Biblioteca e Centro de Documentação

Esta página está ainda em construção, mas contém informação suficiente para que a utilização da biblioteca e outras bases de dados da Campo Aberto, catalogadas no centro de documentação, possa já ser útil.

O acervo principal é o dos livros, e o que está mais apto a ser de imediato consultado.

Em seguida, o acervo de avulsos pode também já ser consultado. Mais adiante, explica-se em que consiste.

Através da função de pesquisa, pode também aceder-se ao acervo de revistas e jornais. No entanto, está em organização uma base intitulada hemeroteca, que substituirá a atual de revistas e jornais, e que será muito mais extensa do que esta. Existe já um inventário com mais de 780 títulos, que vão sendo importados para essa nova base.

Uma coleção de vídeos e documentos digitais está também disponível para consulta, mas de catalogação ainda bastante incompleta. O acervo existente não é muito numeroso mas pode ser útil sobretudo como material pedagógico junto de escolas ou atividades associativas.

Um acervo relacionado diretamente com a associação Campo Aberto, suas realizações e história já de um quarto de século, o Arquivo Campo Aberto, apenas foi iniciado. Prevemos que gradualmente possa vir a ser ampliado. Poderá ter interesse para os seus diretores atuais e futuros, ativistas, voluntários, membros dos órgãos sociais, mas também para interessados externos que estudem ou investiguem o papel das associações de defesa do ambiente e da natureza em Portugal.

Uma pequena secção daquilo a que, descoloridamente, é hábito designar como «literatura cinzenta», e a que chamamos Relatórios e similares, aguarda oportunidade que possibilite iniciar a sua catalogação. De momento, haverá cerca de 20 desses itens, mas é provável que a reorganização em curso de numerosos documentos ainda não triados dê origem à constituição de outros agrupamentos semelhantes.

Seguem-se algumas notas sobre catalogação, utilização, pesquisa, conteúdos e indexação.

Os catálogos de livros

Embora esteja ainda em catalogação e organização, a biblioteca da Campo Aberto conta já com mais de 2200 livros catalogados, que podem ser pesquisados aqui (Ver e Pesquisar Obras). Aí também se podem encontrar outras coleções já referidas acima.

A biblioteca faz parte de um centro de documentação que inclui ainda uma hemeroteca (jornais, revistas e publicações em série), bem como de uma secção de «Avulsos» constituída por folhetos, textos, folhas de informação, e diversos outros itens semelhantes, que, embora ainda no início, permite já a consulta de algumas centenas desses avulsos (Ver e Pesquisar Avulsos). Embora bastante mais atrasadas na catalogação do que a biblioteca, essas secções estão também em vias de serem ordenadas, de modo a possibilitar a pesquisa, nos respetivos catálogos, da informação procurada.

Os avulsos são documentos quase sempre de poucas páginas, não raro de uma só página, mas por vezes artigos de 30 ou 40 páginas, do tipo que, em qualquer instituição, e concretamente em associações de intervenção, ou entidades equivalentes, se vão multiplicando sem nos darmos conta. De interesse desigual, todos os que estão a ser integrados no nosso acervo têm alguma justificação para terem sido nele incluídos. A catalogação que tem vindo a ser feita é a única forma de tornar útil a conservação desses documentos, pois o simples acúmulo torna impossível saber onde se encontra este ou aquele que aborda este ou aquele assunto de inegável interesse. A alternativa seria destiná-los à reciclagem, e alguns têm tido esse destino, mas temos vindo a verificar de que modo tais folhas podem ser vistas como fontes para a melhor compreensão de um sem número de temas.

Utilização

A pesquisa no local da biblioteca e centro de documentação (na sede da Campo Aberto) pode ser feita por marcação através do email: contacto@campoaberto.pt, não havendo o intuito de, nesta fase, promover o empréstimo domiciliário dos títulos existentes. Em casos determinados, e em condições estabelecidas, o empréstimo domiciliário poderá ser facultado. Já aconteceu sermos procurados por estudantes Erasmus e investigadores italianos, ingleses, espanhóis e catalães, e mesmo sermos o único local onde lhes foi possível, em pesquisa em linha, encontrar determinado livro. Cuja leitura, domiciliária ou in loco, tivemos o máximo gosto de facultar.

Pesquisa, conteúdos e indexação por assuntos

No caso dos livros é já possível pesquisar por título, autor e assuntos abordados, entre outros campos (menu Ver e Pesquisar Obras). Os assuntos são referidos de modo a ser feita uma indexação (em vias de elaboração) que no futuro poderá vir a permitir que, através de um determinado tema constante de uma lista minuciosa, se possa saber em que livros do nosso catálogo (através do número de registo) se encontra considerado este ou aquele tema.

Exemplos de pesquisas … em construção

Na sequência desse trabalho de indexação criámos uma página web onde constam, por ordem alfabética, os assuntos abordados, que incluem conceitos, frases, lemas, temas sui generis, e de modo geral referências que se basearam num entrecruzamento de ramos do conhecimento. Através dessa página web, que pode consultar neste weblink, é possível saber em que livro ou livros se encontra a informação pretendida.

Nessa página explicita-se melhor o que se pode fazer com essa lista (e outras em gestação) como meio de pesquisa ou de exploração de possibilidades de conhecimento.

Na «pequena história do Centro de Documentação da Campo Aberto» (ver secção seguinte), compreender-se-á melhor quais as suas virtualidades (e também limitações).

 

PEQUENA HISTÓRIA DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA CAMPO ABERTO

Nos primeiros cinco anos de existência, a Campo Aberto não tinha sede: reunia em cafés ou, mais habitualmente, em casa de um dos membros do grupo fundador e primeiras direções.

Quando, em início de 2006, em fevereiro, alugámos uma sede  (principal despesa da associação), aberta aos sócios e outros interessados (houve até uma festa de abertura, com grupo musical e tudo), passámos a dispor de um espaço, não muito grande mas suficiente para albergar qualquer coisa que se fosse mostrando necessário preservar. O equipamento, que beneficiou de uma pequena ajuda do Ministério do Ambiente, consistia em quatro mesas de fórmica, 20 cadeiras com placa para escrever, um arquivo metálico de pastas suspensas e quatro grandes gavetas, além de uma impressora, uma guilhotina, e pouco mais.

Um dia, alguém lembrou-se de oferecer uns quantos livros e revistas à associação. E assim, sem quase darmos conta, como muitas vezes acontece, o papel começou a multiplicar-se. Foram sendo oferecidos mais livros e revistas, por vezes sem grande ligação a temas de ambiente, mas dados de tão boa vontade que seria desconsideração não os aceitar (no entanto, a quase totalidade do acervo tem hoje relação direta, ou indireta mas próxima, com temas ambientais nas suas múltiplas facetas).

A dado momento, quando alguns departamentos do Ministério do Ambiente tiveram a revelação de que um centro de documentação à antiga, com livros e jornais, estava ultrapassado, e decidiram desfazer-se de grande parte do seu acervo ou pelo menos das suas reservas nesse capítulo, uma alma indignada com tal frivolidade, que por qualquer razão já tinha ouvido falar da incipiente Campo Aberto, perguntou se aceitávamos umas caixas de livros e revistas e umas dezenas de cartazes sobre Natureza. Dissemos que sim. E foi então que alguém concluiu que era lógico que a Campo Aberto tivesse uma biblioteca e outra documentação. E assim foi constando e começaram a afluir mais títulos, mas desta vez já quase sempre relativos a temas ambientais ou a temas que com estes se cruzavam mais estreitamente.

DE UMAS ESTANTES DE LIVROS À CATALOGAÇÃO TÉCNICA

O passo seguinte foi quando, um membro ou membros da direção,  cremos que Nuno Quental, convidou ou solicitou às sócias Maria Alcina Silva e Margarida Pinto de Magalhães (que depois agregariam uma amiga, Maria José Brito), que pensassem em ordenar a embrionária biblioteca. E assim, graças aos elementos dessa equipa que tinham alguma experiência de trabalho como professoras em bibliotecas escolares, e em especial Maria José Brito, veio a decidir-se adotar como norma de catalogação a chamada CDU – Classificação Decimal Universal.

O que tem permitido tornar localizáveis os assuntos e temas mas também cada espécime por si e aparentar-se o acervo à conceção de outros acervos exteriores. De resto, raramente a associação teve orçamento para adquirir novos livros. Daí que, embora não possamos ter uma aquisição sistemática de novos livros, temos vindo a receber doações significativas para a nossa pequena escala.

Depois da primeira doação de publicações oriundas do Ministério do Ambiente, tivemos por volta de 2016 a oferta da biblioteca e coleções de outros documentos provenientes do Centro Renascimento Rural, graças ao cuidado de Pedro Cavaco, que os conservou intactos durante décadas.  O Centro Renascimento Rural foi uma iniciativa que entre 1978 e 1985, grosso modo, existiu na aldeia de Barão de São João, concelho de Lagos, e que tem algo a ver com a pré-história da Campo Aberto  – ver apresentação existente neste site  Para aceder à apresentação, clique, no final do primeiro parágrafo, nas palavras: esta apresentação

Desde pelo menos 2011-12, recebíamos com frequência ofertas de Carlos Coutinho, relativas sobretudo aos problemas ambientais relacionados com a agricultura. Aí por 2018, foi-nos oferecida uma coleção pessoal, pertencente a uma das fundadoras da Campo Aberto, constituída por mais de três centenas de obras, grande parte de língua inglesa (editadas sobretudo no Reino Unido e nos Estados Unidos da América, contemporâneas da afirmação generalizada da consciência aguda da crise ecológica e logo da crise climática). Desde cedo, mas sobretudo nos últimos anos, uma coleção de cariz semelhante com dezenas de títulos foi doada por Nuno Quental.

Como é evidente, a nossa biblioteca não tem condições para se manter em renovação constante face à atividade editorial avassaladora no domínio da questão ambiental. Mas ela testemunha de dois grandes momentos na tomada pública de consciência nesse domínio: por um lado, os anos 1970-1985, que são os da eclosão em todo o mundo da problemática ambiental e de conservação da natureza. Por outro lado, o período 1990 a 2010, que corresponde à pública afirmação da questão climática e à da importância da biodiversidade ameaçada por uma atual gigantesca perda de espécies  e  de extinção continuada  prevista para o próximo futuro.

Desse modo, a biblioteca da Campo Aberto constitui uma fonte de autenticidade para a compreensão do desafio ecológico, que permite aquilatar da origem e valores iniciais do movimento ambiental histórico face a não poucas deformações, falsificações e trivialidades, incluindo enormes operações de «lavagem verde» que vivem do esquecimento e supressão do trabalho e do pensamento dos pioneiros e dos que lhes vão sucedendo.

 

HEMEROTECA

DOCUMENTOS AVULSOS

DOCUMENTOS «HISTÓRIA DA CAMPO ABERTO»

VÍDEOS

CARTAZES E OUTRAS IMAGENS

 

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