito será construído
    numa montanha do arquipélago norueguês de Svalbard, bem no meio do
    Árctico, com o apoio do Fundo para a Alimentação e Agricultura (FAO)
    das Nações Unidas e da Noruega. Para uma impermeabilidade óptima, o
    armazém de sementes ficará localizado sob o permacongelado (solo
    sempre congelado), no interior de uma montanha, atrás de portas
    blindadas e paredes de betão armado com um metro de espessura, a
    cerca de mil quilómetros do Pólo Norte .

    https://jn.sapo.pt/2006/06/19/ultima/lancada_a_arca_noe_vegetal.html

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    8. Criada a maior reserva marítima do Mundo

    Os Estados Unidos declararam monumento nacional as ilhas do Norte do
    Hawai que, com uma superfície de 36 mil hectares e mais de sete mil
    espécies marinhas, tornam-se na maior reserva marinha do mundo. As
    ilhas do Norte do Hawai são uma cadeia de ilhotas coralíferas e
    vulcões submersos que, desde sexta-feira, estão automaticamente sob
    protecção ambiental dos EUA. A decisão foi imediatamente aplaudida
    por algumas organizações ecologistas que, até agora, têm criticado a
    política norte-americana. Ao anunciar a medida, numa cerimónia na
    Casa Branca, o presidente George W. Bush salientou que o seu governo
    se compromete a proteger a reserva, onde um quarto das suas sete mil
    espécies marinhas não existe em qualquer outra parte do Mundo. O
    arquipélago incluído na reserva tem um comprimento de mais de 2.200
    quilómetros e é maior do que a Grande Barreira de Recifes da
    Austrália, lembrou a Casa Branca.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=cad2e9c6544a
    1e8f06862d019ce44f71

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    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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