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Agende com a Campo Aberto / Calendário 2020

DATAS PARA A SUA AGENDA EM 2020
– COM A CAMPO ABERTO

SUSPENSÃO E ADIAMENTO
Colocado em 28 de março de 2020

É com pesar que tivemos que interromper a elaboração deste calendário de atividades para o ano de 2020.

Com efeito, perante a situação sanitária que se avolumava no país (e no mundo), tomámos a decisão na noite de domingo, 8 de março corrente, logo difundida por todas as vias a que temos acesso, de suspender e adiar, sem nova data marcada, todas as atividades públicas da associação, exceto as que estavam programadas em parceria com outras entidades. Também essas viriam a ser pouco depois anuladas.

O ano de 2020 deveria ser o da comemoração dos vinte anos da fundação da Campo Aberto (2000-2020). Dadas as circunstâncias  surgidas, é pouco provável que possamos assinalar a data como desejávamos. Se necessário admitimos que 2021 venha  a ser o ano real dessa evocação, se entretanto a situação pandémica for no fundamental ultrapassada, restabelecendo a possibilidade do laço social tão conatural à espécie humana e sem o qual lhe pode faltar o elementar sentido do destino comum e da cooperação entre próximos.

NÃO ADIADO: 10 e 11 de OUTUBRO de 2020
Com uma exceção, porém: manteve-se e mantém-se marcado para os dias 10 e 11 de outubro de 2020 o III Encontro de Convergência Ecológica e Ambiental, que, juntamente com mais três associações nossas parceiras na Comissão Organizadora do mesmo Encontro, está previsto decorrer em Marco de Canaveses.

Esse encontro destina-se a grupos formais ou informais, associações, coletivos, cooperativas, empresas, projetos, iniciativas que, mesmo não sendo exclusivamente dedicados à ecologia e/ou ao ambiente, consagram pelo menos parte dos seus esforços a essas temáticas. No caso de pessoas individuais interessadas, deverão integrar a delegação de algum coletivo a que pertençam ou que possa acolhê-las. Ou, em alternativa, criar o seu próprio grupo formal ou informal (perante a atual situação sanitária terá naturalmente que ser para já um grupo virtual/digital/telefónico).

As associações que integram a Comissão Organizadora além da Campo Aberto são a AAMDA – Associação de Amigos de Mindelo de Defesa do Ambiente, Associação de Amigos do Rio Ovelha (associação anfitriã) e Associação Famalicão em Transição.

A preparação do Encontro continua e convidam-se todos os interessados a inscreverem-se desde já [1]. Se vier a revelar-se impossível manter o encontro presencial na data marcada, tentaremos assinalar essa data com um evento virtual e prosseguir os preparativos para um encontro presencial logo que tal seja viável. De momento não há razões evidentes para fazer já qualquer adiamento, embora, no contexto atual, essa seja uma possibilidade em reserva caso necessário. Conheça o Programa do Encontro [2] e leia o rascunho de aditamento à Carta de Famalicão [3] proposto em cuja melhoria, correção, consensualização, revisão pode colaborar.

ÚLTIMA ATIVIDADE REALIZADA ANTES DA SUSPENSÃO
Março 5 – quinta-feira, 17:30

Casa das Artes, à rua Ruben A./António Cardoso, zona do Jardim Botânico, Porto
Debate : Pensar os espaços verdes e o património da cidade do Porto: o caso da iniciativa cidadã em defesa do terreno público e do património da Boavista.

Esta iniciativa pretende incentivar a reflexão sobre o tema e contribuir para a construção de um projeto participativo de cidade.

Entrada pública e livre, gratuita, sem necessidade de inscrição.

Organização: Movimento por um jardim ferroviário na Boavista, em parceria com a Campo Aberto – associação de defesa do ambiente e o Instituto de Sociologia da Universidade do Porto

Estiveram presentes cerca de 100 pessoas. A avaliar por algumas indicações que nos chegaram, teriam comparecido talvez+ o dobro se não se estivesse já na véspera da agudização súbita da crise pandémica na região do Porto.

ATIVIDADES PLANEADAS E SUSPENSAS, POR CATEGORIAS

1 – DEBATES, TERTÚLIAS, CONVERSAS

Nesta  categoria, tinha já sido realizada, em 26 de fevereiro, a tertúlia «Das hortícolas às fruteiras: prioritário salvaguardar as variedades tradicionais cultivadas», com a bióloga Maria João Almeida, doutorada na Universidade de Birmingham com uma tese no domínio da biologia genética sobre este tema. A tertúlia despertou grande interesse e foi muito participada e animada e seguida por mais de 30 pessoas.

Conversas de Livros sobre Ambiente (Clube de Leitura)

Tinha decorrido na quarta 12 de fevereiro a primeira destas conversas em 2020, animada por Eduarda Pinto, sobre árvores notáveis do Porto e sobre japoneiras e camélias. A animadora brindou-nos com um belíssimo arranjo floral, que se tornou um pouco o centro da sessão, embora se tivesse falado igualmente de árvores e camélias, claro.

Contávamos que  seriam ao longo do ano umas 8 ou 10 sessões deste tipo, de 4 em 4 ou de 5 em 5 semanas. Alguns dos animadores estavam já definidos e tinham já escolhido o livro que iriam apresentar. Tudo isso terá agora que aguardar nova definição, de acordo com o evoluir da situação sanitária.

Chegou a ser convocada a segunda do ano, para quinta-feira, 12 de março. Foi a primeira atividade a «cair» do calendário. Nessa conversa, António  Verdelho, médico neurocirurgião, vice-presidente da Campo Aberto, atualmente a atuar redobradamente na frente sanitária, iria apresentar o livro Direito Internacional do Ambiente – uma abordagem temática, de autoria de Carla Amado Gomes, jurista, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde leciona a cadeira de Direito Internacional do Ambiente. Seriam abordados como temas as fases de evolução do direito internacional do ambiente, o objeto deste, os bens ambientais como bens de interesse comum da humanidade, precaução e proteção do ambiente, o princípio do desenvolvimento sustentável e suas dificuldades, responsabilidade internacional do Estado por dano ecológico, ambiente e crimes contra a paz e segurança da humanidade. Vários outros temas tratados no livro poderiam ter aflorado à tona na conversa, caso se tivesse realizado.

Em complemento destas  Conversas, esteve em estudo a possibilidade de, mais espaçadamente (uma a duas sessões por ano), se iniciar um ciclo intitulado O movimento ecológico no Mundo e em Portugal através das suas publicações, a cargo do atual presidente da direção da Campo Aberto, José Carlos Costa Marques. Tal como as Conversas de Livros de Ambiente, estaria em ligação com a biblioteca da associação e  seria acompanhado da integração de algumas dessas publicações no acervo.

Em conexão com estas Conversas, está o trabalho de catalogação realizado persistentemente pela equipa de voluntárias do Grupo Biblioteca, com quase 1700 títulos catalogados, bem como o trabalho  de indexação remissiva, iniciado mais recentemente e que inventariou já os principais conceitos, factos, ideias e problemas abrangidos em mais de 500 desses títulos. Para cada conversa, e com base no trabalho do Grupo Biblioteca, têm sido elaboradas Sugestões de Leitura [4].

Conferência e debate

Esteve prevista para  8 de abril, aproveitando a passagem pelo Porto de Daniel Cérézuelle, escritor e pensador residente em Bordéus, França. Teria sido apresentado o tema «A industrialização da agricultura no pensamento de Bernard Charbonneau». Em francês, com tradução não simultânea do essencial da conversa. Bernard Charbonneau foi precursor do movimento ecológico em França, pensador da liberdade e da ruralidade. Um dos seus principais livros está traduzido em português: O Jardim de Babilónia (Edições Afrontamento, Porto, 1990). Teria estado disponível na sessão para venda (€9,00) e pode permanentemente ser adquirido para envio pelo correio por €10,00 (para contribuir para os custos de expedição e portes). Pedidos para: contacto@campoaberto.pt

Esta atividade não só foi suspensa como só poderá ser retomada caso se voltem a apresentar as condições que existiam na ocasião, pois a Campo Aberto não terá condições de custear a vinda do conferencista ao Porto de propósito para esse fim.

Ciclo de tertúlias «Transformar a Economia»

Este ciclo estava em organização quando da irrupção da pandemia. Seria constituído por quatro sessões, duas na primavera e duas no outono. Quanto às primeiras, duas pessoas tinham já sido convidadas e tinham aceite. Andreia Barbosa falaria da organização não governamental Economia Circular Portugal (Circular Economy Portugal) em conexão com o conceito e prática da Economia Solidária. Inês Cosme, membro da Rede para o Decrescimento, falaria de Decrescimento Sustentável. A terceira sessão seria sobre Solos Riqueza Maltratada, e a última sobre Economia Ecológica. Quanto a estas últimas, apenas tinham sido esboçados alguns contactos. Ver-se-á oportunamente o que fica de pé deste projeto e quando será executado.

 

2 – VISITAS A LOCAIS DE VALOR NATURAL, ECOLÓGICO, PAISAGÍSTICO E CULTURAL DE CURTA  DISTÂNCIA

Tratar-se-ia de dar continuidade às visitas a espaços verdes e vivos na Área Metropolitana do Porto e à apresentação do livro sobre o tema editado em 2017 e que têm vindo a ser feitas sistematicamente  em todos os concelhos da AMP e nalgumas freguesias e outros lugares públicos. Para 2020 estavam já aprazadas desde 2019 as que seriam as duas primeiras de 2020: Santa Maria da Feira e Arouca. A primeira tinha mesmo já sido divulgada e recebidas inscrições. Foi a segunda atividade a ser suspensa.

A visita e caminhada em Santa Maria da Feira, Margens do Rio Uíma e outros lugares de interesse paisagístico e natural, incluía belos exemplos de percursos em moldura de grande beleza e também de recuperação de pedreiras para fins lúdicos em lugares revegetalizados.  Pelas 17:30, nesse dia, far-se-ia a apresentação do livro Espaços Verdes e Vivos, em intenção da população do concelho. Quanto à visita e caminhada no Geopark de Arouca, a partir das Pedras Parideiras, consistiria num interessante percurso e caminhada no Geopark.

Já com data marcada para 9 de maio e em preparação estava uma visita ao CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha  e Ambiental, em Matosinhos, com a colaboração do biólogo José Teixeira, desse Centro, que apresentaria a instituição onde trabalha. Seria feita igualmente a apresentação do livro referido atrás e, complementarmente, uma caminhada numa zona dunar de Matosinhos. Ainda em preparação estavam visitas ao concelho de São João da Madeira e de Oliveira de Azeméis, os dois últimos concelhos da AMP ainda não «tocados» pelo périplo evocativo da «Campanha 50 espaços verdes em perigo e a preservar na AMP».

3 – VISITAS A LOCAIS DE VALOR NATURAL, ECOLÓGICO, PAISAGÍSTICO E CULTURAL DE MÉDIA E LONGA DISTÂNCIA

Foram programadas duas visitas de média distância para 2020, a primeira, marcada para 6 de junho, já em preparação avançada, a segunda ainda no início de preparação embora já com data marcada para 19 ou 26 de setembro. A primeira a Covas de Barroso, no concelho de Boticas, em zona de Património Agrícola Mundial no âmbito da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, em colaboração com a associação local Celtiberus. A segunda a Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Porto d’Ave, e Castelo de Lanhoso), incidindo sobre património natural e cultural, tendo como guia Eduardo Oliveira, profundo conhecedor do património do Minho. Estas visitas poderão ser objeto de remarcação quando estiverem reunidas as condições necessárias.

3 – CAMPANHAS, INICIATIVAS E PROJETOS

Espaços Verdes  e Vivos na Área Metropolitana do Porto

Ver acima ponto 2.
Ver sobretudo: sítio eletrónico específico [5].

Apoio à cooperação e convergência ecológica e ambiental entre associações, grupos e outros coletivos

Ver no início do artigo: «Não adiado – 10 e 11 de outubro de 2020
Sobre este assunto, ver sítio eletrónico específico [6].

Apoio ao Movimento Por Um Jardim Ferroviário na Boavista

Vários artigos neste e-sítio: Cidades Mais Verdes Cidades Mais Amigas [7]
Boavista Património Ferroviário [8]
e outros [9] e também Observatório do Urbanismo [10]

Apoio à Aliança pela Floresta  Autóctone

Ver sítio eletrónico específico [11].

Rede Douro Vivo e Corredor Verde do Rio Leça

A Campo Aberto integra e continuará a colaborar com a Rede Douro Vivo, que há anos desenvolve um trabalho sobre as bacias hidrográficas que confluem na bacia hidrográfica do Rio Douro, e que tem em vista melhorar o estado ecológico dessa bacia e a qualidade das suas águas, no espírito das diretivas europeias sobre o tema. Mais recentemente, em cooperação com a Associação VIPA1051 – Vida, Intervenção, Planeta, Plantas, Animais e com o NAST – Núcleo Associativo de Santo Tirso, a Campo Aberto tem vindo a preparar um debate sobre o chamado Corredor Verde do Rio Leça, debate esse sucessivamente previsto para 14 de março e 4 de abril e depois suspenso até nova análise devido à irrupção pandémica. Ambas estas atividades teriam integrado o nosso calendário para 2020 com datas precisas não fora a referida irrupção.

Campanha Agroambientais Sem Glifosato/Herbicidas

Continuaremos a apoiar esta campanha da Plataforma Transgénicos Fora [12] apesar  dos nossos meios limitados quase apenas à divulgação, bem como outras iniciativas na mesma dimensão como a Marcha Anual Contra a Monsanto/Bayer, tendo a Campo  Aberto estado presente numa reunião preparatória realizada no início de março. Infelizmente, e mais uma vez, a marcha, prevista para maio, não terá já provavelmente condições de se realizar devido à situação sanitária geral. Isso não significa, de modo algum, abandono da solidariedade com a Campanha.