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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Segunda-feira, 24 de Abril de 2006

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações
    indicadas.

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    Destaque: Um edifício, futuro albergue de obras de arte, será
    construído, com o aval do Ministério do Ambiente, num lugar onde a
    construção é proibida por lei por ser zona de cheias do rio Tâmega.
    Mas as piscinas municipais, projectadas para local adjacente também
    à beira rio, terão de ser edificadas noutro local. Apesar da lei de
    protecção das margens de rios não se preocupar apenas com as
    possíveis cheias, mas com todo o equilíbrio ecológico do rio e
    vizinhança, e de obviamente a água a mais ser menos prejudicial a
    uma piscina do que a um museu, percebe-se a diferença de tratamento:
    é uma questão de assinatura.

    «Obra de Siza Vieira vai ser construída em zona ilegal.

    A futura Fundação Nadir Afonso, uma obra da Câmara Municipal de
    Chaves projectada pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira, vai mesmo ser
    construída numa zona proibida por lei. A Autarquia flaviense
    conseguiu convencer o Ministério do Ambiente (MA) de que a forma
    como o edifício está projectado põe de parte o risco de cheia,
    motivo pelo qual são proibidas construções na chamada zona adjacente
    ao Tâmega (Portaria 335, de 11 de Maio de 1989).

    O MA não teve, no entanto, a mesmo posição em relação às futuras
    piscinas municipais cobertas, também projectadas em área adjacente
    ao Tâmega.»

    https://jn.sapo.pt/2006/04/24/norte/obra_siza_vieira_ser_construida_zo
    na.html

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    1. Porto: Campo Aberto publica livro

    A associação ambientalista Campo Aberto lançou esta semana um livro
    que reúne os principais documentos divulgados nos cinco anos da
    associação. As reflexões sobre o PDM do Porto são as que mais se
    repetem com o alerta de que a cidade é pobre em zonas verdes.

    “É esquizofrénico querer recuperar o património degradado da Baixa
    incentivando a vinda de população para o centro e dar ao mesmo tempo
    uma grande amplitude a novas zonas de construção na periferia”. O
    comentário de José Carlos Marques resume uma parte das análises da
    associação ambientalista Campo Aberto no livro que lançou esta
    semana, «Reflectir o Porto e a Região Metropolitana do Porto». A
    obra reúne os principais documentos publicados nos primeiros cinco
    anos da associação e as atenções recaem sobretudo nas tomadas de
    posição sobre a elaboração do Plano Director Municipal (PDM) do
    Porto.

    O representante da direcção da Campo Aberto apresentou o livro como
    um instrumento de trabalho para técnicos, historiadores e cidadãos
    que se preocupam com o ordenamento do território e salientou que um
    dos objectivos é que sirva no futuro para se aumentarem as cautelas
    com as zonas de expansão urbana. O novo PDM do Porto continua a
    preocupar a associação nomeadamente por não prever a criação dos
    espaços verdes necessários para a região. Bernardino Guimarães, da
    direcção da associação, recordou que importa continuar a preservar o
    corredor verde que existe entre a Serra da Santa Justa, nos
    concelhos de Valongo, Gondomar e Paredes, e o futuro Parque Oriental
    em Campanhã, mas José Carlos Marques justificou que mesmo assim a
    região tem uma média inferior de zonas verdes por habitantes quando
    comparada com a média europeia. Uma das sugestões que mantém é a
    criação de quintas pedagógicas.

    Na apresentação do livro, que tira uma radiografia sobre a Área
    Metropolitana do Porto, há menções à construção tardia do Parque
    Oriental. Os ambientalistas, que insistem em dizer que a Alameda de
    Azevedo que corta este parque a meio é inútil, lembram que, mesmo
    com certos erros de construção, esta zona verde é fundamental para a
    cidade. Bernardino Guimarães reconhece que falta analisar com mais
    pormenor a intenção da Câmara do Porto em alienar parcelas de
    terreno para a construção de habitação de modo a ter verbas para
    avançar com a obra, mas adianta que esse caminho poderá representar
    o fim de ecossistemas. Os atrasos que também incomodam esta
    associação prendem-se com a recuperação dos rios Tinto e Torto.

    Avenida dos Aliados

    O último dos documentos publicados seguindo uma ordem cronológica é
    o comunicado de Dezembro de 2005 sobre a acção judicial pela
    salvaguarda da Avenida dos Aliados e da Praça da Liberdade, onde
    pediam a paragem imediata da obra com o argumento que a Metro do
    Porto violou as condições impostas na Avaliação do Impacte
    Ambiental. A ideia era através de uma providência cautelar reclamar
    que a autorização dada pelo Instituto Português do Património
    Arquitectónico não abrangia toda a área em obras. Contudo passado
    quatro meses os trabalhos de arranjo urbanístico da empresa Metro do
    Porto continuam e, segundo as previsões, a obra estará concluída na
    segunda quinzena de Maio.

    “Não tivemos sucesso em todas as acções, mas serviram no mínimo para
    fazer uma análise profunda de certos temas”, acrescentou José Carlos
    Marques.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=6272bdbb431
    da5af67d1402c7d056812

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    2. Porto: Nem Rossio nem Betesga

    O JN reportava há dias o caos que se vive na denominada Baixa
    Portuense por causa do estacionamento em segunda fila ou em locais
    expressamente proibidos por posturas municipais. Os automobilistas
    queixam-se da falta de alternativas e como não vêem nenhum polícia
    por perto vão parando ilegalmente… Os comerciantes queixam-se, por
    seu turno, dos polícias que “não fecham os olhos” quando o cliente
    está “apenas” a fazer uma compra no estabelecimento e que é “um
    instante, ele já vai embora”.

    Veja-se o que está a acontecer neste momento na Avenida dos Aliados
    e nas envolventes das estações de metro para nos apercebermos de que
    a receita agora é sempre a mesma passeios mais largos, faixas de
    rodagem mais estreitas, pavimentos de granito em vez de asfalto.
    Tudo, enfim, procurando dificultar na zona o trânsito e o
    estacionamento.

    E o metro resolveu o problema? Claro que não. Facilitou as
    deslocações, é certo, mas o tráfego continua. Há sistemas de metro
    em Lisboa, Madrid e Paris, mas as suas ruas e avenidas não deixam de
    estar engarrafadas. Como gerir este problema ? Uma boa pergunta.

    https://jn.sapo.pt/2006/04/24/porto/nem_rossio_betesga.html

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    3. Porto: Quinta da China

    Os deputados da Assembleia Municipal do Porto são chamados a
    discutir, na próxima quinta-feira, sobre a cedência de
    terrenos/caminhos para que a aprovação do projecto imobiliário
    Quinta da China seja uma realidade. Como aquele órgão autárquico
    conta com a maioria social democrata só um imprevisto poderá
    bloquear a aprovação da medida.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=3d267d09b07
    153da42f0758039cd0e1c

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    4. País: Certificação por peritos

    A Quercus alertou para a necessidade de a construção de edifícios
    com certificação energética ser fiscalizada por técnicos
    especializados e não por engenheiros ou arquitectos, como prevê a
    lei publicada em «Diário da República» a 4 de Abril.

    O Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar
    Interior nos Edifícios pretende tornar a construção em Portugal mais
    eficiente do ponto de vista da conservação de energia. A Quercus,
    apesar de salientar que o diploma é um “importante contributo” para
    melhorar o desempenho ambiental, considerou que o sistema de
    certificação possui fragilidades que “poderão dificultar a sua
    correcta implementação”.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=78399abf7a9
    d1e710aeac3ff2c2c4896

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    5. Separação de embalagens

    «Separar vai colar» é a nova campanha da Sociedade Ponto Verde para
    incentivar os portugueses a reciclarem as embalagens usadas,
    depositando-as nos ecopontos. Para aumentar o estímulo na separação
    serão oferecidos 200 prémios por mês.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=69b094e69fe
    2284f962a5e6a5eef9e54

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    6. Indústria automóvel falha compromisso com a União Europeia

    A Indústria Automóvel continua a falhar no combate às alterações
    climáticas e no compromisso feito à União Europeia de diminuir o
    nível de dióxido de carbono produzido por viatura.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=2d5493d8fd7
    293bc0495507a11c0a4ec

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    7. Arrancou projecto de prevenção de incêndios

    Um projecto inovador que está a testar no Alentejo métodos de
    restauro ecológico da floresta, que podem contribuir para prevenir
    incêndios e combater a desertificação, já avançou em Mértola,
    distrito de Beja. Desenvolvido pela organização ambientalista World
    Wide Fund for Nature (WWF), em parceria com a Associação de Defesa
    do Património de Mértola (ADPM), o projecto começou em 2004, no
    Monte do Vento, com uma demonstração piloto numa escala de ensaio de
    20 hectares. Depois do sucesso da demonstração, o projecto alargou-
    se, em Setembro de 2005, aos 200 hectares daquela exploração agro-
    silvo-pastoril, propriedade da ADPM.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
    op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=531fb21455d
    d5ef8f16291c2e11543aa

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    8. Mundo: Múltiplos efeitos de um acidente hediondo

    “O que mais me preocupa como cientista é estudar o impacto de
    Chernobyl logo após o acidente e hoje, passados todos estes anos,
    ainda não poder afirmar que há um recuo. Pelo contrário, continuamos
    a observar um aumento dos casos de cancro da tiróide”. A constatação
    é de Tetyana Bogdanova, responsável do Instituto de Endocrinologia e
    Metabolismo de Kiev, a instituição que desde 1986, a data do
    acidente, estuda a incidência de casos de cancro da tiróide, a
    doença que, aparentemente, mais tem crescido em consequência da
    exposição radioactiva.

    https://jn.sapo.pt/2006/04/24/sociedade_e_vida/multiplos_efeitos_um_ac
    idente_hedion.html

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    9. Mundo: Cada vez mais crianças vítimas da radioactividade

    “A Yulianna – de 4 anos – tem, como praticamente todos os nossos
    casos aqui, uma leucemia”, observa Dmytro Skarshevsky. “Este tipo de
    cancro entre crianças tem aumentado e, embora não existam dados
    objectivos, acreditamos que eles possam estar relacionados com o
    desastre (Abril de 1986) na central nuclear Chernobyl”, afirma o
    médico. O clínico explica que a radiação libertada pelo violento
    incêndio no reactor número 4, e espalhada por toda uma vasta área da
    Ucrânia (onde se localiza a central), da Bielorrússia e da Rússia,
    fez disparar as doenças do aparelho respiratório e no sangue. Além
    de ter provocado um aumento significativo de problemas congénitos
    e “aberrações em fetos”.

    No hospital de Rivne, a 200 quilómetros da capital ucraniana, a
    médica Oxana Lozova corrobora esta tese e acrescenta “O que acontece
    é que temos agora de lidar com crianças muito menos saudáveis do que
    os seus pais e que adoecem cada vez mais cedo”. ” Hoje estamos
    certos que os efeitos de Chernobyl estão muito longe de ser
    conhecidos e acreditamos que muitas gerações mais serão afectadas”,
    conclui o médico Dmytro Skarshevsky.

    https://jn.sapo.pt/2006/04/24/sociedade_e_vida/cada_mais_criancas_viti
    mas_radioacti.html

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Para mais informações e adesão à Associação Campo Aberto:
    contacto@campoaberto.pt
    telefax 229759592
    Apartado 5052, 4018-001 Porto

    Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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