• Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto

[PNED] Boletim de 27/X/2004

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha
Quarta-feira, 27 de Outubro de 2004
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Para os textos integrais das notícias consulte as ligações indicadas.
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Destaque: O Nome da Coisa
Por JOAQUIM FIDALGO

Tenho cá para mim que ninguém vai ao MacDonald’s porque lhe apetece
muito comer uma salada. Claro que podemos ir ao MacDonald’s e comer
uma salada – sozinha ou, de preferência, acompanhada de qualquer
coisita mais substancial, sei lá, um “hamburger”, umas batatas
fritas… Mas, quando pensamos que o que nos apetecia era mesmo comer
uma salada, o que nos ocorre de imediato não é propriamente o
MacDonald’s, pois não? Os sítios são o que são, são o que sempre
quiseram ser, e não é com passes cosméticos arquitectados
pelo “marketing” que se transfiguram da noite para o dia. (…)

É a tentação, tão frequente sobretudo no comércio, de mudar nomes e
embrulhos para apanhar as ondas da moda e, supostamente, nos levar
mais à certa. Como aquela loja que, há dias, vi anunciando a venda de
pneus “novos e semi-novos”. Pneus “semi-novos”?… Mas o que é que
isso é? Não serão, por acaso, os velhinhos e conhecidinhos
pneus “usados”? Ou seja, pneus “não-novos”? Então, porquê chamar-
lhes “semi-novos”?… Será que vamos comprá-los mais depressa e
chegamos a casa todos satisfeitos por termos descoberto a pólvora?

Também acho graça quando alguns estabelecimentos querem remoçar,
apanhar os ares do tempo, dar um toque mais moderno, não vá a gente
fugir com medo de que sejam pré-históricos. Vou por vezes comprar pão
a uma padaria que me fica perto de casa e que tem aquelas variedades
todas, integrais, de centeio, de água, da avó, de mistura, etc. Mas
não se chama “Padaria Silva” ou “Padaria Azul”, ou “Padaria Central”,
não senhor, chama-se “Palácio do Pão”! E também passo volta e meia
por um talho cheio de cores e néones, que não se chama talho disto ou
daquilo, o nome do dono, o nome do sítio, um nome qualquer, mas, muito
sofisticadamente, “Boutique da Carne”! Isto para não falar da minha
mais recente descoberta em termos de toponímia comercial: um
estabelecimento que tinha o ar de sala de estudo, porventura sala de
explicações, e que ostentava, orgulhoso, uma placa com o nome
de “Clínica de Matemática”! Imagino que trate de muitas crianças com
enfarte de números e as ponha a circular numa saudável tabuada.

Com nomes e bolos se enganam os tolos.

https://jornal.publico.pt/2004/10/27/EspacoPublico/O04.html

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1. PS e CDU zangados por causa do parque do Castelo do Queijo
Por PATRÍCIA CARVALHO

O vereador socialista Manuel Diogo acusou o responsável pelo pelouro
do Ambiente, Rui Sá, de não ter conseguido manter a cidade
suficientemente limpa (leia-se, as sarjetas) para fazer face ao
temporal da semana passada. Daí, a atribuir ao comunista a
responsabilidade pelo estado “lastimoso” em que ficou o
parque de estacionamento do Castelo do Queijo (obrigado a encerrar)
foi um passo. Sá defendeu-se com um ataque ao PS, acusando a
governação socialista de ter “entubado as ribeiras” e permitido “a
construção de empreendimentos hoteleiros junto à ribeira a Granja”
provocando assim os “problemas estruturais responsáveis pelas
inundações”. Além disso, defendeu o vereador do Ambiente: “Era
impossível [uma prevenção eficaz] numa situação de temporal como a que
houve”. Diogo zangou-se e lembrou a Sá que “quem tem funções no
executivo tem responsabilidades”. Pelo meio, Rui Rio explicou que o
parque de Castelo do Queijo sofre de problemas estruturais a exigir
duas intervenções: uma já feita pela Casa da Música e outra (que se
prende com o escoamento de água que vem da Avenida da Boavista), e
que a Câmara optou por não fazer, esperando pela obra inevitável que
será feita durante as obras do Metro naquela artéria.

https://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?
pIdNoticia=15383&pIdSeccion=7

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2. Rio vai questionar governo sobre falta de verbas para Centro
Materno-Infantil
Por NATÁLIA FARIA

O Presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, comprometeu-se ontem a
pedir contas ao Governo pelo facto de o Programa de Investimentos e
Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC)
reservar uma verba muito diminuta para a construção do Centro Materno-
Infantil do Norte. “O Governo assumiu o compromisso de avançar com a
construção do centro, mas parece haver aqui uma contradição.”

https://jornal.publico.pt/2004/10/27/LocalPorto/LP02.html

Orçamento para alimentar o metro
Por ISABEL FORTE

O Bloco de Esquerda diz que o valor do PIDDAC para 2005 atribuído ao
distrito do Porto se cinge a “alimentar o metro” e a “desprezar as
funções sociais”. O que irá “desenvolver ainda mais o flagelo da
pobreza, reproduzindo as desigualdades no distrito”. Em conferência
de Imprensa, João Teixeira Lopes explicou aos jornalistas por que
razão está o seu partido preocupado com o Orçamento de Estado: “Temos
um PIDDAC para o distrito que não recupera os valores investidos
em 2002, que agrava as assimetrias e que é acintoso para os concelhos
mais pobres”.

https://jn.sapo.pt/2004/10/27/grande_porto/orcamento_para_alimentar_o_m
etro.html

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3. Metro para Gondomar e Boavista terá que esperar
Por ANA TROCADO MARQUES

Em 2005 a Metro do Porto (MP) deverá receber, de acordo com o Plano de
Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central
(PIDDAC) 663 milhões de euros destinados a cobrir a conclusão da
primeira fase da rede, que integra as linhas da Póvoa, da Trofa, de
Gaia e o ramal do Aeroporto. De fora do plano para o próximo ano
ficaram a duplicação da linha da Trofa, entre a Maia e aquele
concelho, e o prolongamento da linha de Gaia até Laborim.

https://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?
pIdNoticia=15406&pIdSeccion=7

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4. Arquitecto premiado por obra em Aldoar

O arquitecto português Manuel Correia Fernandes foi distinguido,
anteontem, no Peru, com o prémio especial Fernando Belaúnde Terry, na
IV Bienal Ibero-americana de Arquitectura, pela autoria do conjunto
habitacional cooperativo de Aldoar, no Porto. Aquela zona
habitacional foi erguida em três fases, que se estenderam entre 1979
e 1996, e integra três cooperativas de habitação. Uma das três
cooperativas, a Nova Ramalde, recebeu, em 1993, o prémio Instituto
Nacional de Habitação (INH).

https://jn.sapo.pt/2004/10/27/grande_porto/arquitecto_premiado_obra_ald
oar.html

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5. Guimarães: Câmara de Guimarães acusada de não proteger azulejos do
Século XVII
Por E.M.

A Câmara de Guimarães garantiu ontem, em comunicado, que os azulejos
existentes no Palácio de Vila Flor não foram destruídos
mas “removidos”. A explicação da autarquia surge depois de alguns
vizinhos do palácio do século XVIII afirmarem que os azulejos que
serviam de molduras às dezenas de janelas do edifício foram
retirados do local onde se encontravam “à martelada”.

https://jornal.publico.pt/2004/10/27/LocalPorto/LP10.html

Autarca garante estudo e restauro dos azulejos
Por LISA SOARES

A Associação Muralha de defesa do património de Guimarães vai
analisar, esta tarde, o caso dos azulejos do século XVII que
decoravam as mansardas do palácio de Vila Flor. Segundo fonte da
associação, o caso reveste-se de contornos preocupantes que devem ser
avaliados, estando prevista a tomada de posição através de um
comunicado. Ontem, o presidente da Câmara de Guimarães saiu a
terreiro para dizer que os azulejos serão estudados para possível
restauro. Em comunicado, António Magalhães afirma que a “remoção” foi
decidida como “medida de salvaguarda”, e que a reinstalação das peças
será “equacionada”.

https://jn.sapo.pt/2004/10/27/minho/autarca_garante_estudo_e_restauro_a
z.html

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6. Minho: Freguesias de Melgaço disputam localização de parque eólico
em tribunal
Por ANA PEIXOTO FERNANDES

O autarca de Fiães, no concelho de Melgaço, está decidido a levar até
às últimas consequências a sua luta pela definição do limite
territorial com a freguesia vizinha de Roussas. Em causa está a
localização do parque eólico de Picos, que integra o
projecto “VentoMinho” da Empreendimentos Eólicos do Vale do Minho
(EEVM) e abrange cinco freguesias do mesmo concelho.

https://jornal.publico.pt/2004/10/27/LocalPorto/LP19.html

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7. Viana do Castelo: Empresários exigem “não” da Câmara a
hipermercados

Apresentada no decorrer de sessão extraordinária da assembleia da
Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), realizada
anteontem à noite, a proposta, aprovada por unanimidade, apresentou-
se como o apelo de sector que se afirma “angustiado” com a anunciada
abertura de mais superfícies comerciais, previstas para a margem sul
do concelho.

https://jn.sapo.pt/2004/10/27/minho/empresarios_exigem_nao_camara_a_hip
e.html

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8. Famalicão: Saltões recebem meios de combate

A Protecção Civil da autarquia famalicense vai continuar a renovação
da frota dos Saltões, unidades móveis de prevenção, com a aquisição
de duas novas motorizadas, continuando entretanto a “trabalhar na
abertura e limpeza de caminhos florestais”. Para além desta
renovação, que dá “mais mobilidade” aos Saltões, com a brigada extra
que se vai manter em conjunto com o funcionamento das três torres de
vigia e, com a ajuda da Polícia Municipal, mantendo os caminhos em
condições, o vereador da Protecção Civil da Câmara de Famalicão
considera que os meios que possuem são “suficientes” para o trabalho
que fazem, mas refere que se mais for necessário a seu tempo será
visto.

https://jn.sapo.pt/2004/10/27/minho/saltoes_recebem_meios_combate.html

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9. Coimbra: Pro Urbe promove sessão cultural no Parque Verde do
Mondego

Livros espalhados pelas árvores e arbustos, um posto de leitura
móvel, bancas de livros, curtas metragens, exposições, sessões de
contos e de poesia, um debate e, ainda, noite fora, à beira rio, jazz
e dj’s.

https://jornal.publico.pt/2004/10/27/LocalCentro/LC50.html

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10. Quercus e Geota alertam para risco ambiental do golfe

As associações ambientalistas Quercus e Geota reagem com reservas ao
anúncio do ministro do Turismo relativo à criação de incentivos
públicos à construção de infra-estruturas ligadas ao golfe. Vilamoura
deverá receber o World Cup em 2005, e para receber o torneio Telmo
Correia anunciou um pacote de incentivos à construção de mais 14
infra-estruturas ligadas à modalidade. Em declarações à Rádio
Renascença, Hélder Spínola, líder da Quercus, lembrou que os campos de
golfe nunca tiveram em conta os impactos ambientais, nomeadamente no
que diz respeito ao consumo de água, acrescentando que “os
empresários do sector têm de assumir um compromisso sério para com o
Ambiente”. Em nome do Geota, João de Melo afirmou que o golfe tem o
seu espaço em Portugal, mas frisou que “esse espaço não deve ser
conquistado à custa dos recursos hídricos”.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?
op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=c2f4107b6e40
254227fa91ccae0a16aa

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Selecção hoje feita por Maria Carvalho
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

* Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias, de O Primeiro de Janeiro, de O Comércio do Porto e do
Público Local Porto e Minho (em um ou vários dos citados, não
necessariamente em todos).
* Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.
* Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.
* O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
https://groups.yahoo.com/group/pned/
* Para mais informações e adesão à Associação Campo Aberto:
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